Literatura BrasileiraMovimentos e Períodos Literários

LITERATURA 4 – A Prosa Trovadoresca Portuguesa

By 19 de janeiro de 2012 2 Comments

LITERATURA – ROTEIRO N° 04

1 – TEMA: A Prosa trovadoresca e suas principais características.

2 – PRÉ-REQUISITO:

  • Ler com compreensão.
  • Conhecer os principais eventos históricos de povos europeus, principalmente de Portugal.

3 – META: Ao final do estudo, você deverá ser capaz de:

  • interpretar textos
  • relacionar o período literário da língua portuguesa aos principais eventos históricos ocorridos em Portugal
  • identificar as características da prosa trovadoresca

4 – PRÉ-AVALIAÇÃO: O objetivo da pré-avaliação é diagnosticar o quanto se tem conhecimento de um assunto. Para isso, basta que você responda à Auto-avaliação que está no início deste Roteiro, antes de ler qualquer texto existente nele. Se você alcançar um resultado igual ou superior a 80 pontos, não precisa estudar o assunto, pois você já o domina suficientemente. Caso contrário, vá direto para as Atividades de Estudo.

5 – ATIVIDADES DE ESTUDO: Ler com entendimento é pré-requisito para se aprender qualquer coisa através da leitura. Portanto, faça o seguinte:

a) Tenha um dicionário de Português ao seu alcance, para consultá-lo sobre as palavras que você desconhece o significado;

b) Procure um lugar sossegado para ler os textos e fazer os exercícios;

c) Leia primeiro o texto; faça em seguida os exercícios; compare suas respostas com o gabarito e veja o que errou; retorne ao texto para verificar o porquê do erro.

6 – PÓS-AVALIAÇÃO: Após ter feito o estudo dos textos e os exercícios, responda às questões propostas na Auto-avaliação. Creio que você agora, acertará todas. Caso isso não aconteça, consulte as orientações dadas nas Atividades Suplementares.

7 – ATIVIDADES SUPLEMENTARES: Se você não conseguiu alcançar 80 pontos na Pós-avaliação, volte à leitura dos textos, agora com mais atenção. Sem pressa. A leitura com compreensão é a base da aprendizagem.

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AUTO-AVALIAÇÃO

Responda às questões abaixo antes de ler qualquer texto deste Roteiro. Atribua 7 pontos para cada resposta correta. Se você alcançar 80 pontos na soma total, parabéns! Você não precisa estudar este Roteiro, pois já domina suficientemente o conteúdo existente nele. Caso contrário, leia as orientações das Atividades de Estudo.

1. Assinale a alternativa correta:

a. (   ) Não houve prosa no período trovadoresco.

b. (   ) A prosa, no período trovadoresco, sofreu influência provençal.

c. (   ) A prosa do período trovadoresco era exclusivamente histórica.

d. (   ) A prosa do período trovadoresco era literariamente inferior à poesia do mesmo período.

2. Hagiografias são:

a. (   ) relatos históricos             b. (   ) biografias de reis

c. (   ) biografias de santos        d. (   ) biografias de trovadores

3. Nobiliários são:

a. (   ) a mesma coisa que livros de linhagem

b. (   ) biografias de reis

c. (   ) coletâneas de poemas escritos por nobres

d. (   ) as leis da Igreja Católica, que proibiam casamentos entre nobres com determinadas relações de parentesco.

4. As novelas de cavalaria encontradas em Portugal:

a. (   ) foram escritas em latim

b. (   ) são traduções de originais estrangeiros

c. (   ) são poemas líricos

d. (   ) são poemas que celebram feitos amorosos e guerreiros de cavaleiros andantes

5. Amadis de Gaula:

a. (   ) é uma novela de origem controvertida.

b. (   ) tem Lancelote como personagem principal.

c. (   ) é uma cantiga de amor

d. (   ) deu origem ao ciclo clássico na literatura portuguesa

6. Na Idade Média, a Historiografia era representada pelos(as):

a. (   ) hagiografias              b. (   ) nobiliários

c. (   ) cronicões                  d. (   ) pelas novelas de cavalaria

Leia o texto para responder às questões de 7 a 14.

“A Prosa Portuguesa, que ensaia literariamente seu aparecimento em fins do século XIV e princípios do século seguinte, surge representada, neste primeira época, pelas novelas de cavalaria e pelos tratados doutrinais de caráter religioso; uma, literatura de ficção, importada; outra, literatura apologética e didática; aquela, mais importante do que esta, do ponto de vista estético: mas, ambas, produção anônima. Conquanto tenhamos notícia da existência de livros de cavalaria escritos em português, hoje perdidos e alguns esperando sair do ineditismo sepulcral das bibliotecas, dessa primeira época literária só podemos mencionar “A Demanda do Santo Graal”, pois o “Livro de José de Arimateia” permanece inédito na Torre do Tombo; do “Merlim”, bem como do “Tristão”, apenas se sabe terem existido na livraria do rei D. Duarte e a novela do “Amadis de Gaula” só a conhecemos através da versão espanhola de 1508, feita por Garci Ordóñez de Montalvo, não obstante pareça tratar-se de tradução decalcada sobre um original português.

A Demanda do Santo Graal”, cujo autor revela consistir numa tradução de um original francês, não exprime com absoluta pureza os ideais da vida cortesã guerreira e sentimental da cavalaria medieval, pois a sua arquitetura e o seu espírito aparecem comprometidos por um simbolismo religioso heterodoxo (…). O fato de Galaaz – o cavaleiro eleito de Deus – recusar constantemente os combates cavaleirescos que põem à prova apenas a força pessoal e o fato de Lancelot – considerado a fina flor da cavalaria universal – não ter sido aceito na câmara do Santo Graal em virtude de seus amores clandestinos com a Rainha Genebra (mulher do rei Artur), revelam a intenção ascética do autor da novela a condenar a cavalaria pela cavalaria e reprovar pela base a galanteria palaciana.

Tal simbolismo não se revela no “Amadis de Gaula” (…) aqui. Amadis é o protótipo criado pela cavalaria medieval, o cavaleiro em pleno exercício de suas façanhas, liquidando monstros e malvados, tendo como fulcro de suas aventuras o objeto amado, e amando segundo o ritual e o espírito que vivificou as cortes da Europa feudalizada.”

(SPINA, Segismundo. Presença da Literatura Portuguesa. Vol. I, 3ª Edição, 1968, Difusão Europeia do Livro, São Paulo.)

VOCABULÁRIO:

Apologética – que encerra justificativa, defesa ou louvor a algo

Heterodoxo – oposto aos ou desviado dos princípios doutrinários

Ascética – prática de devoção e penitência

Fulcro – suporte, apoio, amparo

Ineditismo – não publicado ou impresso; nunca visto pela maioria das pessoas

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Marque a única alternativa correta no conjunto das cinco apresentadas.

O texto acima transcrito afirma que:

7. a (   ) é nos fins do século XIV e inícios do século XV que surgem as novelas de cavalaria e a prosa doutrinária.

b (   ) só a partir de fins do século XIV e início do seguinte é que podemos falar de prosa literária em Portugal.

c (   ) os tratados doutrinais de caráter religioso são literatura de ficção e as novelas de cavalaria são literatura apologética e didática.

d (   ) os tratados doutrinais de caráter religioso são importados, isto é, não têm origem portuguesa.

e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.

8. a (   ) além de os tratados religiosos e novelas de cavalaria não apresentarem valor literário, ambos são produções anônimas.

b (   ) esteticamente, a literatura apologética é mais importante do que as novelas de cavalaria.

c (   ) esteticamente, as novelas de cavalaria são mais importantes do que a literatura apologética e didática.

d (   ) autoria anônima é uma característica sempre presente nas primeiras obras literárias em prosa de qualquer literatura.

e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.

9. a (   ) muitos documentos em prosa das primeiras atividades literárias portuguesas estão inéditos, e outros estão perdidos.

b (   ) entre os documentos perdidos, encontra-se “José de Arimateia”.

c (   ) “José de Arimateia” e “Merlim” encontram-se inéditos na Torre do Tombo.

d (   ) “A Demanda do Santo Graal” permanence inédita na Torre do Tombo, por isso pode ser mencionada.

e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.

10. a (   ) “A Demanda do Santo Graal”, “José de Arimateia” e “Merlim” pertencem ao ciclo bretão.

b (   ) na biblioteca de D. Duarte havia uma cópia de “Merlim”, obra hoje perdida.

c (   ) o mais antigo exemplar conhecido da “Amadis de Gaula”, em português, data de 1508.

d (   ) nada, na versão espanhola de “Amadis de Gaula”, publicado por Garci Ordóñez de Montalvo, nos faz suspeitar da existência de um

original português.

e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.

11. a (   ) “A Demanda do Santo Graal” reflete com fidelidade absoluta os ideais da vida cortesã, guerreira e sentimental da cavalaria medi-

eval.

b (   ) nenhum tradutor de “A Demanda do Santo Graal” declara a nacionalidade dos originais.

c (   ) porque consiste na tradução de um original francês, A Demanda do Santo Graal não documenta os ideais da cavalaria medieval.

d (   ) Amadis de Gaula permanence inédito na Torre do Tombo.

e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.

12. a (   ) não há simbologia religiosa na versão que conhecemos de A Demanda do Santo Graal.

b (   ) A Demanda do Santo Graal pode ser comparada. a uma obra de arquitetura, pelo seu espírito comprometido por um simbolismo re-

ligioso.

c (   ) Galaaz é considerado a flor da cavalaria medieval.

d (   ) através da punição de Lancelot e do comportamento de Galaaz, percebe-se a intenção ascética do autor da novela.

e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta

13. a (   ) Lancelot era considerado a flor da cavalaria medieval devido a seus amores clandestinos com a mulher do Rei Artur.

b (   ) Galaaz e Lancelot são personagens de Amadis de Gaula.

c (   ) Lancelot não foi aceito na câmara do Graal.

d (   ) a galanteria palaciana e o ideal guerreiro de vida são incentivados em A Demanda do Santo Graal.

e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta

14. a (   ) Amadis de Gaula reflete as mesmas intenções ascéticas de moralização da cavalaria de A Demanda do Santo Graal.

b (   ) o personagem Amadis  tem o mesmo comportamento de Galaaz.

c (   ) Amadis, como personagem, age como protótipo da cavalaria medieval.

d (   ) Galaaz e Lancelot são cavaleiros eleitos de Deus.

e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.

Gabarito:

1. D   2. C   3. A    4. B    5. A    6. C    7. B    8. C    9. A    10. B   11. E

12. D   13. C   14. C

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ANEXO A  – A prosa trovadoresca.

As manifestações literárias em prosa do período trovadoresco são usualmente consideradas inferiores à produção poética, pelas seguintes razões:

a)     grande parte dos textos são documentos cujo interesse principal é histórico, religioso ou genealógico;

b)     nem todos os textos foram escritos em português, pois na época, o português dividia com o latim a preferência dos escritores;

c)     os textos que mais alto valor literário apresentam (por serem ficção) não são portugueses, mas traduções de originais estrangeiros.

Entretanto, apesar da sua quase marginalidade como fenômeno literário (exceção feita aos textos traduzidos de originais estrangeiros), o estudo da prosa trovadoresca é de grande importância para o futuro desenvolvimento da prosa portuguesa.

A prosa medieval portuguesa é representada pelos Cronicões, Li-vros de Linhagem, Hagiografias e Novelas de Cavalaria.

Cronicões – pertencem ao gênero da Historiografia. Às vezes escritos em latim, consistem quase sempre em uma mera ordenação cronológica de eventos. Os Cronicões inauguraram o gênero historiográfico em Portugal. Grande parte do material histórico contido nos cronicões e livros de linhagem foi compilada por Alexandre Herculano em sua obra Portugalia Monumenta Historica.

Livros de Linhagem – eram também chamados Nobiliários. Sua elaboração estava bastante relacionada a interesses da nobreza. A finalidade dos livros de linhagem era a de facilitar o estabelecimento de graus de parentesco, a fim de resguardar direitos patrimoniais e impedir casamentos proibidos pela Igreja Católica. Os Nobiliários continham longas listas com os nomes de pessoas das famílias nobres.

Quatro Nobiliários são conhecidos: dois deles (os últimos), escritos por ordem do Conde de Barcelos (filho natural de D. Dinis), entercalam, no rol de nomes, narrativas históricas e folclóricas, que aumentam seu valor literário. (…)

Certas histórias presentes nos Nobiliários deram origem a alguns dos contos de Lendas e Narrativas, de Alexandre Herculano, como “A Dama Pé de Cabra” e “A Morte do Lidador”.

Hagiografias – as hagiografias referem-se, quase que exclusivamente, a relatos biográficos de santos. Tinham cunho religioso e finalidades catequéticas. Da mesma forma que os cronicões, algumas foram escritas em latim.

Novelas de Cavalaria – as novelas de cavalaria originaram-se da prosificação das canções de gesta, que eram poemas de exaltação a feitos guerreiros. As novelas de cavalaria destinavam-se a um público aristocrático, e podem ser consideradas uma fiel expressão da vida medieval. De origem estrangeira – Inglaterra e França – são encontradas em traduções portuguesas a partir do século XIII.

(Curso Abril Vestibular. Fascículo 2. 1ª Edição)

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ANEXO B – Os ciclos das novelas de cavalaria

Apesar de Portugal não ter tido uma cavalaria europeia típica, as novelas de cavalaria encontraram um público apaixonado e fiel nesse país, a partir do final do século XIII. Convenciona-se dividir as novelas de cavalaria em quatro ciclos:

  • ciclo greco-latino: inspirado nas tradições greco-latinas, dá uma roupagem medieval às tradições místicas.
  • ciclo bretão ou arturiano: as novelas deste ciclo giram em torno da figura de Artur, rei da Bretanha, que, aliado a seus cavaleiros, busca o Santo Graal1, ou une-se a seus companheiros em torno da Távola Redonda para rememorar façanhas de guerra.
  • Ciclo francês ou Carlovíngio: canta os feitos militares do imperador francês Carlos Magno.
  • Ciclo de Amadis: narra as aventuras de Amadis de Gaula, cavaleiro bretão, filho do amor proibido entre Elisena e o rei Perion, que foi abandonado pelos pais no mar. Foi recolhido por uma família que o designou como pagem de Oriana, aquela que viria a ser o seu grande amor, e por quem ele se entregaria a feitos heróicos. Tímido, a princípio, não ousa confessar seus sentimentos, depois, já correspondido, ele a possui. Mais tarde, ela o acusa injustamente de infidelidade e ele se faz ermitão. A novela Amadis de Gaula tem uma autoria polêmica. Os pesquisadores se debatem entre um autor castelhano e um português, mas os estudos são inconclusivos.

O ciclo bretão foi o que mais encontrou acolhimento junto ao público português. Sabe-se, com certeza, que três novelas desse ciclo teriam circulado em Portugal durante os séculos XIV e XV, todas interligadas por suas personagens e temas: A Demanda do Santo Graal, José de Arimateia e Merlin.

As novelas de cavalaria tem uma estrutura narrativa que lembra as epopeias gregas. A harmonia provisória é rompida quando um heroi ou um grupo de homens valentes se vêem às voltas com um desafio a ser vencido. Nunca o heroi caminhará de maneira retilínea em direção ao seu objetivo. Antes disso, terá de enfrentar perigos e provas que servirão para reiterar o seu valor e o seu merecimento pessoal, tornando-o digno de lograr êxito em sua empreitada. Caso ele não consiga, deixará tão claro a sua força física e moral e terá aprendido tanto pelo caminho que o próprio caminho se revelará mais importante que o objetivo inicial que o moveu. Tal estrutura tem sido reiterada em vários tipos de narrativa, até mesmo no cinema (vide Indiana Jones) e nos seriados de TV.

(Clenir Bellezi de Oliveira, Arte Literária Portugal – Brasil. Editora Moderna, 1999, São Paulo)

Notas explicativas:

1 – Santo Graal: algumas das lendas pagãs não puderam ser suprimidas pela Igreja Católica. Diante dessa impossibilidade, a Igreja tratou de cristianizá-las. Na versão original, o Cálice Sagrado não continha o sangue de Cristo, mas toda a sabedoria do universo, por isso era tão obssessivamente procurado.

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ANEXO C – Síntese das características da prosa trovadoresca em Portugal

PROSA TROVADORESCA EM PORTUGAL

Tipos de texto

Cronicões hagiografias Nobiliários

Novelas de cavalaria

Assunto

Histórico

Religioso

Genealógico

Cavaleiresco

Conteúdo Relação a fatos históricos a-presentados em ordem cro-nológica Biografia de santos Lista de nomes dos integrantes de famílias nobres e sua relação de pa-rentesco. Even-tuais narrativas históricas ou len-dárias. Narração de feitos guerreiros e amorosos de cavaleiros andan-tes.
Finalidade Historiográfica Catequética Estabelecimento do grau de paren-tesco entre a no-breza
Influência Influência reli-giosa e ascética
Língua Português e latim Português e latim Traduzidas do francês para o português
Origem Prosificação das canções de gesta
Obras conhecidas José de Arimateia, Merlim, A Demanda do Santo Graal, Amadis de Gaula

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LEITURA COMPLEMENTAR

Amadis de Gaula exprime um ideal puramente cavaleiresco, sem influência da tradição cristã. Sua grande importância advém do fato de ter inspirado todo um ciclo de novelas, durante o século XVI: o do ciclo de Amadis. Abaixo apresentamos um trecho escrito em português atual.

ORIANA, LA SIN PAR

Reinava então na Grã Bretanha um rei chamado Falangriz. Este rei morreu sem deixar herdeiros e os Senhores ofereceram o trono ao seu irmão Lisuarte, grande cavaleiro em armas e em discrição, casado com Brisena, filha do rei da Dinamarca, a donzela mais formosa de todas as ilhas do mar.

Lisuarte, com grande frota, se dirigiu ao seu reino. Na Escócia, foi recebido com muitas honras pelo rei Languines. Como o mar estava agitado, deixou ali sua filha Oriana, chamada La Sin Par, porque em seu tempo não havia nenhuma que se igualasse a ela em formosura. Oriana, que havia nascido na Dinamarca, tinha então dez anos, e o rei Languines e a rainha se alegraram em tomá-la aos seus cuidados. Seu pai embarcou com muita pressa porque tinha inimigos na Grã Bretanha, donde chegou a ser rei depois de grande esforço.

O Donzelo do Mar1 tinha então doze anos, entretanto parecia maior. Quando chegou Oriana, a rainha logo o designou para que o mesmo a servisse, e ela recusou o que ele fazia. O rapaz guardou esta palavra em seu coração por toda a vida.

Um dia, o rapaz sentindo que podia tomar armas, se dirigiu ao rei, que estava na horta, e acercando-se dele, disse-lhe:

–  Senhor, se é do seu agrado, é tempo de eu me tornar cavaleiro.

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Notas explicativas:

1 – O Donzelo do Mar: Amadis, o personagem central da novela.

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