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TEXTO TÉCNICO PARA INTERPRETAÇÃO 13 – A ARTE DE ESCREVER

By 6 de setembro de 2013 One Comment

TEXTO TÉCNICO PARA INTERPRETAÇÃO N° 13 – A ARTE DE ESCREVER

Para uma maior reflexão sobre a dificuldade que temos em produzir textos e sobre a importância deles na escola, propomos a leitura do texto de Matoso Câmara “A arte de escrever”.

  1.          “Há, portanto, uma arte de escrever – que é a redação. Não é uma prerrogativa dos literatos, senão uma atividade social indispensável, para a qual falta, não obstante, muitas vezes, uma preparação preliminar.
  2.          A arte de falar, necessária à exposição oral, é mais fácil na medida em que se beneficia da prática da fala cotidiana, de cujos elementos parte em princípio.
  3.          O que há de comum, antes de tudo, entre a exposição oral e a escrita é a necessidade da boa composição, isto é, uma distribuição metódica e compreensível de ideias.
  4.          Impõe-se igualmente a visualização de um objetivo definido. Ninguém é capaz de escrever bem, se não sabe bem o que vai escrever.
  5.          Justamente por causa disso, as condições para a redação no exercício da vida profissional ou no intercâmbio amplo, dentro da sociedade, são muito diversas das da redação escolar. A convicção do que vamos dizer, a importância que há em dizê-lo, o domínio de um assunto da nossa especialidade tiram à redação o caráter negativo de mero exercício formal, como tem na escola.
  6.          Qualquer um de nós senhor de um assunto é, em princípio, capaz de escrever sobre ele. Não há um jeito especial para a redação, ao contrário do que muita gente pensa. Há apenas uma falta de preparação inicial, que o esforço e a prática vencem.
  7.          Por outro lado, a arte de escrever, na medida em que consubstancia a nossa capacidade de expressão do pensar e do sentir, tem de firmar raízes na nossa própria personalidade e decorre, em grande parte, de um trabalho nosso para desenvolver a personalidade por este ângulo. […]
  8.          A arte de escrever precisa assentar numa atividade preliminar já radicada, que parte do ensino escolar e de um hábito de leitura inteligentemente conduzido; depende muito, portanto, de nós mesmos, de uma disciplina mental adquirida pela autocrítica e pela observação cuidadosa do que outros, com bom resultado, escreveram.”

JOAQUIM MATTOSO CÂMARA JR. Manual de expressão oral & escrita. 7a. Edição, Vozes, Petrópolis, 1983.

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Depois de ler o texto responda às questões abaixo:

  1. Explique com suas próprias palavras a seguinte afirmação, contida no parágrafo 1: “[ A redação] Não é uma prerrogativa dos literatos, senão uma atividade social indispensável…”

2. Qual é o principal ponto em comum entre a produção de um texto oral e a de um texto escrito?

3. Explique o que o autor quer dizer com: “Impõe-se igualmente a visualização de um objetivo definido”  contido no parágrafo 4.

4. Quais as diferenças entre a produção de um texto no exercício da vida profissional ou social e a produção de um texto nas aulas de redação?

5. Embora seja um mero exercício formal, a prática de produção de textos na escola é útil e aparece justificada em algumas passagens do texto de Mattoso Câmara. Identifique algumas dessas passagens.

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Gabarito:

  1. Sua resposta deve conter o argumento de que escrever é uma atividade necessária a todo ser humano, pois trata-se de uma forma de comunicação na sociedade atual. Não é uma atividade exclusiva dos literatos e escritores profissionais. Todo homem, hoje, precisa saber ler e escrever para não ficar à margem das atividades sociais e profissionais.

 2. O que essas duas formas de comunicação possuem em comum é a necessidade de uma exposição compreensível das ideias, onde se pode identificar a introdução, o desenvolvimento e a conclusão do assunto.

 3. Para se escrever sobre qualquer assunto é necessário que se tenha, antes de tudo, um objetivo a ser atingido. O argumento é que não se pode escrever bem, se não se sabe para que ou para quem se vai escrever. É necessário se saber com que objetivo se vai escrever algo.

 4. Segundo o autor do texto, a diferença é: na vida profissional escreve-se com convicção sobre assuntos que fazem parte da profissão de quem a exerce, isto é, existe certo domínio do conhecimento. A produção de textos na sala de aula (as redações), em geral, partem de um tema dado pelo professor, o qual nem sempre os alunos têm subsídios suficientes para desenvolvê-lo. Isto torna a redação escolar um mero exercício formal sem muito objetivo.

 5. O autor justifica a prática da redação na escola, nos parágrafos 6, 7 e 8. O autor defende que mesmo se tratando de um mero exercício formal, ela é importante porque é nesse momento que se inicia o hábito de escrever, que deve ser seguido de leitura e interpretação de textos para se adquirir disciplina voltada para a análise crítica dos escritos de outras pessoas.

One Comment

  • Edylton disse:

    Não adianta ter todos os macetes para fazer uma boa redação, se não tiver conhecimento do assunto, cheguei a essa conclusão quado fui fazer um concurso do ministério da cultura, o tema era cultura, e eu não sabia nem o que era cultura, como eu iria dissertar sobre algo que eu só sei o nome e nada mais.

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