{"id":1214,"date":"2014-09-16T00:17:56","date_gmt":"2014-09-16T00:17:56","guid":{"rendered":"http:\/\/portugues.camerapro.com.br\/?p=1214"},"modified":"2014-09-16T00:17:56","modified_gmt":"2014-09-16T00:17:56","slug":"texto-para-interpretacao-83-a-invencao-do-telefone-nivel-fundamental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=1214","title":{"rendered":"TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 83 &#8211; A INVEN\u00c7\u00c3O DO TELEFONE (N\u00edvel Fundamental)"},"content":{"rendered":"<p>TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 83 \u2013 A INVEN\u00c7\u00c3O DO TELEFONE\u00a0\u00a0 (N\u00edvel Fundamental)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><!--more-->A INVEN\u00c7\u00c3O DO TELEFONE<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Garotinho ainda, o escoc\u00eas Graham Bell dizia aos pais que quando crescesse queria ser inventor. Mas voc\u00eas sabem, querer ser inventor na Esc\u00f3cia \u00e9 algo assim como nascer com voca\u00e7\u00e3o para astronauta em S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o. A Esc\u00f3cia n\u00e3o \u00e9 exatamente um pa\u00eds de inventores. Os poucos que pretendiam s\u00ea-lo, no caminho de casa para a oficina acabavam sempre entrando num bar e na oitava dose da maior inven\u00e7\u00e3o escocesa j\u00e1 n\u00e3o lembravam mais o que queriam inventar. Graham Bell salvou-se porque n\u00e3o bebia. De qualquer maneira n\u00e3o via muito futuro na Esc\u00f3cia onde tudo o que se poderia inventar j\u00e1 tinha sido inventado: a bicicleta, o u\u00edsque, a gaita de fole e a saia escocesa.<\/p>\n<p>Contrariado com essa falta de perspectiva, Bell um dia chegou em casa e anunciou que iria para os Estados Unidos, \u201cpa\u00eds onde est\u00e3o inventando as coisas\u201d. Arrumou sua maleta (parecida com a dos funcion\u00e1rios da Telerj), passou uns tempos na Alemanha, no Canad\u00e1 e, finalmente, instalou-se em Boston onde depois de se naturalizar norte-americano deu um pulinho no Registro de Inventos e Patentes e, muito seguro de si, perguntou ao funcion\u00e1rio: \u201cPor obs\u00e9quio, eu gostaria de saber o que est\u00e1 faltando ser inventado aqui\u201d. O funcion\u00e1rio pediu para aguardar um pouco e consultou uma longa lista: \u201cBem, ainda n\u00e3o apareceu ningu\u00e9m para inventar o telefone\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; Ent\u00e3o, deixa comigo \u2013 afirmou Bell cheio de confian\u00e7a.<\/p>\n<p>Na realidade, Bell quase teve de inventar outra coisa para ver seu nome nas enciclop\u00e9dias. Antes dele outro americano, Page, j\u00e1 desconfiava que as ondas el\u00e9tricas podiam transmitir o som; um franc\u00eas, Bourseul, afirmou que as palavras podiam ser levadas tanto pelo correio como pela eletricidade e o alem\u00e3o Jo\u00e3o Felipe chegou a construir um telefone e s\u00f3 n\u00e3o tirou patente porque seu dinheiro acabou e ele n\u00e3o p\u00f4de construir o outro aparelho: com um aparelho s\u00f3, como poderia falar no telefone?<\/p>\n<p>Mas o grande advers\u00e1rio de Graham Bell foi um eletricista de Chicago chamado Elisha Gray. No dia 12 de fevereiro de 1876 Bell entrou no Escrit\u00f3rio de Registros de Inven\u00e7\u00f5es de Boston com seus telefones debaixo do bra\u00e7o, sem saber que naquele mesmo dia Elisha fazia a mesma coisa em Chicago. Os dois se proclamaram inventores do telefone. A pol\u00eamica tomou conta do pa\u00eds e foi parar no tribunal, que deu vit\u00f3ria a Bell. Segundo o juiz, Bell s\u00f3 se tornou o inventor oficial do telefone porque conseguiu linha primeiro.<\/p>\n<p>A inven\u00e7\u00e3o repercutiu por todo o mundo. Dia seguinte j\u00e1 havia uma multid\u00e3o na porta da casa de Graham Bell querendo conhecer aquele aparelhinho misterioso. E formou-se ent\u00e3o a primeira fila para falar no telefone. Bell, que investiu todo o seu dinheiro na inven\u00e7\u00e3o, n\u00e3o esperava tamanho sucesso. \u201cSe soubesse que ia ser assim\u201d, confidenciou a uns amigos, \u201cteria tratado de inventar antes a ficha do telefone\u201d. As pessoas se aproximavam entre curiosas e amedrontadas, observavam aquele aparelhinho em cima da mesa e perguntavam a Bell: \u201cPra que serve mesmo?\u201d<\/p>\n<p>&#8211; Pra falar com outra pessoa.<\/p>\n<p>&#8211; Posso tentar?<\/p>\n<p>Bell deixava o cidad\u00e3o \u00e0 vontade. O aparelho, evidente, era daqueles modelos antigos, com o bocal na pr\u00f3pria haste, separado da parte onde encaixa o ouvido. O cidad\u00e3o pediu \u00e0 sua mulher para que se afastasse, pegou o aparelho e sem experi\u00eancia no manejo colocou o bocal no ouvido e o fone na boca. DE in\u00edcio tentou colocar dentro da boca, como se fosse uma banana, mas, percebendo que o som n\u00e3o sa\u00eda, afastou-o e disse: \u201cMulher, est\u00e1 me ouvindo?\u201d. A mulher, a tr\u00eas metros de dist\u00e2ncia, respondeu: \u201cEstou\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; Que que voc\u00ea acha desse telefone? (As pessoas ainda n\u00e3o estavam familiarizadas com o nome do aparelho.)<\/p>\n<p>&#8211; Maravilhoso! \u2013 exclamou parada, enquanto observava o marido tr\u00eamulo segurando o aparelho.<\/p>\n<p>&#8211; Incr\u00edvel \u2013 berrou o marido, ao ouvir a resposta da mulher. \u2013 \u00c9 fant\u00e1stico. Inacredit\u00e1vel. Ele ouve mesmo.<\/p>\n<p>Bell, que havia se ausentado da sala, voltou e perguntou ao cidad\u00e3o: \u201cComo \u00e9? Falou?\u201d<\/p>\n<p>&#8211; Falei. Claro que falei. Falei com minha mulher. Ela ouviu tudinho.<\/p>\n<p>&#8211; Mas esse aparelho \u00e9 para voc\u00ea falar com as pessoas \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>&#8211; Ela estava distante. Estava l\u00e1 perto da porta.<\/p>\n<p>&#8211; Eu me refiro a longas dist\u00e2ncias.<\/p>\n<p>&#8211; Ah, \u00e9? Ent\u00e3o, Mary \u2013 ordenou o marido -, v\u00e1 l\u00e1 para o outro lado da ponte.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o adianta \u2013 corrigiu Bell. \u2013 Ela tem que ter um aparelho tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>&#8211; Tamb\u00e9m? Ora, ent\u00e3o qual \u00e9 a gra\u00e7a? Assim qualquer um fala. Quero ver \u00e9 voc\u00ea inventar uma conversa a longa dist\u00e2ncia sem aparelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\u00a0( Carlos Eduardo Novaes. <em>A l\u00edngua de fora.<\/em> 2<sup>a<\/sup> Edi\u00e7\u00e3o, Rio de Janeiro, Editorial N\u00f3rdica, 1979)<\/p>\n<p>\u00a0Ap\u00f3s a leitura atento do texto responda \u00e0s quest\u00f5es a seguir.<\/p>\n<ol>\n<li>O Autor \u00e9, sobretudo, ir\u00f4nico. O que quis dizer com \u201c&#8230; querer ser inventor na Esc\u00f3cia \u00e9 algo assim como nascer com voca\u00e7\u00e3o para astronauta em S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o.\u201d?<\/li>\n<li>Se n\u00e3o havia perspectiva na Esc\u00f3cia, o que Graham Bell decidiu fazer?<\/li>\n<li>Por que Graham Bell \u201c&#8230; quase teve que inventar outra coisa para ver seu nome nas enciclop\u00e9dias\u201d?<\/li>\n<li>O texto informa que duas pessoas se proclamaram inventores do telefone. Quem foram?<\/li>\n<li>As pessoas se sentiam \u00e0 vontade ao experimentar o telefone?<\/li>\n<li>Para voc\u00ea, o que representou a inven\u00e7\u00e3o do telefone?<\/li>\n<li>Que aspectos da vida humana, na sua opini\u00e3o, foram modificados pelo telefone? Justifique.<\/li>\n<li>Os inventos, em geral, decorrem de uma necessidade. Se voc\u00ea fosse um inventor, que tipo de invento voc\u00ea faria para ajudar as pessoas? Explique.<\/li>\n<li>Cite tr\u00eas inven\u00e7\u00f5es que revolucionaram o mundo nos \u00faltimos cem anos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>______________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\">GABARITO<\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\">Quis dizer que \u00e9 uma aspira\u00e7\u00e3o quase imposs\u00edvel de ser concretizada em decorr\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o de desenvolvimento de conhecimento existente no lugar.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\">Saiu do pa\u00eds onde nasceu e foi para os Estados Unidos.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\">Porque v\u00e1rios cientistas tamb\u00e9m estavam pesquisando no mesmo sentido do invento do telefone.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\">Graham Bell e Elisha Gray.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\">N\u00e3o. Achavam o invento maravilhoso mas ficavam nervosas ao utiliz\u00e1-lo.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\">Resposta pessoal.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\">Resposta pessoal embasada em fatos reais.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\">Resposta pessoal.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: rgb(255, 0, 0);\">Resposta pessoal. H\u00e1 um grande n\u00fameros de inven\u00e7\u00f5es que foram feitas durante o s\u00e9culo XX em decorr\u00eancia da evolu\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o das sociedades. Ex: a l\u00e2mpada el\u00e9trica, o avi\u00e3o, o r\u00e1dio, a televis\u00e3o, os adubos qu\u00edmicos, a fog\u00e3o a g\u00e1s, a geladeira, a m\u00e1quina de lavar roupa, etc.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 83 \u2013 A INVEN\u00c7\u00c3O DO TELEFONE\u00a0\u00a0 (N\u00edvel 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