{"id":1255,"date":"2015-01-18T13:22:25","date_gmt":"2015-01-18T13:22:25","guid":{"rendered":"http:\/\/portugues.camerapro.com.br\/?p=1255"},"modified":"2015-01-18T13:22:25","modified_gmt":"2015-01-18T13:22:25","slug":"texto-para-interpretacao-85-o-coronel-e-o-lobisomem-nivel-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=1255","title":{"rendered":"TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 85 &#8211; O CORONEL E O LOBISOMEM (N\u00edvel M\u00e9dio)"},"content":{"rendered":"<p>TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 85 \u2013 O Coronel e o Lobisomem \u00a0(N\u00edvel M\u00e9dio)<\/p>\n<p>!&#8211;more&#8211;>\u00a0O CORONEL E O LOBISOMEM<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0  Num repente, relembrei estar em noite de lobisomem \u2013 era sexta-feira.<\/p>\n<p>          J\u00e1 um &#8220;estir\u00e3o&#8221; era andado quando, numa ro\u00e7a de mandioca, adveio aquele figur\u00e3o de cachorro, uma pe\u00e7a de vinte palmos de p\u00ealo e raiva&#8230;<\/p>\n<p>          Dei um pulo de cabrito e preparado estava para a guerra do lobisomem. Por descargo de consci\u00eancia, do que nem carecia, chamei os santos de que sou devocioneiro:<\/p>\n<p>          &#8211; S\u00e3o Jorge, Santo Onofre, S\u00e3o Jos\u00e9!<\/p>\n<p>          Em presen\u00e7a de tal apela\u00e7\u00e3o, mais brabento apareceu a peste. Ciscava o ch\u00e3o de soltar terra e macega no longe de dez bra\u00e7as ou mais. Era trabalho de gelar qualquer crist\u00e3o que n\u00e3o levasse o nome de Ponciano de Azeredo Furtado. Dos olhos do lobisomem pingava labareda, em risco de contaminar de fogo o verdal adjacente. Tanta chispa largava o penitente que um ca\u00e7ador de paca, estando em dist\u00e2ncia de bom respeito, cuidou que o mato estivesse ardendo. J\u00e1 nessa altura eu tinha pegado a seguran\u00e7a de uma figueira e de l\u00e1 de cima, do galho mais firme aguardava a delibera\u00e7\u00e3o do lobisomem. Garrucha engatilhada, s\u00f3 pedia que o assombrado desse franquia de tiro. Sabid\u00e3o, cheio de voltas e nega\u00e7as, deu ele de executar macaquice que nunca cuidei que um lobisomem pudesse fazer. Aquele par de brasas espiava aqui e l\u00e1 na esperan\u00e7a de que eu pensasse ser uma s\u00facia deles e n\u00e3o uma pessoa sozinha. O que o galhofista queria \u00e9 que eu, coronel de \u00e2nimo desenfreado, fosse para o barro denegrir a farda e deslustrar a patente. Sujeito especial em lobisomem como eu n\u00e3o ia cair em armadilha de pouco pau. No alto da figueira estava, no alto da figueira fiquei.<\/p>\n<p>(JOS\u00c9 C\u00c2NDIDO DE CARVALHO. O Coronel e o Lobisomem. Jos\u00e9 Olympio, 11a. Edi\u00e7\u00e3o, Rio de Janeiro)<\/p>\n<p>_____________________________________________________<br \/>\nl. D\u00ea o significado das seguintes palavras que aparecem no texto:<br \/>\n   a) estir\u00e3o<br \/>\n   b) carecia<br \/>\n   c) macega<br \/>\n   d) nega\u00e7as<br \/>\n   e) s\u00facia<br \/>\n   f) denegrir<\/p>\n<p>2. O tempo (momento em que transcorre a a\u00e7\u00e3o) e o espa\u00e7o (local onde ocorre a a\u00e7\u00e3o) est\u00e3o adequados ao fato narrado? Justifique.<\/p>\n<p>3. Em que pessoa \u00e9 narrado o texto? Quem \u00e9 o narrador?<\/p>\n<p>4. Pode-se afirmar que o lobisomem \u00e9 esperto? Justifique sua resposta com elementos do texto.<\/p>\n<p>5. Aponte uma passagem do texto que indica que o coronel sentiu medo do lobisomem.<\/p>\n<p>6. Quais nomes o narrador emprega para designar o lobisomem?<\/p>\n<p>7. Indique passagens do texto que revelam a f\u00faria do lobisomem.<\/p>\n<p>8. Na frase: \u201cSujeito especial&#8221; em lobisomem como eu, n\u00e3o ia cair em &#8220;armadilha de pouco pau&#8221; \u201d, qual o sentido das express\u00f5es em destaque?<\/p>\n<p>9. Pode-se afirmar que o coronel \u00e9 vaidoso? Justifique sua resposta com elementos do texto.<\/p>\n<p>10. Aponte duas caracter\u00edsticas do ambiente sociocultural em que se desenrola a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>______________________________________________________________<\/p>\n<p>Gabarito:<\/p>\n<p>1.\u00a0a) caminhada longa<\/p>\n<p>  \u00a0b) precisava, necessitava<\/p>\n<p>  \u00a0c) qualquer erva daninha<\/p>\n<p>  \u00a0d) engodo, isca<\/p>\n<p>  \u00a0e) multid\u00e3o de bandidos, malfeitores<\/p>\n<p>  \u00a0f) tirar a fama ou o cr\u00e9dito, infamar<\/p>\n<p>2. Sim. Pois descreve o encontro de um lobisomem, personagem folcl\u00f3rica que segundo seus criadores, s\u00f3 aparece \u00e0 noite em lugares ermos ou florestas. O texto informa que era \u201cnoite de lobisomem \u2013 sexta-feira&#8230; numa ro\u00e7a de mandioca\u201d.<\/p>\n<p>3. \u00c9 narrado em 1a. pessoa. O narrador \u00e9 Ponciano de Azeredo Furtado.<\/p>\n<p>4. Sim. O texto informa que o lobisomem era \u201csabid\u00e3o, cheio de voltas e nega\u00e7as, deu ele de executar macaquice que nunca cuidei que um lobisomem pudesse fazer. Aquele par de brasas espiava aqui e l\u00e1 na esperan\u00e7a de que eu pensasse ser uma s\u00facia deles e n\u00e3o uma pessoa sozinha.\u201d<\/p>\n<p>5. \u201cJ\u00e1 nessa altura eu tinha pegado a seguran\u00e7a de uma figueira e l\u00e1 de cima, do galho mais firme aguardava a delibera\u00e7\u00e3o do lobisomem.\u201d<\/p>\n<p>6. \u201cfigur\u00e3o de cachorro\u201d, \u201cpeste\u201d, \u201cpenitente\u201d, \u201cassombrado\u201d, \u201csabid\u00e3o\u201d, \u201cpar de brasas\u201d, \u201cgalhofista\u201d.<\/p>\n<p>7. \u201cCiscava o ch\u00e3o de soltar terra e macega no longe de dez bra\u00e7as ou mais.\u201d \u201cDos olhos do lobisomem pingava labareda&#8230;\u201d<\/p>\n<p>8. Especial \u2013 a palavra se refere ao narrador que se considerava um profundo conhecedor de lobisomem;<br \/>\n Armadilha de pouco pau \u2013 emboscadas f\u00e1ceis de serem descobertas antes de ser cair nelas.<\/p>\n<p>9. Sim. \u201cEra trabalho de gelar qualquer crist\u00e3o que n\u00e3o levasse o nome de Ponciano de Azeredo Furtado.\u201d \u201c&#8230;eu, coronel de \u00e2nimo desenfreado&#8230;\u201d, \u201cSujeito especial em lobisomem como eu n\u00e3o ia cair em armadilha de pouco pau.\u201d<\/p>\n<p>10. As caracter\u00edsticas socioculturais que se pode identificar no texto:\u00a0<br \/>\n    a) A cren\u00e7a em figuras folcl\u00f3ricas existente entre as pessoas simples e de pouco conhecimento cient\u00edfico que moram na zona rural das cidades; \u00a0\u00a0<br \/>\n    b) A figura de um protetor rural \u2013 o coronel \u2013 muito comum em lugares onde as autoridades n\u00e3o fazem chegar a sua a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 85 \u2013 O Coronel e o Lobisomem \u00a0(N\u00edvel M\u00e9dio) !&#8211;more&#8211;>\u00a0O CORONEL E O LOBISOMEM \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Num repente, relembrei estar em noite de lobisomem \u2013 era sexta-feira. 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