{"id":1260,"date":"2015-02-04T22:14:53","date_gmt":"2015-02-04T22:14:53","guid":{"rendered":"http:\/\/portugues.camerapro.com.br\/?p=1260"},"modified":"2015-02-04T22:14:53","modified_gmt":"2015-02-04T22:14:53","slug":"literatura-5-o-humanismo-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=1260","title":{"rendered":"LITERATURA 5 &#8211; O HUMANISMO EM PORTUGAL"},"content":{"rendered":"<p><strong>ROTEIRO N<\/strong><strong>\u00b0<\/strong><strong> 05<\/strong><\/p>\n<p>1 \u2013 TEMA: O Humanismo em Portugal: principais caracter\u00edsticas, obras e autores.<\/p>\n<p><!--more-->2 \u2013 PR\u00c9-REQUISITO:<\/p>\n<ul>\n<li>Ler com compreens\u00e3o.<\/li>\n<li>Conhecer os principais eventos hist\u00f3ricos de povos europeus, principalmente de Portugal.<\/li>\n<\/ul>\n<p>3 \u2013 META: Ao final do estudo, voc\u00ea dever\u00e1 ser capaz de:<\/p>\n<ul>\n<li>interpretar textos<\/li>\n<li>relacionar o per\u00edodo liter\u00e1rio humanista da l\u00edngua portuguesa aos principais eventos hist\u00f3ricos ocorridos em Portugal e no mundo<\/li>\n<li>identificar as caracter\u00edsticas das obras do Per\u00edodo Humanista em Portugal<\/li>\n<\/ul>\n<p>4 \u2013 PR\u00c9-AVALIA\u00c7\u00c3O: O objetivo da pr\u00e9-avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 diagnosticar o quanto se tem conhecimento de um assunto. Para isso, basta que voc\u00ea responda \u00e0 Auto-avalia\u00e7\u00e3o que est\u00e1 no in\u00edcio deste Roteiro, antes de ler qualquer texto existente nele. Se voc\u00ea alcan\u00e7ar um resultado igual ou superior a 80 pontos, n\u00e3o precisa estudar o assunto, pois voc\u00ea j\u00e1 o domina suficientemente. Caso contr\u00e1rio, v\u00e1 direto para as Atividades de Estudo.<\/p>\n<p>5 \u2013 ATIVIDADES DE ESTUDO: Ler com entendimento \u00e9 pr\u00e9-requisito para se aprender qualquer coisa atrav\u00e9s da leitura. Portanto, fa\u00e7a o seguinte:<\/p>\n<ol>\n<li>\u00a0Tenha um dicion\u00e1rio de Portugu\u00eas ao seu alcance, para consult\u00e1-lo sobre as palavras que voc\u00ea desconhece o significado;<\/li>\n<li>Procure um lugar sossegado para ler os textos e fazer os exerc\u00edcios;<\/li>\n<li>Leia primeiro o texto; fa\u00e7a em seguida os exerc\u00edcios; compare suas respostas com o gabarito e veja o que errou; retorne ao texto para verificar o porqu\u00ea do erro.<\/li>\n<\/ol>\n<p>6 \u2013 P\u00d3S-AVALIA\u00c7\u00c3O: Ap\u00f3s ter feito o estudo dos textos e os exerc\u00edcios, responda \u00e0s quest\u00f5es propostas na Auto-avalia\u00e7\u00e3o. Creio que voc\u00ea agora, acertar\u00e1 todas. Caso isso n\u00e3o aconte\u00e7a, consulte as orienta\u00e7\u00f5es dadas nas Atividades Suplementares.<\/p>\n<p>7 \u2013 ATIVIDADES SUPLEMENTARES: Se voc\u00ea n\u00e3o conseguiu alcan\u00e7ar 80 pontos na P\u00f3s-avalia\u00e7\u00e3o, volte \u00e0 leitura dos textos, agora com mais aten\u00e7\u00e3o. Sem pressa. A leitura com compreens\u00e3o \u00e9 a base da aprendizagem.<\/p>\n<p>_____________________________________________<\/p>\n<p>AUTO-AVALIA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Responda \u00e0s quest\u00f5es abaixo antes de ler qualquer texto deste Roteiro. Atribua 10 pontos para cada resposta correta. Se voc\u00ea alcan\u00e7ar 80 pontos na soma total, parab\u00e9ns! Voc\u00ea n\u00e3o precisa estudar este Roteiro, pois j\u00e1 domina suficientemente o conte\u00fado existente nele. Caso contr\u00e1rio, leia as orienta\u00e7\u00f5es das Atividades de Estudo.<\/p>\n<p>1. Fern\u00e3o Lopes pode ser chamado de:<\/p>\n<p>a)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) o Rei Trovador \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0b. (\u00a0\u00a0 ) o Plauto Portugu\u00eas<\/p>\n<p>c) (\u00a0\u00a0 ) o Her\u00f3doto Portugu\u00eas\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) o Mestre de Avis<\/p>\n<p>2. Al\u00e9m\u00a0de Fern\u00e3o Lopes, foi tamb\u00e9m cronista em Portugal:<\/p>\n<p>a)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) Gomes Zurara\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) Paio Soares de Taveir\u00f3s<\/p>\n<p>c)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) D. Duarte\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) o Conde de Barcelos<\/p>\n<p>3.\u00a0Entre outras caracter\u00edsticas, podemos dizer que as cr\u00f4nicas de Fern\u00e3o Lopes:<\/p>\n<p>a)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) usam de recursos t\u00edpicos da narrativa e nos fornecem uma vis\u00e3o pl\u00e1stica da realidade.<\/p>\n<p>b)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) caem em um formalismo vazio, pela linguagem erudita que apresentam.<\/p>\n<p>c)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) apresentam uma vis\u00e3o hist\u00f3rica parcial, que favorece a aristocracia.<\/p>\n<p>d)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) n\u00e3o s\u00e3o fidedignas, pois se baseiam na tradi\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n<p>4.\u00a0O nome de Garcia de Rezende est\u00e1 ligado \u00e0(ao):<\/p>\n<p>a)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) historiografia do Humanismo \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0b. (\u00a0\u00a0 ) l\u00edrica trovadoresca<\/p>\n<p>c)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) teatro de Gil Vicente\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) poesia do Humanismo<\/p>\n<p>5.\u00a0O ano de 1516, na literatura portuguesa, est\u00e1 ligado \u00e0:<\/p>\n<p>a)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) nomea\u00e7\u00e3o de Fern\u00e3o Lopes para guarda-mor da Torre do Tombo.<\/p>\n<p>b)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) publica\u00e7\u00e3o do Cancioneiro Geral contendo a poesia do Humanismo.<\/p>\n<p>c)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) nomea\u00e7\u00e3o de Fern\u00e3o Lopes para cronista-mor do Reino.<\/p>\n<p>d)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) vinda de S\u00e1 de Miranda da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>6.\u00a0De todos os Cancioneiros em que est\u00e1 recolhida a poesia medieval portuguesa, o mais importante \u00e9 o:<\/p>\n<p>a)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) da Vaticana\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) da Biblioteca Nacional<\/p>\n<p>c. )\u00a0(\u00a0\u00a0 ) da Ajuda\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) Cancioneiro Geral<\/p>\n<p>7.\u00a0Al\u00e9m de separar-se da m\u00fasica, a poesia do per\u00edodo Humanista:<\/p>\n<p>a)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) adota estrutura paralel\u00edstica<\/p>\n<p>b)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) \u00e9 escrita em latim<\/p>\n<p>c. )\u00a0(\u00a0\u00a0 ) \u00e9 escrita em galaico-portugu\u00eas<\/p>\n<p>d )\u00a0(\u00a0\u00a0 ) \u00e9 requintada, l\u00fadica e apresenta muitas vezes, mote e glosa<\/p>\n<p>8.\u00a0\u201c<em>Ent\u00e3o se despediu da Rainha, e tomou o Conde pela m\u00e3o e sa\u00edram ambos da c\u00e2mara a uma grande casa que era diante, e os do Mestre todos com ele, e Rui Pereira e Louren\u00e7o Martins mais acerca. E chegando-se o Conde com o Mestre acerca duma fresta, sentiram os seus que o Mestre lhe come\u00e7ava a falar passo, e estiveram todos quedos. E as palavras foram entre eles t\u00e3o poucas, e t\u00e3o baixo ditas, que nenhum por ent\u00e3o entendeu quejandas eram. Porem afirmam que foram desta guisa:<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Conde, eu me maravilho muito de v\u00f3s serdes homem a que eu bem queria, e trabalhardes-vos de minha desonra e morte!<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; Eu, Senhor? disse ele. Quem vos tal coisa disse, mentiu-vos mui gr\u00e3 mentira.<\/em><\/p>\n<p><em>O Mestre, que mais tinha vontade de o matar, que de estar com ele em raz\u00f5es, tirou logo um cutelo comprido e enviou-lhe um golpe \u00e0 cabe\u00e7a; porem n\u00e3o foi a ferida tamanha que dela morrera, se mais n\u00e3o houvera. Os outros todos, que estavam de arredor, quando viram isto, lan\u00e7aram logo espadas for a, para lhe dar; e ele movendo para se acolher \u00e0 c\u00e2mara da Rainha, com aquela ferida; e Rui Pereira, que era mais acerca, meteu um estoque de armas pore le, de que logo caiu em terra, morto.<\/em><\/p>\n<p><em>Os outros quiseram-lhe dar mais feridas, e o Mestre disse que estivessem quedos, e nenhum foi ousado de lhe mais dar.\u201d<\/em><\/p>\n<p>O texto transcrito acima foi escrito por Fern\u00e3o Lopes e pertence \u00e0 obra <em>Cr\u00f4nica de D. Jo\u00e3o I.<\/em> As cr\u00f4nicas de Fern\u00e3o Lopes caracterizam-se por tentarem reproduzir a verdade hist\u00f3rica como se esta tivesse sido testemu-nhada. Por outro lado, \u00e9 com Fern\u00e3o Lopes que a l\u00edngua portuguesa inicia o percurso da sua modernidade.<\/p>\n<p>Nestes termos, assinale dentre as alternativas abaixo, a que melhor caracteriza o trecho acima:<\/p>\n<p>a)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) Narra\u00e7\u00e3o realista e din\u00e2mica que quase nos faz visualizar os acontecimentos.<\/p>\n<p>b)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) Fidelidade absoluta aos acontecimentos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>c)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) Utiliza\u00e7\u00e3o de uma linguagem erudita e sofisticada, de acordo com a reprodu\u00e7\u00e3o dos fatos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>d)\u00a0( \u00a0 ) Preocupa\u00e7\u00e3o em mencionar os nomes de todas as pessoas presentes \u00e0 morte do Conde.<\/p>\n<p>9.\u00a0Assinale a alternativa <strong><em>correta<\/em><\/strong> em rela\u00e7\u00e3o a Gil Vicente:<\/p>\n<p>a)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) Comp\u00f4s pe\u00e7as teatrais de car\u00e1ter sacro e sat\u00edrico.<\/p>\n<p>b)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) Introduziu a l\u00edrica trovadoresca em Portugal.<\/p>\n<p>c)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) Escreveu a novela <em>Amadis de Gaula. \u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>d)\u00a0<\/em>(\u00a0\u00a0 ) S\u00f3 escreveu pe\u00e7as em portugu\u00eas.<\/p>\n<p>10.\u00a0Assinale a alternativa <strong><em>incorreta<\/em><\/strong> sobre o Humanismo portugu\u00eas:<\/p>\n<p>a)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) caracterizou-se como uma fase de transi\u00e7\u00e3o entre as tradi\u00e7\u00f5es medieval e cl\u00e1ssica.<\/p>\n<p>b)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) Produziu a poesia palaciana reunida no <em>Cancioneiro Geral<\/em> por Garcia de Rezende.<\/p>\n<p>c)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) Nele n\u00e3o se inclui o teatro vicentino que apresenta caracter\u00edsticas cl\u00e1ssicas, obedecendo \u00e0s tr\u00eas unidades do teatro grego: tom, tempo e espa\u00e7o.<\/p>\n<p>d)\u00a0(\u00a0\u00a0 ) Fern\u00e3o Lopes foi o grande nome da historiografia portuguesa naquele per\u00edodo.<\/p>\n<p>_________________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Gabarito:<\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">c\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 3. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 4. D\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 5. B\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 6. B \u00a0\u00a0\u00a07. D\u00a0\u00a0 8. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 9. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 10. C<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>_____________________________________________________________<\/p>\n<p>ANEXO A \u2013 Contexto hist\u00f3rico em que floresceu o Humanismo<\/p>\n<table style=\"height: 943px;\" width=\"598\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"41\">\n<p style=\"text-align: center;\">Ano<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"291\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fato hist\u00f3rico<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"41\">\n<p style=\"text-align: center;\">1418<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"291\">Fern\u00e3o Lopes \u00e9 nomeado guarda-mor da Torre do Tombo.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"41\">\n<p style=\"text-align: center;\">1420<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"291\">In\u00edcio das grandes navega\u00e7\u00f5es portuguesas e espanholas. Descoberta da Ilha da Madeira<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"41\">\n<p style=\"text-align: center;\">1448<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"291\">Gutemberg inventa a tipografia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"41\">\n<p style=\"text-align: center;\">1453<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"291\">Os turcos conquistam Constantinopla (atual Istambul). Fim da Idade M\u00e9dia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"41\">\n<p style=\"text-align: center;\">1481<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"291\">A Inquisi\u00e7\u00e3o \u00e9 instaurada na Espanha.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"41\">\n<p style=\"text-align: center;\">1482<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"291\">Diogo C\u00e3o descobre a foz do Rio Zaire, na \u00c1frica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"41\">\n<p style=\"text-align: center;\">1487<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"291\">Bartolomeu Dias chega ao Cabo da Boa Esperan\u00e7a ou das Tormentas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"41\">\n<p style=\"text-align: center;\">1492<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"291\">Colombo descobre a Am\u00e9rica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"41\">\n<p style=\"text-align: center;\">1498<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"291\">Vasco da Gama encontra o caminho mar\u00edtimo para as \u00cdndias.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"41\">\n<p style=\"text-align: center;\">1500<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"291\">Pedro \u00c1lvares Cabral chega ao Brasil.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"41\">\n<p style=\"text-align: center;\">1527<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"291\">O poeta S\u00e1 de Miranda retorna a Portugal, vindo da It\u00e1lia.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O Trovadorismo foi o primeiro per\u00edodo liter\u00e1rio da Idade M\u00e9dia. O segundo foi o <strong>HUMANISMO<\/strong>. Na literatura portuguesa este per\u00edodo estendeu-se de 1418, ano em que Fern\u00e3o Lopes foi nomeado guarda-mor da Torre do Tombo, at\u00e9 1527, quando S\u00e1 de Miranda retornou da It\u00e1lia para Portugal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os limites estabelecidos para o Humanismo representam fatos que, pela sua significa\u00e7\u00e3o cultural, j\u00e1 cont\u00eam os elementos que caracterizam o per\u00edodo: foi uma <strong>\u00e9poca de transi\u00e7\u00e3o<\/strong> entre a Idade M\u00e9dia feudal, m\u00edstica e teoc\u00eantrica e o Renascimento, burgu\u00eas, terreno e antropoc\u00eantrico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 A Europa passava por profundas transforma\u00e7\u00f5es. Surgia o <strong>mercantilismo<\/strong>, e a economia baseada exclusivamente na agricultura, perdia em import\u00e2ncia para outras atividades. As cidades portu\u00e1rias cresciam, atraindo os camponeses. Surgiam novas profiss\u00f5es e pequenas ind\u00fastrias artesanais. Nas pequenas cidades, chamadas <strong>burgos<\/strong>, surgia uma nova classe social, a <strong>burguesia<\/strong>, composta de mercadores, comerciantes e artes\u00e3os, que passou a desafiar o poder dos nobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao lado do pensamento medieval teoc\u00eantrico (Deus como centro do Universo), come\u00e7ava a surgir uma nova vis\u00e3o de mundo que colocou o homem como centro das aten\u00e7\u00f5es (<strong>antropocentrismo<\/strong>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O teocentrismo medieval come\u00e7ava a declinar em fun\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de acontecimentos que apontavam para as possibilidades das realiza\u00e7\u00f5es humanas. A hegemonia da Igreja Cat\u00f3lica havia desacelerado a evolu\u00e7\u00e3o cultural europeia por meio de sua doutrina\u00e7\u00e3o pelo terror, mas n\u00e3o p\u00f4de neutraliz\u00e1-la completamente. Os alicerces do medievalismo crist\u00e3o davam mostras de franca decad\u00eancia. O feudalismo estava praticamente dilu\u00eddo num mundo em que novas organiza\u00e7\u00f5es sociais se impunham; a autoridade universal do Papa se fragilizava por causa das intermin\u00e1veis crises de ordem interna e externa enfrentadas pela Igreja Cat\u00f3lica. O homem buscava outras maneiras de intera\u00e7\u00e3o com o mundo, guiado por uma racionalidade que esbarrava com o teocentrismo milenar imposto pela Igreja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com a queda de Constantinopla, tomada pelos turcos em 1453, numerosos s\u00e1bios gregos fugiram para a It\u00e1lia, levando consigo manuscritos de autores da Antiguidade greco-latina. Surgem os <strong>humanistas<\/strong>: homens da Igreja, artistas e professores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os humanistas difundiram a id\u00e9ia de que os valores e direitos de cada indiv\u00edduo deviam sobrepor as imposi\u00e7\u00f5es do Estado. Grandes admiradores da cultura antiga, estudavam, copiavam e comentavam os textos de poetas e de fil\u00f3sofos greco-latinos, cujas id\u00e9ias seriam amplamente aceitas no Renascimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O Humanismo foi um movimento cultural que, al\u00e9m do estudo e da imita\u00e7\u00e3o dos autores greco-latinos, fez do homem objeto de conhecimento, reivindicando para ele uma posi\u00e7\u00e3o de import\u00e2ncia no contexto universal, sem contudo, negar o valor supremo de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nesse per\u00edodo, Portugal tinha praticamente reconquistado seu territ\u00f3rio ap\u00f3s oito s\u00e9culos de invas\u00f5es \u00e1rabes. A nobreza perdera certos recursos econ\u00f4micos que vinham das guerras; a burguesia, as cidades e o com\u00e9rcio se desenvolviam. A peste negra e o \u00eaxodo rural haviam destru\u00eddo os \u00faltimos vest\u00edgios da servid\u00e3o e do feudalismo. D.\u00a0Jo\u00e3o I, filho de D. Pedro I (n\u00e3o confundir com o imperador D. Pedro I, do Brasil. Este chegou ao Brasil, ainda crian\u00e7a, em 1808), tornou-se rei, inaugurando a Dinastia de Avis. Homem culto, D. Jo\u00e3o soube valorizar as letras e a cultura, abrindo caminho para um novo per\u00edodo na hist\u00f3ria da Literatura Portuguesa. Al\u00e9m disso, os lusitanos viveram a euforia do in\u00edcio da expans\u00e3o mar\u00edtima com a tomada de Ceuta, em 1415, e que se estenderia at\u00e9 o s\u00e9culo XVI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 De qualquer modo, h\u00e1 na primeira metade do s\u00e9culo XV o surgimento da mentalidade humanista ainda bastante marcada pela religiosidade.<\/p>\n<p>ANEXO B \u2013 A produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria Humanista em Portugal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quatro foram os tipos de produ\u00e7\u00e3o que marcaram o per\u00edodo Humanista em Portugal: <strong>os textos historiogr\u00e1ficos, a prosa did\u00e1tica ou doutrin\u00e1ria, a poesia palaciana e o teatro.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Desses, os mais importantes foram os textos historiogr\u00e1ficos de Fern\u00e3o Lopes e o teatro de Gil Vicente.<\/p>\n<ol>\n<li><strong> Textos historiogr\u00e1ficos <\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Os textos historiogr\u00e1ficos ou Cr\u00f4nicas tinham por finalidade registrar os feitos de determinadas fam\u00edlias nobres. A tarefa dos cronistas medievais consistia no registro e na ordena\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica (da\u00ed o nome de cr\u00f4nicas) de hist\u00f3rias deixadas por outros cronistas e mesmo da tradi\u00e7\u00e3o popular. As cr\u00f4nicas eram feitas \u201cpor encomenda\u201d. Isso fazia com que os fatos fossem narrados sob uma perspectiva muito parcial, que sempre favorecia o \u201cencomendante\u201d, geralmente membro da aristocracia. Os cronistas naturalmente favoreciam os membros da aristocracia uma vez que eles eram pagos para registrar guerras cavaleirescas, intrigas palacianas e gestos her\u00f3icos dos reis, sem se preocuparem com a veracidade dos fatos. O mais importante cronisca dessa \u00e9poca \u00e9 Fern\u00e3o Lopes.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> A prosa did\u00e1tica ou doutrin\u00e1ria<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A finalidade desse tipo de prosa era a doutrina\u00e7\u00e3o dos fidalgos e nobres, educando-os sobre os procedimentos tidos como adequados para a vida na Corte. Eram verdadeiros tratados do protocolo palaciano.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong> A poesia palaciana<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ao contr\u00e1rio da poesia trovadoresca, que estava associada \u00e0 m\u00fasica e era cantada ou bailada, a <strong>poesia palaciana <\/strong>foi elaborada para ser lida e recitada nas cortes, cultivada por fidalgos, sem abandonar, contudo os temas comuns aos trovadores medievais: a dor e o sofrimento amoroso, a s\u00faplica triste e apaixonada e a s\u00e1tira. A principal modifica\u00e7\u00e3o apresentada por essa poesia foi a <strong>separa\u00e7\u00e3o entre a m\u00fasica e texto<\/strong>, o que resultou num maior apuro formal: os textos passaram a apresentar ritmo e melodia pr\u00f3prios, obtidos a partir da m\u00e9trica, da rima, das silabas t\u00f4nicas e \u00e1tonas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na poesia palaciana, a palavra passou a ser o \u00fanico material, atrav\u00e9s do qual o artista criava seus efeitos r\u00edtmicos e sonoros. Esta transforma\u00e7\u00e3o foi muito importante, porque foi a partir dela que a poesia, como arte, adquiriu a autonomia de que goza at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tamb\u00e9m, a import\u00e2ncia atribu\u00edda \u00e0 palavra, como constituinte b\u00e1sico da poesia, s\u00f3 foi poss\u00edvel porque os poetas humanistas dispunham de um l\u00e9xico de grande flexibilidade o que permitia um manuseio requintado das palavras. Esse fato nos informa que a L\u00edngua Portuguesa, nessa \u00e9poca, se encontrava num est\u00e1gio muito superior de desenvolvimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Al\u00e9m disso, a transforma\u00e7\u00e3o da poesia em arte independente exigia do poeta um dom\u00ednio de t\u00e9cnicas po\u00e9ticas, uma vez que ele n\u00e3o contava mais com o suporte da m\u00fasica<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Essas composi\u00e7\u00f5es po\u00e9ticas foram reunidas principalmente no <em>Cancioneiro Geral<\/em> de Garcia de Resende.<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong> O teatro<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong>Para entendermos o teatro do per\u00edodo Humanista, principalmente em Portugal, faz-se necess\u00e1rio saber algumas informa\u00e7\u00f5es sobre as origens dessa arte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os primeiros registros liter\u00e1rios do teatro encontram-se na tradi\u00e7\u00e3o grega. A apresenta\u00e7\u00e3o teatral era desenvolvida com base em tr\u00eas unidades a saber: o tom, o tempo e o espa\u00e7o. O espectador era envolvido na trama pois o tempo da encena\u00e7\u00e3o devia corresponder ao tempo dos fatos encenados. Os componentes anteriores da trama e do conflito eram comunicados ao espectador por meio da fala dos personagens ou ele deveria ter conhecimento pr\u00e9vio dos fatos. Quando a pe\u00e7a tinha in\u00edcio, os fatos j\u00e1 estavam pr\u00f3ximos da sua conclus\u00e3o. Em seu brilhantismo e esplendor, o teatro grego exigia que o espectador estivesse preparado para apreci\u00e1-lo, o que exclu\u00eda o povo em geral. Geralmente, quem participava eram os que sabiam ler e escrever, como os fil\u00f3sofos e os poetas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Essa estrutura de apresenta\u00e7\u00e3o teatral grega foi alterada no teatro humanista, principalmente em Portugal, com Gil Vicente. O teatro no per\u00edodo Humanista tornou-se uma arte popular que tanto podiam apreci\u00e1-lo os aristocratas cultos como o povo analfabeto.<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong> Principais representantes do Humanismo portugu\u00eas.<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p>Os principais representantes do Humanismo portugu\u00eas foram Fern\u00e3o Lopes e Gil Vicente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Fern\u00e3o Lopes foi o \u201cescriba\u201d dos reis e nobres portugueses. Ele \u00e9 considerado o pai da Hist\u00f3ria em Portugal, pelo seu trabalho de registro, retratando atrav\u00e9s de suas cr\u00f4nicas a sociedade na qual elas foram geradas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gil Vicente \u00e9 considerado o iniciador do teatro em Portugal. E fez com suas pe\u00e7as teatrais, uma arte popular com tal valor, talento e gra\u00e7a que qualquer pessoa podia apreci\u00e1-lo. A prote\u00e7\u00e3o real foi uma constante em sua vida. E fez, antes de tudo, um teatro de tom did\u00e1tico-moralizante, enraizado no teocentrismo e na ideia de salva\u00e7\u00e3o da alma.<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Suas obras principais foram:<\/p>\n<p>. Auto Pastoril Castelhano<\/p>\n<p>. Auto dos Reis Magos<\/p>\n<p>. Auto da F\u00e9<\/p>\n<p>. Auto das Barcas ( do Inferno, das Almas e da Gl\u00f3ria)<\/p>\n<p>. Auto de Mofina Mendes<\/p>\n<p>. Auto da Lusit\u00e2nia<\/p>\n<p>. Com\u00e9dia do Vi\u00favo<\/p>\n<p>. Farsa do Velho da Horta<\/p>\n<p>. Farsa de In\u00eas Pereira<\/p>\n<p>. Farsa do Juiz da Beira<\/p>\n<p>________________________________________________<\/p>\n<p>LEITURA COMPLEMENTAR<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O Teatro Popular de Gil Vicente<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O teatro vicentino \u00e9 basicamente caracterizado pela <em>s\u00e1tira<\/em> ao comportamento de todas as camadas sociais: a nobreza, o clero e o povo. Apesar de sua profunda religiosidade, o tipo mais comumente criticado por Gil Vicente \u00e9 o frade que se entrega a amores proibidos (chegando a enlouquecer de amor), \u00e0 gan\u00e2ncia na venda de indulg\u00eancias, ao exagerado misticismo, ao mundanismo, \u00e0 deprava\u00e7\u00e3o dos costumes. N\u00e3o poupou tamb\u00e9m bispos, cardeais e mesmo o papa. Satirizou ainda aqueles que rezavam mecanicamente, os que, invocando a Deus, solicitavam favores pessoais e os que assistiam \u00e0 missa por obriga\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A baixa nobreza, representada pelo fidalgo decadente e pelo escudeiro, \u00e9 outra classe social insistentemente criticada pelo autor. O teatro vicentino satiriza ainda o povo que abandona o campo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade, ou mesmo aqueles que sempre viveram na cidade, mas que, como os provenientes do campo, se deixam corromper pela perspectiva do lucro f\u00e1cil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dessa forma, os personagens do teatro vicentino formam uma riqu\u00edssima galeria de <em>tipos humanos<\/em>: o velho apaixonado que se deixa roubar, a alcoviteira, a velha beata, o sapateiro que rouba o povo, o escudeiro fanfarr\u00e3o, o m\u00e9dico incompetente, o judeu ganancioso, o fidalgo decadente, a mulher ad\u00faltera, o padre corrupto. Gil Vicente n\u00e3o se preocupou em fixar tipos psicol\u00f3gicos, mas tipos sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(Ernani Terra\/Jos\u00e9 de Nicola. <em>Portugu\u00eas, <\/em>Volume \u00fanico para o Ensino M\u00e9dio,<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">1<sup>a<\/sup>. edi\u00e7\u00e3o, 2008, Editora Scipione, S\u00e3o Paulo\/SP)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROTEIRO N\u00b0 05 1 \u2013 TEMA: O Humanismo em Portugal: principais caracter\u00edsticas, obras e autores.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[12,14],"tags":[],"class_list":["post-1260","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-literatura-brasileira","category-movimentos-e-periodos-literarios","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1260","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1260"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1260\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1260"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1260"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1260"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}