{"id":1394,"date":"2016-06-11T21:37:21","date_gmt":"2016-06-11T21:37:21","guid":{"rendered":"http:\/\/portugues.camerapro.com.br\/?p=1394"},"modified":"2016-06-11T21:37:21","modified_gmt":"2016-06-11T21:37:21","slug":"texto-para-interpretacao-99-a-moca-em-prantos-nivel-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=1394","title":{"rendered":"TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 99 &#8211; A MO\u00c7A EM PRANTOS (N\u00edvel M\u00e9dio)"},"content":{"rendered":"<p>TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 99 \u2013 A MO\u00c7A EM PRANTOS (N\u00edvel M\u00e9dio)<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>A mo\u00e7a em prantos<\/p>\n<p>          1. O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. N\u00e3o sendo poeta, encontrei n\u00e3o uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e n\u00e3o s\u00f3 no meio, mas no in\u00edcio e no fim de cada caminho. N\u00e3o me renderam um \u00fanico poema, nem mesmo uma modesta cr\u00f4nica.<br \/>\n          2. Mas jamais esqueci a primeira mo\u00e7a que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que s\u00f3 as crian\u00e7as podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de exist\u00eancia at\u00e9 a inexpugn\u00e1vel barreira dos \u201cn\u00e3o pode\u201d, que emparedam a inf\u00e2ncia e criam neuras para o resto da vida.<br \/>\n          3. Um adulto chorando era incompreens\u00edvel para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberra\u00e7\u00e3o da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes \u00e9 permitido. E a mo\u00e7a era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente mo\u00e7a, a\u00ed pelos 15 anos ou pouco mais.<br \/>\n          4. E chorava. N\u00e3o abrindo o berreiro como as crian\u00e7as, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos.<br \/>\n          5. Mesmo assim fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara \u00e0 escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na cal\u00e7ada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o ins\u00edpido veloc\u00edpede?<br \/>\n          6. Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que \u00e9 um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas. A mo\u00e7a que chorava n\u00e3o se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.<\/p>\n<p>(Carlos Heitor Cony, Folha de S\u00e3o Paulo, 04\/05\/2003)<\/p>\n<p>Marque a \u00fanica resposta correta de acordo com o texto.<\/p>\n<p>1. No segundo par\u00e1grafo, o cronista ao voltar, pela mem\u00f3ria, ao tempo de crian\u00e7a, fala da \u201cinexpugn\u00e1vel barreira dos \u201cn\u00e3o pode\u201d que emparedam a inf\u00e2ncia&#8230;\u201d. No texto, a ideia de emparedamento:<br \/>\n    a. (   ) permanece restringindo a liberdade das crian\u00e7as.<br \/>\n    b. (   ) alcan\u00e7a, tamb\u00e9m, o cronista adulto, na manifesta\u00e7\u00e3o de seus sentimentos.<br \/>\n    c. (   ) limita as a\u00e7\u00f5es dos adolescentes, como ocorreu com a mo\u00e7a de 15 anos.<br \/>\n    d. (   ) desaparece completamente da vida das pessoas.<\/p>\n<p>2. Em qual dos fragmentos do texto, abaixo indicados, o cronista estabelece uma rela\u00e7\u00e3o de compara\u00e7\u00e3o?<br \/>\n    a. (   ) \u201cN\u00e3o sendo poeta, encontrei n\u00e3o uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e n\u00e3o s\u00f3 no meio, mas no in\u00edcio e no fim de cada caminho.\u201d<br \/>\n    b. (   ) \u201cUm adulto chorando era incompreens\u00edvel para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberra\u00e7\u00e3o da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido.\u201d<br \/>\n    c. (   ) \u201cMesmo assim fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara \u00e0 escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na cal\u00e7ada?\u201d<br \/>\n    d. (   ) \u201cHoje ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que \u00e9 um bom lugar para isso. Melhor do que a cama onde devemos fazer outras coisas\u201d.<\/p>\n<p>3. \u201cEu mesmo, quando levo meus trancos repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor.\u201d A express\u00e3o &#8220;passar recibo&#8221; pode ser substitu\u00edda, sem preju\u00edzo do sentido, por:<br \/>\n    a. (   ) disfar\u00e7ar<br \/>\n    b. (   ) tornar p\u00fablica<br \/>\n    c. (   ) me envergonhar<br \/>\n    d. (   ) mascarar<\/p>\n<p>4. Em qual das alternativas, a v\u00edrgula foi empregada para separar express\u00f5es ou palavras que exercem a mesma fun\u00e7\u00e3o sint\u00e1tica?<br \/>\n    a. (   ) \u201cO poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido.\u201d<br \/>\n    b. (   ) \u201cUm adulto chorando era incompreens\u00edvel para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberra\u00e7\u00e3o da natureza&#8230;\u201d<br \/>\n    c. (   ) \u201cMesmo assim, fiquei imaginando a causa do seu pranto.\u201d<br \/>\n    d. (   ) \u201cHoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que \u00e9 um bom lugar para isso.\u201d<\/p>\n<p>5. No par\u00e1grafo 6, o jogo verbal e a subjetividade do narrador exemplificam a seguinte fun\u00e7\u00e3o da linguagem:<br \/>\n    a. (   ) f\u00e1tica<br \/>\n    b. (   ) metalingu\u00edstica<br \/>\n    c. (   ) conotativa<br \/>\n    d. (   ) po\u00e9tica<\/p>\n<p>6. Na frase \u201cVi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras\u201d, ap\u00f3s usar uma palavra de sentido bastante extenso (gente), o cronista sentiu a necessidade de especific\u00e1-lo (homens feitos, mulheres maduras). Para isso valeu-se do recurso sint\u00e1tico chamado:<br \/>\n    a. (   ) adjunto adverbial<br \/>\n    b. (   ) adjunto adnominal<br \/>\n    c. (   ) aposto<br \/>\n    d. (   ) complemento nominal<\/p>\n<p>________________________________________________________________________________<br \/>\nGabarito:<br \/>\n1. B      2. D    3. B     4. B      5. D     6. C<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 99 \u2013 A MO\u00c7A EM PRANTOS (N\u00edvel M\u00e9dio)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[5,27],"tags":[],"class_list":["post-1394","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ensino-medio","category-textos-para-interpretacao","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1394","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1394"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1394\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1394"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1394"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1394"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}