{"id":178,"date":"2011-01-02T11:19:55","date_gmt":"2011-01-02T15:19:55","guid":{"rendered":"http:\/\/juniormax.com.br\/site_portuguesirado\/?p=178"},"modified":"2011-01-02T11:19:55","modified_gmt":"2011-01-02T15:19:55","slug":"dom-casmurro-capitulos-8-9-e-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=178","title":{"rendered":"DOM CASMURRO &#8211; Cap\u00edtulos 8, 9 e 10"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">DOM CASMURRO &#8211; Cap\u00edtulos 8, 9 e 10<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Machado de Assis usa, nestes tr\u00eas cap\u00edtulos, uma met\u00e1fora para explicar a vida do personagem Bentinho. Compara a vida em sociedade a uma grande \u00f3pera com orquestra, atores, compositores e executores. Deixa transparecer assim, sua vis\u00e3o da sociedade do seu tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A met\u00e1fora \u00e9 uma figura de linguagem que consiste em utilizar uma palavra ou express\u00e3o em lugar de outra, por haver entre elas uma rela\u00e7\u00e3o de semelhan\u00e7a. Toda met\u00e1fora \u00e9 uma esp\u00e9cie de compara\u00e7\u00e3o impl\u00edcita, em que o elemento comparativo aparece. No texto aparece a frase: &#8220;A vida \u00e9 uma \u00f3pera&#8230;&#8221; em que o escritor estabelece tra\u00e7os de semelhan\u00e7a entre a vida e uma \u00f3pera. Ao longo dos textos ele passa a explicar sua tese e para isso, se vale de outras pequenas met\u00e1foras como &#8220;Deus \u00e9 o poeta. A m\u00fasica \u00e9 de Satan\u00e1s&#8230;&#8221; referindo-se ao Criador do Universo e \u00e0 a\u00e7\u00e3o de Sat\u00e3 aqui na Terra. Vale a pena ler esses cap\u00edtulos e descobrir as met\u00e1foras utilizadas e suas rela\u00e7\u00f5es com a vida das pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><!--more-->DOM CASMURRO &#8211; Cap\u00edtulo 8<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00c9 TEMPO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas \u00e9 tempo de tornar \u00e0quela tarde de novembro, uma tarde clara e fresca, sossegada como a nossa casa e o trecho da rua em que mor\u00e1vamos. Verdadeiramente foi o princ\u00edpio da minha vida; tudo o que sucedera antes foi como o pintar e vestir das pessoas que tinham de entrar em cena, o acender das luzes, o preparo das <strong>rabecas<\/strong>, a <strong>sinfonia<\/strong>&#8230; Agora \u00e9 que eu ia come\u00e7ar a minha <strong>\u00f3pera.<\/strong> \u201cA vida \u00e9 uma \u00f3pera\u201d, dizia um velho italiano que aqui viveu e morreu&#8230; E explicou-me um dia a defini\u00e7\u00e3o, em tal maneira que me fez crer nela. Talvez valha apena d\u00e1-la; \u00e9 s\u00f3 um cap\u00edtulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">DOM CASMURRO\u00a0 &#8211; Cap\u00edtulo 9<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A \u00d3PERA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 n\u00e3o tinha voz, mas teimava em dizer que a tinha. \u201cO desuso \u00e9 que me faz mal\u201d, acrescentava. Sempre que uma companhia nova chegava da Europa, ia ao empres\u00e1rio e expunha-lhe todas as injusti\u00e7as da terra e do c\u00e9u; o empres\u00e1rio cometia mais uma, e ele sa\u00eda a bradar contra a iniquidade. Trazia ainda os bigodes dos seus papeis. Quando andava, apesar de velho, parecia cortejar uma princesa de Babil\u00f4nia<sup>1<\/sup>. \u00c0s vezes, cantarolava, sem abrir a boca, algum trecho ainda mais idoso que ele ou tanto; vozes assim abafadas s\u00e3o sempre poss\u00edveis. Vinha aqui jantar comigo algumas vezes. Uma noite, depois de muito Chianti<sup>2<\/sup>, repetiu-me a defini\u00e7\u00e3o do costume, e como eu lhe dissesse que a vida tanto podia ser uma \u00f3pera como uma viagem de mar ou uma batalha, abanou a cabe\u00e7a e replicou:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; A vida \u00e9 uma \u00f3pera e uma grande \u00f3pera. O <strong>tenor<\/strong> e o <strong>bar\u00edtono<\/strong> lutam pelo <strong>soprano<\/strong>, em presen\u00e7a do <strong>baixo<\/strong> e dos <strong>comprim\u00e1rios<\/strong>, quando n\u00e3o s\u00e3o o soprano e o <strong>contralto<\/strong> que lutam pelo tenor, em presen\u00e7a do mesmo baixo e dos mesmos comprim\u00e1rios. H\u00e1 coros numerosos, muitos bailados e a orquestra\u00e7\u00e3o \u00e9 excelente&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Mas, meu caro Marcolini&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Qu\u00ea?&#8230;<\/p>\n<p>E, depois de beber um gole de licor, pousou o <strong>c\u00e1lix<\/strong>, e exp\u00f4s-me a hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o, com palavras que vou resumir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deus \u00e9 o poeta. A m\u00fasica \u00e9 de Satan\u00e1s, jovem maestro de muito futuro, que aprendeu no <strong>conservat\u00f3rio<\/strong> do c\u00e9u. Rival de Miguel, Rafael e Gabriel<sup>3<\/sup>, n\u00e3o tolerava a preced\u00eancia que eles tinham na distribui\u00e7\u00e3o dos pr\u00eamios. Pode ser tamb\u00e9m que a m\u00fasica em demasia doce e m\u00edstica daqueles outros condisc\u00edpulos fosse aborrec\u00edvel ao seu g\u00eanio tr\u00e1gico. Tramou uma rebeli\u00e3o que foi descoberta a tempo, e ele, expulso do conservat\u00f3rio. Tudo se teria passado sem mais nada, se Deus n\u00e3o houvesse escrito um <strong>libreto<\/strong> de \u00f3pera, do qual abrira m\u00e3o, por entender que tal g\u00eanero de recreio era impr\u00f3prio da sua eternidade. Satan\u00e1s levou o manuscrito consigo para o inferno. Com o fim de mostrar que valia mais que os outros \u2013 e acaso para reconciliar-se com o c\u00e9u -, comp\u00f4s a <strong>partitura,<\/strong> e logo que a acabou foi lev\u00e1-la ao Padre Eterno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Senhor, n\u00e3o desaprendi as li\u00e7\u00f5es recebidas, disse-lhe. Aqui tendes a partitura, escutai-a, emendai-a, fazei-a executar, e se a achardes digna das alturas, admiti-me com ela a vossos p\u00e9s&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o, retorquiu o Senhor, n\u00e3o quero ouvir nada.<\/p>\n<p>&#8211; Mas, Senhor&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Nada! Nada!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Satan\u00e1s suplicou ainda, sem melhor fortuna, at\u00e9 que Deus, cansado e cheio de miseric\u00f3rdia, consentiu em que a \u00f3pera fosse executada, mas fora do c\u00e9u. Criou um teatro especial, este planeta, e\u00a0 inventou um companhia inteira, com todas as partes, prim\u00e1rias e comprim\u00e1rias, coros e bailarinos.<\/p>\n<p>&#8211; \u00a0Ouvi agora alguns ensaios!<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o, n\u00e3o quero saber de ensaios. Basta-me haver composto o libreto; estou pronto a dividir contigo os direitos de autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi talvez um mal esta recusa; dela resultaram alguns desconcertos que a audi\u00eancia pr\u00e9via e a colabora\u00e7\u00e3o amiga teriam evitado. Com efeito, h\u00e1 lugares em que o verso vai para a direita e a m\u00fasica para a esquerda. N\u00e3o falta quem diga que nisso mesmo est\u00e1 a beleza da composi\u00e7\u00e3o, fugindo \u00e0 monotonia, e assim explicam o terceto do \u00c9den<sup>4<\/sup>, a \u00e1ria de Abel<sup>5<\/sup>, os coros da guilhotina e da escravid\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 raro que os mesmos lances se reproduzam, sem raz\u00e3o suficiente. Certos motivos cansam \u00e0 for\u00e7a de repeti\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m h\u00e1 obscuridades; o maestro abusa das massas corais, encobrindo muita vez o sentido por um modo confuso. As partes orquestrais s\u00e3o, ali\u00e1s, tratadas com grande per\u00edcia. Tal \u00e9 a opini\u00e3o dos imparciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os amigos do maestro querem que dificilmente se possa achar obra t\u00e3o bem acabada. Um ou outro admite certas rudezas e tais ou quais lacunas, mas com o andar da \u00f3pera \u00e9 prov\u00e1vel que estas sejam preenchidas ou explicadas, e aquelas desapare\u00e7am inteiramente, n\u00e3o se negando o maestro a emendar a obra onde achar que n\u00e3o responde de todo ao pensamento sublime do poeta. J\u00e1 n\u00e3o dizem o mesmo os amigos deste. Juram que o libreto foi sacrificado, que a partitura corrompeu o sentido da letra, e posto, seja bonita em alguns lugares, e trabalhada com arte em outros, \u00e9 absolutamente diversa e contr\u00e1ria ao drama. O <strong>grotesco<\/strong>, por exemplo, n\u00e3o est\u00e1 no texto do poeta; \u00e9 uma <strong>excresc\u00eancia<\/strong> para imitar as <em>Mulheres Patuscas de Windsor<\/em><sup>6<\/sup>. Este ponto \u00e9 contestado pelos satanistas com alguma apar\u00eancia de raz\u00e3o. Dizem eles que, ao tempo em que o jovem Satan\u00e1s comp\u00f4s a grande \u00f3pera, nem essa farsa nem Shakespeare eram nascidos. Chegam a afirmar que o poeta ingl\u00eas n\u00e3o teve outro g\u00eanio sen\u00e3o transcrever a letra da \u00f3pera, com tal arte e fidelidade, que parece ele pr\u00f3prio o autor da composi\u00e7\u00e3o; mas, evidentemente, \u00e9 um <strong>plagi\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Esta\u00a0 pe\u00e7a, concluiu o velho tenor, durar\u00e1 enquanto durar o teatro, n\u00e3o se podendo calcular em que tempo ser\u00e1 ele demolido por utilidade astron\u00f4mica. O \u00eaxito \u00e9 crescente. Poeta e m\u00fasico recebem pontualmente os seus direitos autorais, que n\u00e3o s\u00e3o os mesmos, porque a regra da divis\u00e3o \u00e9 aquilo da Escritura: \u201cMuitos s\u00e3o os chamados, poucos os escolhidos\u201d<sup>7<\/sup>. Deus recebe em ouro, Satan\u00e1s em papel.<\/p>\n<p>&#8211; Tem gra\u00e7a&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Gra\u00e7a? bradou ele com f\u00faria; mas aquietou-se logo, e replicou: Caro Santiago, eu n\u00e3o tenho gra\u00e7a, eu tenho horror \u00e0 gra\u00e7a. Isto que digo \u00e9 a verdade pura e \u00faltima. Um dia, quando todos os livros forem queimados por in\u00fateis, h\u00e1 de haver algu\u00e9m, pode ser que tenor, e talvez italiano, que ensine esta verdade aos homens. Tudo \u00e9 m\u00fasica, meu amigo. No princ\u00edpio era o d\u00f3, e o d\u00f3 fez-se r\u00e9, etc<sup>8<\/sup>. Este c\u00e1lix (e enchia-o novamente). Este c\u00e1lix \u00e9 um breve <strong>estribilho<\/strong>. N\u00e3o se ouve? Tamb\u00e9m n\u00e3o se ouve o pau nem a pedra, mas tudo cabe na mesma \u00f3pera.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">DOM CASMURRO &#8211; Cap\u00edtulo 10<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ACEITO A TEORIA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que \u00e9 demasiada <strong>metaf\u00edsica<\/strong> para um s\u00f3 tenor, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida; mas a perda da voz explica tudo, e h\u00e1 fil\u00f3sofos que s\u00e3o, em resumo, tenores desempregados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu, leitor amigo, aceito a teoria do meu velho Marcolini, n\u00e3o s\u00f3 pela <strong>verossimilhan\u00e7a<\/strong>, que \u00e9 muita vez toda a verdade, mas porque a minha vida se casa bem \u00e0 defini\u00e7\u00e3o. Cantei um <strong><em>duo <\/em><\/strong>tern\u00edssimo, depois um <strong><em>trio<\/em>,<\/strong> depois um <strong><em>quatuor<\/em><\/strong>&#8230; Mas n\u00e3o adiantemos; vamos \u00e0 primeira parte, em que vim a saber que j\u00e1 cantava, porque a den\u00fancia de Jos\u00e9 Dias, meu caro leitor, foi dada principalmente a mim. A\u00a0 mim \u00e9 que ele me denunciou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">_____________________________________________________________<\/p>\n<p>Notas explicativas.<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">Babil\u00f4nia \u2013 Cidade situada \u00e0 margem do Rio Eufrates, foi o centro do mundo conhecido durante o reinado de Nabucodonosor (604 a.C.). O poder militar e econ\u00f4mico ocasionou uma \u00e9poca de luxo, riqueza e desregramento onde imperava a corrup\u00e7\u00e3o em todas as classes sociais. Machado de Assis menciona a cidade para referir-se a uma sociedade arruinada pelo prazer irrefreado e devassid\u00e3o.<\/li>\n<li>Chianti \u2013 Famoso vinho italiano produzido em Chianti, zona montanhosa da Toscana.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Miguel, Rafael e Gabriel \u2013 os mais importantes anjos de que fala a B\u00edblia. Miguel expulsou o drag\u00e3o (Satan\u00e1s) e seus anjos, do c\u00e9u (Livro de Apocalipse 12:7 a 9). Rafael\u00a0 acompanhou o mo\u00e7o Tobias a Roges (Livro de Tobias 12:15 a 20). Gabriel anunciou a vinda de Jesus \u00e0 Maria (Lucas 1:26 a 35).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Terceto do \u00c9den \u2013 o texto refere-se a Ad\u00e3o, Eva e a cobra (G\u00eanesis 3:1 a 14). Machado de Assis utiliza a palavra que \u00e9 usada para indicar uma m\u00fasica cantada por tr\u00eas pessoas.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">\u00c1ria de Abel \u2013 Abel e Caim eram filhos de Ad\u00e3o e Eva. Caim matou Abel por inveja (G\u00eanesis 4:1 a 10). Machado de Assis refere-se especialmente ao vers\u00edculo 10. \u00c1ria \u00e9 uma m\u00fasica cantada por uma s\u00f3 pessoa, que faz parte de um conjunto de m\u00fasica, em geral pe\u00e7as de teatro.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Mulheres Patuscas de Windsor \u2013 Trata-se de uma pe\u00e7a de teatro de Shakespeare, o maior poeta e dramaturgo ingl\u00eas dos s\u00e9culos 15 e 16.<\/li>\n<li>O trecho citado encontra-se em Mateus 20:16.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Machado de Assis adaptou o vers\u00edculo b\u00edblico que se encontra no Evangelho de Jo\u00e3o 1:1 \u2013 \u201cNo princ\u00edpio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.\u201d<\/li>\n<\/ol>\n<p>______________________________________________________<\/p>\n<p>VOCABUL\u00c1RIO<\/p>\n<p><strong>Rabeca<\/strong> \u2013 esp\u00e9cie de violino de som fanhoso.<\/p>\n<p><strong>Sinfonia <\/strong>\u2013 m\u00fasica executada por uma orquestra de v\u00e1rios tipos de instrumento musical.<\/p>\n<p><strong>\u00d3pera<\/strong> \u2013 drama cantado com acompanhamento de orquestra e\/ou intercalado com di\u00e1logos ou recitativos.<\/p>\n<p><strong>Tenor <\/strong>\u2013 a mais aguda das vozes masculinas em um grupo vocal.<\/p>\n<p><strong>Bar\u00edtono<\/strong> \u2013 tom de voz entre o tenor e o baixo.<\/p>\n<p><strong>Baixo<\/strong> \u2013 a mais grave das vozes masculinas em um grupo vocal.<\/p>\n<p><strong>Soprano<\/strong> \u2013 a mais aguda das vozes femininas em um grupo vocal.<\/p>\n<p><strong>Contralto <\/strong>\u2013 a mais grave das vozes femininas em um grupo vocal.<\/p>\n<p><strong>Comprim\u00e1rios<\/strong> \u2013 figurantes que se encarregam das partes secund\u00e1rias das \u00f3peras.<\/p>\n<p><strong>C\u00e1lix<\/strong> \u2013 copinho para vinhos finos. A ortografia atual \u00e9: c\u00e1lice.<\/p>\n<p><strong>Conservat\u00f3rio<\/strong> \u2013 estabelecimento de ensino das artes, principalmente da m\u00fasica.<\/p>\n<p><strong>Libreto <\/strong>\u2013 texto de \u00f3pera ou com\u00e9dia musicada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Partitura<\/strong> \u2013 escrita atrav\u00e9s de sinais gr\u00e1ficos musicais das partes vocais e\/ou instrumentais de uma composi\u00e7\u00e3o musical que permite a leitura simult\u00e2nea dessas partes.<\/p>\n<p><strong>Grotesco<\/strong> \u2013 rid\u00edculo; que permite o riso ou o medo.<\/p>\n<p><strong>Excresc\u00eancia<\/strong> \u2013 exagero.<\/p>\n<p><strong>Plagi\u00e1rio<\/strong> \u2013 aquele que imita ou que apresenta\u00a0 um trabalho como sendo sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Estribilho<\/strong> \u2013 verso repetido ao final de cada estrofe ou composi\u00e7\u00e3o po\u00e9tica; refr\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Metaf\u00edsica <\/strong> &#8211; estudo sistem\u00e1tico dos fundamentos da realidade e do conhecimento.<\/p>\n<p><strong>Verossimilhan\u00e7a<\/strong> \u2013 qualidade daquilo que tem apar\u00eancia de verdadeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Duo&#8230; trio&#8230; quatuor<\/strong>&#8230; \u2013 voc\u00e1bulos latinos que significam dois, tr\u00eas e quatro, respectivamente.\u00a0Machado de Assis refere-se \u00e0 dueto, trio e quarteto.<\/p>\n<p>_______________________________________<\/p>\n<p>Baseado nos cap\u00edtulos acima, identifique algumas met\u00e1foras utilizadas pelo escritor Machado de Assis e explique-as.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DOM CASMURRO &#8211; Cap\u00edtulos 8, 9 e 10 Machado de Assis usa, nestes tr\u00eas cap\u00edtulos, uma met\u00e1fora para explicar a vida do personagem Bentinho. 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