{"id":305,"date":"2011-03-09T09:53:12","date_gmt":"2011-03-09T13:53:12","guid":{"rendered":"http:\/\/juniormax.com.br\/site_portuguesirado\/?p=305"},"modified":"2011-03-09T09:53:12","modified_gmt":"2011-03-09T13:53:12","slug":"texto-para-interpretacao-2-ens-fund-antigamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=305","title":{"rendered":"TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 7 (Ens.Fund) \u2013 ANTIGAMENTE"},"content":{"rendered":"<p>INTERPRETA\u00c7\u00c3O DE TEXTO 2 &#8211; N\u00edvel: Ensino Fundamental<\/p>\n<p>          A linguagem falada n\u00e3o \u00e9 um elemento fixo e imut\u00e1vel. Ao contr\u00e1rio, reflete mudan\u00e7as do meio social. Vem se transformando atrav\u00e9s dos tempos e \u2013 o mais not\u00e1vel \u2013 pode mudar, dentro de uma mesma \u00e9poca, de acordo com as circunst\u00e2ncias sociais.<br \/>\n         Ao ler o texto de Carlos Drummond de Andrade, que viveu no s\u00e9culo XX (1902-1987), voc\u00ea vai sentir a afirma\u00e7\u00e3o acima e vai se divertir com o enusitado da linguagem atrav\u00e9s dos tempos.<br \/>\n!&#8211;more&#8211;><br \/>\n                                   ANTIGAMENTE<\/p>\n<p>1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Antigamente as mo\u00e7as chamavam-se \u201cmademoiselles\u201d e eram todas mimosas e muito prendadas. N\u00e3o faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo n\u00e3o sendo rapag\u00f5es, faziam-lhe p\u00e9-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio. E se levavam t\u00e1bua, o rem\u00e9dio era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em outra freguesia.<br \/>\n2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0As pessoas, quando corriam, antigamente, era para tirar o pai da forca, e n\u00e3o ca\u00edam de cavalo magro. Algumas jogavam verde para colher maduro, e sabiam com quantos paus se faz uma canoa. O que n\u00e3o impedia que, nesse entremente, esse ou aquele embarcasse em canoa furada. Encontravam algu\u00e9m que lhes passava a manta e azulava, dando \u00e0s de Vila-Diogo.<br \/>\n3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os mais idosos, depois da janta, faziam o quilo, saindo para tomar a fresca; e tamb\u00e9m tomavam cautela de n\u00e3o apanhar o sereno. Os mais jovens, esses iam ao animat\u00f3grafo, chupando balas de alteia. Ou sonhavam em andar de aeroplano. Estes, de pouco siso, se metiam em camisa de onze varas e at\u00e9 em cal\u00e7as pardas; n\u00e3o admira que dessem com os burros n\u2019\u00e1gua.<br \/>\n4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Havia os que tomavam ch\u00e1 em crian\u00e7a e, ao visitarem uma fam\u00edlia da maior considera\u00e7\u00e3o, sabiam cuspir na escarradeira. Se mandavam seus respeitos a algu\u00e9m, o portador garantia-lhes: \u201cFarei presente\u201d. Outros, ao cruzarem com um sacerdote, tiravam o chap\u00e9u, exclamando: \u201cLouvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo\u201d; ao que o cumprimentado respondia: \u201cPara sempre seja louvado\u201d. E os eruditos, se algu\u00e9m espirrava \u2013 sinal de defluxo \u2013 eram impelidos a exortar: &#8220;Dominus tecum&#8221;.<br \/>\n5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Embora sem saber da missa a metade, os presun\u00e7osos queriam ensinar padre-nosso ao vig\u00e1rio, e com isso punham a m\u00e3o em cumbuca. Era natural que com eles se perdesse a tramontana. A pessoa cheia de melindres ficava sentida com a desfeita que lhe faziam quando, por exemplo, insinuavam que seu filho era artioso. \u00c9 verdade que \u00e0s vezes os meninos eram encapetados, e chegavam a pitar escondido atr\u00e1s da igreja. As meninas n\u00e3o: verdadeiros cromos, umas teteias.<br \/>\n6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Antigamente, certos tipos faziam neg\u00f3cios e ficavam a ver navios; outros eram pegados com a boca na botija, contavam tudo tintim-por-tintim e iam comer o p\u00e3o que o diabo amassou, l\u00e1 onde Judas perdeu as botas.<br \/>\n7.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Uns raros amarravam cachorros com lingui\u00e7a. E alguns ouviam cantar o galo, mas n\u00e3o sabiam onde. As fam\u00edlias faziam sortimento na venda, tinham conta no carniceiro e arrematavam qualquer quitanda que passasse \u00e0 porta, desde que o moleque do tabuleiro, quase sempre um \u201ccabrito\u201d, n\u00e3o tivesse catinga. Acolhiam com satisfa\u00e7\u00e3o a visita do cometa, que, andando por ceca e meca, traziam as novidades \u201cde baixo\u201d, ou seja, do Rio de Janeiro. Ele vinha dar uma prosa e deixar presente ao dono da casa um canivete roscofe. As donzelas punham carmim e chegavam \u00e0 sacada para v\u00ea-lo apear do macho faceiro. Infelizmente, alguns eram mais que velhacos: eram grandess\u00edssimos tratantes.<br \/>\n8.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Acontecia o indiv\u00edduo apanhar uma constipa\u00e7\u00e3o; ficando perrengue, mandava um pr\u00f3prio chamar o doutor e, depois, ia \u00e0 botica para aviar a receita, de c\u00e1psulas ou p\u00edlulas fedorentas. Doen\u00e7a nefasta era a phtysica.<br \/>\n9.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Antigamente os sobrados tinham assombra\u00e7\u00f5es; os meninos, lombrigas; asthma, os gatos; os homens portavam ceroulas, botinas e capa de goma; a casimira tinha de ser superior e mesmo X.P.T.O. London; n\u00e3o havia fot\u00f3grafos, mas retratistas e os crist\u00e3os n\u00e3o morriam: descansavam.<br \/>\n10.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas tudo isso era antigamente, isto \u00e9, outrora.<\/p>\n<p>            (Carlos Drummond de Andrade, Quadrante, 14\u00aa Edi\u00e7\u00e3o,\u00a0Rio de Janeiro, Editora do Autor, 1966)<br \/>\n_____________________________________________________<\/p>\n<p>A. Fa\u00e7a a correspond\u00eancia entre as frases que contenham o mesmo significado:<\/p>\n<p>a. Os janotas, mesmo n\u00e3o sendo rapag\u00f5es, faziam-lhe p\u00e9-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio.<\/p>\n<p>b. E se levavam t\u00e1bua, o rem\u00e9dio era tirar o cavalo da chuva.<\/p>\n<p>c. As pessoa, quando corriam, era para tirar o pai da forca.<\/p>\n<p>d. O que n\u00e3o impedia que esse ou aquele embarcasse em canoa furada.<\/p>\n<p>e. Estes, de pouco siso, se metiam em camisa de onze varas e at\u00e9 em cal\u00e7as pardas.<\/p>\n<p>f. N\u00e3o admira que dessem com os burros n\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p>g. Ao visitarem uma fam\u00edlia de maior considera\u00e7\u00e3o, sabiam cuspir na escarradeira.<\/p>\n<p>h. Antigamente, certos tipos faziam neg\u00f3cios e ficavam a ver navios.<\/p>\n<p>i. Outros eram pegados com a boca na botija.<\/p>\n<p>j. Jogavam verde para colher maduro.<\/p>\n<p>k. Sabiam com quantos paus se faz uma canoa.<\/p>\n<p>l. Faziam o quilo, saindo para tomar a fresca.<\/p>\n<p>m. Embora sem saber da missa a metade, os presun\u00e7osos queriam ensinar padre-nosso ao vig\u00e1rio e com isso punham a m\u00e3o em cumbuca.<\/p>\n<p>n. Era natural que com eles a gente perdesse a tramontana.<\/p>\n<p>o. Ouviam o galo cantar, mas n\u00e3o sabiam onde.<\/p>\n<p>p. Uns raros amarravam cachorros com lingui\u00e7a.<\/p>\n<p>1. (\u00a0\u00a0 ) N\u00e3o admira que se dessem mal.<\/p>\n<p>2. (\u00a0\u00a0 ) Faziam neg\u00f3cios e ficavam sem nada.<\/p>\n<p>3. (\u00a0\u00a0 ) Os mauricinhos, mesmo n\u00e3o sendo boas pintas, paqueravam, mas ficavam curtindo uma de esperar.<\/p>\n<p>4. (\u00a0 ) Ao visitarem uma fam\u00edlia bem instru\u00edda, sabiam portar-se devidamente.<\/p>\n<p>5. (\u00a0\u00a0 ) O que n\u00e3o impedia que esse ou aquele entrasse numa fria.<\/p>\n<p>6. (\u00a0\u00a0 ) Outros eram pegos em flagrante.<\/p>\n<p>7. (\u00a0\u00a0 ) Se levavam um fora, o jeito era sair pra outra.<\/p>\n<p>8. (\u00a0\u00a0 ) As pessoa s\u00f3 se apressavam, s\u00f3 corriam em casos extremos.<\/p>\n<p>9. (\u00a0\u00a0 ) Estes, de pouco siso, metiam-se em confus\u00f5es.<\/p>\n<p>10. (\u00a0\u00a0 ) Uns poucos viviam na riqueza, esbanjando \u00e0 vontade.<\/p>\n<p>11. (\u00a0\u00a0 ) Procuravam sondar, davam uma pequena \u201cdica\u201d para obter informa\u00e7\u00f5es maiores.<\/p>\n<p>12. (\u00a0\u00a0 ) Tinham ouvido falar, por alto, no assunto mas n\u00e3o conheciam os detalhes.<\/p>\n<p>13. (\u00a0\u00a0 ) Conheciam muito bem o assunto, estavam bem informados.<\/p>\n<p>14. (\u00a0\u00a0 ) Era natural que com eles a gente se desnorteasse, se atrapalhasse at\u00e9 perder a paci\u00eancia.<\/p>\n<p>15. (\u00a0\u00a0 ) Digeriam tranquilamente a refei\u00e7\u00e3o dando uma voltinha.<\/p>\n<p>16. (\u00a0\u00a0 ) Embora, por fora do assunto, queriam dar uma de entendidos e a\u00ed se complicavam.<\/p>\n<p>B. Traduza o texto de Carlos Drummond de Andrade, para a linguagem padr\u00e3o atual, por\u00e9m ser usar g\u00edrias grosseiras ou express\u00f5es idiom\u00e1ticas.<\/p>\n<p>_____________________________________________________<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\">GABARITO<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Quest\u00e3o A:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">1. F\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2. H\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 3. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 4. G\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 5. D\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 6. I\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 7. B\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 8. C<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">9. E\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 10. P\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 11. J\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 12. O\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 13. K\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 14. N\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 15. L\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 16. M<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Quest\u00e3o B:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Seu texto deve ter ficado mais ou menos assim:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Antigamente as mo\u00e7as eram educadas e elegantes e eram todas muito lindas e boas donas de casa. A festa de anivers\u00e1rio mais esperada era quando completavam 18 anos, pois nessa idade eram, em geral, pedidas em casamento. Os rapazes, mesmo que n\u00e3o fossem bonit\u00f5es, paqueravam as mo\u00e7as, de longe, sem se manifestarem. E se recebiam um \u201cn\u00e3o\u201d para suas pretens\u00f5es de namoro, o jeito era procurar outra namorada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">As pessoas, quando corriam, era porque estavam com muita pressa e n\u00e3o eram surpreendidas por qualquer coisa, ruim ou boa. Algumas davam pequenas informa\u00e7\u00f5es com a esperan\u00e7a de obter outras que ningu\u00e9m sabia e com isso julgavam saber mais que os outros. Enquanto isso, haviam os que ficavam em situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil ou, \u00e0s vezes, embara\u00e7osa, porque eram iludidos, abandonados e desapareciam sem deixar vest\u00edgios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Os mais velhos, depois das refei\u00e7\u00f5es, faziam a digest\u00e3o indo passear em locais frescos e calmos. E tomavam cuidado para n\u00e3o se resfriarem. Os jovens iam ao cinema e chupavam bombons de hortel\u00e3 e gengibre. Ou sonhavam em andar de avi\u00e3o. Estes, sem nenhuma vergonha, se metiam em confus\u00e3o e situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis; por isso se enganavam e perdiam bons neg\u00f3cios.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Havia os que recebiam uma boa educa\u00e7\u00e3o quando crian\u00e7as e quando estavam em ambientes requintados sabiam se comportar devidamente. Se enviavam alguma mensagem a algu\u00e9m, o portador da mesma assegurava que a entregaria. Outros, quando encontravam um padre, tiravam o chap\u00e9u em sinal de respeito e diziam: \u201cLouvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!\u201d e o padre sempre respondia: \u201cPara sempre seja louvado!\u201d E os que tinham mais co-nhecimento, se algu\u00e9m espirrava \u2013 sinal de alguma alergia ou gripe \u2013 eram impelidos a dizer: \u201cO Senhor esteja contigo!\u201d<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Os presun\u00e7osos, apesar de n\u00e3o terem conhecimento suficiente sobre alguns assuntos, queriam demonstrar que os entendiam\u00a0 a\u00ed se complicavam. Era natural que com eles as pessoa se atrapalhassem e perdessem a paci\u00eancia. Haviam os que ficavam magoados por qualquer negativa que lhes fizessem ou se se referissem aos seus familiares de modo sincero ou verdadeiro sobre seu mau comportamento. Era verdade que os meninos eram bem ardilosos e at\u00e9 fumavam escondido. As meninas, n\u00e3o: essas eram muito educadas, n\u00e3o faziam bagun\u00e7a, verdadeiras \u201cladies\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Antigamente, certos homens faziam neg\u00f3cios e perdiam tudo; outros eram flagrados fazendo coisas erradas. E por isso tinham que explicar tudo, minuciosamente, \u00e0s autoridades. O resultado \u00e9 que tinham que pagar por seus erros sofrendo as penalidades da lei e da sociedade, bem longe dos seus familiares\u00a0 e amigos e at\u00e9 de sua cidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Uns raros, bem ricos, esbanjavam dinheiro e riquezas com coisas f\u00fateis. E outros ouviam falar de alguns assuntos sem, entretanto, conhecer os seus detalhes. As fam\u00edlias compravam os produtos aliment\u00edcios nos super-mercados, tinham cr\u00e9dito no a\u00e7ougue e compravam qualquer coisa que lhe fosse oferecida na porta de casa, desde que o vendedor, quase sempre um negrinho magro, estivesse bem limpo e cheiroso. Recebiam com satisfa\u00e7\u00e3o a visita dos vendedores ambulantes, que viajavam por v\u00e1rias cidades, levando as \u00faltimas novidades da ind\u00fastria do Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Eles vinham oferecer suas mercadorias e quase sempre deixar como presente ao dono da casa, algum objeto que lhe fosse \u00fatil e de marca conhecida. As mo\u00e7as se maquiavam e ficavam \u00e0 janela para v\u00ea-los descer do cavalo. Infelizmente alguns n\u00e3o eram confi\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Se acontecia de um indiv\u00edduo ficar gripado ou resfriado, mandava um mensageiro chamar o m\u00e9dico e, depois ia \u00e0 farm\u00e1cia comprar os rem\u00e9dios, quase sempre de c\u00e1psulas ou p\u00edlulas de cheiro ruim. Doen\u00e7a sem cura era a tuberculose.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Antigamente as mans\u00f5es eram habitadas por esp\u00edritos que assombravam as pessoa; os meninos tinham verminose; os gatos tinham asma; os homens usavam cuecas, sapato de couro de cano m\u00e9dio e palet\u00f3 engomado. A casimira tinha de ser de boa qualidade, da marca X.P.T.O. London. Os fot\u00f3grafos eram chamados de retratistas e os crist\u00e3os quando morriam, descansavam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Mas isto foi h\u00e1 muito tempo atr\u00e1s.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTERPRETA\u00c7\u00c3O DE TEXTO 2 &#8211; N\u00edvel: Ensino Fundamental A linguagem falada n\u00e3o \u00e9 um elemento fixo e imut\u00e1vel. Ao contr\u00e1rio, reflete mudan\u00e7as do meio social. Vem se transformando atrav\u00e9s dos tempos e \u2013 o mais not\u00e1vel \u2013 pode mudar, dentro de uma mesma \u00e9poca, de acordo com as circunst\u00e2ncias sociais. 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