{"id":344,"date":"2011-04-15T14:41:27","date_gmt":"2011-04-15T18:41:27","guid":{"rendered":"http:\/\/juniormax.com.br\/site_portuguesirado\/?p=344"},"modified":"2011-04-15T14:41:27","modified_gmt":"2011-04-15T18:41:27","slug":"atividadeexercicio-de-literatura-3-trovadorismo-nivel-medio-e-superior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=344","title":{"rendered":"ATIVIDADE\/EXERC\u00cdCIO DE LITERATURA 3 &#8211; TROVADORISMO &#8211; N\u00edvel M\u00e9dio e Superior"},"content":{"rendered":"<p>ATIVIDADE\/EXERC\u00cdCIO DE LITERATURA 3<\/p>\n<p>PER\u00cdODO LITER\u00c1RIO: Trovadorismo<\/p>\n<p>N\u00edvel: M\u00e9dio e Superior<\/p>\n<p>Para responder aos exerc\u00edcios de compreens\u00e3o de texto \u00e9 preciso:<\/p>\n<ol>\n<li>ler atentamente o texto completo;<\/li>\n<li>ler atentamente cada uma das alternativas, comparando o que elas afirmam com as afirma\u00e7\u00f5es do texto;<\/li>\n<li>selecionar a alternativa correta;<\/li>\n<li>mesmo que voc\u00ea tenha absoluta certeza de que a alternativa escolhida \u00e9 a correta, n\u00e3o deixe de ler as outras, pois sempre h\u00e1 a possibilidade de que outra alternativa se aproxime mais do conte\u00fado do texto.<\/li>\n<\/ol>\n<p><!--more-->TEXTO 3<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cA Prosa Portuguesa, que ensaia literariamente seu aparecimento em fins do s\u00e9culo XIV e princ\u00edpios do s\u00e9culo seguinte, surge representada, neste primeira \u00e9poca, pelas novelas de cavalaria e pelos tratados doutrinais de car\u00e1ter religioso; uma, literatura de fic\u00e7\u00e3o, importada; outra, literatura apolog\u00e9tica e did\u00e1tica; aquela, mais importante do que esta, do ponto de vista est\u00e9tico: mas, ambas, produ\u00e7\u00e3o an\u00f4nima. Conquanto tenhamos not\u00edcia da exist\u00eancia de livros de cavalaria escritos em portugu\u00eas, hoje perdidos e alguns esperando sair do ineditismo sepulcral das bibliotecas, dessa primeira \u00e9poca liter\u00e1ria s\u00f3 podemos mencionar \u201c<em>A Demanda do Santo Graal\u201d, <\/em>pois o \u201c<em>Livro de Jos\u00e9 de Arimateia\u201d<\/em> permanence in\u00e9dito na Torre do Tombo; do \u201c<em>Merlim\u201d, <\/em>bem como do \u201c<em>Trist\u00e3o\u201d<\/em>, apenas se sabe terem existido na livraria do rei D. Duarte e a novela do \u201c<em>Amadis de Gaula\u201d<\/em> s\u00f3 a conhecemos atrav\u00e9s da vers\u00e3o espanhola de 1508, feita por Garci Ord\u00f3\u00f1ez de Montalvo, n\u00e3o obstante pare\u00e7a tratar-se de tradu\u00e7\u00e3o decalcada sobre um original portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201c<em>A Demanda do Santo Graal\u201d, <\/em>cujo autor revela consistir numa tradu\u00e7\u00e3o de um original franc\u00eas, n\u00e3o exprime com absoluta pureza os ideais da vida cortes\u00e3 guerreira e sentimental da cavalaria medieval, pois a sua arquitetura e o seu esp\u00edrito aparecem comprometidos por um simbolismo religioso heterodoxo (\u2026). O fato de Galaaz \u2013 o cavaleiro eleito de Deus \u2013 recusar constantemente os combates cavaleirescos que p\u00f5em \u00e0 prova apenas a for\u00e7a pessoal e o fato de Lan\u00e7arote \u2013 considerado a fina flor da cavalaria universal \u2013 n\u00e3o ter sido aceito na c\u00e2mara do Santo Graal em virtude de seus amores clandestinos com a Rainha Genebra (mulher do rei Artur), revelam a inten\u00e7\u00e3o asc\u00e9tica do autor da novela a condenar a cavalaria pela cavalaria e reprovar pela base a galantaria palaciana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tal simbolismo n\u00e3o se revela no \u201c<em>Amadis de Gaula\u201d<\/em> (\u2026) aqui. Amadis \u00e9 o prot\u00f3tipo criado pela cavalaria medieval, o cavaleiro em pleno exerc\u00edcio de suas fa\u00e7anhas, liquidando monstros e malvados, tendo como fulcro de suas aventuras o objeto amado, e amando segundo o ritual e o esp\u00edrito que vivificou as cortes da Europa feudalizada.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(SPINA, Segismundo. <em>Presen\u00e7a da Literatura Portuguesa.<\/em> Vol. I, 3\u00aa Edi\u00e7\u00e3o, 1968, Difus\u00e3o Europeia do Livro, S\u00e3o Paulo.)<\/p>\n<p>__________________________________________________________<\/p>\n<p>VOCABUL\u00c1RIO:<\/p>\n<p>Apolog\u00e9tica \u2013 que encerra justificativa, defesa ou louvor a algo<\/p>\n<p>Heterodoxo \u2013 oposto aos ou desviado dos princ\u00edpios doutrin\u00e1rios<\/p>\n<p>Asc\u00e9tica \u2013 pr\u00e1tica de devo\u00e7\u00e3o e penit\u00eancia<\/p>\n<p>Fulcro \u2013 suporte, apoio, amparo<\/p>\n<p>Ineditismo \u2013 n\u00e3o publicado ou impresso; nunca visto pela maioria das pessoas<\/p>\n<p>___________________________________________________________<\/p>\n<p>Marque a \u00fanica alternativa correta no conjunto das cinco apresentadas.<\/p>\n<p>O texto acima transcrito afirma que:<\/p>\n<p>1. a (\u00a0\u00a0 ) \u00e9 nos fins do s\u00e9culo XIV e in\u00edcios do s\u00e9culo XV que surgem as novelas de cavalaria e a prosa doutrin\u00e1ria.<\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) s\u00f3 a partir de fins do s\u00e9culo XIV e in\u00edcio do seguinte \u00e9 que podemos falar de prosa liter\u00e1ria em Portugal.<\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) os tratados doutrinais de car\u00e1ter religioso s\u00e3o literatura de fic\u00e7\u00e3o e as novelas de\u00a0cavalaria s\u00e3o literatura apolog\u00e9tica e did\u00e1tica.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) os tratados doutrinais de car\u00e1ter religioso s\u00e3o importados, isto \u00e9, n\u00e3o t\u00eam origem\u00a0portuguesa.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta.<\/p>\n<p>2. a (\u00a0\u00a0 ) al\u00e9m de os tratados religiosos e novelas de cavalaria n\u00e3o apresentarem valor liter\u00e1rio, ambos s\u00e3o produ\u00e7\u00f5es an\u00f4nimas.<\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) esteticamente, a literatura apolog\u00e9tica \u00e9 mais importante do que as novelas de\u00a0cavalaria.<\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) esteticamente, as novelas de cavalaria s\u00e3o mais importantes do que a literatura\u00a0apolog\u00e9tica e did\u00e1tica.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) autoria an\u00f4nima \u00e9 uma caracter\u00edstica sempre presente nas primeiras obras liter\u00e1rias em prosa de qualquer literatura.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta.<\/p>\n<p>3. a (\u00a0\u00a0 ) muitos documentos em prosa das primeiras atividades liter\u00e1rias portuguesas est\u00e3o in\u00e9ditos, e outros est\u00e3o perdidos.<\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) entre os documentos perdidos, encontra-se <em>\u201cJos\u00e9 de Arimateia\u201d.<\/em><\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) <em>\u201cJos\u00e9 de Arimateia\u201d <\/em>e <em>\u201cMerlim\u201d<\/em> encontram-se in\u00e9ditos na Torre do Tombo.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) \u201c<em>A Demanda do Santo Graal\u201d <\/em>permanence in\u00e9dita na Torre do Tombo, por isso\u00a0pode ser mencionada.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta.<\/p>\n<p>4. a (\u00a0\u00a0 ) \u201c<em>A Demanda do Santo Graal\u201d, \u201cJos\u00e9 de Arimateia\u201d <\/em>e <em>\u201cMerlim\u201d<\/em> pertencem ao ciclo\u00a0bret\u00e3o.<\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) na biblioteca de D. Duarte havia uma c\u00f3pia de <em>\u201cMerlim\u201d,<\/em> obra hoje perdida.<\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) o mais antigo exemplar conhecido da <em>\u201cAmadis de Gaula\u201d<\/em>, em portugu\u00eas, data de\u00a01508.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) nada, na vers\u00e3o espanhola de <em>\u201cAmadis de Gaula<\/em>\u201d, publicado por Garci Ord\u00f3\u00f1ez\u00a0de Montalvo, nos faz suspeitar da exist\u00eancia de um original portugu\u00eas.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta.<\/p>\n<p>5. a (\u00a0\u00a0 ) \u201c<em>A Demanda do Santo Graal\u201d<\/em> reflete com fidelidade absoluta os ideais da vida\u00a0cortes\u00e3, guerreira e sentimental da cavalaria medieval.<\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) nenhum tradutor de \u201c<em>A Demanda do Santo Graal\u201d<\/em> declara a nacionalidade dos\u00a0originais.<\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) porque consiste na tradu\u00e7\u00e3o de um original franc\u00eas, <em>A Demanda do Santo Graal <\/em>n\u00e3o documenta os ideais da cavalaria medieval.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) <em>Amadis de Gaula<\/em> permanence in\u00e9dito na Torre do Tombo.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta.<\/p>\n<p>6. a (\u00a0\u00a0 ) n\u00e3o h\u00e1 simbologia religiosa na vers\u00e3o que conhecemos de <em>A Demanda do Santo <\/em><em>Graal<\/em>.<\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) <em>A Demanda do Santo Graal<\/em> pode ser comparada. a uma obra de arquitetura, pelo\u00a0seu esp\u00edrito comprometido por um simbolismo religioso.<\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) Galaaz \u00e9 considerado a flor da cavalaria medieval.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) atrav\u00e9s da puni\u00e7\u00e3o de Lan\u00e7arote e do comportamento de Galaaz, percebe-se a\u00a0inten\u00e7\u00e3o asc\u00e9tica do autor da novela.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta<\/p>\n<p>7. a (\u00a0\u00a0 ) Lan\u00e7arote era considerado a flor da cavalaria medieval devido a seus amores\u00a0clandestinos com a mulher do Rei Artur.<\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) Galaaz e Lan\u00e7arote s\u00e3o personagens de <em>Amadis de Gaula.<\/em><\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) Lan\u00e7arote n\u00e3o foi aceito na c\u00e2mara do Graal.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) a galantaria palaciana e o ideal guerreiro de vida s\u00e3o incentivados em <em>A Deman<\/em><em>da do Santo Graal<\/em>.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta<\/p>\n<p>8. a (\u00a0\u00a0 ) <em>Amadis de Gaula<\/em> reflete as mesmas inten\u00e7\u00f5es asc\u00e9ticas de moraliza\u00e7\u00e3o da cavalaria de <em>A Demanda do Santo Graal.<\/em><\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) O personagem Amadis\u00a0 tem o mesmo comportamento de Galaaz.<\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) Amadis, como personagem, age como prot\u00f3tipo da cavalaria medieval.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) Galaaz e Lan\u00e7arote s\u00e3o cavaleiros eleitos de Deus.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta.<\/p>\n<p>_________________________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">GABARITO<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">1. b\u00a0\u00a0\u00a0 2. C\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 3. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 4. B\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a05. E\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 6. D\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 7. C \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a08. C<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ATIVIDADE\/EXERC\u00cdCIO DE LITERATURA 3 PER\u00cdODO LITER\u00c1RIO: Trovadorismo N\u00edvel: M\u00e9dio e Superior Para responder aos exerc\u00edcios de compreens\u00e3o de texto \u00e9 preciso: ler atentamente o texto completo; ler atentamente cada uma das alternativas, comparando o que elas afirmam com as afirma\u00e7\u00f5es do texto; selecionar a alternativa correta; mesmo que voc\u00ea tenha absoluta certeza de que a 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