{"id":374,"date":"2011-08-05T10:10:24","date_gmt":"2011-08-05T14:10:24","guid":{"rendered":"http:\/\/juniormax.com.br\/site_portuguesirado\/?p=374"},"modified":"2011-08-05T10:10:24","modified_gmt":"2011-08-05T14:10:24","slug":"teoria-da-comunicacao-roteiro-1-generos-textuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=374","title":{"rendered":"Teoria da Comunica\u00e7\u00e3o &#8211; ROTEIRO 1 &#8211; G\u00eaneros Textuais"},"content":{"rendered":"<p>TEORIA DA COMUNICA\u00c7\u00c3O &#8211; ROTEIRO 1 &#8211; G\u00caNEROS TEXTUAIS (N\u00edvel M\u00e9dio)<\/p>\n<p><!--more-->I \u2013 TEMA: G\u00eaneros Textuais<\/p>\n<p>II \u2013 PR\u00c9-REQUISITOS: Ler compreensivamente<\/p>\n<p>III &#8211; META: Ao concluir o estudo deste Roteiro, o aluno dever\u00e1 ser capaz de:<\/p>\n<ul>\n<li>Conceituar g\u00eanero textual<\/li>\n<li>Identificar os diversos tipos de textos, caracterizando-os<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">IV \u2013 PR\u00c9-AVALIA\u00c7\u00c3O: Antes de ler as Atividades de Estudos, responda \u00e0s quest\u00f5es propostas na Auto-Avalia\u00e7\u00e3o. Ela \u00e9 o term\u00f4metro que vai medir a profundidade do seu conhecimento quanto ao assunto desta li\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea obtiver um m\u00ednimo de 80 pontos, parab\u00e9ns! Voc\u00ea n\u00e3o precisa estudar este Roteiro. Caso contr\u00e1rio, aconselho que leia com bastante aten\u00e7\u00e3o as atividades de estudo, procurando entender as explica\u00e7\u00f5es dadas, referentes \u00e0s quest\u00f5es que voc\u00ea n\u00e3o respondeu corretamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V \u2013 ATIVIDADES DE ESTUDO: Ler com entendimento \u00e9 pr\u00e9-requisito para se aprender qualquer coisa atrav\u00e9s da leitura. Portanto, fa\u00e7a o seguinte:<\/p>\n<p>1. Tenha um dicion\u00e1rio de Portugu\u00eas ao seu alcance para consult\u00e1-lo sobre as palavras que voc\u00ea desconhece o sentido.<\/p>\n<p>2. Leia sem pressa. Procure um lugar sossegado para ler os textos e fazer os exerc\u00edcios. Lembre-se: a pressa \u00e9 inimiga da perfei\u00e7\u00e3o! Aquilo que voc\u00ea entender, jamais esquecer\u00e1!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. Leia primeiro os textos; fa\u00e7a os exerc\u00edcios logo em seguida, seguindo a ordem dos Anexos; compare suas respostas com o gabarito; veja o que errou e retorne ao texto para verificar o porqu\u00ea do erro.<\/p>\n<p>VI \u2013 P\u00d3S-AVALIA\u00c7\u00c3O: Ap\u00f3s ter feito a leitura compreensiva dos textos e feitos os exerc\u00edcios, responda \u00e0s quest\u00f5es da avalia\u00e7\u00e3o proposta na Pr\u00e9-Avalia\u00e7\u00e3o. Creio que agora voc\u00ea acertar\u00e1 todas. Caso isso n\u00e3o aconte\u00e7a, consulte as orienta\u00e7\u00f5es dadas nas Atividades Suplementares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VII \u2013 ATIVIDADES SUPLEMENTARES: Se voc\u00ea n\u00e3o conseguiu alcan\u00e7ar 80 pontos na P\u00f3s-Avalia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o desanime. Volte \u00e0 leitura dos textos. Sem pressa. Tenha ao seu lado um dicion\u00e1rio para consultar o significado de algumas palavras que voc\u00ea n\u00e3o conhece. O dicion\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 o \u201cpai dos burros\u201d e sim, dos inteligentes, pois s\u00e3o os inteligentes que n\u00e3o perdem tempo (e nem dinheiro!). A leitura com entendimento \u00e9 a base da aprendizagem.<\/p>\n<p>________________________________________________________<\/p>\n<p>ANEXO A \u00a0 \u00a0\u2013 \u00a0 \u00a0G\u00caNEROS TEXTUAIS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao depararmos com um texto que se inicia com \u201cQuerido Fulano, escrevo&#8230;\u201d , sabemos que se trata de um bilhete ou de uma carta de car\u00e1ter pessoal. Se o texto se iniciar com \u201cPrezados Senhores, venho por meio&#8230;\u201d , sabemos que se trata de uma correspond\u00eancia formal. Se voc\u00ea se colocar na situa\u00e7\u00e3o de remetente, saber\u00e1 como iniciar a carta, porque todos n\u00f3s temos um \u201cmodelo de carta\u201d na mente; isso \u00e9 t\u00e3o marcante que uma pessoa n\u00e3o alfabetizada tem interiorizado esse \u201cmodelo\u201d e, se tiver de ditar uma carta para que outra pessoa escreva, saber\u00e1 o que precisa ser dito e como deve ser dito. O filme <em>Central do Brasil<\/em>, em que uma professora aposentada vive de escrever cartas ditadas por pessoas n\u00e3o alfabetizadas, exemplifica muito bem essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da mesma forma, se nos depararmos com um texto que se inicia com \u201cAl\u00f4? Quem fala?\u201d, sabemos que se trata de uma conversa telef\u00f4nica. O mesmo ocorre ao lermos uma bula de rem\u00e9dio, as instru\u00e7\u00f5es de uso de um produto qualquer, um hor\u00f3scopo, um card\u00e1pio de restaurante, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como j\u00e1 vimos, os textos desempenham papel fundamental em nossa vida social, j\u00e1 que estamos nos comunicando o tempo todo. No processo comunicativo, os textos t\u00eam uma fun\u00e7\u00e3o e cada esfera de utiliza\u00e7\u00e3o da l\u00edngua, cada campo de atividade, elabora determinados tipos de textos que s\u00e3o est\u00e1veis, ou seja, se repetem tanto no assunto, como na fun\u00e7\u00e3o, no estilo, na forma. \u00c9 isso que nos permite reconhecer um texto como carta, ou bula de rem\u00e9dio, ou poesia, ou not\u00edcia jornal\u00edstica, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <strong>que<\/strong> \u00e9 falado, a <strong>maneira<\/strong> como \u00e9 falado e a <strong>forma<\/strong> que \u00e9 dada ao texto s\u00e3o caracter\u00edsticas diretamente ligadas ao <strong>g\u00eanero<\/strong>. Como as situa\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o em nossa vida social s\u00e3o in\u00fameras, in\u00fameros s\u00e3o os g\u00eaneros textuais: bilhete, carta pessoal, carta comercial, telefonema, not\u00edcia jornal\u00edstica, editorial de jornais e revistas, hor\u00f3scopos, receita culin\u00e1ria, texto did\u00e1tico, ata de reuni\u00e3o, card\u00e1pio, palestra, resenha cr\u00edtica, bula de rem\u00e9dio, instru\u00e7\u00f5es de uso, <em>e-mail<\/em>, aula expositiva, piada, romance, conto, cr\u00f4nica, verbete de enciclop\u00e9dias, dicion\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Identificar o g\u00eanero textual \u00e9 um dos primeiros passos para uma competente leitura de texto. Pense numa situa\u00e7\u00e3o bem corriqueira: um colega se aproxima e come\u00e7a a contar algo que, em determinado momento, passa a soar esquisito, at\u00e9 que um dos ouvintes indaga: \u201c\u00c9 piada ou voc\u00ea est\u00e1 falando s\u00e9rio?\u201d Observe que o interlocutor quer confirmar o g\u00eanero textual, uma vez que, dependendo do g\u00eanero, temos um ou outro entendimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(Ernani Terra\/Jos\u00e9 de Nicola. <em>Portugu\u00eas. <\/em>Volume \u00danico para o Ensino M\u00e9dio, 1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o, 2008)<\/p>\n<p>Podemos concluir que:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>G\u00eanero textual<\/em> \u00e9 uma classifica\u00e7\u00e3o geral que re\u00fane textos com caracter\u00edsticas comuns em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linguagem, ao conte\u00fado e \u00e0 estrutura, utilizados em determinadas situa\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o, seja oral ou escrita.<\/p>\n<p>_____________________________________________________<\/p>\n<p>ANEXO B \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u2013 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Diferen\u00e7a entre G\u00eanero textual e G\u00eanero liter\u00e1rio. Tipos textuais.<\/p>\n<p>Uma observa\u00e7\u00e3o a ser feita \u00e9 a diferen\u00e7a entre G\u00eanero textual e G\u00eanero liter\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <em>g\u00eanero textual<\/em> abrange v\u00e1rios textos e suas utiliza\u00e7\u00f5es na comunica\u00e7\u00e3o. Quando nos referimos \u00e0 <em>g\u00eanero liter\u00e1rio<\/em> estamos falando de textos produzidos para manifestar a emo\u00e7\u00e3o, o sentimento, a fantasia de quem escreve. Em geral s\u00e3o textos voltados para a fic\u00e7\u00e3o e para a poesia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como j\u00e1 vimos, os g\u00eaneros textuais s\u00e3o in\u00fameros e dependem da fun\u00e7\u00e3o de cada texto nas diferentes situa\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 os tipos textuais s\u00e3o poucos: <strong>narrativo, descritivo, explicativo, argumentativo, instrucional e po\u00e9tico. <\/strong>Podemos classificar os textos, tanto do g\u00eanero textual como do g\u00eanero liter\u00e1rio, dentro da classifica\u00e7\u00e3o acima, dependendo das caracter\u00edsticas que estiverem mais acentuadas na totalidade daquilo que est\u00e1 escrito. Raramente um texto \u00e9 constru\u00eddo com as caracter\u00edsticas de um s\u00f3 tipo. O mais comum \u00e9 encontrarmos, numa obra, passagens que apresentam caracter\u00edsticas ora de um, ora de outro tipo de texto. O que vai definir o tipo de texto \u00e9 a maior incid\u00eancia dessas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>1. TEXTO NARRATIVO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto narrativo relata fatos e acontecimentos, reais ou imagin\u00e1rios. Seu material \u00e9 o fato e a a\u00e7\u00e3o desenvolvidos numa linha de tempo e de espa\u00e7o. Veja o exemplo abaixo retirado de um conto de Machado de Assis: \u201cO Caso da Vara\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cDami\u00e3o fugiu do semin\u00e1rio \u00e0s onze horas da manh\u00e3 de uma sexta-feira de agosto. N\u00e3o sei bem o ano; foi antes de 1850. Passado alguns minutos parou vexado; n\u00e3o contava com o efeito que produzia nos olhos da outra gente aquele seminarista que ia espantado, medroso, fugitivo. Desconhecia as ruas, andava e desandava; finalmente parou.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>O escritor, neste trecho do conto, narra a fuga de um aluno. As caracter\u00edsticas na narrativa est\u00e3o presentes:<\/p>\n<p>. tempo: \u201c&#8230;\u00e0s onze horas da manh\u00e3 de uma sexta-feita de agosto.\u201d<\/p>\n<p>. a\u00e7\u00e3o: \u201c&#8230; fugiu&#8230;\u201d; \u201c&#8230; parou&#8230;\u201d; \u201c&#8230;andava&#8230;\u201d<\/p>\n<p>. espa\u00e7o: \u201c&#8230;fugiu do semin\u00e1rio&#8230;\u201d; \u201cDesconhecia as ruas&#8230;\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do texto apresentar algumas descri\u00e7\u00f5es \u2013 \u201c&#8230;parou vexado&#8230;\u201d\u00a0\u201c&#8230; ia espantado, medroso, fugitivo.\u201d \u2013 a incid\u00eancia n\u00e3o altera o objetivo do trecho: narrar a fuga. Se lermos o resto do conto, veremos que continua a ideia de narrativa, pois Machado de Assis relata o que aconteceu depois dessa fuga, embora apare\u00e7am frases descritivas e explicativas.<\/p>\n<p>S\u00e3o exemplos de textos narrativos: o relato, a cr\u00f4nica, o romance, o conto, a f\u00e1bula, a piada.<\/p>\n<p>2. TEXTO DESCRITIVO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto descritivo informa ao leitor a condi\u00e7\u00e3o de determinado objeto, pessoa, lugar. Eis um exemplo retirado da obra de Machado de Assis \u201cDom Casmurro\u201d (cap\u00edtulo 2 \u2013 Do livro):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Agora que expliquei o t\u00edtulo, passo a escrever o livro. Antes disso, por\u00e9m, digamos os motivos que me p\u00f5em a pena na m\u00e3o. <\/em><em>Vivo s\u00f3, com um criado. A casa em que moro \u00e9 pr\u00f3pria; fi-la construir de prop\u00f3sito, levado de um desejo t\u00e3o particular que me vexa imprimi-lo, mas v\u00e1 l\u00e1. Um dia, h\u00e1 bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indica\u00e7\u00f5es que lhes fiz: \u00e9 o mesmo <strong>pr\u00e9dio assobradado, tr\u00eas janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. Na principal destas, a pintura do teto e das paredes \u00e9 mais ou menos igual, umas grinaldas de flores mi\u00fadas e grandes p\u00e1ssaros que as tomam nos bicos, de espa\u00e7o a espa\u00e7o. Nos quatro cantos do teto as figuras das esta\u00e7\u00f5es, e ao centro das paredes os medalh\u00f5es de Cesar, Augusto, Nero e Massinissa, com os nomes por baixo&#8230;<\/strong> N\u00e3o alcan\u00e7o a raz\u00e3o de tais personagens. Quando fomos para a casa de Matacavalos, j\u00e1 ela estava assim decorada; vinha do dec\u00eanio anterior. Naturalmente era gosto do tempo meter sabor cl\u00e1ssico e figuras antigas em pinturas americanas. O mais \u00e9 tamb\u00e9m an\u00e1logo e parecido. <strong>Tenho chacarinha, flores, legume, uma casuarina, um po\u00e7o e lavadouro. Uso lou\u00e7a velha e mob\u00edlia velha.<\/strong><\/em><strong>\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este cap\u00edtulo da obra \u201cDom Casmurro\u201d descreve a casa do narrador da hist\u00f3ria, a qual ele mandou construir baseada na mesma casa onde morou quando crian\u00e7a. E para que o leitor tenha ideia de como era a casa, o escritor usa um texto descritivo, isto \u00e9, informa os detalhes. O texto descritivo \u00e9 considerado o retrato, a foto feita com palavras, que ao lermos, vamos construindo em nossa mente a imagem do que vai sendo descrito. Esse tipo de texto \u00e9 muito encontrado dentro de um texto narrativo. Ali\u00e1s, ao se contar uma hist\u00f3ria, utiliza-se muito textos desse tipo mesclado com o texto narrativo.<\/p>\n<p>3. TEXTO EXPLICATIVO (ou informativo)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto explicativo tem uma linguagem objetiva e n\u00e3o se confunde com os textos de natureza art\u00edstica ou liter\u00e1ria. \u00c9 o texto da imprensa, do professor, dos relat\u00f3rios t\u00e9cnicos ou cient\u00edficos. Procura transmitir conhecimentos, prestando-se ao uso did\u00e1tico. Exemplo de texto explicativo \u00e9 esse que voc\u00ea est\u00e1 lendo. Tamb\u00e9m s\u00e3o textos explicativos os livros did\u00e1ticos, verbetes de dicion\u00e1rios e enciclop\u00e9dias, manuais de eletrodom\u00e9sticos e aparelhos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>4. TEXTO ARGUMENTATIVO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto argumentativo procura convencer, propondo ao leitor uma interpreta\u00e7\u00e3o particular de quem o escreve. O objetivo \u00e9 defender uma ideia, um ponto de vista ou questionar algum fato. O texto argumentativo n\u00e3o se confunde com os textos informativos, pois nestes os fatos e id\u00e9ias n\u00e3o s\u00e3o expostos para convencer algu\u00e9m.<\/p>\n<p>O texto argumentativo \u00e9 formado por quatro t\u00f3picos:<\/p>\n<p>a) a tese \u2013 que apresenta a ideia, o ponto de vista que ser\u00e1 objeto de defesa, de demonstra\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) os argumentos \u2013 s\u00e3o elementos que fundamentam o que se afirma de acordo com o assunto ou tema, a situa\u00e7\u00e3o ou o contexto. Em geral s\u00e3o apresentados, em ordem crescente e de import\u00e2ncia, dentro do texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) as provas \u2013 s\u00e3o elementos concretos (fatos ocorridos, depoimentos, fatos hist\u00f3ricos, informa\u00e7\u00f5es dignas de cr\u00e9dito) que sustentam os argumentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">d) a conclus\u00e3o \u2013 o texto argumentativo em geral \u00e9 conclu\u00eddo com frases onde s\u00e3o apontadas poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es para a tese apresentada e demonstrada no decorrer do texto.<\/p>\n<p>Veja um exemplo de texto argumentativo (Editorial, Revista ISTO\u00c9, n\u00ba 2173, ano 35, de 06\/jul\/2011):<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A Batalha da Reforma Inevit\u00e1vel<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(Carlos Jos\u00e9 Marques, diretor editorial)<\/p>\n<p>TESE \u2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O governo Dilma se mobiliza para travar uma importante e dura batalha. Tenta o que antecessores buscaram por anos e n\u00e3o conseguiram: aprovar uma reforma previdenci\u00e1ria, sem a qual o sistema todo pode ficar inviabilizado em futuro breve.<\/p>\n<p>ARGUMENTOS E PROVAS \u2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dif\u00edcil travessia da reforma se d\u00e1 justamente pela resist\u00eancia de parlamentares, inclusive os da base aliada. No Congresso, o assunto \u00e9 tido como tabu. Por viverem de votos, deputados e senadores temem aprovar medidas impopulares, que inevitavelmente vir\u00e3o pelo andar da carruagem. O rombo da Previd\u00eancia aumenta geometricamente a cada ano. O gasto nesse item do or\u00e7amento j\u00e1 soma quase R$ 260 bilh\u00f5es por ano. Aposentadorias de militares e de servidores p\u00fablicos contribuem com a fatia maior da despesa. Mas n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico problema. H\u00e1 tamb\u00e9m regras absolutamente obsoletas diante da nova realidade de mercado. A diferen\u00e7a da idade m\u00ednima entre homens e mulheres para requisitar o benef\u00edcio \u00e9 uma delas. Com o avan\u00e7o da m\u00e3o de obra feminina, que provocou o aparecimento de milhares de mulheres chefes de fam\u00edlia, n\u00e3o se justifica mais essa desigualdade no tratamento. A ideia do governo \u00e9 aproximar o tempo de contribui\u00e7\u00e3o. H\u00e1 tamb\u00e9m propostas inovadoras para as pens\u00f5es vital\u00edcias, em que vi\u00favas e vi\u00favos jovens deixariam de receber ou receberiam no teto m\u00e1ximo de 70% do que o segurado teria direito em vida.<\/p>\n<p>CONCLUS\u00c3O \u2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas e outras sa\u00eddas podem soar antip\u00e1ticas para a maioria dos contribuintes, mas constituem o arcabou\u00e7o de um programa vital que pode retirar a Previd\u00eancia p\u00fablica da trajet\u00f3ria de colapso iminente. O Brasil caminha de maneira acelerada para um envelhecimento de sua popula\u00e7\u00e3o. Dados do Censo do IBGE mostram que a quantidade de idosos dever\u00e1 dobrar nos pr\u00f3ximos 30 anos em termos proporcionais na popula\u00e7\u00e3o como um todo. Com menos jovens contribuindo e mais idosos dependentes, a conta n\u00e3o fecha. \u00c9 preciso responsabilidade, serenidade e compromisso p\u00fablico das autoridades pol\u00edticas para aprovar de uma vez por todas uma sa\u00edda que desarme essa bomba-rel\u00f3gio da Previd\u00eancia. N\u00e3o h\u00e1 mais tempo para empurrar o assunto com a barriga, como se a simples ideia de esquecer\u00a0 problema trouxesse a solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O texto \u00e9 publicado como um todo, mas para voc\u00ea ter uma vis\u00e3o mais detalhada fizemos a identifica\u00e7\u00e3o das partes que o comp\u00f5em.<\/p>\n<p>S\u00e3o textos argumentativos: serm\u00f5es, ensaios, editorial de jornal ou revista, critica, monografias, reda\u00e7\u00f5es dissertativas.<\/p>\n<p>5. TEXTO INSTRUCIONAL (ou injuntivo)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto instrucional tem por finalidade orientar os passos que devem ser tomados para a execu\u00e7\u00e3o de algo. Exemplo: receitas culin\u00e1rias, manual de uso de aparelhos el\u00e9tricos, textos de propaganda comercial.<\/p>\n<p>6. TEXTO PO\u00c9TICO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No texto po\u00e9tico, o objetivo \u00e9 apresentar a beleza, a emo\u00e7\u00e3o, o amor, o lirismo, enfim, tudo o que est\u00e1 no interior da mente humana, atrav\u00e9s de palavras que possam traduzir esses sentimentos.<\/p>\n<p>O texto po\u00e9tico tem duas formas tradicionais: a poesia (forma versificada) e a prosa.<\/p>\n<p>_______________________________________________________________________<\/p>\n<p>Agora vamos ver se voc\u00ea entendeu as explica\u00e7\u00f5es dadas. Responda aos exerc\u00edcios.<\/p>\n<p>A. Certas marcas ling\u00fc\u00edsticas permitem identificar o g\u00eanero de texto usado. Com base na afirma\u00e7\u00e3o, fa\u00e7a a correspond\u00eancia da primeira coluna com a segunda.<\/p>\n<p>a. \u201cEra uma vez&#8230;\u201d<\/p>\n<p>b. \u201cPrezado amigo&#8230;\u201d<\/p>\n<p>c. \u201cConhece aquela do portugu\u00eas&#8230;?\u201d<\/p>\n<p>d. \u201cTome tr\u00eas x\u00edcaras de a\u00e7\u00facar e adicione&#8230;\u201d<\/p>\n<p>e. \u201cO tema de hoje vai ser&#8230;\u201d<\/p>\n<p>1. (\u00a0\u00a0 ) \u00c9 um texto instrucional, com finalidade espec\u00edfica.<\/p>\n<p>2. (\u00a0\u00a0 ) Introduz um texto de car\u00e1ter l\u00fadico.<\/p>\n<p>3. (\u00a0\u00a0 ) \u00c9 caracter\u00edstica dos vocativos em texto epistolar.<\/p>\n<p>4. (\u00a0\u00a0 ) \u00c9 pr\u00f3prio para iniciar informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas ou did\u00e1ticas.<\/p>\n<p>5. (\u00a0 ) \u00c9 recurso lingu\u00edstico para marcar a temporalidade em textos narrativos.<\/p>\n<p>B. Classifique os textos a seguir em narrativo, descritivo, argumentativo, po\u00e9tico, instrucional ou explicativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1. ( ______________ ) No meio da d\u00e9cada de 20, quando o autom\u00f3vel tinha feito sua apari\u00e7\u00e3o com for\u00e7a total, caminhar pelas grandes avenidas europ\u00e9ias era sair para ser expulso da rua pelo tr\u00e1fego. \u201cFoi como se o mundo tivesse subitamente enlouquecido\u201d, dizem as pessoas quando fazem referencia a essa \u00e9poca. O homem sentia-se diretamente amea\u00e7ado e vulner\u00e1vel. \u201cDeixar nossa casa significava que uma vez cruzada a soleira da porta, n\u00f3s est\u00e1vamos em perigo e pod\u00edamos ser mortos pelos carros que passavam.\u201d Chocadas e desorientadas, as pessoas comparavam a rua de ent\u00e3o com a de sua juventude. \u201cA rua nos pertencia: cant\u00e1vamos nela, discut\u00edamos nela, enquanto os cavalos e ve\u00edculos passavam suavemente\u201d. A rua era, portanto, pouco tempo antes, o espa\u00e7o que acolhia homens, que lhes permitia se moverem \u00e0 vontade, em um ritmo que podia acolher tanto as discuss\u00f5es quanto a m\u00fasica; homens, animais e ve\u00edculos coexistiam pacificamente em uma esp\u00e9cie de para\u00edso urbano. Acontece que esse id\u00edlio terminou, as ruas passaram a pertencer ao tr\u00e1fego, e o homem sobreviveu a esse tipo de mudan\u00e7a. Depois de esquivar-se e lutar contra o tr\u00e1fego, acabou identificando-se por inteiro com as for\u00e7as que o estavam pressionando. O homem da rua incorporou-se ao novo poder, tornando-se o homem no carro.\u00a0A perspectiva desse novo homem no carro gerou uma nova concep\u00e7\u00e3o de rua, que passou a orientar os planejamentos urbanos da\u00ed por diante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2. ( ______________ ) \u201cNarizinho correu os olhos pela assist\u00eancia. N\u00e3o podia haver nada mais curioso. Besourinhos de fraque e flores na lapela conversavam com baratinhas de mantilha e mios\u00f3tis nos cabelos. Abelhas douradas, verdes e azuis, falavam mal das vespas de cintura fina \u2013 achando que era exagero usarem coletes t\u00e3o apertados. Sardinhas aos centos criticavam os cuidados excessivos que as borboletas de toucados de gaze tinham com o p\u00f3 das suas asas. Mamangavas de ferr\u00f5es amarrados para n\u00e3o morderem. E can\u00e1rios cantando, e beija-flores beijando flores, e camar\u00f5es camaronando, e caranguejos caranguejando, tudo que \u00e9 pequenino e n\u00e3o morde, pequeninando e n\u00e3o mordendo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(Monteiro Lobato. <em>Reina\u00e7\u00f5es de Narizinho<\/em>. S\u00e3o Paulo, Editora Brasiliense, 1947)<\/p>\n<p>3. ( _____________ ) \u00a0\u00a0Nasce o sol; e n\u00e3o dura mais que um dia<\/p>\n<p>Depois da luz, se segue a noite escura:<\/p>\n<p>Em tristes sombras morre a formosura<\/p>\n<p>Em cont\u00ednuas tristezas a alegria.<\/p>\n<p>(Greg\u00f3rio de Matos)<\/p>\n<p>____________________________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Gabarito<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Quest\u00e3o A: 1.d\u00a0\u00a0\u00a0 2.c\u00a0\u00a0 3.b\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 4.e\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 5.a<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Quest\u00e3o B: 1. Argumentativo \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a02. Descritivo \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a03. Po\u00e9tico<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TEORIA DA COMUNICA\u00c7\u00c3O &#8211; ROTEIRO 1 &#8211; G\u00caNEROS TEXTUAIS (N\u00edvel M\u00e9dio)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[12,18],"tags":[],"class_list":["post-374","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-literatura-brasileira","category-nocoes-de-teoria-da-comunicacao","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/374","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=374"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/374\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}