{"id":380,"date":"2011-08-29T14:51:02","date_gmt":"2011-08-29T18:51:02","guid":{"rendered":"http:\/\/juniormax.com.br\/site_portuguesirado\/?p=380"},"modified":"2011-08-29T14:51:02","modified_gmt":"2011-08-29T18:51:02","slug":"teoria-da-comunicacao-roteiro-2-coerencia-textual-nivel-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=380","title":{"rendered":"TEORIA DA COMUNICA\u00c7\u00c3O &#8211; Roteiro 2: Coer\u00eancia textual (N\u00edvel M\u00e9dio)"},"content":{"rendered":"<p>I \u2013 TEMA: A Coer\u00eancia Textual<\/p>\n<p>II \u2013 PR\u00c9-REQUISITOS: Ler compreensivamente<\/p>\n<p>III &#8211; META: Ao concluir o estudo deste Roteiro, o aluno dever\u00e1 ser capaz de:<\/p>\n<ul>\n<li>Conceituar coer\u00eancia textual<\/li>\n<li>Identificar caracter\u00edsticas que apontam para um texto coerente\/incoerente<\/li>\n<\/ul>\n<p><!--more-->IV \u2013 ATIVIDADES DE ESTUDO: Ler com entendimento \u00e9 pr\u00e9-requisito para se aprender qualquer coisa atrav\u00e9s da leitura. Portanto, fa\u00e7a o seguinte:<\/p>\n<p>1. Tenha um dicion\u00e1rio de Portugu\u00eas ao seu alcance para consult\u00e1-lo sobre as palavras que voc\u00ea desconhece o sentido.<\/p>\n<p>2. Leia sem pressa. Procure um lugar sossegado para ler os textos e fazer os exerc\u00edcios. Lembre-se: a pressa \u00e9 inimiga da perfei\u00e7\u00e3o! Aquilo que voc\u00ea entender, jamais esquecer\u00e1!<\/p>\n<p>3. Leia primeiro os textos; fa\u00e7a os exerc\u00edcios logo em seguida, seguindo a ordem dos Anexos; compare suas respostas com o gabarito; veja o que errou e retorne ao texto para verificar o porqu\u00ea do erro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V \u2013 P\u00d3S-AVALIA\u00c7\u00c3O: Ap\u00f3s ter feito a leitura compreensiva dos textos e feitos os exerc\u00edcios, responda \u00e0s quest\u00f5es da avalia\u00e7\u00e3o proposta na Pr\u00e9-Avalia\u00e7\u00e3o. Creio que agora voc\u00ea acertar\u00e1 todas. Caso isso n\u00e3o aconte\u00e7a, consulte as orienta\u00e7\u00f5es dadas nas Atividades Suplementares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VI \u2013 ATIVIDADES SUPLEMENTARES: Se voc\u00ea n\u00e3o conseguiu alcan\u00e7ar 80% de acerto na P\u00f3s-Avalia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o desanime. Volte \u00e0 leitura dos textos. Sem pressa. Tenha ao seu lado um dicion\u00e1rio para consultar o significado de algumas palavras que voc\u00ea n\u00e3o conhece. O dicion\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 o \u201cpai dos burros\u201d e sim, dos inteligentes, pois s\u00e3o os inteligentes que n\u00e3o perdem tempo (e nem dinheiro!). A leitura com entendimento \u00e9 a base da aprendizagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">__________________________________________<\/p>\n<p>ANEXO A \u2013 A COER\u00caNCIA TEXTUAL<\/p>\n<p>Antes de quebrarmos a cabe\u00e7a tentando entender do que trata o titulo acima, vamos recorrer ao bom e \u00fatil dicion\u00e1rio da l\u00edngua portuguesa para encontrar uma pista. Segundo o Mini Aur\u00e9lio (6\u00aa Edi\u00e7\u00e3o revista e atualizada, 2005) registra:<\/p>\n<ol>\n<li>Coer\u00eancia: qualidade, estado ou atitude de coerente. Harmonia entre ideias ou acontecimentos.<\/li>\n<li>Coerente: em que h\u00e1 coes\u00e3o, liga\u00e7\u00e3o ou ades\u00e3o rec\u00edproca. Que procede com l\u00f3gica.<\/li>\n<li>Coes\u00e3o: uni\u00e3o \u00edntima das partes com o todo. Conex\u00e3o, concord\u00e2ncia, uni\u00e3o.<\/li>\n<li>Coeso: ligado ou unido por coes\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos chegar \u00e0 conclus\u00e3o que \u201ccoer\u00eancia\u201d significa \u201cn\u00e3o cair em contradi\u00e7\u00e3o\u201d. O texto abaixo explica claramente o que vem a ser isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNunca se percebe num texto sua coer\u00eancia, at\u00e9 o momento em que ele \u00e9 perdida. Qualquer incoer\u00eancia se sobressai, ao passo que uma s\u00e9rie de elementos bem ajustados e harmoniosos muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o notados, dando a impress\u00e3o de que construir a unidade de um texto \u00e9 algo autom\u00e1tico, que vem com a simples escolha das palavras.\u201d (&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMas h\u00e1 variadas ocasi\u00f5es em que cometemos incoer\u00eancia sem a inten\u00e7\u00e3o de faz\u00ea-lo, pois quando o autor escreve n\u00e3o se d\u00e1 conta, muitas vezes, das suas contradi\u00e7\u00f5es. Pode haver incoer\u00eancia, por exemplo, na escolha de figuras para dar suporte a um tema; \u00e9 o que acontece quando selecionamos exemplifica\u00e7\u00f5es para id\u00e9ias que estamos expondo. Para evitar contradi\u00e7\u00f5es deve-se perguntar: o exemplo que estou sugerindo \u00e9, de fato, compat\u00edvel com a ideia que acabei de expor?\u201d (&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA coer\u00eancia de um texto tamb\u00e9m ficar\u00e1 prejudicada se, na figurativiza\u00e7\u00e3o, ao se narrar um determinado fato, n\u00e3o forem respeitados dados de cronologia, posicionamento geogr\u00e1fico e acontecimentos hist\u00f3ricos. Igualmente \u00e9 a \u201cfalta de l\u00f3gica\u201d que pode decorrer tanto desse descuido mencionado, como da atitude de ignorar as reais capacidades dos personagens citados, como no exemplo a seguir:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Oito horas da manh\u00e3. Um ve\u00edculo cruza, em alta velocidade, a avenida Rebou\u00e7as, em S\u00e3o Paulo, transportando o malote que seria embarcado para uma filial, no voo que partiria quinze minutos depois, do aeroporto de Guarulhos. Seus ocupantes tamb\u00e9m estavam de posse de um cheque que pretendiam descontar antes de apresentarem-se no guich\u00ea da companhia a\u00e9rea, pois havia algumas despesas a pagar(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem problemas de constru\u00e7\u00e3o na parte sint\u00e1tica, o texto acima poderia convencer, se n\u00e3o fosse por uma estrita considera\u00e7\u00e3o de coer\u00eancia. De fato, quem conhece (a cidade de) S\u00e3o Paulo sabe que no hor\u00e1rio mencionado (8h), a avenida Rebou\u00e7as j\u00e1 apresenta um tr\u00e1fego altamente congestionado, provocando lentid\u00e3o no movimento dos ve\u00edculos. Seria, portanto, imposs\u00edvel, percorr\u00ea-lo em alta velocidade. O mesmo fato torna humanamente imposs\u00edvel, (mesmo admitindo-se que n\u00e3o houvesse o congestionamento habitual) que o deslocamento para o aeroporto de Guarulhos pudesse ser feito em quinze minutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O narrador tamb\u00e9m n\u00e3o computou o tempo de estacionar diante do sagu\u00e3o, dirigir-se ao guich\u00ea de despachos, etc, opera\u00e7\u00f5es que levam muito tempo, talvez mais de uma hora ou uma hora e meia. Al\u00e9m do mais, nenhum banco est\u00e1 aberto, em qualquer parte do pa\u00eds, antes das nove ou dez horas da manh\u00e3 e seria, por isso, imposs\u00edvel descontar o cheque, a menos que um dos ocupantes o fizesse num posto de gasolina. Mas isto pressuporia, no caso que parece ser o do texto (cheque de terceiros), que o interessado tivesse cr\u00e9dito suficiente para isso junto \u00e0 administra\u00e7\u00e3o do posto. Mesmo assim, este procedimento nada faria em benef\u00edcio da economia de tempo, naquele momento criticamente necess\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota-se, portanto, que nem sempre as dificuldades que a constru\u00e7\u00e3o de textos apresentam s\u00e3o de natureza puramente lingu\u00edsticas. Sabemos da complexidade do manejo sint\u00e1tico de uma l\u00edngua como a portuguesa; n\u00e3o basta, por\u00e9m, concentrar os esfor\u00e7os unicamente na tarefa de transpor essa barreira. \u00c9 necess\u00e1rio analisar a escrita que se est\u00e1 produzindo, sob os dois planos indispens\u00e1veis para a sua constru\u00e7\u00e3o: o da express\u00e3o e o do conte\u00fado, dando-lhes igual import\u00e2ncia e aten\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(Furtado, Elza\/Contani, Miguel L. <em>Reda\u00e7\u00e3o Passo a Passo.<\/em> 2001, Londrina-PR)<\/p>\n<p>_______________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela leitura do texto, pode-se concluir que \u00e9 mais f\u00e1cil descobrir um texto incoerente do que perceber a sua coer\u00eancia. Ser\u00e1 que \u00e9 porque estamos mais treinados a descobrir as imperfei\u00e7\u00f5es existentes \u00e0 nossa volta? E o que nos chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente o que n\u00e3o segue os padr\u00f5es a que estamos acostumados?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conclu\u00edmos que para descobrir se um texto tem coer\u00eancia, basta que procuremos algo dentro dele que n\u00e3o siga uma sequ\u00eancia l\u00f3gica dos fatos expostos. Caso encontremos algo que n\u00e3o \u201cdiz coisa com coisa\u201d, certamente estaremos diante de um caso de incoer\u00eancia textual. Podemos dizer que \u00a0esse assunto apresenta-se como uma moeda de duas faces: a coer\u00eancia versus a incoer\u00eancia. Ou o texto \u00e9 coerente ou incoerente, dependendo de como ele foi escrito e das ideias contidas nele.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a leitura do texto acima vamos aos exerc\u00edcios:<\/p>\n<p>1. Os textos seguintes apresentam algumas incoer\u00eancias. Identifique-as e explique o porqu\u00ea da incoer\u00eancia:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A ci\u00eancia j\u00e1 demonstrou que o consumo exagerado de bebidas alco\u00f3licas \u00e9 extremamente prejudicial \u00e0 sa\u00fade. Adolescentes, aos dezesseis anos, ainda n\u00e3o t\u00eam maturidade suficiente para avaliar os malef\u00edcios que o consumo imoderado de bebidas alco\u00f3licas lhes poder\u00e1 causar. Al\u00e9m disso, nessa idade, gostam de novidades e, como muitas vezes s\u00e3o t\u00edmidos, utilizam-se de bebidas alco\u00f3licas para ficar extrovertidos sem pensar nas conseq\u00fc\u00eancias nefastas desse tipo de atitude. Por esses motivos, a lei que pro\u00edbe a venda de bebidas alco\u00f3licas para menores de dezoito anos deveria ser revogada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b)\u00a0\u00a0\u00a0 A reuni\u00e3o para o acerto da venda das a\u00e7\u00f5es ocorreu num jantar, em um elegante e caro restaurante, que era o preferido dos altos executivos de empresas do ramo de telecomunica\u00e7\u00f5es. Enquanto os empres\u00e1rios, em voz baixa, selavam o acordo, um grupo musical cantava m\u00fasica sertaneja e pagode. Na mesa ao lado, crian\u00e7as comemoravam um anivers\u00e1rio, deliciando-se com os hamb\u00fargueres servidos e as batatas fritas, sobre as quais colocavam bastante <em>Ketchup<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Machado de Assis \u00e9, sem d\u00favida, um dos maiores escritores brasileiros, pois sua obra n\u00e3o s\u00f3 enfoca a vida urbana do Rio de Janeiro, como tamb\u00e9m tem por cen\u00e1rio outras regi\u00f5es do pais. \u00c9 o que se pode observar em seus romances regionais.<\/p>\n<p>___________________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Gabarito<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A incoer\u00eancia se apresenta no \u00faltimo per\u00edodo do texto: \u201c&#8230; a lei que pro\u00edbe a venda de bebidas alco\u00f3licas para menores de dezoito anos deveria ser revogada\u201d. A ideia exposta anteriormente, no texto, demonstra que o uso de bebida alco\u00f3lica \u00e9 prejudicial \u00e0 sa\u00fade. Se o uso produz malef\u00edcios, a lei existente que pro\u00edbe o uso deve ser confirmada e n\u00e3o REVOGADA, pois o significado desta palavra \u00e9: deixar de vigorar, de ter efeito, de ser v\u00e1lida, anular.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">b)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A incoer\u00eancia existente no texto \u00e9 de natureza dos fatos. Um restaurante elegante e caro at\u00e9 poderia alugar sua \u00e1rea para uma animada festa de anivers\u00e1rio com grupo musical tocando m\u00fasica do tipo mencionado, mas com certeza n\u00e3o o faria no mesmo dia e hora em que houvessem outros freq\u00fcentadores n\u00e3o convidados, como os empres\u00e1rios citados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">c)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A incoer\u00eancia existente \u00e9 a respeito da informa\u00e7\u00e3o sobre a obra produzida por Machado de Assis. O cen\u00e1rio de seus romances s\u00e3o sempre urbanos, na sua maioria, localizados na regi\u00e3o do Rio de Janeiro. Ele n\u00e3o escreveu romances regionais. Quem escreveu romances regionais foi Jos\u00e9 de Alencar.<\/span><\/p>\n<p>____________________________________________________<\/p>\n<p>ANEXO B \u2013<\/p>\n<p>(Os textos a seguir, reproduzidos em it\u00e1lico, encontram-se no livro \u201cPortugu\u00eas \u2013 de olho no mundo do trabalho\u201d Vol. \u00danico para o Ensino M\u00e9dio, de Ernani Terra e Jos\u00e9 de Nicola).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O TEXTO: Uma Unidade de sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>Produzimos textos porque pretendemos informar, divertir, explicar, convencer, discordar, ordenar, etc., ou seja, o texto \u00e9 uma unidade de significado produzida sempre com uma determinada inten\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> Assim como a frase n\u00e3o \u00e9 uma simples sucess\u00e3o de palavras, o texto tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma simples sucess\u00e3o de frases, mas um todo organizado capaz de estabelecer contato com nossos interlocutores, influindo sobre eles.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> O sentido do texto decorre de um mecanismo de articula\u00e7\u00e3o. Ao pensar em articula\u00e7\u00e3o, devemos perceber o texto como uma estrutura em que h\u00e1 diversos segmentos, todos relacionados uns com os outros. Essa rela\u00e7\u00f5es se estabelecem em dois planos: o do conte\u00fado (ideias) e o da amarra\u00e7\u00e3o (rela\u00e7\u00f5es ling\u00fc\u00edsticas). (&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> O encadeamento de id\u00e9ias pressup\u00f5e que n\u00e3o deve haver contradi\u00e7\u00e3o entre os diversos segmentos textuais: cada um deles \u00e9 pressuposto do seguinte, que por sua vez, ser\u00e1 pressuposto para os que o sucederem, formando uma cadeia em que todos estejam harmonicamente concatenados. Quando isso ocorre, dizemos que o texto \u00e9 coerente. Se houver quebra nessa concatena\u00e7\u00e3o ou um segmento textual estiver em contradi\u00e7\u00e3o com um anterior, o texto perde a coer\u00eancia. <\/em><\/p>\n<p><em>. . . . . . . . . . .<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> <\/em><em>A coer\u00eancia \u00e9 tamb\u00e9m resultante da adequa\u00e7\u00e3o entre o que se diz e o contexto extraverbal (aquilo a que o texto faz refer\u00eancia, que precisa ser conhecido pelo interlocutor). <\/em><\/p>\n<p><em>. . . . . . . . . . . <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> Por outro lado, a coer\u00eancia tem que ver com o tipo de texto e a sua produ\u00e7\u00e3o. Podemos, ent\u00e3o falar de uma <strong>coer\u00eancia argumentativa<\/strong>, uma <strong>coer\u00eancia narrativa<\/strong> e uma <strong>coer\u00eancia descritiva<\/strong>. <\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><em>1. Coer\u00eancia argumentativa<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> Nos textos argumentativos, apresentamos dados, opini\u00f5es, exemplos, a fim de defender uma determinada ideia ou questionar determinado assunto. Nesse caso, a coer\u00eancia se d\u00e1 pela apresenta\u00e7\u00e3o concatenada da ideia que ser\u00e1 defendida, dos argumentos que sustentam essa id\u00e9ia e do remate dado pela conclus\u00e3o. Tudo isso por meio de uma sequ\u00eancia l\u00f3gica e um dialogo interno entre a ideia a ser defendida, os exemplos em que se ap\u00f3ia a argumenta\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria conclus\u00e3o. Tal conformidade interna torna o texto argumentativo coerente e, claro, n\u00e3o contradit\u00f3rio.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> Na produ\u00e7\u00e3o de textos argumentativos, muitas vezes discutimos assuntos pol\u00eamicos, como a pena de morte e a legaliza\u00e7\u00e3o do aborto, em que est\u00e3o presentes convic\u00e7\u00f5es de natureza \u00e9tica e religiosa que variam de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo. Portanto, qualquer que seja a tese defendida, sempre haver\u00e1 pessoas que discordar\u00e3o. O que importa nesse caso n\u00e3o \u00e9 a tese em si, como vimos, as pessoas t\u00eam \u2013 felizmente \u2013 opini\u00f5es diferentes sobre um mesmo tema, mas a coer\u00eancia textual, ou seja, a argumenta\u00e7\u00e3o deve estar em conformidade com a tese, e a conclus\u00e3o deve ser uma decorr\u00eancia l\u00f3gica da argumenta\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Exemplo de texto com coer\u00eancia argumentativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">In\u00edcio do Serm\u00e3o de Santo Antonio ou dos Peixes pregado pelo Padre Antonio Vieira, no ano de 1654, na cidade de S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cV\u00f3s, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra porque quer que fa\u00e7am na terra o que faz o sal. O efeito do sal \u00e9 impedir a corrup\u00e7\u00e3o, mas quando a terra se v\u00ea t\u00e3o corrupta como est\u00e1 a nossa, havendo tantos nela que t\u00eam of\u00edcio de sal, qual ser\u00e1, ou qual pode ser, a causa desta corrup\u00e7\u00e3o? Ou \u00e9 porque o sal n\u00e3o salga ou porque a terra se n\u00e3o deixa salgar. Ou \u00e9 porque o sal n\u00e3o salga e os pregadores n\u00e3o pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se n\u00e3o deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes d\u00e3o, a n\u00e3o querem receber. Ou \u00e9 porque o sal n\u00e3o salga e os pregadores dizem uma coisa e fazem outra; ou porque a terra se n\u00e3o deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que (a) fazer o que dizem. Ou \u00e9 porque o sal n\u00e3o salga e os pregadores se pregam a si, e n\u00e3o a Cristo; ou porque a terra se n\u00e3o deixa salgar e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem (a)os seus apetites. N\u00e3o \u00e9 tudo isso verdade? Ainda mal!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suposto, pois, que, ou o sal n\u00e3o salgue ou a terra se n\u00e3o deixe salgar, que se h\u00e1 de fazer a este sal e que se h\u00e1 de fazer a esta terra? O que se h\u00e1 de fazer ao sal que n\u00e3o salga, Cristo o disse logo: \u201c<em>Quod si sal evanuerit, in quo salietur? Ad nihilum valet ultra, nisi ut mittatur foras, et conculcetur ab hominibus.\u201d <\/em> Se o sal perder a subst\u00e2ncia e a virtude, e o pregador faltar \u00e0 doutrina e ao exemplo, o que se lhe h\u00e1 de fazer \u00e9 lan\u00e7\u00e1-lo fora como in\u00fatil para que seja pisado de(por) todos. Quem se atrevera a dizer a tal coisa, se o mesmo Cristo a n\u00e3o pronunciara? Assim como n\u00e3o h\u00e1 quem seja mais digno de rever\u00eancia e de ser posto sobre a cabe\u00e7a que o pregador, que ensina e faz o que deve; assim \u00e9 merecedor de todo o desprezo, e de ser metido debaixo dos p\u00e9s, o que com a palavra, ou com a vida prega o contr\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p>Coment\u00e1rio sobre a coer\u00eancia existente no texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Padre Antonio Vieira \u00e9 considerado o maior dos pregadores sacros da l\u00edngua portuguesa. O serm\u00e3o do qual nos valemos para ilustrar o assunto sobre coer\u00eancia textual, \u00e9 de uma beleza liter\u00e1ria como poucos existem em portugu\u00eas. Vamos \u00e0 an\u00e1lise:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto inicia com uma frase dita por Jesus para seus disc\u00edpulos que se encontra no Evangelho de Mateus 5:13: \u201cV\u00f3s sois o sal da terra\u201d. Essa \u00e9 a tese que o escritor vai desenvolver ao longo do seu discurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro ele esclarece porque Jesus chamou seus disc\u00edpulos de sal da terra: porque o Senhor quer que os disc\u00edpulos tenham o mesmo poder do sal, isto \u00e9, evitar que as pessoas \u201capodre\u00e7am\u201d, se corrompam, se tornem pecadoras contumazes. Em seguida, ele aponta para uma realidade crua na \u00e9poca, (que tamb\u00e9m pode ser vista nos dias de hoje). Apesar de haver tanto sal espalhado na terra (os pregadores e os disc\u00edpulos crist\u00e3os) a terra, isto \u00e9, as pessoas continuam corruptas. Faz ent\u00e3o uma pergunta: por que havendo tantos pregadores h\u00e1 ainda tanta corrup\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir deste ponto, o escritor passa a enumerar as poss\u00edveis causas da inefic\u00e1cia do combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li>Ou \u00e9 porque o sal n\u00e3o salga ou porque a terra se n\u00e3o deixa salgar.<\/li>\n<li>Ou \u00e9 porque o sal n\u00e3o salga e os pregadores n\u00e3o pregam a verdadeira doutrina;<\/li>\n<li>ou porque a terra se n\u00e3o deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes d\u00e3o, a n\u00e3o querem receber.<\/li>\n<li>Ou \u00e9 porque o sal n\u00e3o salga e os pregadores dizem uma coisa e fazem outra;<\/li>\n<li>ou porque a terra se n\u00e3o deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que (a) fazer o que dizem.<\/li>\n<li>Ou \u00e9 porque o sal n\u00e3o salga e os pregadores se pregam a si, e n\u00e3o a Cristo;<\/li>\n<li>ou porque a terra se n\u00e3o deixa salgar e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem (a)os seus apetites.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s enumerar as poss\u00edveis causas da inefic\u00e1cia do sal, o escritor faz outra pergunta: o que se deve fazer com o sal que n\u00e3o salga e a terra que n\u00e3o se deixa salgar? Em outras palavras, o que se deve fazer com o pregador que n\u00e3o prega e com o que n\u00e3o ouve a prega\u00e7\u00e3o? A conclus\u00e3o vem em seguida:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSe o sal perder a subst\u00e2ncia e a virtude, e o pregador faltar \u00e0 doutrina e ao exemplo, o que se lhe h\u00e1 de fazer \u00e9 lan\u00e7\u00e1-lo fora como in\u00fatil para que seja pisado de(por) todos. Quem se atrevera a dizer a tal coisa, se o mesmo Cristo a n\u00e3o pronunciara? Assim como n\u00e3o h\u00e1 quem seja mais digno de rever\u00eancia e de ser posto sobre a cabe\u00e7a que o pregador, que ensina e faz o que deve; assim \u00e9 merecedor de todo o desprezo, e de ser metido debaixo dos p\u00e9s, o que com a palavra, ou com a vida prega o contr\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tese defendida por Pe. Antonio Vieira \u00e9 de que se algu\u00e9m tem como miss\u00e3o pregar os ensinamentos de Cristo, deve faz\u00ea-lo de maneira que a sua prega\u00e7\u00e3o seja ouvida, entendida e seguida; caso contr\u00e1rio, se a prega\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 eficaz por causa do pregador, a alternativa \u00e9 extirp\u00e1-lo do trabalho, pois sua prega\u00e7\u00e3o \u00e9 in\u00fatil e ainda produz mais corrup\u00e7\u00e3o. Em nenhum momento do texto, o escritor fugiu do tema proposto ou apresentou id\u00e9ias que n\u00e3o se coadunassem com o mesmo:<\/p>\n<p>1. apresentou a tese:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cV\u00f3s, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra porque quer que fa\u00e7am na terra o que faz o sal. O efeito do sal \u00e9 impedir a corrup\u00e7\u00e3o, mas quando a terra se v\u00ea t\u00e3o corrupta como est\u00e1 a nossa, havendo tantos nela que t\u00eam of\u00edcio de sal, qual ser\u00e1, ou qual pode ser, a causa desta corrup\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>2. enumerou as causas das distor\u00e7\u00f5es da tese apresentada:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou \u00e9 porque o sal n\u00e3o salga ou porque a terra se n\u00e3o deixa salgar. Ou \u00e9 porque o sal n\u00e3o salga e os pregadores n\u00e3o pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se n\u00e3o deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes d\u00e3o, a n\u00e3o querem receber. Ou \u00e9 porque o sal n\u00e3o salga e os pregadores dizem uma coisa e fazem outra; ou porque a terra se n\u00e3o deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que (a) fazer o que dizem. Ou \u00e9 porque o sal n\u00e3o salga e os pregadores se pregam a si, e n\u00e3o a Cristo; ou porque a terra se n\u00e3o deixa salgar e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem (a)os seus apetites. N\u00e3o \u00e9 tudo isso verdade? Ainda mal!<\/p>\n<p>3. anunciou como o problema deve ser resolvido:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suposto, pois, que, ou o sal n\u00e3o salgue ou a terra se n\u00e3o deixe salgar, que se h\u00e1 de fazer a este sal e que se h\u00e1 de fazer a esta terra? O que se h\u00e1 de fazer ao sal que n\u00e3o salga, Cristo o disse logo: \u201c<em>Quod si sal evanuerit, in quo salietur? Ad nihilum valet ultra, nisi ut mittatur foras, et conculcetur ab hominibus.\u201d <\/em> Se o sal perder a subst\u00e2ncia e a virtude, e o pregador faltar \u00e0 doutrina e ao exemplo, o que se lhe h\u00e1 de fazer \u00e9 lan\u00e7\u00e1-lo fora como in\u00fatil para que seja pisado de(por) todos.<\/p>\n<p>4. e justifica seu posicionamento:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como n\u00e3o h\u00e1 quem seja mais digno de rever\u00eancia e de ser posto sobre a cabe\u00e7a que o pregador, que ensina e faz o que deve; assim \u00e9 merecedor de todo o desprezo, e de ser metido debaixo dos p\u00e9s, o que com a palavra, ou com a vida prega o contr\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p><em>2. Coer\u00eancia narrativa.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> A base de um texto narrativo \u00e9 a sequ\u00eancia de a\u00e7\u00f5es e a caracteriza\u00e7\u00e3o de personagens que as executam. A coer\u00eancia vai estar presente nesse tipo de texto na decorr\u00eancia l\u00f3gica das a\u00e7\u00f5es e da rela\u00e7\u00e3o entre a a\u00e7\u00e3o e o personagem que a executa. Os acontecimentos devem ser veross\u00edmeis.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> Nos textos narrativos, as a\u00e7\u00f5es se sucedem temporalmente, isto \u00e9, uma a\u00e7\u00e3o posterior pressup\u00f5e uma a\u00e7\u00e3o anterior com a qual n\u00e3o pode estar em contradi\u00e7\u00e3o, sob pena de tornar a narrativa inveross\u00edmil. Se, num primeiro momento, afirmamos que um determinado personagem, ao sair para fazer compras, deixou em casa o \u00fanico tal\u00e3o de cheques que tinha, n\u00e3o podemos, em seguida, dizer que ele pagou as compras com cheque. Ter\u00edamos um caso de incoer\u00eancia narrativa; quem n\u00e3o tem cheque n\u00e3o pode pagar com cheque.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> Nas narra\u00e7\u00f5es, as incoer\u00eancias podem tamb\u00e9m ser decorrentes da caracteriza\u00e7\u00e3o de um personagem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s a\u00e7\u00f5es atribu\u00eddas a ele. Por exemplo, um personagem taxista que passa o tempo todo trabalhando mas tem fobia a dirigir carros \u00e9, no m\u00ednimo, inusitado e nada coerente.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><em>3. Coer\u00eancia descritiva<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> Nos textos descritivos, apresentamos um retrato verbal de pessoas, coisas u ambientes, enfatizando elementos que os caracterizam. Se se trata da descri\u00e7\u00e3o de um funeral, recorremos a figuras como \u201croupas negras\u201d, \u201cpessoas tristes\u201d, \u201ccoroas de flores\u201d, \u201cora\u00e7\u00f5es\u201d, etc. Nesse caso, as figuras utilizadas s\u00e3o coerentes com a cena que est\u00e1 sendo descrita.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em> Se estivermos descrevendo um dia ensolarado de ver\u00e3o, n\u00e3o podemos afirmar que as pessoas andam pelas ruas protegidas por pesados casacos, pois essa descri\u00e7\u00e3o seria incoerente, j\u00e1 que a figura \u201cpesados casacos\u201d est\u00e1 em contradi\u00e7\u00e3o com o pressuposto \u201cdia ensolarado de ver\u00e3o\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>___________________________________________<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a leitura das explica\u00e7\u00f5es dadas, fa\u00e7a os exerc\u00edcios a seguir.<em> <\/em><\/p>\n<p>Nos textos abaixo ocorrem algum tipo de incoer\u00eancia. Identifique-os e explique o tipo de incoer\u00eancia que voc\u00ea v\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Devo confessar que morria de inveja de minha coleguinha por causa daquela boneca que o pai lhe trouxera da Su\u00e9cia: ria, chorava, balbuciava palavras, tomava mamadeira e fazia xixi. Ela me alucinava. Sonhei com ela noites a fio. Queria dormir com ela uma noite que fosse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dia, minha vizinha esqueceu-a em minha casa. Fui dormir e, no dia seguinte, quando acordei, l\u00e1 estava a boneca no mesmo lugar em que minha amiguinha havia deixado. Imaginando que ele estivesse preocupada, telefonei-lhe e ela mais do que depressa veio busc\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b)\u00a0\u00a0\u00a0 Era meia-noite. Oswaldo preparou o despertador para acordar \u00e0s seis da manh\u00e3 e encarar mais um dia de trabalho. Ouvindo o r\u00e1dio, deu conta de que fizera sozinho a quina da Loto. Fora de si, acordou toda a fam\u00edlia e bebeu durante a noite inteira. \u00c0s quinze para as seis, sem for\u00e7as sequer para erguer-se da cadeira, o filho mais velho teve de carreg\u00e1-lo para a cama. N\u00e3o tinha mais for\u00e7a nem para erguer o bra\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o despertador tocou, Oswaldo, esquecido da loteria, p\u00f4s-se imediatamente de p\u00e9 e ia preparar-se para ir trabalhar. Mas o filho, rindo, disse: &#8211; Pai, voc\u00ea n\u00e3o precisa trabalhar nunca mais na vida!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Embora existam pol\u00edticos competentes e honestos, preocupados com as leg\u00edtimas causas populares, os jornais, na semana passada, noticiaram casos de corrup\u00e7\u00e3o comprovada, praticados por um pol\u00edtico eleito pelo povo. Isso demonstra que o povo n\u00e3o sabe escolher seus governantes.<\/p>\n<p>__________________________________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Gabarito.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A incoer\u00eancia est\u00e1 no 2\u00ba par\u00e1grafo. Se a narradora ansiava em dormir com a boneca da vizinha, ao se apresentar a oportunidade deveria t\u00ea-lo feito. \u00c9 certo que se algu\u00e9m deseja ardentemente algo, n\u00e3o deixar\u00e1 passar a oportunidade de t\u00ea-lo, quando esta se apresentar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">b)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A narrativa do segundo par\u00e1grafo n\u00e3o est\u00e1 de acordo com os acontecimentos narrados no primeiro par\u00e1grafo. Como algu\u00e9m que bebeu a noite inteira, foi para a cama carregado porque n\u00e3o tinha for\u00e7as para nada, e quinze minutos depois estava de p\u00e9 pronto para ir ao trabalho?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">c)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A incoer\u00eancia est\u00e1 na afirma\u00e7\u00e3o de que o povo n\u00e3o sabe escolher seus governantes. Ora, se o povo n\u00e3o sabe escolh\u00ea-los, ent\u00e3o n\u00e3o deveria haver nenhum pol\u00edtico honesto e preocupado com as causas do povo. Pela afirma\u00e7\u00e3o final, <\/span><strong><span style=\"color: #ff0000;\">todos<\/span><\/strong><span style=\"color: #ff0000;\"> os pol\u00edticos eleitos deveriam ser corruptos uma vez que <\/span><strong><span style=\"color: #ff0000;\">todo<\/span><\/strong><span style=\"color: #ff0000;\"> o povo n\u00e3o sabe escolher seus governantes. Entretanto ainda cabe, outras an\u00e1lises do texto, sob outros pontos de vista.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>I \u2013 TEMA: A Coer\u00eancia Textual II \u2013 PR\u00c9-REQUISITOS: Ler compreensivamente III &#8211; META: Ao concluir o estudo deste Roteiro, o aluno dever\u00e1 ser capaz de: Conceituar coer\u00eancia textual Identificar caracter\u00edsticas que apontam para um texto 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