{"id":436,"date":"2012-01-06T11:48:48","date_gmt":"2012-01-06T15:48:48","guid":{"rendered":"http:\/\/juniormax.com.br\/site_portuguesirado\/?p=436"},"modified":"2012-01-06T11:48:48","modified_gmt":"2012-01-06T15:48:48","slug":"literatura-roteiro-1-porque-estudar-literatura-funcoes-da-literatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=436","title":{"rendered":"LITERATURA &#8211; Roteiro 1: Porque estudar literatura. Fun\u00e7\u00f5es da literatura."},"content":{"rendered":"<p>LITERATURA \u00a0&#8211;\u00a0<strong>ROTEIRO N<\/strong><strong>\u00b0<\/strong><strong> 01<\/strong><\/p>\n<p>1 \u2013 TEMA: Por que estudar Literatura. Fun\u00e7\u00f5es da Literatura.<\/p>\n<p>2 \u2013 PR\u00c9-REQUISITO:<\/p>\n<ul>\n<li>Ler com compreens\u00e3o.<\/li>\n<li>Conhecer os principais eventos hist\u00f3ricos de povos europeus e sul-americanos, principalmente de Portugal e Brasil.<\/li>\n<\/ul>\n<p>3 \u2013 META: Ao final do estudo, voc\u00ea dever\u00e1 ser capaz de:<\/p>\n<ul>\n<li>interpretar textos<\/li>\n<li>entender que o estudo da Literatura n\u00e3o pode ser dissociado do estudo da Hist\u00f3ria de um povo<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more-->4 \u2013 PR\u00c9-AVALIA\u00c7\u00c3O: O objetivo da pr\u00e9-avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 diagnosticar o quanto se tem conhecimento de um assunto. Para isso, basta que voc\u00ea responda \u00e0 Auto-avalia\u00e7\u00e3o que est\u00e1 no in\u00edcio deste Roteiro, antes de ler qualquer texto existente nele. Se voc\u00ea alcan\u00e7ar um resultado igual ou superior a 80 pontos, n\u00e3o precisa estudar o assunto, pois voc\u00ea j\u00e1 o domina suficientemente. Caso contr\u00e1rio, v\u00e1 direto para as Atividades de Estudo.<\/p>\n<p>5 \u2013 ATIVIDADES DE ESTUDO: Ler com entendimento \u00e9 pr\u00e9-requisito para se aprender qualquer coisa atrav\u00e9s da leitura. Portanto, fa\u00e7a o seguinte:<\/p>\n<p>a) Tenha um dicion\u00e1rio de Portugu\u00eas ao seu alcance, para consult\u00e1-lo sobre as palavras que voc\u00ea desconhece o significado;<\/p>\n<p>b) Procure um lugar sossegado para ler os textos e fazer os exerc\u00edcios;<\/p>\n<p>c) Leia primeiro o texto; fa\u00e7a em seguida os exerc\u00edcios; compare suas respostas com o gabarito e veja o que errou; retorne ao texto para verificar o porqu\u00ea do erro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 \u2013 P\u00d3S-AVALIA\u00c7\u00c3O: Ap\u00f3s ter feito o estudo dos textos e os exerc\u00edcios, responda \u00e0s quest\u00f5es propostas na Auto-avalia\u00e7\u00e3o. Creio que voc\u00ea agora, acertar\u00e1 todas. Caso isso n\u00e3o aconte\u00e7a, consulte as orienta\u00e7\u00f5es dadas nas Atividades Suplementares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 \u2013 ATIVIDADES SUPLEMENTARES: Se voc\u00ea n\u00e3o conseguiu alcan\u00e7ar 80 pontos na P\u00f3s-avalia\u00e7\u00e3o, volte \u00e0 leitura dos textos, agora com mais aten\u00e7\u00e3o. Sem pressa. A leitura com compreens\u00e3o \u00e9 a base da aprendizagem.<\/p>\n<p>___________________________________________<\/p>\n<p>AUTO-AVALIA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Responda \u00e0s quest\u00f5es propostas a seguir, antes de ler qualquer texto deste Roteiro. O objetivo \u00e9 verificar at\u00e9 que ponto voc\u00ea anda informado a respeito das diferentes Artes produzidas pelo homem. Atribua 10 pontos para cada resposta correta. Se voc\u00ea obtiver 80 pontos, parab\u00e9ns! Voc\u00ea tem bastante informa\u00e7\u00e3o sobre o assunto Artes. Caso isso n\u00e3o ocorra, n\u00e3o fique desanimado. Voc\u00ea precisa envolver-se mais com a cultura brasileira e mundial. Ler mais, ir ao cinema, ao teatro, aos museus, inteirar-se do que os artistas est\u00e3o produzindo para o nosso deleite e reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>Assinale a \u00fanica alternativa correta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">01. Atribui-se a um poeta grego da Antiguidade a autoria dos famosos poemas \u00e9picos conhecidos: a <strong>Il\u00edada<\/strong> (conta sobre a Guerra de Tr\u00f3ia) e <strong>Odiss\u00e9ia<\/strong> (viagens e aventuras de Ulisses). Trata-se de:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) Plat\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) Homero\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 c. (\u00a0\u00a0 ) Arist\u00f3teles\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) S\u00f3crates<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">02. Dan\u00e7arina norte-americana respons\u00e1vel pela grande revolu\u00e7\u00e3o que daria in\u00edcio \u00e0 <strong>dan\u00e7a moderna<\/strong>. Rompeu com os dogmas do bal\u00e9 e introduziu a improvisa\u00e7\u00e3o e a espontaneidade \u2013 suas grandes marcas. Gostava de dan\u00e7ar descal\u00e7a, vestindo apenas uma leve t\u00fanica. Seu nome acabou identificado com sua pr\u00f3pria arte: a dan\u00e7a. Trata-se de:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) Margot Fonteyn\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) Marinlyn Monroe.<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) Isadora Duncan\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) Fred Astaire<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">03. Uma das mais perfeitas atrizes brasileiras contempor\u00e2neas, com vasta atua\u00e7\u00e3o no teatro, trabalhou tamb\u00e9m no cinema, compondo o elenco dos filmes <strong>Eles n\u00e3o usam black-tie<\/strong> e <strong>Central do Brasil. <\/strong>Atuou tamb\u00e9m em v\u00e1rias novelas como: <strong>Guerra dos Sexos<\/strong> e <strong>Cambalacho. <\/strong>\u00c9 chamada de \u201ca dama do teatro brasileiro\u201d. Seu nome art\u00edstico \u00e9:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) Cacilda Becker\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) Fernanda Montenegro<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) Regina Duarte\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) Odete Lara<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">04. Um dos g\u00eanios da m\u00fasica universal, autor das sinfonias mais famosas, num total de nove, sendo que a partir da segunda, ele j\u00e1 se encontrava num processo de avan\u00e7ada surdez \u2013 doen\u00e7a que o afetou de modo irrevers\u00edvel e total, sem no entanto impedi-lo de continuar compondo genialmente. Trata-se do compositor alem\u00e3o:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) Wolfang Amadeus Mozart\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) Ludwing Van Beethoven<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) Richard Wagner \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0d. (\u00a0\u00a0 ) Dostoi\u00e9vski<\/p>\n<p>05. <strong>Carlitos<\/strong> \u00e9 um famoso personagem vivido por seu criador que, al\u00e9m de ator, era diretor, m\u00fasico, cenarista, roteirista\u2026 &#8211; um g\u00eanio do cinema. Seu nome \u00e9:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) Charles Chaplin \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) Federico Fellini<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) Alfred Hitchcock\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) Dante Alighieri<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">06. Compositor e cantor brasileiro dos mais importantes da m\u00fasica popular brasileira contempor\u00e2nea, cujas letras variam do lirismo-amoroso \u00e0 cr\u00edtica social. \u00c9 tamb\u00e9m escritor, autor dos romances <strong>Estorvo<\/strong> e <strong>Benjamin.<\/strong> Entretanto \u00e9 mais conhecido pelas suas m\u00fasicas que pelos seus romances. Estamos falando de:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) Chico Buarque de Holanda\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) Caetano Veloso<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) Milton Nascimento \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 c. (\u00a0\u00a0 ) Vin\u00edcius de Moraes<\/p>\n<p>07. Um dos mais vigorosos e pol\u00eamicos cineastas brasileiros, autor de 15 filmes, alguns dos quais premiados v\u00e1rias vezes, figura de destaque do chamado <strong>Cinema Novo<\/strong>, na d\u00e9cada de 60. Seus filmes mais famosos s\u00e3o <strong>Deus e o Diabo na Terra do Sol<\/strong> e <strong>Terra em Transe<\/strong>. Trata-se de:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) Nelson Pereira dos Santos\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) Walter Salles<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) Glauber Rocha \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0d. (\u00a0\u00a0 ) Nelson Rodrigues<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">08. Escultor, entalhador e arquiteto brasileiro, nascido em Minas Gerais, em 1730, \u00e9 considerado nosso maior artista do s\u00e9culo XVIII. Embora tenha sido afetado, aos 50 anos, por uma doen\u00e7a que o foi deformando, seu talento continuou atuante, realizando as famosas est\u00e1tuas dos <strong>Doze Profetas<\/strong>, talhadas em pedra-sab\u00e3o. \u00c9 conhecido pelo alcunha de:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) O Solit\u00e1rio de Mariana\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) O Corcunda de Notre-Dame<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) O Aleijadinho \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0d. (\u00a0\u00a0 ) Boca do Inferno<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">09. O maior arquiteto e urbanista brasileiro, um dos mais decisivos membros da equipe que planejou a sede da ONU em Nova Iorque, foi o grande arquiteto da nova capital do pa\u00eds \u2013 <strong>Bras\u00edlia<\/strong>. E entre suas produ\u00e7\u00f5es conhecidas popularmente est\u00e1 o <strong>Samb\u00f3dromo<\/strong> do Rio de Janeiro. Seu nome \u00e9:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) Roberto Burle Max\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) Oscar Niemeyer<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) L\u00facio Costa \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) M\u00e1rio David Andreazza<\/p>\n<p>10. O quadro conhecido como <strong>Mona Lisa<\/strong> ou <strong>A Gioconda<\/strong>, \u00e9 uma das obras mais famosas de um dos maiores g\u00eanios do Renascimento e da Humanidade. Estamos nos referindo a:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) Pablo Picasso \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0b. (\u00a0\u00a0 ) Miguel \u00c2ngelo<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) Leonardo Da Vinci\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0d. (\u00a0\u00a0 ) Tarsila do Amaral<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Respostas no final do Roteiro.<\/span><\/p>\n<p>______________________________________________________________<\/p>\n<p>ANEXO A \u2013 O ESTUDO DA LITERATURA<\/p>\n<p>Antes de iniciar nosso estudo de literatura, \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer uma r\u00e1pida diferencia\u00e7\u00e3o entre ARTE LITER\u00c1RIA e HIST\u00d3RIA DA LITERATURA. O dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio informa:<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"234\" valign=\"top\"><strong><em>Literatura<\/em><\/strong><em> [do latim litteratura] S.f.- 1.   Arte de compor ou escrever trabalhos art\u00edsticos em prosa ou verso; 2.   Conjunto de trabalhos liret\u00e1rios de um pa\u00eds ou de uma \u00e9poca.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira defini\u00e7\u00e3o de literatura \u2013 \u201carte de compor ou escrever trabalhos art\u00edsticos em prosa ou verso\u201d \u2013 refere-se \u00e0 arte liter\u00e1ria. Em outras palavras, refere-se ao como foram constru\u00eddas determinadas obras liter\u00e1rias pelo seu criador \u2013 o escritor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O escritor \u00e9 uma pessoa que gosta de trabalhar com as palavras, brincar com elas, explorar sua m\u00faltipla riqueza \u2013 desde seu ritmo e sonoridade, at\u00e9 a surpreendente variedade de seus significados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda defini\u00e7\u00e3o \u2013 \u201co conjunto de trabalhos liter\u00e1rios de um pa\u00eds ou de uma \u00e9poca\u201d \u2013 refere-se ao estudo de determinado momento da cria\u00e7\u00e3o de obras liter\u00e1rias na hist\u00f3ria de um pa\u00eds. E \u00e9 esse estudo que vai compor essa s\u00e9rie de Roteiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso \u00e9 importante que voc\u00ea, caro estudante, tenha conhecimento de alguns fatos hist\u00f3ricos do cen\u00e1rio mundial, porque esses fatos influenciaram os escritores da \u00e9poca em que eles ocorreram e assim relacion\u00e1-los a determinado momento hist\u00f3rico, ou seja, a um momento econ\u00f4mico, pol\u00edtico e social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por exemplo, seria imposs\u00edvel isolarmos a obra <em>Os Lus\u00edadas<\/em> do movimento renacentista e da pol\u00edtica expansionista do imp\u00e9rio portugu\u00eas; o Romantismo, do crescimento da burguesia e da revolu\u00e7\u00e3o Francesa; o Realismo, da luta dos oper\u00e1rios, das transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, pol\u00edticas e sociais do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um per\u00edodo ou movimento liter\u00e1rio apresenta uma s\u00e9rie de marcas ou caracter\u00edsticas que podem ser identificadas nas obras liter\u00e1rias escritas por pessoas que viveram durante determinado per\u00edodo e assim melhor entendermos a mensagem contida na obra. Por exemplo, o Romantismo \u00e9 marcado por uma vis\u00e3o de mundo subjetiva, egoc\u00eantrica, por um forte nacionalismo, um exagerado sentimentalismo, uma postura rebelde. Por qu\u00ea? Foi nesse per\u00edodo da hist\u00f3ria mundial que aconteceram os movimentos que culminaram com a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa (que espalhou a id\u00e9ia de liberdade, igualdade e fraternidade) e os movimentos abolicionistas e de independ\u00eancia, no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os escritores, ao escreverem suas obras, imprimem uma marca particular, muito pessoal, \u00e0s caracter\u00edsticas gen\u00e9ricas de um per\u00edodo liter\u00e1rio. Assim \u00e9 que o \u00edndio foi tema de v\u00e1rios escritores no contexto hist\u00f3rico-cultural do Romantismo brasileiro porque havia um sentimento de nacionalismo muito forte e na vis\u00e3o desses escritores era o \u00edndio que melhor representava o Brasil. Dessa \u00e9poca, s\u00e3o obras como <em>O Guarani, <\/em>de Jos\u00e9 de Alencar e <em>I-Juca Pirama<\/em> de Gon\u00e7alves Dias.<\/p>\n<p>_____________________________________________________<\/p>\n<p>ANEXO B \u2013 FUN\u00c7\u00d5ES DA LITERATURA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem n\u00e3o gosta de ler, sempre faz esta pergunta: mas para que serve mesmo uma obra liter\u00e1ria? Ou \u00e0s vezes faz pergunta mais grosseira: esses escritores n\u00e3o tem coisa melhor para fazer? Bem, quem nunca se disp\u00f4s a ler um livro, mesmo que de poucas p\u00e1ginas, n\u00e3o sabe o que est\u00e1 perdendo.<\/p>\n<p>As obras liter\u00e1rias carregam dentro de si uma riqueza tal que enriquece a quem as manuseia ou l\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora o assunto divida as opini\u00f5es at\u00e9 hoje, alguns estudiosos desse fen\u00f4meno cultural tentaram dar respostas a essas perguntas. Arist\u00f3teles, s\u00e1bio grego que viveu por volta do s\u00e9culo IV a.C. (antes de Cristo), foi um deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No seu livro <em>Po\u00e9tica<\/em>, Arist\u00f3teles d\u00e1 a entender que a literatura tem tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es: a cognitiva, a est\u00e9tica e a cat\u00e1rtica. Outros estudiosos acrescentaram uma quarta fun\u00e7\u00e3o: a pol\u00edtico-social.<\/p>\n<p>FUN\u00c7\u00c3O COGNITIVA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fun\u00e7\u00e3o cognitiva se refere \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento. Em Literatura, o escritor tem uma percep\u00e7\u00e3o (conhecimento) pessoal da realidade que o rodeia. A essa percep\u00e7\u00e3o costuma-se chamar de inspira\u00e7\u00e3o, estalo, insight\u2026 Impulsionado por esse est\u00edmulo, ele (o escritor) produz textos que comunicam esse conhecimento ou percep\u00e7\u00e3o, onde sentimento e raz\u00e3o se fundem. A obra liter\u00e1ria, por conseguinte, exprime esse seu conhecimento intuitivo e est\u00e9tico a respeito da realida que o rodeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No texto abaixo, <em>Dois e dois: quatro<\/em>, de Ferreira Gullar, o poeta revela seu conhecimento sobre a vida, que apesar de expressar uma percep\u00e7\u00e3o bem pessoal, acaba apresentando aquilo que a maioria das pessoas percebem da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dois e dois: quatro<\/strong><\/p>\n<p><em>Como dois e dois s\u00e3o quatro<\/em><\/p>\n<p><em>Sei que a vida vale a pena<\/em><\/p>\n<p><em>Embora o p\u00e3o seja caro <\/em><\/p>\n<p><em>E a liberdade pequena. <\/em><\/p>\n<p><em>Como teus olhos s\u00e3o claros<\/em><\/p>\n<p><em>E a tua pele, morena<\/em><\/p>\n<p><em>Como \u00e9 azul o oceano<\/em><\/p>\n<p><em>E a lagoa, serena<\/em><\/p>\n<p><em>Como um tempo de alegria<\/em><\/p>\n<p><em>Por tr\u00e1s do terror me acena<\/em><\/p>\n<p><em>E a noite carrega o dia<\/em><\/p>\n<p><em>No seu colo de a\u00e7ucena<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; sei que dois e dois s\u00e3o quatro<\/em><\/p>\n<p><em>Sei que a vida vale a pena<\/em><\/p>\n<p><em>Meso que o p\u00e3o seja caro<\/em><\/p>\n<p><em>E a liberdade pequena.<\/em><\/p>\n<p><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 isso que faz com que um texto se torne uma obra-prima, pois o poeta n\u00e3o usa argumentos cient\u00edficos ou filos\u00f3ficos para comunicar o que pensa. Se vale da sua experi\u00eancia e da sua sensibilidade, utilizando os princ\u00edpios da m\u00e9trica.<\/p>\n<p>FUN\u00c7\u00c3O EST\u00c9TICA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por ser a Literatura uma arte, ela nos remete \u00e0 nossa capacidade de apreciar o belo, o bonito, ao prazer que sentimos diante das coisas agrad\u00e1veis, que tocam os nossos sentidos, as nossas emo\u00e7\u00f5es, o nosso intelecto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso da Literatura, isso se relaciona ao emprego adequado da metrifica\u00e7\u00e3o, do ritmo, da rima, das figuras de linguagem, da articula\u00e7\u00e3o dos personagens, da estrutura\u00e7\u00e3o do enredo, entre outros elementos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Olavo Bilac, um dos poetas brasileiros que mais se esmerou em utilizar uma perfeita t\u00e9cnica na arte liter\u00e1ria, expressou seu ideal de escritor no poema <em>Profiss\u00e3o de F\u00e9<\/em>, onde ele compara o trabalho do poeta ao artesanato de um ourives na produ\u00e7\u00e3o de uma j\u00f3ia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Invejo o ourives quando escrevo:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Imito o amor<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Com que ele, em ouro, o alto relevo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Faz de uma flor.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Por isso, corre, por servir-me,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Sobre o papel<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A pena como em prata firme<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Corre o cinzel.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Torce, aprimora, alteia, lima<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A frase: e, enfim,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>No verso de ouro engasta a rima<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Como um rubim.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Quero que a estrofe cristalina<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Dobrada ao jeito<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Do ourives saia da oficina<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Sem defeito:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em> <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Assim procedo. Minha pena<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Segue esta norma,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Por te servir, Deusa serena,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Serena Forma!<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p>FUN\u00c7\u00c3O CAT\u00c1RTICA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A palavra cat\u00e1rtica vem de catarse (do grego catharse), que significa purifica\u00e7\u00e3o, purga\u00e7\u00e3o. Foi usada por Arist\u00f3teles ao afirmar que as trag\u00e9dias (representa\u00e7\u00f5es teatrais) purificam as emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Literatura, podemos entender que a catarse \u00e9 uma esp\u00e9cie de descarga emocional que provoca no leitor ou no escritor um certo al\u00edvio da tens\u00e3o ou da ansiedade psicol\u00f3gica ou moral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao vivenciar as emo\u00e7\u00f5es e tens\u00f5es transmitidas pelos personagens das narrativas (seja da prosa ou da poesia), o leitor ou o escritor estaria descarregando sua pr\u00f3prias tens\u00f5es, medos, frustra\u00e7\u00f5es e assim se libertando (purificando) dessas emo\u00e7\u00f5es negativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso do escritor, o ato de escrever pode se constituir em uma catarse, porque muitas vezes, ele escreve para desabafar, p\u00f4r para fora suas tens\u00f5es e sublimar suas frustra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, a Literatura, ao provocar essa sensa\u00e7\u00e3o de al\u00edvio emocional e purifica\u00e7\u00e3o moral est\u00e1 desempenhando sua fun\u00e7\u00e3o cat\u00e1rtica.<\/p>\n<p>Manoel Bandeira, poeta brasileiro, confessa que foi nessas condi\u00e7\u00f5es de tens\u00e3o que escreveu seu famoso poema <em>Vou-me embora pra Pas\u00e1rgada<\/em>:<\/p>\n<p>\u201c<em>Vou-me embora pra Pas\u00e1rgada<\/em> foi o poema de mais longa gesta\u00e7\u00e3o em toda a minha obra. Vi pela primeira vez esse nome de Pas\u00e1rgada quando tinha os meus dezesseis anos e foi num autor grego (\u2026). Esse nome de Pas\u00e1rgada, que significa \u201ccampo dos persas\u201d ou \u201ctesouro dos persas\u201d suscitou na minha imagina\u00e7\u00e3o uma paisagem fabulosa, um pa\u00eds de del\u00edcias (\u2026). Mais de vinte anos depois, quando eu morava s\u00f3, na minha casa da Rua do Curvelo, num momento de fundo des\u00e2nimo, da mais aguda sensa\u00e7\u00e3o de tudo o que eu n\u00e3o tinha feito na minha vida por motivo de doen\u00e7a, saltou-me, de s\u00fabito, do subconsciente, esse grito estapaf\u00fardio: \u201cVou-me embora pra Pas\u00e1rgada!\u201d Senti na redondilha, a primeira c\u00e9lula de um poema e tentei realiz\u00e1-lo, mas fracassei. (\u2026). Alguns anos depois, em id\u00eanticas circunst\u00e2ncias de desalento e t\u00e9dio, me ocorreu o mesmo desafio de evas\u00e3o da \u201cvida besta\u201d. Desta vez o poema saiu sem esfor\u00e7o, como se j\u00e1 estivesse pronto dentro de mim. Gosto desse poema porque vejo nele, em escor\u00e7o, toda a minha vida; e tamb\u00e9m porque parece que nele soube transmitir a tantas outras pessoas a vis\u00e3o e promessa da minha adolesc\u00eancia \u2013 essa Pas\u00e1rgada onde podemos viver pelo sonho o que a vida madrasta n\u00e3o nos quis dar. N\u00e3o sou arquiteto, como meu pai desejava, n\u00e3o fiz nenhuma casa, mas reconstru\u00ed, e \u201cn\u00e3o como forma imperfeita neste mundo de apar\u00eancias\u201d, uma cidade ilustre, que hoje n\u00e3o \u00e9 mais a Pas\u00e1rgada de Ciro, e sim a \u201cminha Pas\u00e1rgada\u201d.<\/p>\n<p>Vamos ao poema:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vou-me embora pra Pas\u00e1rgada<\/strong><\/p>\n<p><em> Vou-me embora pra Pas\u00e1rgada <\/em><\/p>\n<p><em>L\u00e1 sou amigo do rei <\/em><\/p>\n<p><em>L\u00e1 tenho a mulher que eu quero <\/em><\/p>\n<p><em>Na cama que escolherei <\/em><\/p>\n<p><em>Vou-me embora pra Pas\u00e1rgada <\/em><\/p>\n<p><em>Vou-me embora pra Pas\u00e1rgada <\/em><\/p>\n<p><em>Aqui eu n\u00e3o sou feliz <\/em><\/p>\n<p><em>L\u00e1 a exist\u00eancia \u00e9 uma aventura <\/em><\/p>\n<p><em>De tal modo inconsequente <\/em><\/p>\n<p><em>Que Joana, a Louca, da Espanha <\/em><\/p>\n<p><em>Rainha e falsa demente <\/em><\/p>\n<p><em>Vem a ser contraparente<\/em><\/p>\n<p><em>Da nora que nunca tive<\/em><\/p>\n<p><em>E como farei gin\u00e1stica<\/em><\/p>\n<p><em>Andarei de bicicleta<\/em><\/p>\n<p><em>Montarei em burro brabo<\/em><\/p>\n<p><em>Subirei em pau-de-sebo<\/em><\/p>\n<p><em>Tomarei banhos de mar!<\/em><\/p>\n<p><em>Deito na beira do rio<\/em><\/p>\n<p><em>Mando chamar a m\u00e3e d&#8217;\u00e1gua<\/em><\/p>\n<p><em>Pra me contar as hist\u00f3rias<\/em><\/p>\n<p><em>Que no tempo de eu menino<\/em><\/p>\n<p><em>Rosa vinha me contar<\/em><\/p>\n<p><em>Vou-me embora pra Pas\u00e1rgada<\/em><\/p>\n<p><em>Em Pas\u00e1rgada tem tudo<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9 outra civiliza\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>Tem um processo seguro<\/em><\/p>\n<p><em>De impedir a concep\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>Tem telefone autom\u00e1tico<\/em><\/p>\n<p><em>Tem alcal\u00f3ide \u00e0 vontade<\/em><\/p>\n<p><em>Tem prostitutas bonitas<\/em><\/p>\n<p><em>Para a gente namorar<\/em><\/p>\n<p><em>E quando eu estiver mais triste<\/em><\/p>\n<p><em>mais triste de n\u00e3o ter jeito<\/em><\/p>\n<p><em>Quando de noite me der<\/em><\/p>\n<p><em>Vontade de me matar<\/em><\/p>\n<p><em>Vou-me embora pra Pas\u00e1rgada<\/em><\/p>\n<p><em>&#8211; L\u00e1 sou amigo do rei &#8211;<\/em><\/p>\n<p><em>Terei a mulher que eu quero<\/em><\/p>\n<p><em>Na cama que escolherei<\/em><\/p>\n<p><em>Vou-me embora pra Pas\u00e1rgada<\/em><\/p>\n<p><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p>FUN\u00c7\u00c3O POL\u00cdTICO-SOCIAL<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obra liter\u00e1ria tamb\u00e9m serve de instrumento de conscientiza\u00e7\u00e3o das pessoas e de transforma\u00e7\u00e3o da sociedade. Por isso, a Literatura atua como um agente de participa\u00e7\u00e3o nos movimentos e lutas sociais de uma \u00e9poca e de um povo nos quais o escritor se acha inserido. Muitos chamam a isso de \u201cliteratura engajada\u201d.<\/p>\n<p>S\u00e3o exemplos de obras\u00a0 com essa fun\u00e7\u00e3o politico-social:<\/p>\n<ul>\n<li>o poema <em>O Navio Negreiro<\/em>, de Castro Alves, denunciando a escravid\u00e3o e incitando o povo a acabar com ela;<\/li>\n<li>o romance <em>O Corti\u00e7o<\/em>, de Aluiso Azevedo, apontando a mis\u00e9ria material e moral dos moradores desse tipo de habita\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>o poema <em>Morte e Vida Severina<\/em>, de Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, denunciando\u00a0 a vida sofrida do sertanejo e a explora\u00e7\u00e3o do seu trabalho pelos donos de terras no Nordeste Brasileiro.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o advento da S\u00e9tima Arte (o cinema) v\u00e1rias obras liter\u00e1rias ganharam cor, forma e imagem nas telas dos cinemas, como foi o caso de \u201cMorte e Vida Severina\u201d. Abaixo apresentamos um trecho desse poema que foi musicado por Chico Buarque e encenado no Teatro da Universidade Cat\u00f3lica de\u00a0 S\u00e3o Paulo, na d\u00e9cada de 60.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Morte e Vida Severina<\/strong><\/em><\/p>\n<p>(No trecho, o retirante Severino assiste ao enterro de um trabalhador de uma planta\u00e7\u00e3o de cana e ouve o que dizem os amigos do morto que o levaram ao cemit\u00e9rio):<\/p>\n<p>&#8211; Essa cova em que est\u00e1s,\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 &#8211; \u00c9 uma cova grande<\/p>\n<p>com palmos medida,\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 para teu defunto parco<\/p>\n<p>\u00e9 a conta menor \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 por\u00e9m mais que no mundo<\/p>\n<p>que tiraste da vida. \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0te sentir\u00e1s largo,<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 de bom tamanho, \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0&#8211; \u00c9 uma cova grande<\/p>\n<p>nem largo, nem fundo, \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0para tua carne pouca,<\/p>\n<p>\u00e9 a parte que te cabe \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0mas a terra dada<\/p>\n<p>deste latif\u00fandio. \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 n\u00e3o se abre a boca,<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o \u00e9 cova grande, \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; Viver\u00e1s, e para sempre<\/p>\n<p>\u00e9 cova medida, \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0na terra que aqui aforas:<\/p>\n<p>\u00e9 a terra que querias \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0e ter\u00e1s enfim tua ro\u00e7a.<\/p>\n<p>ver dividida. \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; A\u00ed ficar\u00e1s para sempre,<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 uma cova grande \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0livre do sol e da chuva,<\/p>\n<p>para teu pouco defunto, \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0criando tuas sa\u00favas.<\/p>\n<p>mas estar\u00e1s mais ancho \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; Agora trabalhar\u00e1s<\/p>\n<p>que estavas no mundo. \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0s\u00f3 para ti, n\u00e3o a meias<\/p>\n<p>como antes em terra alheia.<\/p>\n<p>________________________________________________________<\/p>\n<p>Agora vamos ver se voc\u00ea comprendeu o assunto.<\/p>\n<p>Leia atentamente os textos a seguir. Analise-os sob o ponto de vista das fun\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias estudadas e indique que fun\u00e7\u00e3o eles manifestam. O mesmo texto pode apresentar uma ou mais fun\u00e7\u00f5es, mas aponte a que mais se destaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Texto 1 &#8211;\u00a0\u00a0<strong>O oper\u00e1rio em constru\u00e7\u00e3o <\/strong>(Vin\u00edcius de Moraes)<\/p>\n<p>Era ele que erguia casas<\/p>\n<p>Onde antes s\u00f3 havia ch\u00e3o.<\/p>\n<p>Como um p\u00e1ssaro sem asas<\/p>\n<p>Ele subia com as casas<\/p>\n<p>Que lhe brotavam da m\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas tudo desconhecia<\/p>\n<p>Da sua grande miss\u00e3o:<\/p>\n<p>N\u00e3o sabia, por exemplo<\/p>\n<p>Que a casa de um homem \u00e9 um templo<\/p>\n<p>Um templo sem religi\u00e3o<\/p>\n<p>Como tampouco sabia<\/p>\n<p>Que a casa que ele fazia<\/p>\n<p>Sendo a sua liberdade<\/p>\n<p>Era a sua escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>De fato, como podia<\/p>\n<p>Um oper\u00e1rio em constru\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Compreender por que um tijolo<\/p>\n<p>Valia mais do que um p\u00e3o?<\/p>\n<p>Tijolos ele empilhava<\/p>\n<p>Com p\u00e1, cimento e esquadria<\/p>\n<p>Quanto ao p\u00e3o, ele o comia&#8230;<\/p>\n<p>Mas fosse comer tijolo!<\/p>\n<p>E assim o oper\u00e1rio ia<\/p>\n<p>Com suor e com cimento<\/p>\n<p>Erguendo uma casa aqui<\/p>\n<p>Adiante um apartamento<\/p>\n<p>Al\u00e9m uma igreja, \u00e0 frente<\/p>\n<p>Um quartel e uma pris\u00e3o:<\/p>\n<p>Pris\u00e3o de que sofreria<\/p>\n<p>N\u00e3o fosse eventualmente<\/p>\n<p>Um oper\u00e1rio em constru\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Mas ele desconhecia<\/p>\n<p>Esse fato extraordin\u00e1rio:<\/p>\n<p>Que o oper\u00e1rio faz a coisa<\/p>\n<p>E a coisa faz o oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>De forma que, certo dia<\/p>\n<p>\u00c0 mesa, ao cortar o p\u00e3o<\/p>\n<p>O oper\u00e1rio foi tomado<\/p>\n<p>De uma s\u00fabita emo\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Ao constatar assombrado<\/p>\n<p>Que tudo naquela mesa<\/p>\n<p>&#8211; garrafa, prato, fac\u00e3o<\/p>\n<p>Era ele quem os fazia<\/p>\n<p>Ele, um humilde oper\u00e1rio,<\/p>\n<p>Um oper\u00e1rio em constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Olhou em torno: gamela<\/p>\n<p>Vidro, parede, janela<\/p>\n<p>Casa, cidade, na\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Tudo, tudo o que existia<\/p>\n<p>Era ele quem o fazia<\/p>\n<p>Ele, um humilde oper\u00e1rio<\/p>\n<p>Um oper\u00e1rio que sabia<\/p>\n<p>Exercer a profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Ah, homens de pensamento<\/p>\n<p>N\u00e3o sabereis nunca o quanto<\/p>\n<p>Aquele oper\u00e1rio humilde<\/p>\n<p>Soube naquele momento!<\/p>\n<p>Naquela casa vazia<\/p>\n<p>Que ele mesmo levantara<\/p>\n<p>Um mundo novo nascia<\/p>\n<p>De que sequer suspeitara.<\/p>\n<p>O oper\u00e1rio emocionado<\/p>\n<p>Olhou sua pr\u00f3pria m\u00e3o<\/p>\n<p>Sua rude m\u00e3o de oper\u00e1rio<\/p>\n<p>De oper\u00e1rio em constru\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>E olhando bem para ela<\/p>\n<p>Teve num segundo a impress\u00e3o<\/p>\n<p>De que n\u00e3o havia o mundo<\/p>\n<p>Coisa que fosse mais bela<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>TEXTO 2 &#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<strong> A UM POETA <\/strong> (Olavo Bilac)<\/p>\n<p>Longe do est\u00e9ril turbilh\u00e3o da rua,<\/p>\n<p>Beneditino, escreve! No aconchego<\/p>\n<p>Do claustro, na paci\u00eancia e no sossego,<\/p>\n<p>Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!<\/p>\n<p>Mas que na forma se disfarce o emprego<\/p>\n<p>Do esfor\u00e7o; e a trama viva se construa<\/p>\n<p>De tal modo, que a imagem fique nua,<\/p>\n<p>Rica mas s\u00f3bria, como um templo grego.<\/p>\n<p>N\u00e3o se mostre na f\u00e1brica o supl\u00edcio<\/p>\n<p>Do mestre. E, natural, o efeito agrade,<\/p>\n<p>Sem lembrar os andaimes do edif\u00edcio:<\/p>\n<p>Porque a Beleza, g\u00eamea da Verdade,<\/p>\n<p>Arte pura, inimiga do artif\u00edcio,<\/p>\n<p>\u00c9 a for\u00e7a e a gra\u00e7a na simplicidade.<\/p>\n<p>TEXTO 3\u00a0 &#8211;\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <strong>SE EU MORRESSE AMANH\u00c3! <\/strong> (\u00c1lvares de Azevedo)<\/p>\n<p>Se eu morresse amanh\u00e3, viria ao menos<\/p>\n<p>Fechar meus olhos minha triste irm\u00e3;<\/p>\n<p>Minha m\u00e3e de saudades morreria,<\/p>\n<p>Se eu morresse amanh\u00e3!<\/p>\n<p>Quanta gl\u00f3ria pressinto em meu futuro!<\/p>\n<p>Que aurora de porvir e que manh\u00e3!<\/p>\n<p>Eu perdera chorando essas coroas,<\/p>\n<p>Se eu morresse amanh\u00e3!<\/p>\n<p>Que sol! Que c\u00e9u azul! Que doce n\u2019alva<\/p>\n<p>Acorda a natureza mais louc\u00e3!<\/p>\n<p>N\u00e3o me batera tanto amor no peito<\/p>\n<p>Se eu morresse amanh\u00e3!<\/p>\n<p>Mas essa dor da vida que devora<\/p>\n<p>A \u00e2nsia da gl\u00f3ria, o dolorido af\u00e3\u2026<\/p>\n<p>A dor no peito emudecera ao menos,<\/p>\n<p>Se eu morresse amanh\u00e3!<\/p>\n<p>_______________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">GABARITO<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Auto-avalia\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">1. b\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2. C\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 3. B\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 4. B\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 5. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 6. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 7. C\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 8. C\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 9. B\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 10. C<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Texto 1. Fun\u00e7\u00e3o politico-social e cognitiva<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Texto 2. Fun\u00e7\u00e3o est\u00e9tica<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Texto 3. Fun\u00e7\u00e3o cat\u00e1rtica<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LITERATURA \u00a0&#8211;\u00a0ROTEIRO N\u00b0 01 1 \u2013 TEMA: Por que estudar Literatura. Fun\u00e7\u00f5es da Literatura. 2 \u2013 PR\u00c9-REQUISITO: Ler com compreens\u00e3o. Conhecer os principais eventos hist\u00f3ricos de povos europeus e sul-americanos, principalmente de Portugal e Brasil. 3 \u2013 META: Ao final do estudo, voc\u00ea dever\u00e1 ser capaz de: interpretar textos entender que o estudo da Literatura [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[12,14],"tags":[],"class_list":["post-436","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-literatura-brasileira","category-movimentos-e-periodos-literarios","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/436","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=436"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/436\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=436"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=436"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=436"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}