{"id":44,"date":"2010-01-06T10:13:19","date_gmt":"2010-01-06T14:13:19","guid":{"rendered":"http:\/\/portuguesirado.com\/?p=44"},"modified":"2010-01-06T10:13:19","modified_gmt":"2010-01-06T14:13:19","slug":"redacao-5-defeitos-de-um-texto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=44","title":{"rendered":"Reda\u00e7\u00e3o 5: Defeitos de um texto"},"content":{"rendered":"<p>CURSO DE REDA\u00c7\u00c3O \u00a0 \u00a0&#8211; \u00a0 \u00a0ROTEIRO N\u00ba 5<\/p>\n<p>1 \u2013 TEMA: Os defeitos de um texto: ambig\u00fcidade, obscuridade, cacofonia, eco, prolixidade.<\/p>\n<p>2 \u2013 PRERREQUISITO: Gostar de ler.<\/p>\n<p>3 \u2013 META: As atividades deste Roteiro tem o objetivo de:<\/p>\n<p>a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 identificar\u00a0 os defeitos mais comuns que ocorrem numa reda\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>b)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 permitir ao estudante o treino de reda\u00e7\u00e3o sem os defeitos estudados<\/p>\n<p><!--more--> 4 \u2013 ATIVIDADES DE ESTUDO:<\/p>\n<p>a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Leia os textos A e B. Fa\u00e7a os exerc\u00edcios, depois que tiver certeza que entendeu bem as explica\u00e7\u00f5es dadas.<\/p>\n<p>b)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por fim, fa\u00e7a uma \u00faltima leitura e reveja todos os exerc\u00edcios com o objetivo de fixar os conceitos estudados.<\/p>\n<p>c)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Se encontrar dificuldade, procure um professor de portugu\u00eas ou um amigo que possa ajud\u00e1-lo a esclarecer as Duvidas surgidas no decorrer do estudo.<\/p>\n<p>______________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><strong>ANEXO A \u2013 Texto para reflex\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O GIGOL\u00d4 DAS PALAVRAS<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(Luis Fernando Ver\u00edssimo)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quatro ou cinco grupos de alunos do Farroupilha estiveram l\u00e1 em casa numa miss\u00e3o designada por seu professor de Portugu\u00eas: saber se eu considerava o estudo da Gram\u00e1tica indispens\u00e1vel para aprender e usar nossa ou qualquer l\u00edngua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opini\u00f5es. Suspeitei, de sa\u00edda, que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com as suas afrontas \u00e0s leis da l\u00edngua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. J\u00e1 estava at\u00e9 preparando, \u00e0s pressas, minha defesa (\u201cCulpa da revis\u00e3o! Culpa da revis\u00e3o!\u201d). Mas os alunos desfizeram o equ\u00edvoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Voc\u00eas t\u00eam certeza que n\u00e3o pegaram o Ver\u00edssimo errado? N\u00e3o. Ent\u00e3o vamos em frente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, \u00e9 um meio de comunica\u00e7\u00e3o e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras b\u00e1sicas da Gram\u00e1tica, para evitar os vexames mais gritantes, as outras s\u00e3o dispens\u00e1veis. A sintaxe \u00e9 uma quest\u00e3o de uso, n\u00e3o de princ\u00edpios. Escrever bem \u00e9 escrever claro, n\u00e3o necessariamente certo. Por exemplo: dizer \u201cescrever claro\u201d n\u00e3o \u00e9 certo mas \u00e9 claro, certo? O importante \u00e9 comunicar. (E quando poss\u00edvel surpreender, iluminar, divertir, comover&#8230; Mas a\u00ed entramos na \u00e1rea do talento, que tamb\u00e9m n\u00e3o tem nada a ver com a Gram\u00e1tica). A Gram\u00e1tica \u00e9 o esqueleto da l\u00edngua. S\u00f3 predomina nas l\u00ednguas mortas, e a\u00ed \u00e9 de interesse restrito a necr\u00f3logos e professores de Latim, gente em geral pouco comunicativa. Aquela sombria gravidade que a gente nota nas fotografias em grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras \u00e9 de reprova\u00e7\u00e3o pelo Portugu\u00eas ainda estar vivo. Eles s\u00f3 est\u00e3o esperando, fardados, que o Portugu\u00eas morra para poderem carregar o caix\u00e3o e escrever sua aut\u00f3psia definitiva. \u00c9 o esqueleto que nos traz de p\u00e9, certo, mas ele n\u00e3o informa nada, assim como a Gram\u00e1tica \u00e9 a estrutura da l\u00edngua que sozinha n\u00e3o diz nada, n\u00e3o tem futuro. As m\u00famias conversam entre si em Gram\u00e1tica pura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro que eu n\u00e3o disse tudo isso para meus entrevistadores. E adverti que\u00a0 minha implic\u00e2ncia com a Gram\u00e1tica na certa se devia \u00e0 minha pouca intimidade com ela. Sempre fui p\u00e9ssimo em Portugu\u00eas. Mas \u2013 isto eu disse \u2013 vejam voc\u00eas, a intimidade com a Gram\u00e1tica \u00e9 t\u00e3o dispens\u00e1vel que eu ganho a vida escrevendo, apesar da minha total inoc\u00eancia na mat\u00e9ria. Sou um gigol\u00f4 das palavras. Vivo \u00e0s suas custas. E tenho com elas a exemplar conduta de um c\u00e1ften profissional. Abuso delas. S\u00f3 uso as que eu conhe\u00e7o, as desconhecidas s\u00e3o perigosas e potencialmente trai\u00e7oeiras. Exijo submiss\u00e3o. N\u00e3o raro, pe\u00e7o delas flex\u00f5es inomin\u00e1veis para satisfazer um gosto passageiro. Maltrato-as, sem d\u00favida. E jamais me deixo dominar por elas. As palavras, afinal, vivem na boca do povo. S\u00e3o falad\u00edssimas. Algumas s\u00e3o de baix\u00edssimo cal\u00e3o. N\u00e3o merecem o m\u00ednimo respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um escritor que passasse a respeitar a intimidade gramatical das suas palavras seria t\u00e3o ineficiente quanto um gigol\u00f4 que se apaixonasse pelo seu plantel. Acabaria tratando-as com a defer\u00eancia de um namorado ou com a tediosa formalidade de um marido. A palavra seria a sua patroa! Com que cuidados, com que temores e obs\u00e9quios ele consentiria em sair com elas em p\u00fablico, alvo da impiedosa aten\u00e7\u00e3o de lexic\u00f3grafos, etimologistas e colegas. Acabaria impotente, incapaz de uma conjun\u00e7\u00e3o. A Gram\u00e1tica precisa apanhar todos os dias para saber quem \u00e9 que manda.<\/p>\n<p>______________________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><strong>ANEXO B\u00a0\u00a0 &#8211;\u00a0\u00a0 OS DEFEITOS DE UM TEXTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto que acabamos de ler traduz a opini\u00e3o do escritor Luis Fernando Ver\u00edssimo e sugere qual deve ser a nossa postura diante da l\u00edngua portuguesa: a de que devemos domin\u00e1-la para nos comunicar com outros falantes da l\u00edngua sem, contudo, nos afastarmos do objetivo principal: a clareza da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso, ao escrevermos devemos evitar defeitos que podem prejudicar a compreens\u00e3o daquilo que escrevemos.<\/p>\n<p>Vamos tratar, neste Roteiro, dos principais defeitos para os quais devemos estar atentos e n\u00e3o comet\u00ea-los.<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>1. AMBIGUIDADE<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dicion\u00e1rio define o que \u00e9 ambig\u00fcidade: mais de um sentido, incerteza, hesita\u00e7\u00e3o, equ\u00edvoco. Uma frase escrita apresentar\u00e1 <em>ambig\u00fcidade <\/em>quando der condi\u00e7\u00f5es para ser interpretada de v\u00e1rias maneiras, isto \u00e9, apresentar v\u00e1rios sentidos. Isto ocorre, geralmente, quando houve mau emprego da pontua\u00e7\u00e3o, de palavras e\/ou express\u00f5es. Veja o exemplo:<\/p>\n<p><em>O m\u00e9dico examinou o cliente preocupado<\/em>. \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0(quem estava preocupado: o m\u00e9dico ou o cliente?)<\/p>\n<p>Aqui, a falta de uma v\u00edrgula ou a m\u00e1 localiza\u00e7\u00e3o de uma palavra na frase, gerou essa d\u00favida. A melhor constru\u00e7\u00e3o da frase seria:<\/p>\n<ol>\n<li>O m\u00e9dico preocupado, examinou o cliente.<\/li>\n<li>O m\u00e9dico examinou o cliente, preocupado.<\/li>\n<li>Preocupado, o m\u00e9dico examinou o cliente.<\/li>\n<li>O m\u00e9dico que estava preocupado, examinou o cliente.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao usarmos uma v\u00edrgula e aproximarmos a palavra \u201cpreocupado\u201d da palavra \u201cm\u00e9dico\u201d, evitamos que dois sentidos possam ser interpretados nesta frase. Naturalmente, se a id\u00e9ia a ser comunicada \u00e9 a do m\u00e9dico preocupado com o cliente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A virgula \u00e9 mais do que um simples elemento de pontua\u00e7\u00e3o. Enquanto os demais sinais t\u00eam uma fun\u00e7\u00e3o definida, a virgula influi diretamente no sentido do que est\u00e1 expresso. Assim sendo, ela \u00e9 um elemento de leitura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um importante conselho para o treino da habilidade de redigir \u00e9 prestar aten\u00e7\u00e3o nas v\u00edrgulas e tomar decis\u00f5es corretas ao seu emprego. Sempre \u00e9 bom consultar um manual sobre o emprego da virgula, mas como Ver\u00edssimo diz, \u201co importante \u00e9 comunicar\u201d e n\u00e3o nos deixarmos escravizar pelo \u201cesqueleto\u201d da l\u00edngua: a gram\u00e1tica.<\/p>\n<p>Vamos exercitar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As frases abaixo apresentam ambig\u00fcidade. Explique qual a ambig\u00fcidade existente e reescreva-as de modo que fiquem claras, sem dupla interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Peguei o \u00f4nibus correndo.<\/p>\n<p>b)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O guarda deteve o suspeito em sua casa.<\/p>\n<p>c)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O menino viu o inc\u00eandio do pr\u00e9dio.<\/p>\n<p>d)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Michele telefonou para Rodrigo e avisou-lhe que sua amiga ia chegar naquela semana.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\">GABARITO<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quem estava correndo? Eu ou o \u00f4nibus?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">1<\/span><sup><span style=\"color: #ff0000;\">a<\/span><\/sup><span style=\"color: #ff0000;\">. op\u00e7\u00e3o: Eu corri para pegar o \u00f4nibus.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">2<\/span><sup><span style=\"color: #ff0000;\">a<\/span><\/sup><span style=\"color: #ff0000;\">. op\u00e7\u00e3o: O \u00f4nibus corria quando o peguei. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">b)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em qual casa o suspeito foi detido? Na casa do guarda ou na casa do suspeito?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">1<\/span><sup><span style=\"color: #ff0000;\">a<\/span><\/sup><span style=\"color: #ff0000;\">. op\u00e7\u00e3o: Quando o guarda chegou \u00e0 casa do suspeito, deteve-o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">2<\/span><sup><span style=\"color: #ff0000;\">a<\/span><\/sup><span style=\"color: #ff0000;\">. op\u00e7\u00e3o: O suspeito foi detido na casa do pr\u00f3prio guarda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"> c) Neste exemplo h\u00e1 tr\u00eas interpreta\u00e7\u00f5es:<\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">O menino estava em algum lugar e de l\u00e1 viu o pr\u00e9dio pegando fogo.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">O menino estava no pr\u00e9dio e desse pr\u00e9dio viu um inc\u00eandio.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">O menino estava no pr\u00e9dio que pegou fogo e presenciou o fato.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"> 1<\/span><sup><span style=\"color: #ff0000;\">a<\/span><\/sup><span style=\"color: #ff0000;\">. op\u00e7\u00e3o de reda\u00e7\u00e3o: O menino viu o pr\u00e9dio incendiar-se.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">2<\/span><sup><span style=\"color: #ff0000;\">a<\/span><\/sup><span style=\"color: #ff0000;\">. op\u00e7\u00e3o de reda\u00e7\u00e3o: Do pr\u00e9dio, o menino viu o inc\u00eandio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">3a. op\u00e7\u00e3o de reda\u00e7\u00e3o: O menino estava no pr\u00e9dio que pegou fogo e viu quando o \u00a0inc\u00eandio come\u00e7ou. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">d)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 De quem era a amiga que ia chegar: da Michele ou do Rodrigo?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">1<\/span><sup><span style=\"color: #ff0000;\">a<\/span><\/sup><span style=\"color: #ff0000;\">. op\u00e7\u00e3o: Michele telefonou para Rodrigo e avisou-lhe que Joana, a amiga dela (ou dele) ia chegar naquela semana.<\/span><\/p>\n<p><strong>2. OBSCURIDADE<\/strong><\/p>\n<p>Obscuridade significa \u201cfalta de clareza\u201d. V\u00e1rios motivos podem determinar a obscuridade de um texto: per\u00edodos muito longos, uso de linguagem muito requintada, uso incorreto da pontua\u00e7\u00e3o, invers\u00e3o inadequada dos termos da ora\u00e7\u00e3o. Exemplo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u201c<em>Encontrar a mesma id\u00e9ia vertida em express\u00f5es antigas mais claras, expressiva e elegantemente tem-me acontecido in\u00fameras vezes na minha pr\u00e1tica longa, aturada e cont\u00ednua do escrever depois de considerar necess\u00e1ria e insupr\u00edvel uma locu\u00e7\u00e3o nova por muito tempo.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea entendeu o que est\u00e1 escrito? O texto est\u00e1 incompreens\u00edvel. O par\u00e1grafo \u00e9 longo: algumas palavras s\u00e3o inadequadas (id\u00e9ias vertidas?), rebuscadas e a invers\u00e3o de express\u00f5es evidencia a obscuridade. O trecho fica mais compreens\u00edvel assim:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u201c<em>Depois de analisar e considerar insubstitu\u00edvel uma locu\u00e7\u00e3o nova, tem-me acontecido encontrar a mesma id\u00e9ia, com mais clareza e eleg\u00e2ncia, em uma outra express\u00e3o mais antiga<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>Exerc\u00edcio.<\/p>\n<p>Reescreva os per\u00edodos abaixo, de modo que fiquem mais claros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Chegamos quando ainda era cedo e pusemos o que tinha sido encomendado no lugar que o administrador havia indicado que era para colocar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Espero que voc\u00ea envie, tendo a m\u00e1xima urg\u00eancia, o curr\u00edculo que foi solicitado por aqueles que organizam o concurso que vai selecionar recepcionistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os atletas que acabaram vencendo as Olimp\u00edadas receberam ta\u00e7as que foram confeccionadas especialmente para dar de pr\u00eamio naquela situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\">GABARITO:<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Chegamos cedo e pusemos a encomenda onde o administrador indicou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">b)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Espero que voc\u00ea envie com urg\u00eancia o curr\u00edculo solicitado pelos organizadores do concurso para recepcionistas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">c)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os atletas vencedores das Olimp\u00edadas receberam ta\u00e7as especiais como pr\u00eamio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>3. CACOFONIA<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cacofonia consiste no encontro de sons obtidos pela uni\u00e3o de silabas finais e iniciais de palavras, produzindo uma palavra obscena ou desagrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ex.:\u00a0 Se <span style=\"text-decoration: underline;\">lhe amas<\/span>, deves diz\u00ea-lo. ( lhe + amas = lhamas )<\/p>\n<p>Nun<span style=\"text-decoration: underline;\">ca gaste<\/span> dinheiro com bobagens. ( Ca + gaste = cagaste )<\/p>\n<p>Estas id\u00e9ias, <span style=\"text-decoration: underline;\">como as<\/span> concebo, s\u00e3o irrealiz\u00e1veis.\u00a0 (como + as = como-as)<\/p>\n<p>Ovo e uva boa!\u00a0 ( \u00d4 vi\u00fava boa! )<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>4. ECO<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Consiste na repeti\u00e7\u00e3o do mesmo som em palavras muito pr\u00f3ximas umas das outras.<\/p>\n<p>Exemplo: A decis<strong>\u00e3o<\/strong> da elei\u00e7<strong>\u00e3o<\/strong> n<strong>\u00e3o<\/strong> causou como\u00e7<strong>\u00e3o<\/strong> na popula\u00e7<strong>\u00e3o<\/strong>. \u00a0 \u00a0\u00a0O aluno repet<strong>ente<\/strong> m<strong>ente <\/strong>alegrem<strong>ente<\/strong>.<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">5. PROLIXIDADE<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prolixidade consiste na utiliza\u00e7\u00e3o de palavras, al\u00e9m do necess\u00e1rio, para expressar uma id\u00e9ia. Ser prolixo \u00e9 ficar \u201cenrolando\u201d, \u201cenchendo ling\u00fci\u00e7a\u201d, n\u00e3o ir direto ao assunto.<\/p>\n<p>Exemplo.:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A \u00e1rvore, oca por dentro, era muito elevada, tinha vinte metros de altura total, do ch\u00e3o ao topo: estava, por esta\u00a0\u00a0 raz\u00e3o, prestes a cair, da\u00ed a instantes, para baixo.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p>O exemplo apresenta algumas express\u00f5es que s\u00e3o perfeitamente desnecess\u00e1rias e algumas s\u00e3o at\u00e9 redundantes (j\u00e1 vimos isso no m\u00f3dulo 4 deste Curso). A melhor reda\u00e7\u00e3o da frase seria assim:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A \u00e1rvore, oca, tinha vinte metros de altura e estava prestes a cair.<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p>Vamos agora, exercitar.<\/p>\n<p>O trecho abaixo possui v\u00e1rios defeitos, dentre os que voc\u00ea estudou neste Roteiro. Remova esses defeitos, dando nova reda\u00e7\u00e3o a ele, sem contudo alterar a id\u00e9ia contida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque o conhecimento por si s\u00f3 h\u00e1 de ser, conforme a opini\u00e3o de grande n\u00famero de pedagogos cujas id\u00e9ias n\u00e3o coincidem com as minhas, considerado como a meta fundamental e essencial da educa\u00e7\u00e3o, se a experi\u00eancia que poder\u00edamos chamar de imediata j\u00e1 demonstrou que tem a mesma import\u00e2ncia que o j\u00e1 mencionado conhecimento por si s\u00f3, como base para que se adquira uma forma\u00e7\u00e3o correta? Na minha opini\u00e3o, assim como na opini\u00e3o de todos os que acompanham as minhas id\u00e9ias, o ensino te\u00f3rico \u00e9 superestimado. Do que acabo de dizer \u00e9 f\u00e1cil concluir que eu acho que o livro e a prancheta n\u00e3o podem substituir a valiosa e insubstitu\u00edvel experi\u00eancia do estudante dentro de uma oficina, ou a presen\u00e7a do estudante num canteiro de obras. Por isso \u00e9 preciso que a experi\u00eancia esteja desde o in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica unida a ela, e n\u00e3o seja meramente acrescentada \u00e0 mesma somente ap\u00f3s o t\u00e9rmino do curso, depois que o jovem estudante j\u00e1 concluiu a sua forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>_____________________________________________________________<\/p>\n<p>Gabarito.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia central do texto \u00e9: O conhecimento t\u00e9orico e a experi\u00eancia profissional. A nova reda\u00e7\u00e3o deve exprimir esta id\u00e9ia, de maneira clara. Para sua orienta\u00e7\u00e3o damos, abaixo, uma sugest\u00e3o de reda\u00e7\u00e3o, indicando os trechos (<span style=\"color: #ff0000;\">em vermelho<\/span> ou <em>it\u00e1lico<\/em>) que devem ser retirados ou substitu\u00eddos, de modo que fique clara e objetiva.<\/p>\n<p>Porque o conhecimento por si s\u00f3 h\u00e1 de ser, <span style=\"color: #ff0000;\">conforme a opini\u00e3o de grande n\u00famero de pedagogos cujas id\u00e9ias n\u00e3o coincidem com as minhas,<\/span> considerado como a meta fundamental <span style=\"color: #ff0000;\">e essencial<\/span> da educa\u00e7\u00e3o, se a experi\u00eancia <span style=\"color: #ff0000;\">que poder\u00edamos chamar de imediata<\/span> j\u00e1 demonstrou que tem a mesma import\u00e2ncia <span style=\"color: #ff0000;\">que o j\u00e1 mencionado conhecimento por si s\u00f3, como base<\/span> para que se adquira uma forma\u00e7\u00e3o correta? <span style=\"color: #ff0000;\">Na minha opini\u00e3o, assim como na opini\u00e3o de todos os que acompanham as minhas id\u00e9ias,<\/span> o ensino te\u00f3rico \u00e9 superestimado. <span style=\"color: #ff0000;\">Do que acabo de dizer <\/span>\u00e9 f\u00e1cil concluir <span style=\"color: #ff0000;\">que eu acho<\/span> que o livro e a prancheta n\u00e3o podem substituir a valiosa <span style=\"color: #ff0000;\">e insubstitu\u00edvel <\/span>experi\u00eancia do estudante dentro de uma oficina, ou <span style=\"color: #ff0000;\">a presen\u00e7a do estudante<\/span> num canteiro de obras. Por isso \u00e9 preciso que (<span style=\"color: #ff0000;\">a experi\u00eancia<\/span><span style=\"color: #ff0000;\">)<\/span> <em>o treinamento<\/em> esteja <em>presente <\/em>desde o in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica <span style=\"color: #ff0000;\">unida a ela<\/span>, e n\u00e3o <span style=\"color: #ff0000;\">seja<\/span> meramente acrescentad(<span style=\"color: #ff0000;\">a<\/span>)o <span style=\"color: #ff0000;\">\u00e0 mesma somente<\/span> ap\u00f3s o t\u00e9rmino do curso, <span style=\"color: #ff0000;\">depois que o jovem estudante j\u00e1 concluiu a sua forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CURSO DE REDA\u00c7\u00c3O \u00a0 \u00a0&#8211; \u00a0 \u00a0ROTEIRO N\u00ba 5 1 \u2013 TEMA: Os defeitos de um texto: ambig\u00fcidade, obscuridade, cacofonia, eco, prolixidade. 2 \u2013 PRERREQUISITO: Gostar de ler. 3 \u2013 META: As atividades deste Roteiro tem o objetivo de: a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 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