{"id":442,"date":"2012-01-07T09:33:58","date_gmt":"2012-01-07T13:33:58","guid":{"rendered":"http:\/\/juniormax.com.br\/site_portuguesirado\/?p=442"},"modified":"2012-01-07T09:33:58","modified_gmt":"2012-01-07T13:33:58","slug":"texto-para-interpretacao-19-mr-stefhens-compra-uma-cidade-nivel-medio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=442","title":{"rendered":"TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 24 \u2013 Mr. Stefhens compra uma cidade (N\u00edvel M\u00e9dio)"},"content":{"rendered":"<p>TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 19\u00a0 &#8211; MR. STEFHENS COMPRA UMA CIDADE \u00a0 (N\u00edvel M\u00e9dio)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><!--more-->MR. STEFHENS COMPRA UMA CIDADE<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mr. Stefhens simplesmente nos comprou. Quis tudo como estava. N\u00e3o nos despejou das casas nem disse muita coisa. Ali\u00e1s, Mr. Stefhens n\u00e3o falava, quero dizer, n\u00e3o ouvimos uma vez sequer as palavras de Mr. Stefhens. Ficava olhando tudo como se fosse a primeira vez, com as m\u00e3os nos bolsos, balan\u00e7ando a cabe\u00e7a mas sem que isso dissesse muito. Mr. Stefhens n\u00e3o era um homem que extravasasse seus sentimentos. Quanto a isso nos acostumamos logo. Nunca perguntamos a Mr. Stefhens o que ele pensava nos seus passeios e da compra da cidade. O homem n\u00e3o parecia perigoso, mas at\u00e9 meio abobalhado, quando daqueles passeios intermin\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivia medindo as ruas, contando as casas e vez por outra circulava a cidade em passos que, a todos n\u00f3s, pareciam misteriosos, mas que para Mr. Stefhens tinha l\u00e1 o seu sentido: o homem n\u00e3o era louco. Pelo menos n\u00e3o aparentava. E o deixamos aos seus estranhos afazeres. Por isso quase n\u00e3o notamos quando chegaram as grandes traves de ferro, as cercas, as telas de a\u00e7o e os ve\u00edculos cheios de trabalhadores mal encarados e mudos. Continuamos nossa vida sem ligar \u00e0 vida de Mr. Stefhens. Durante muitos dias homens estranhos pareciam confirmar as contas que Mr. Stefhens havia feito naquelas semanas que sucederam \u00e0 compra da cidade. Isso suposemos porque balan\u00e7avam a cabe\u00e7a apoiando o caderninho que Mr. Stefhens mantinha sempre aberto diante dos seus olhos. Armaram os instrumentos e come\u00e7aram a cavar buracos em volta da cidade. Tudo perfeitamente conforme as mais r\u00edgidas normas da constru\u00e7\u00e3o. Fizeram uma esp\u00e9cie de cal\u00e7ada em volta da cidade e uma mureta tamb\u00e9m circular. Depois armaram os ferros e colocaram as telas, que se uniam numa imensa ab\u00f3bada sobre as nossas cabe\u00e7as, envolvendo a cidade. Era uma gaiola bonita, com entrada vistosa, e um letreiro sobre ela que jamais pudemos ver, n\u00e3o por alguma imposi\u00e7\u00e3o, mas simplesmente porque n\u00e3o tivemos curiosidade e disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o nos faziam mal, por que interferir nos neg\u00f3cios de Mr. Stefhens? Os visitantes que come\u00e7aram a surgir, t\u00e3o diferentes de n\u00f3s, n\u00e3o perturbavam o desenrolar dos nossos dias e desconhec\u00edamos suas l\u00ednguas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aprendemos a viver com eles entrando em nossas casas, apontando nossos filhos, mexendo em nossas coisas e at\u00e9 insinuando nossos desejos. Muitos deles ca\u00edam na gargalhada, mas iam todos embora, impreterivelmente, \u00e0s cinco horas em ponto, quando Mr. Stefhens fechava a porta e desaparecia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mr. Stefhens tamb\u00e9m n\u00e3o mudou em nada nossa vida. At\u00e9 passamos a receber grandes aten\u00e7\u00f5es do mundo e nos \u00faltimos tempos temos visto que Mr. Stefhens tem engordado e ri \u00e0 toa, muito feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(Alberto Lins Caldas. <em>BABEL: CONTOS<\/em>. Rio de Janeiro, Revan, 2001)<\/p>\n<p>Assinale a \u00fanica alternativa correta:<\/p>\n<p>01. A trama textual explora as seguintes quest\u00f5es:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) ego\u00edsmo e intoler\u00e2ncia humana<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) coisifica\u00e7\u00e3o e passividade do homem<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) incomunicabilidade e preconceito religioso<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) explora\u00e7\u00e3o dos animais e corrup\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica<\/p>\n<p>02. Aponte a rela\u00e7\u00e3o metaf\u00f3rica que o texto constr\u00f3i:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) homem \u2013 domador\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) trabalho \u2013 grilh\u00f5es<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) cidade \u2013 pris\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) filhos \u2013 ornamentos<\/p>\n<p>03. Indique a passagem que identifica o papel social de Mr. Stefhens:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) \u201cAli\u00e1s, Mr. Stefhnes n\u00e3o falava\u2026\u201d<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) \u201cO homem n\u00e3o parecia perigoso\u2026\u201d<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) \u201c\u2026 ria \u00e0 toa, muito feliz.\u201d<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) \u201cVivia medindo as ruas, contando as casas\u2026\u201d<\/p>\n<p>04. Quanto \u00e0 forma, pode-se classificar o texto como:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) epop\u00e9ia \u2013 mescla de fatos ver\u00eddicos e ficcionais que apresentam o homem como<\/p>\n<p>heroi, superior ao meio.<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) s\u00e1tira \u2013 narrativa de fundo par\u00f3dico-c\u00f4mico sobre a situa\u00e7\u00e3o do homem contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) alegoria \u2013 narrativa que apresenta, sob uma camada material e concreta, ideias e\u00a0reflex\u00f5es relativas ao homem e sua condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) lenda \u2013 narrativa de fundo sobrenatural que explica as origens do homem e do\u00a0mundo.<\/p>\n<p>05. Sobre a composi\u00e7\u00e3o textual, pode-se afirmar que:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) o nome do Mr. Stefhens indica o \u201cstatus\u201d da personagem reiterado pelo pronome de\u00a0tratamento em ingl\u00eas.<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) a narra\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em 2\u00aa pessoa.<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) Os eventos ocorrem sem obedecer a uma ordem cronol\u00f3gica.<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) todas as personagens s\u00e3o individualizadas, mostradas em seus aspectos f\u00edsicos e\u00a0psicol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>______________________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Gabarito<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">1. b\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2. C \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a03. D \u00a0\u00a0\u00a0\u00a04. C \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a05. A<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 19\u00a0 &#8211; MR. 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