{"id":452,"date":"2012-01-19T11:30:22","date_gmt":"2012-01-19T15:30:22","guid":{"rendered":"http:\/\/juniormax.com.br\/site_portuguesirado\/?p=452"},"modified":"2012-01-19T11:30:22","modified_gmt":"2012-01-19T15:30:22","slug":"literatura-4-a-prosa-trovadoresca-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=452","title":{"rendered":"LITERATURA 4 &#8211; A Prosa Trovadoresca Portuguesa"},"content":{"rendered":"<p><strong>LITERATURA &#8211; ROTEIRO N<\/strong><strong>\u00b0<\/strong><strong> 04<\/strong><\/p>\n<p>1 \u2013 TEMA: A Prosa trovadoresca e suas principais caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>2 \u2013 PR\u00c9-REQUISITO:<\/p>\n<ul>\n<li>Ler com compreens\u00e3o.<\/li>\n<li>Conhecer os principais eventos hist\u00f3ricos de povos europeus, principalmente de Portugal.<\/li>\n<\/ul>\n<p>3 \u2013 META: Ao final do estudo, voc\u00ea dever\u00e1 ser capaz de:<\/p>\n<ul>\n<li>interpretar textos<\/li>\n<li>relacionar o per\u00edodo liter\u00e1rio da l\u00edngua portuguesa aos principais eventos hist\u00f3ricos ocorridos em Portugal<\/li>\n<li>identificar as caracter\u00edsticas da prosa trovadoresca<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more-->4 \u2013 PR\u00c9-AVALIA\u00c7\u00c3O: O objetivo da pr\u00e9-avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 diagnosticar o quanto se tem conhecimento de um assunto. Para isso, basta que voc\u00ea responda \u00e0 Auto-avalia\u00e7\u00e3o que est\u00e1 no in\u00edcio deste Roteiro, antes de ler qualquer texto existente nele. Se voc\u00ea alcan\u00e7ar um resultado igual ou superior a 80 pontos, n\u00e3o precisa estudar o assunto, pois voc\u00ea j\u00e1 o domina suficientemente. Caso contr\u00e1rio, v\u00e1 direto para as Atividades de Estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 \u2013 ATIVIDADES DE ESTUDO: Ler com entendimento \u00e9 pr\u00e9-requisito para se aprender qualquer coisa atrav\u00e9s da leitura. Portanto, fa\u00e7a o seguinte:<\/p>\n<p>a) Tenha um dicion\u00e1rio de Portugu\u00eas ao seu alcance, para consult\u00e1-lo sobre as palavras que voc\u00ea desconhece o significado;<\/p>\n<p>b) Procure um lugar sossegado para ler os textos e fazer os exerc\u00edcios;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) Leia primeiro o texto; fa\u00e7a em seguida os exerc\u00edcios; compare suas respostas com o gabarito e veja o que errou; retorne ao texto para verificar o porqu\u00ea do erro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 \u2013 P\u00d3S-AVALIA\u00c7\u00c3O: Ap\u00f3s ter feito o estudo dos textos e os exerc\u00edcios, responda \u00e0s quest\u00f5es propostas na Auto-avalia\u00e7\u00e3o. Creio que voc\u00ea agora, acertar\u00e1 todas. Caso isso n\u00e3o aconte\u00e7a, consulte as orienta\u00e7\u00f5es dadas nas Atividades Suplementares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 \u2013 ATIVIDADES SUPLEMENTARES: Se voc\u00ea n\u00e3o conseguiu alcan\u00e7ar 80 pontos na P\u00f3s-avalia\u00e7\u00e3o, volte \u00e0 leitura dos textos, agora com mais aten\u00e7\u00e3o. Sem pressa. A leitura com compreens\u00e3o \u00e9 a base da aprendizagem.<\/p>\n<p>______________________________________________________________<\/p>\n<p>AUTO-AVALIA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Responda \u00e0s quest\u00f5es abaixo antes de ler qualquer texto deste Roteiro. Atribua 7 pontos para cada resposta correta. Se voc\u00ea alcan\u00e7ar 80 pontos na soma total, parab\u00e9ns! Voc\u00ea n\u00e3o precisa estudar este Roteiro, pois j\u00e1 domina suficientemente o conte\u00fado existente nele. Caso contr\u00e1rio, leia as orienta\u00e7\u00f5es das Atividades de Estudo.<\/p>\n<p>1. Assinale a alternativa correta:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) N\u00e3o houve prosa no per\u00edodo trovadoresco.<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) A prosa, no per\u00edodo trovadoresco, sofreu influ\u00eancia proven\u00e7al.<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) A prosa do per\u00edodo trovadoresco era exclusivamente hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) A prosa do per\u00edodo trovadoresco era literariamente inferior \u00e0 poesia\u00a0do mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>2. Hagiografias s\u00e3o:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) relatos hist\u00f3ricos\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) biografias de reis<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) biografias de santos\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) biografias de trovadores<\/p>\n<p>3. Nobili\u00e1rios s\u00e3o:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) a mesma coisa que livros de linhagem<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) biografias de reis<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) colet\u00e2neas de poemas escritos por nobres<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) as leis da Igreja Cat\u00f3lica, que proibiam casamentos entre nobres com\u00a0determinadas rela\u00e7\u00f5es de parentesco.<\/p>\n<p>4. As novelas de cavalaria encontradas em Portugal:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) foram escritas em latim<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) s\u00e3o tradu\u00e7\u00f5es de originais estrangeiros<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) s\u00e3o poemas l\u00edricos<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) s\u00e3o poemas que celebram feitos amorosos e guerreiros de cavaleiros\u00a0andantes<\/p>\n<p>5. <em>Amadis de Gaula<\/em>:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) \u00e9 uma novela de origem controvertida.<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) tem Lancelote como personagem principal.<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) \u00e9 uma cantiga de amor<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) deu origem ao ciclo cl\u00e1ssico na literatura portuguesa<\/p>\n<p>6. Na Idade M\u00e9dia, a Historiografia era representada pelos(as):<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) hagiografias\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) nobili\u00e1rios<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) cronic\u00f5es\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0d. (\u00a0\u00a0 ) pelas novelas de cavalaria<\/p>\n<p>Leia o texto para responder \u00e0s quest\u00f5es de 7 a 14.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA Prosa Portuguesa, que ensaia literariamente seu aparecimento em fins do s\u00e9culo XIV e princ\u00edpios do s\u00e9culo seguinte, surge representada, neste primeira \u00e9poca, pelas novelas de cavalaria e pelos tratados doutrinais de car\u00e1ter religioso; uma, literatura de fic\u00e7\u00e3o, importada; outra, literatura apolog\u00e9tica e did\u00e1tica; aquela, mais importante do que esta, do ponto de vista est\u00e9tico: mas, ambas, produ\u00e7\u00e3o an\u00f4nima. Conquanto tenhamos not\u00edcia da exist\u00eancia de livros de cavalaria escritos em portugu\u00eas, hoje perdidos e alguns esperando sair do ineditismo sepulcral das bibliotecas, dessa primeira \u00e9poca liter\u00e1ria s\u00f3 podemos mencionar \u201c<em>A Demanda do Santo Graal\u201d, <\/em>pois o \u201c<em>Livro de Jos\u00e9 de Arimateia\u201d<\/em> permanece in\u00e9dito na Torre do Tombo; do \u201c<em>Merlim\u201d, <\/em>bem como do \u201c<em>Trist\u00e3o\u201d<\/em>, apenas se sabe terem existido na livraria do rei D. Duarte e a novela do \u201c<em>Amadis de Gaula\u201d<\/em> s\u00f3 a conhecemos atrav\u00e9s da vers\u00e3o espanhola de 1508, feita por Garci Ord\u00f3\u00f1ez de Montalvo, n\u00e3o obstante pare\u00e7a tratar-se de tradu\u00e7\u00e3o decalcada sobre um original portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<em>A Demanda do Santo Graal\u201d, <\/em>cujo autor revela consistir numa tradu\u00e7\u00e3o de um original franc\u00eas, n\u00e3o exprime com absoluta pureza os ideais da vida cortes\u00e3 guerreira e sentimental da cavalaria medieval, pois a sua arquitetura e o seu esp\u00edrito aparecem comprometidos por um simbolismo religioso heterodoxo (\u2026). O fato de Galaaz \u2013 o cavaleiro eleito de Deus \u2013 recusar constantemente os combates cavaleirescos que p\u00f5em \u00e0 prova apenas a for\u00e7a pessoal e o fato de Lancelot \u2013 considerado a fina flor da cavalaria universal \u2013 n\u00e3o ter sido aceito na c\u00e2mara do Santo Graal em virtude de seus amores clandestinos com a Rainha Genebra (mulher do rei Artur), revelam a inten\u00e7\u00e3o asc\u00e9tica do autor da novela a condenar a cavalaria pela cavalaria e reprovar pela base a galanteria palaciana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal simbolismo n\u00e3o se revela no \u201c<em>Amadis de Gaula\u201d<\/em> (\u2026) aqui. Amadis \u00e9 o prot\u00f3tipo criado pela cavalaria medieval, o cavaleiro em pleno exerc\u00edcio de suas fa\u00e7anhas, liquidando monstros e malvados, tendo como fulcro de suas aventuras o objeto amado, e amando segundo o ritual e o esp\u00edrito que vivificou as cortes da Europa feudalizada.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(SPINA, Segismundo. <em>Presen\u00e7a da Literatura Portuguesa. <\/em>Vol. I, 3\u00aa Edi\u00e7\u00e3o, 1968, Difus\u00e3o Europeia do Livro, S\u00e3o Paulo.)<\/p>\n<p>VOCABUL\u00c1RIO:<\/p>\n<p>Apolog\u00e9tica \u2013 que encerra justificativa, defesa ou louvor a algo<\/p>\n<p>Heterodoxo \u2013 oposto aos ou desviado dos princ\u00edpios doutrin\u00e1rios<\/p>\n<p>Asc\u00e9tica \u2013 pr\u00e1tica de devo\u00e7\u00e3o e penit\u00eancia<\/p>\n<p>Fulcro \u2013 suporte, apoio, amparo<\/p>\n<p>Ineditismo \u2013 n\u00e3o publicado ou impresso; nunca visto pela maioria das pessoas<\/p>\n<p>_______________________________________________________________<\/p>\n<p>Marque a \u00fanica alternativa correta no conjunto das cinco apresentadas.<\/p>\n<p>O texto acima transcrito afirma que:<\/p>\n<p>7. a (\u00a0\u00a0 ) \u00e9 nos fins do s\u00e9culo XIV e in\u00edcios do s\u00e9culo XV que surgem as novelas de cavalaria e a prosa doutrin\u00e1ria.<\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) s\u00f3 a partir de fins do s\u00e9culo XIV e in\u00edcio do seguinte \u00e9 que podemos\u00a0falar de prosa liter\u00e1ria em Portugal.<\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) os tratados doutrinais de car\u00e1ter religioso s\u00e3o literatura de fic\u00e7\u00e3o e\u00a0as novelas de cavalaria s\u00e3o literatura apolog\u00e9tica e did\u00e1tica.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) os tratados doutrinais de car\u00e1ter religioso s\u00e3o importados, isto \u00e9,\u00a0n\u00e3o t\u00eam origem portuguesa.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta.<\/p>\n<p>8. a (\u00a0\u00a0 ) al\u00e9m de os tratados religiosos e novelas de cavalaria n\u00e3o apresentarem valor liter\u00e1rio, ambos s\u00e3o produ\u00e7\u00f5es an\u00f4nimas.<\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) esteticamente, a literatura apolog\u00e9tica \u00e9 mais importante do que as\u00a0novelas de cavalaria.<\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) esteticamente, as novelas de cavalaria s\u00e3o mais importantes do\u00a0que a literatura apolog\u00e9tica e did\u00e1tica.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) autoria an\u00f4nima \u00e9 uma caracter\u00edstica sempre presente nas primeiras obras liter\u00e1rias em prosa de qualquer literatura.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta.<\/p>\n<p>9. a (\u00a0\u00a0 ) muitos documentos em prosa das primeiras atividades liter\u00e1rias\u00a0portuguesas est\u00e3o in\u00e9ditos, e outros est\u00e3o perdidos.<\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) entre os documentos perdidos, encontra-se <em>\u201cJos\u00e9 de Arimateia\u201d.<\/em><\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) <em>\u201cJos\u00e9 de Arimateia\u201d <\/em>e <em>\u201cMerlim\u201d<\/em> encontram-se in\u00e9ditos na Torre do\u00a0Tombo.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) \u201c<em>A Demanda do Santo Graal\u201d <\/em>permanence in\u00e9dita na Torre do Tombo, por isso pode ser mencionada.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta.<\/p>\n<p>10. a (\u00a0\u00a0 ) \u201c<em>A Demanda do Santo Graal\u201d, \u201cJos\u00e9 de Arimateia\u201d <\/em>e <em>\u201cMerlim\u201d<\/em> pertencem ao ciclo bret\u00e3o.<\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) na biblioteca de D. Duarte havia uma c\u00f3pia de <em>\u201cMerlim\u201d,<\/em> obra hoje\u00a0perdida.<\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) o mais antigo exemplar conhecido da <em>\u201cAmadis de Gaula\u201d<\/em>, em portugu\u00eas, data de 1508.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) nada, na vers\u00e3o espanhola de <em>\u201cAmadis de Gaula<\/em>\u201d, publicado por\u00a0Garci Ord\u00f3\u00f1ez de Montalvo, nos faz suspeitar da exist\u00eancia de um<\/p>\n<p>original portugu\u00eas.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta.<\/p>\n<p>11. a (\u00a0\u00a0 ) \u201c<em>A Demanda do Santo Graal\u201d<\/em> reflete com fidelidade absoluta os ideais da vida cortes\u00e3, guerreira e sentimental da cavalaria medi-<\/p>\n<p>eval.<\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) nenhum tradutor de \u201c<em>A Demanda do Santo Graal\u201d<\/em> declara a nacionalidade dos originais.<\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) porque consiste na tradu\u00e7\u00e3o de um original franc\u00eas, <em>A Demanda <\/em><em>do Santo Graal<\/em> n\u00e3o documenta os ideais da cavalaria medieval.<\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) <em>Amadis de Gaula<\/em> permanence in\u00e9dito na Torre do Tombo.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta.<\/p>\n<p>12. a (\u00a0\u00a0 ) n\u00e3o h\u00e1 simbologia religiosa na vers\u00e3o que conhecemos de <em>A De<\/em><em>manda do Santo Graal<\/em>.<\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) <em>A Demanda do Santo Graal<\/em> pode ser comparada. a uma obra de\u00a0arquitetura, pelo seu esp\u00edrito comprometido por um simbolismo re-<\/p>\n<p>ligioso.<\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) Galaaz \u00e9 considerado a flor da cavalaria medieval.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) atrav\u00e9s da puni\u00e7\u00e3o de Lancelot e do comportamento de Galaaz,\u00a0percebe-se a inten\u00e7\u00e3o asc\u00e9tica do autor da novela.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta<\/p>\n<p>13. a (\u00a0\u00a0 ) Lancelot era considerado a flor da cavalaria medieval devido a\u00a0seus amores clandestinos com a mulher do Rei Artur.<\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) Galaaz e Lancelot s\u00e3o personagens de <em>Amadis de Gaula.<\/em><\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) Lancelot n\u00e3o foi aceito na c\u00e2mara do Graal.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) a galanteria palaciana e o ideal guerreiro de vida s\u00e3o incentivados\u00a0em <em>A Demanda do Santo Graal<\/em>.<\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta<\/p>\n<p>14. a (\u00a0\u00a0 ) <em>Amadis de Gaula<\/em> reflete as mesmas inten\u00e7\u00f5es asc\u00e9ticas de moraliza\u00e7\u00e3o da cavalaria de <em>A Demanda do Santo Graal.<\/em><\/p>\n<p>b (\u00a0\u00a0 ) o personagem Amadis\u00a0 tem o mesmo comportamento de Galaaz.<\/p>\n<p>c (\u00a0\u00a0 ) Amadis, como personagem, age como prot\u00f3tipo da cavalaria medieval.<\/p>\n<p>d (\u00a0\u00a0 ) Galaaz e Lancelot s\u00e3o cavaleiros eleitos de Deus.<\/p>\n<p>e (\u00a0\u00a0 ) nenhuma das alternativas acima \u00e9 correta.<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"346\" valign=\"top\">Gabarito:<\/p>\n<p>1. D\u00a0\u00a0 2. C\u00a0 \u00a03. A \u00a0\u00a0\u00a04. B\u00a0\u00a0\u00a0 5. A\u00a0\u00a0\u00a0 6. C\u00a0\u00a0 \u00a07.   B\u00a0\u00a0\u00a0 8. C\u00a0\u00a0\u00a0 9. A\u00a0\u00a0\u00a0 10. B\u00a0\u00a0 11. E<\/p>\n<p>12. D\u00a0\u00a0   13. C\u00a0\u00a0 14. C<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>_________________________________________________________<\/p>\n<p>ANEXO A\u00a0 &#8211; A prosa trovadoresca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As manifesta\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias em <strong>prosa<\/strong> do per\u00edodo trovadoresco s\u00e3o usualmente consideradas inferiores \u00e0 produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, pelas seguintes raz\u00f5es:<\/p>\n<p>a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 grande parte dos textos s\u00e3o documentos cujo interesse principal \u00e9 hist\u00f3rico, religioso ou geneal\u00f3gico;<\/p>\n<p>b)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 nem todos os textos foram escritos em portugu\u00eas, pois na \u00e9poca, o portugu\u00eas dividia com o latim a prefer\u00eancia dos escritores;<\/p>\n<p>c)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 os textos que mais alto valor liter\u00e1rio apresentam (por serem fic\u00e7\u00e3o) n\u00e3o s\u00e3o portugueses, mas tradu\u00e7\u00f5es de originais estrangeiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, apesar da sua quase marginalidade como fen\u00f4meno liter\u00e1rio (exce\u00e7\u00e3o feita aos textos traduzidos de originais estrangeiros), o estudo da prosa trovadoresca \u00e9 de grande import\u00e2ncia para o futuro desenvolvimento da prosa portuguesa.<\/p>\n<p>A prosa medieval portuguesa \u00e9 representada pelos <strong>Cronic\u00f5es, Li-vros de Linhagem, Hagiografias e Novelas de Cavalaria.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Cronic\u00f5es <\/strong>\u2013 pertencem ao g\u00eanero da <strong>Historiografia.<\/strong> \u00c0s vezes escritos em latim, consistem quase sempre em uma mera ordena\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica de eventos. Os Cronic\u00f5es inauguraram o g\u00eanero historiogr\u00e1fico em Portugal. Grande parte do material hist\u00f3rico contido nos cronic\u00f5es e livros de linhagem foi compilada por Alexandre Herculano em sua obra <em>Portugalia Monumenta Historica.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Livros de Linhagem<\/strong> &#8211; eram tamb\u00e9m chamados <strong>Nobili\u00e1rios<\/strong>. Sua elabora\u00e7\u00e3o estava bastante relacionada a interesses da nobreza. A finalidade dos livros de linhagem era a de facilitar o estabelecimento de graus de parentesco, a fim de resguardar direitos patrimoniais e impedir casamentos proibidos pela Igreja Cat\u00f3lica. Os Nobili\u00e1rios continham longas listas com os nomes de pessoas das fam\u00edlias nobres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quatro Nobili\u00e1rios s\u00e3o conhecidos: dois deles (os \u00faltimos), escritos por ordem do Conde de Barcelos (filho natural de D. Dinis), entercalam, no rol de nomes, <strong>narrativas hist\u00f3ricas e folcl\u00f3ricas<\/strong>, que aumentam seu valor liter\u00e1rio. (\u2026)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Certas hist\u00f3rias presentes nos Nobili\u00e1rios deram origem a alguns dos contos de <em>Lendas e Narrativas, <\/em>de Alexandre Herculano, como \u201cA Dama P\u00e9 de Cabra\u201d e \u201cA Morte do Lidador\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> Hagiografias<\/strong> \u2013 as hagiografias referem-se, quase que exclusivamente, a <strong>relatos biogr\u00e1ficos de santos<\/strong>. Tinham cunho religioso e finalidades catequ\u00e9ticas. Da mesma forma que os cronic\u00f5es, algumas foram escritas em latim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Novelas de Cavalaria<\/strong> \u2013 as novelas de cavalaria originaram-se da prosifica\u00e7\u00e3o das <strong>can\u00e7\u00f5es de gesta,<\/strong> que eram poemas de exalta\u00e7\u00e3o a feitos guerreiros. As novelas de cavalaria destinavam-se a um p\u00fablico aristocr\u00e1tico, e podem ser consideradas uma fiel express\u00e3o da vida medieval. De origem estrangeira \u2013 Inglaterra e Fran\u00e7a \u2013 s\u00e3o encontradas em tradu\u00e7\u00f5es portuguesas a partir do s\u00e9culo XIII.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(Curso Abril Vestibular. <em>Fasc\u00edculo 2<\/em>. 1\u00aa Edi\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>_________________________________________________________<\/p>\n<p>ANEXO B \u2013 Os ciclos das novelas de cavalaria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de Portugal n\u00e3o ter tido uma cavalaria europeia t\u00edpica, as novelas de cavalaria encontraram um p\u00fablico apaixonado e fiel nesse pa\u00eds, a partir do final do s\u00e9culo XIII. Convenciona-se dividir as novelas de cavalaria em quatro ciclos:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>ciclo greco-latino<\/strong>: inspirado nas tradi\u00e7\u00f5es greco-latinas, d\u00e1 uma roupagem medieval \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es m\u00edsticas.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><strong>ciclo bret\u00e3o ou arturiano<\/strong>: as novelas deste ciclo giram em torno da figura de Artur, rei da Bretanha, que, aliado a seus cavaleiros, busca o Santo Graal<sup>1<\/sup>, ou une-se a seus companheiros em torno da T\u00e1vola Redonda para rememorar fa\u00e7anhas de guerra.<\/li>\n<li><strong>Ciclo franc\u00eas ou Carlov\u00edngio<\/strong>: canta os feitos militares do imperador franc\u00eas Carlos Magno.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><strong>Ciclo de Amadis<\/strong>: narra as aventuras de Amadis de Gaula, cavaleiro bret\u00e3o, filho do amor proibido entre Elisena e o rei Perion, que foi abandonado pelos pais no mar. Foi recolhido por uma fam\u00edlia que o designou como pagem de Oriana, aquela que viria a ser o seu grande amor, e por quem ele se entregaria a feitos her\u00f3icos. T\u00edmido, a princ\u00edpio, n\u00e3o ousa confessar seus sentimentos, depois, j\u00e1 correspondido, ele a possui. Mais tarde, ela o acusa injustamente de infidelidade e ele se faz ermit\u00e3o. A novela <em>Amadis de Gaula<\/em> tem uma autoria pol\u00eamica. Os pesquisadores se debatem entre um autor castelhano e um portugu\u00eas, mas os estudos s\u00e3o inconclusivos.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ciclo bret\u00e3o foi o que mais encontrou acolhimento junto ao p\u00fablico portugu\u00eas. Sabe-se, com certeza, que tr\u00eas novelas desse ciclo teriam circulado em Portugal durante os s\u00e9culos XIV e XV, todas interligadas por suas personagens e temas: <em>A Demanda do Santo Graal, Jos\u00e9 de Arimateia e Merlin.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As novelas de cavalaria tem uma estrutura narrativa que lembra as epopeias gregas. A harmonia provis\u00f3ria \u00e9 rompida quando um heroi ou um grupo de homens valentes se v\u00eaem \u00e0s voltas com um desafio a ser vencido. Nunca o heroi caminhar\u00e1 de maneira retil\u00ednea em dire\u00e7\u00e3o ao seu objetivo. Antes disso, ter\u00e1 de enfrentar perigos e provas que servir\u00e3o para reiterar o seu valor e o seu merecimento pessoal, tornando-o digno de lograr \u00eaxito em sua empreitada. Caso ele n\u00e3o consiga, deixar\u00e1 t\u00e3o claro a sua for\u00e7a f\u00edsica e moral e ter\u00e1 aprendido tanto pelo caminho que o pr\u00f3prio caminho se revelar\u00e1 mais importante que o objetivo inicial que o moveu. Tal estrutura tem sido reiterada em v\u00e1rios tipos de narrativa, at\u00e9 mesmo no cinema (vide <em>Indiana Jones<\/em>) e nos seriados de TV.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(Clenir Bellezi de Oliveira, <em>Arte Liter\u00e1ria Portugal \u2013 Brasil. <\/em>Editora Moderna, 1999, S\u00e3o Paulo)<\/p>\n<p>Notas explicativas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 \u2013 <strong>Santo Graal<\/strong>: algumas das lendas pag\u00e3s n\u00e3o puderam ser suprimidas pela Igreja Cat\u00f3lica.\u00a0Diante dessa impossibilidade, a Igreja tratou de cristianiz\u00e1-las. Na vers\u00e3o original, o C\u00e1lice\u00a0Sagrado n\u00e3o continha o sangue de Cristo, mas toda a sabedoria do universo, por isso era\u00a0t\u00e3o obssessivamente procurado.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________<\/p>\n<p>ANEXO C \u2013 S\u00edntese das caracter\u00edsticas da prosa trovadoresca em Portugal<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"5\" width=\"351\" valign=\"top\">\n<p style=\"text-align: center;\">PROSA TROVADORESCA EM PORTUGAL<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"51\" valign=\"top\">\n<p style=\"text-align: center;\">Tipos de texto<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"62\" valign=\"top\">Cronic\u00f5es<\/td>\n<td width=\"59\" valign=\"top\">hagiografias<\/td>\n<td width=\"93\" valign=\"top\">Nobili\u00e1rios<\/td>\n<td width=\"86\" valign=\"top\">\n<p style=\"text-align: center;\">Novelas de cavalaria<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"51\" valign=\"top\">Assunto<\/td>\n<td width=\"62\" valign=\"top\">\n<p style=\"text-align: center;\">Hist\u00f3rico<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"59\" valign=\"top\">\n<p style=\"text-align: center;\">Religioso<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"93\" valign=\"top\">\n<p style=\"text-align: center;\">Geneal\u00f3gico<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"86\" valign=\"top\">\n<p style=\"text-align: center;\">Cavaleiresco<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"51\" valign=\"top\">Conte\u00fado<\/td>\n<td width=\"62\" valign=\"top\">Rela\u00e7\u00e3o a fatos hist\u00f3ricos a-presentados em ordem\u00a0cro-nol\u00f3gica<\/td>\n<td width=\"59\" valign=\"top\">Biografia de santos<\/td>\n<td width=\"93\" valign=\"top\">Lista de nomes dos integrantes de fam\u00edlias nobres e   sua rela\u00e7\u00e3o de pa-rentesco. Even-tuais narrativas hist\u00f3ricas ou len-d\u00e1rias.<\/td>\n<td width=\"86\" valign=\"top\">Narra\u00e7\u00e3o de feitos guerreiros e amorosos de   cavaleiros andan-tes.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"51\" valign=\"top\">Finalidade<\/td>\n<td width=\"62\" valign=\"top\">Historiogr\u00e1fica<\/td>\n<td width=\"59\" valign=\"top\">Catequ\u00e9tica<\/td>\n<td width=\"93\" valign=\"top\">Estabelecimento do grau de paren-tesco entre a no-breza<\/td>\n<td width=\"86\" valign=\"top\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"51\" valign=\"top\">Influ\u00eancia<\/td>\n<td width=\"62\" valign=\"top\"><\/td>\n<td width=\"59\" valign=\"top\"><\/td>\n<td width=\"93\" valign=\"top\"><\/td>\n<td width=\"86\" valign=\"top\">Influ\u00eancia reli-giosa e asc\u00e9tica<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"51\" valign=\"top\">L\u00edngua<\/td>\n<td width=\"62\" valign=\"top\">Portugu\u00eas e latim<\/td>\n<td width=\"59\" valign=\"top\">Portugu\u00eas e latim<\/td>\n<td width=\"93\" valign=\"top\"><\/td>\n<td width=\"86\" valign=\"top\">Traduzidas do franc\u00eas para o portugu\u00eas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"51\" valign=\"top\">Origem<\/td>\n<td width=\"62\" valign=\"top\"><\/td>\n<td width=\"59\" valign=\"top\"><\/td>\n<td width=\"93\" valign=\"top\"><\/td>\n<td width=\"86\" valign=\"top\">Prosifica\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es de gesta<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"51\" valign=\"top\">Obras conhecidas<\/td>\n<td width=\"62\" valign=\"top\"><\/td>\n<td width=\"59\" valign=\"top\"><\/td>\n<td width=\"93\" valign=\"top\"><\/td>\n<td width=\"86\" valign=\"top\"><em>Jos\u00e9 de Arimateia, Merlim, A   Demanda do Santo Graal, Amadis de Gaula<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>___________________________________________________________<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>LEITURA COMPLEMENTAR<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Amadis de Gaula<\/em> exprime um ideal puramente cavaleiresco, sem influ\u00eancia da tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3. Sua grande import\u00e2ncia adv\u00e9m do fato de ter inspirado todo um ciclo de novelas, durante o s\u00e9culo XVI: o do ciclo de Amadis. Abaixo apresentamos um trecho escrito em portugu\u00eas atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ORIANA, LA SIN PAR<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reinava ent\u00e3o na Gr\u00e3 Bretanha um rei chamado Falangriz. Este rei morreu sem deixar herdeiros e os Senhores ofereceram o trono ao seu irm\u00e3o Lisuarte, grande cavaleiro em armas e em discri\u00e7\u00e3o, casado com Brisena, filha do rei da Dinamarca, a donzela mais formosa de todas as ilhas do mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lisuarte, com grande frota, se dirigiu ao seu reino. Na Esc\u00f3cia, foi recebido com muitas honras pelo rei Languines. Como o mar estava agitado, deixou ali sua filha Oriana, chamada La Sin Par, porque em seu tempo n\u00e3o havia nenhuma que se igualasse a ela em formosura. Oriana, que havia nascido na Dinamarca, tinha ent\u00e3o dez anos, e o rei Languines e a rainha se alegraram em tom\u00e1-la aos seus cuidados. Seu pai embarcou com muita pressa porque tinha inimigos na Gr\u00e3 Bretanha, donde chegou a ser rei depois de grande esfor\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Donzelo do Mar<sup>1<\/sup> tinha ent\u00e3o doze anos, entretanto parecia maior. Quando chegou Oriana, a rainha logo o designou para que o mesmo a servisse, e ela recusou o que ele fazia. O rapaz guardou esta palavra em seu cora\u00e7\u00e3o por toda a vida.<\/p>\n<p>Um dia, o rapaz sentindo que podia tomar armas, se dirigiu ao rei, que estava na horta, e acercando-se dele, disse-lhe:<\/p>\n<p>&#8211; \u00a0Senhor, se \u00e9 do seu agrado, \u00e9 tempo de eu me tornar cavaleiro.<\/p>\n<p>________________________________________________________<\/p>\n<p>Notas explicativas:<\/p>\n<p>1 \u2013 O Donzelo do Mar: Amadis, o personagem central da novela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LITERATURA &#8211; ROTEIRO N\u00b0 04 1 \u2013 TEMA: A Prosa trovadoresca e suas principais caracter\u00edsticas. 2 \u2013 PR\u00c9-REQUISITO: Ler com compreens\u00e3o. Conhecer os principais eventos hist\u00f3ricos de povos europeus, principalmente de Portugal. 3 \u2013 META: Ao final do estudo, voc\u00ea dever\u00e1 ser capaz de: interpretar textos relacionar o per\u00edodo liter\u00e1rio da l\u00edngua portuguesa aos principais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[12,14],"tags":[],"class_list":["post-452","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-literatura-brasileira","category-movimentos-e-periodos-literarios","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/452","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=452"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/452\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=452"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=452"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=452"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}