{"id":498,"date":"2012-04-19T11:56:45","date_gmt":"2012-04-19T15:56:45","guid":{"rendered":"http:\/\/juniormax.com.br\/site_portuguesirado\/?p=498"},"modified":"2012-04-19T11:56:45","modified_gmt":"2012-04-19T15:56:45","slug":"nocoes-de-morfologia-27-conjuncoes-coordenativas-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=498","title":{"rendered":"NO\u00c7\u00d5ES DE MORFOLOGIA 27 &#8211; Conjun\u00e7\u00f5es coordenativas. Emprego."},"content":{"rendered":"<p><strong>ROTEIRO N<\/strong><strong>\u00b0<\/strong><strong> 27<\/strong><\/p>\n<p>1 \u2013 TEMA: No\u00e7\u00f5es de Morfologia. Conjun\u00e7\u00e3o coordenativa. Emprego.<\/p>\n<p><!--more-->2 \u2013 PR\u00c9-REQUISITO:<\/p>\n<ul>\n<li>Ler com compreens\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>3 \u2013 META: Ao final do estudo, voc\u00ea dever\u00e1 ser capaz de:<\/p>\n<ul>\n<li>interpretar textos<\/li>\n<li>identificar e classificar as conjun\u00e7\u00f5es coordenativas<\/li>\n<li>entender o uso da conjun\u00e7\u00e3o e sua import\u00e2ncia nas frases<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 \u2013 PR\u00c9-AVALIA\u00c7\u00c3O: O objetivo da pr\u00e9-avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 diagnosticar o quanto se tem conhecimento de um assunto. Para isso, basta que voc\u00ea responda \u00e0 Auto-avalia\u00e7\u00e3o que est\u00e1 no final deste Roteiro, antes de ler qualquer texto existente nele. Se voc\u00ea alcan\u00e7ar um resultado igual ou superior a 80 pontos, n\u00e3o precisa estudar o assunto, pois voc\u00ea j\u00e1 o domina suficientemente. Caso contr\u00e1rio, v\u00e1 direto para as Atividades de Estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 \u2013 ATIVIDADES DE ESTUDO: Ler com entendimento \u00e9 pr\u00e9-requisito para se aprender qualquer coisa atrav\u00e9s da leitura. Por isso, leia o texto do anexo A para treinar sua interpreta\u00e7\u00e3o. Embora a leitura dos anexos em si seja tamb\u00e9m interpreta\u00e7\u00e3o de texto, ela \u00e9 voltada para uma finalidade mais espec\u00edfica que \u00e9 a aprendizagem dos conceitos gramaticais. O texto do Anexo A \u00e9 mais gen\u00e9rico e serve de treinamento para a compreens\u00e3o geral da l\u00edngua. Portanto, fa\u00e7a o seguinte:<\/p>\n<p>a) Tenha um dicion\u00e1rio de Portugu\u00eas ao seu alcance, para consult\u00e1-lo sobre as palavras que voc\u00ea desconhece o significado;<\/p>\n<p>b) Procure um lugar sossegado para ler os textos e fazer os exerc\u00edcios;<\/p>\n<p>c) Leia primeiro o texto; fa\u00e7a em seguida os exerc\u00edcios; compare suas respostas com o gabarito e veja o que errou; retorne ao texto para verificar o porqu\u00ea do erro.<\/p>\n<p>6 \u2013 P\u00d3S-AVALIA\u00c7\u00c3O: Ap\u00f3s ter feito o estudo dos textos e os exerc\u00edcios, responda \u00e0s quest\u00f5es propostas na Auto-avalia\u00e7\u00e3o. Creio que voc\u00ea agora, acertar\u00e1 todas. Caso isso n\u00e3o aconte\u00e7a, consulte as orienta\u00e7\u00f5es dadas nas Atividades Suplementares.<\/p>\n<p>7 \u2013 ATIVIDADES SUPLEMENTARES: Se voc\u00ea n\u00e3o conseguiu alcan\u00e7ar 80 pontos na P\u00f3s-avalia\u00e7\u00e3o, volte \u00e0 leitura dos textos, agora com mais aten\u00e7\u00e3o. Sem pressa. A leitura com compreens\u00e3o \u00e9 a base da aprendizagem.<\/p>\n<p>____________________________________________<\/p>\n<p>ANEXO A \u2013 INTERPRETA\u00c7\u00c3O DE TEXTO<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A PISCINA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era uma espl\u00eandida resid\u00eancia, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e tendo ao lado uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diariamente desfilavam diante do port\u00e3o aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d\u2019\u00e1gua na cabe\u00e7a. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma crian\u00e7a, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as pr\u00f3prias mulheres que se detinham e ficavam olhando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquela manh\u00e3 de s\u00e1bado ele tomava seu gim-t\u00f4nica no terra\u00e7o, e a mulher um banho de sol, estirada, de mai\u00f4 \u00e0 beira da piscina, quando perceberam que algu\u00e9m os observava pelo port\u00e3o entreaberto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era um ser encardido, cujos mulambos em forma de saia n\u00e3o bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na m\u00e3o, e estava parada, \u00e0 espreita, silenciosa como um bicho. Por um instante as duas mu-lheres se olharam, separadas pela piscina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De s\u00fabito, pareceu \u00e0 dona da casa que a estranha criatura se esgueirava, port\u00e3o adentro, sem tirar os olhos dela. Ergueu-se um pouco, apoiando-se no cotovelo e viu com terror que ela se aproximava lentamente:\u00a0j\u00e1 transpusera o gramado, atingia a piscina, agachava-se junto \u00e0 borda de azulejo, sempre a olh\u00e1-la, em desafio e agora colhia \u00e1gua com a lata. Depois, sem uma palavra iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabe\u00e7a \u2013 e em pouco sumia-se pelo port\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">L\u00e1 no terra\u00e7o, o marido, fascinado, assistiu a toda a cena. N\u00e3o durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra como os instantes tensos de sil\u00eancio e de paz que antecedem um combate.<\/p>\n<p>N\u00e3o teve d\u00favida: na semana seguinte vendeu a casa.<\/p>\n<p>____________________________________________<\/p>\n<p>Vocabul\u00e1rio<\/p>\n<p>Gim-t\u00f4nica: bebida que consiste na mistura de gim, aguardente feita de cereais, com \u00e1gua t\u00f4nica e lim\u00e3o.<\/p>\n<p>___________________________________________<\/p>\n<p>I \u2013 Nas quest\u00f5es 1 a 7, marque a alternativa que \u00e9 sin\u00f4nimo da palavra ou express\u00e3o em negrito:<\/p>\n<p>1. \u201cEra      um ser <strong>encardido<\/strong>\u2026\u201d<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) encarnado\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0b. (\u00a0\u00a0 ) feio\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 c. (\u00a0\u00a0 ) velho\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) sujo<\/p>\n<p>2.\u00a0\u201c\u2026      estava parada, <strong>\u00e0 espreita<\/strong>,      silenciosa como um bicho.\u201d<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) esperando\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) observando \u00a0 \u00a0 \u00a0 c. (\u00a0\u00a0 ) rindo \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0d. (\u00a0\u00a0 ) pensando<\/p>\n<p>3.\u00a0\u201c\u2026      j\u00e1 <strong>transpusera<\/strong> o gramado\u2026\u201d<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) ganhara \u00a0 \u00a0 \u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) desviara \u00a0 \u00a0 \u00a0c. (\u00a0\u00a0 ) ultrapassara\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) contornara<\/p>\n<p>4.\u00a0\u201c\u2026      sempre a olh\u00e1-la, <strong>em desafio<\/strong>\u2026\u201d<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) desconfiada\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) temerosa \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0c. (\u00a0\u00a0 ) indiferente \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) provocante<\/p>\n<p>5.\u00a0\u201c\u2026      iniciou uma <strong>cautelosa<\/strong> retirada\u2026\u201d<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) r\u00e1pida \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0b. (\u00a0\u00a0 ) prudente \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0c. (\u00a0\u00a0 ) temerosa \u00a0 \u00a0 \u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) vagarosa<\/p>\n<p>6.\u00a0\u201cL\u00e1      no terra\u00e7o, o marido, <strong>fascinado,<\/strong> assistiu a toda a cena.\u201d<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) deslumbrado\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) temeroso \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0c. (\u00a0\u00a0 ) entusiasmado\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) furioso<\/p>\n<p>7. \u201cN\u00e3o      teve <strong>d\u00favida<\/strong>: na semana seguinte      vendeu a casa.\u201d<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) duplicidade\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) vacila\u00e7\u00e3o \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0c. (\u00a0\u00a0 ) determina\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) convic\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>II \u2013 Marque a alternativa correta de acordo com o texto.<\/p>\n<p>8. No      1\u00ba par\u00e1grafo podemos perceber que a espl\u00eandida resid\u00eancia situava-se:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) num lugar desabitado<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) pr\u00f3ximo \u00e0 encosta de um morro onde se alastrava uma favela<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) num bairro onde s\u00f3 havia resid\u00eancias luxuosas.<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) dentro da favela<\/p>\n<p>9.\u00a0No      in\u00edcio do 2\u00ba par\u00e1grafo temos: \u201c<em>Diariamente      desfilavam diante do port\u00e3o aquelas mulheres silenciosas e magras, lata      d\u2019\u00e1gua na cabe\u00e7a.<\/em>\u201d Disto podemos concluir que:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) as mulheres vendiam \u00e1gua.<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) as mulheres gostavam de desfilar com latas na cabe\u00e7a<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) na favela n\u00e3o havia \u00e1gua<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) n\u00e3o havia \u00e1gua encanada na cidade<\/p>\n<p>10. Ao      ver a mulher da favela entrar em seu jardim, a dona da casa ficou:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) indiferente\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) furiosa \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0c. (\u00a0\u00a0 ) aterrorizada\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) alegre<\/p>\n<p>11. Por que casa foi vendida?<\/p>\n<p>________________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Gabarito<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">1. d\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2. B\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 3. C\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 4. D\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 5. B\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 6. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 7. B\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 8. B\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 9. C\u00a0\u00a0\u00a0 10. C<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">11. A casa foi vendida porque o incidente fez com que seus donos passassem a temer os ha-bitantes da favela. Aquela pequena e r\u00e1pida invas\u00e3o poderia significar o in\u00edcio de uma s\u00e9rie de invas\u00f5es maiores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">________________________________________________<\/span><\/p>\n<p>ANEXO B \u2013 CONJUN\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>No Roteiro 26, estudamos sobre as preposi\u00e7\u00f5es. Vimos que sua fun\u00e7\u00e3o principal \u00e9 unir palavras, relacionando-as entre si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste Roteiro vamos estudar uma classe de palavras que tamb\u00e9m tem a fun\u00e7\u00e3o de unir, relacionar. S\u00f3 que o \u00e2mbito de influ\u00eancia dessas palavras \u00e9 muito maior: sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 unir frases ou per\u00edodos. S\u00e3o as <strong>conjun\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conhecimento sobre as conjun\u00e7\u00f5es \u00e9 muito importante para o estudo da SINTAXE, pois s\u00e3o elas que unem as ora\u00e7\u00f5es dando-lhes sentido de depend\u00eancia (subordinadas) ou independ\u00eancia (coordenadas).<\/p>\n<p>Conclu\u00edmos que:<\/p>\n<p><strong>Conjun\u00e7\u00e3o &#8211; \u00e9 a palavra invari\u00e1vel que liga ora\u00e7\u00f5es, relacionando-as entre si e acrescentando-lhes significados.<\/strong><\/p>\n<p>Veja os exemplos:<\/p>\n<ol>\n<li>Caiu      <strong>e<\/strong> levantou-se.<\/li>\n<li><strong>Ora<\/strong> cai, <strong>ora<\/strong> levanta-se.<\/li>\n<\/ol>\n<p>No 1\u00b0 exemplo, temos duas ideias (ou a\u00e7\u00f5es): cair \/ levantar. S\u00e3o ideias opostas mas, por causa da conjun\u00e7\u00e3o \u201ce\u201d podemos inferir que:<\/p>\n<ul>\n<li>quem      caiu, n\u00e3o continuou no ch\u00e3o, pois levantou-se em seguida<\/li>\n<\/ul>\n<p>E quem relaciona as ideias entre os verbos \u00e9 a conjun\u00e7\u00e3o \u201ce\u201d. A ideia ou mensagem \u00e9 de adi\u00e7\u00e3o, agrupamento de a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 no 2\u00b0 exemplo, s\u00e3o os mesmos verbos (cair \u2013 levantar) por\u00e9m a ideia aqui apresentada \u00e9 de contraste, oposi\u00e7\u00e3o, altern\u00e2ncia: ou uma coisa ou outra. Vemos ent\u00e3o que as conjun\u00e7\u00f5es n\u00e3o apenas unem ora\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m alteram-lhes o sentido.<\/p>\n<p>Como dissemos, linhas atr\u00e1s, as conjun\u00e7\u00f5es unem ora\u00e7\u00f5es dando-lhes sentido de depend\u00eancia ou independ\u00eancia. Veja o exemplo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A dona da casa viu a estranha e ficou aterrorizada<\/em>.<\/p>\n<p>Temos aqui duas afirmativas:<\/p>\n<ol>\n<li>a      dona da casa viu a estranha<\/li>\n<li>a      dona da casa ficou aterrorizada<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas duas afirmativas (ou ora\u00e7\u00f5es) s\u00e3o independentes de sentido e a \u00fanica palavra que as une \u00e9: <strong>e<\/strong>. \u00c9 uma conjun\u00e7\u00e3o que coordena as ideias contidas em cada uma das ora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Agora, observe as afirmativas abaixo:<\/p>\n<p>1a. afirmativa = ningu\u00e9m acreditou<\/p>\n<p>2a. afirmativa = ele disse isso.<\/p>\n<p>Essas duas afirmativas podem ser independentes entre si ou n\u00e3o, dependendo da conjun\u00e7\u00e3o que for usada. Veja:<\/p>\n<ol>\n<li>Ele      disse isso <strong>e<\/strong> ningu\u00e9m ouviu.<\/li>\n<li>Ningu\u00e9m      ouviu o <strong>que<\/strong> ele disse.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Veja que na 1a. composi\u00e7\u00e3o, a conjun\u00e7\u00e3o \u201ce\u201d d\u00e1 ideia de adi\u00e7\u00e3o, agrupamento, coordena\u00e7\u00e3o. O sentido da primeira n\u00e3o altera o sentido da segunda ora\u00e7\u00e3o ou vice-versa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na 2a. composi\u00e7\u00e3o existe uma mudan\u00e7a de ideias introduzidas pela conjun\u00e7\u00e3o \u201cque\u201d: a a\u00e7\u00e3o de ouvir subordina a ideia daquilo que foi dito. Veja que as duas ora\u00e7\u00f5es, nesse caso, precisam uma da outra para completarem o sentido da mensagem e quem faz essa ponte \u00e9 a conjun\u00e7\u00e3o \u201cque\u201d. Quem ouve, ouve alguma coisa, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p>No primeiro caso, temos uma <strong>conjun\u00e7\u00e3o coordenativa aditiva<\/strong>: <em>e<\/em>.<\/p>\n<p>No segundo caso, temos uma <strong>conjun\u00e7\u00e3o subordinativa substantiva<\/strong>: <em>que<\/em>.<\/p>\n<p>\u00c9 importante sabermos diferenciar as conjun\u00e7\u00f5es coordenativas das subordinativas porque elas tem papel importante no estudo da Sintaxe.<\/p>\n<p>_________________________________________<\/p>\n<p>ANEXO C \u2013 AS \u00a0CONJUN\u00c7\u00d5ES\u00a0 COORDENATIVAS<\/p>\n<p>Vimos no Anexo B que:<\/p>\n<p><strong>Conjun\u00e7\u00e3o coordenativa &#8211; \u00e9 aquela que estabelece o processo de coordena\u00e7\u00e3o das ideias entre as ora\u00e7\u00f5es independentes (ou coordenadas).<\/strong><\/p>\n<p>As conjun\u00e7\u00f5es coordenativas recebem um nome espec\u00edfico de acordo com o sentido que lhe \u00e9 peculiar. S\u00e3o chamadas de:<\/p>\n<p><strong>1. Aditivas<\/strong> \u2013 e, nem. (nem = e n\u00e3o)<\/p>\n<p>As ora\u00e7\u00f5es unidas por essa conjun\u00e7\u00e3o s\u00e3o marcadas por uma rela\u00e7\u00e3o de adi\u00e7\u00e3o ou exclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Ex.: Chorou <strong>e<\/strong> riu. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0N\u00e3o chorou,<strong> nem<\/strong> riu.<\/p>\n<p><strong>2. Adversativas<\/strong> \u2013 mas, por\u00e9m, contudo, todavia, entretanto, apesar de.<\/p>\n<p>Essas conjun\u00e7\u00f5es ligam ora\u00e7\u00f5es independentes, acrescentando-lhes a ideia de contraste.<\/p>\n<p>Ex.: Concordou com o pedido, <strong>entretanto<\/strong> imp\u00f4s algumas regras.<\/p>\n<p><strong>3. Alternativas<\/strong> \u2013 ou\u2026ou; ora\u2026ora; nem\u2026nem; j\u00e1\u2026j\u00e1; quer\u2026quer;<\/p>\n<p>Ligam duas ora\u00e7\u00f5es de sentido distinto, indicando altern\u00e2ncia das ideias contidas nas frases. Em geral, aparecem repetidas.<\/p>\n<p>Ex.: <strong>Quer<\/strong> chova, <strong>quer<\/strong> fa\u00e7a sol, ele sempre aparece na pra\u00e7a.<\/p>\n<p>Na guerra, <strong>ou<\/strong> se mata <strong>ou<\/strong> se morre.<\/p>\n<p><strong>4. Conclusivas<\/strong> \u2013 logo, portanto, por isso, pois, por conseguinte, assim.<\/p>\n<p>Ligam ora\u00e7\u00f5es que exprimem conclus\u00e3o ou consequ\u00eancia, relacionada a sua antecedente.<\/p>\n<p>Ex.: Penso, <strong>logo<\/strong> existo.<\/p>\n<p><strong>5. Explicativas<\/strong> \u2013 pois, porque, porquanto.<\/p>\n<p>Ligam ora\u00e7\u00f5es exprimindo uma explica\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 ideia que a antecede.<\/p>\n<p>Ex.: Eu acredito em voc\u00ea <strong>porque<\/strong> voc\u00ea \u00e9 leal.<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u00c9 preciso estar atento \u00e0 ideia contida nas frases para n\u00e3o confundir conclus\u00e3o com explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No exemplo \u201cPenso, logo existo.\u201d a mensagem que transparece \u00e9: eu concluo que a minha exist\u00eancia \u00e9 real em fun\u00e7\u00e3o de que eu penso. Se eu n\u00e3o pensasse, logo que n\u00e3o poderia existir. Como eu penso, concluo que existo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no exemplo \u201ceu acredito em voc\u00ea porque voc\u00ea \u00e9 leal\u201d, a mensagem \u00e9: estou explicando a minha cren\u00e7a em voc\u00ea, h\u00e1 um motivo porque eu acredito em voc\u00ea = porque voc\u00ea \u00e9 leal.<\/p>\n<p>Se tent\u00e1ssemos substituir o \u201cporque\u201d por \u201clogo\u201d a mensagem seria totalmente alterada e ficaria sem nexo. Veja:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Eu acredito em voc\u00ea, <strong>logo <\/strong>voc\u00ea \u00e9 leal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O emprego da conjun\u00e7\u00e3o conclusiva (logo) n\u00e3o cabe aqui, porque a ideia fica totalmente absurda. A lealdade de algu\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o resultado ou consequ\u00eancia da cren\u00e7a de outros.<\/p>\n<p>Portanto, esteja atento \u00e0 mensagem que voc\u00ea quer transmitir para empregar a conjun\u00e7\u00e3o correta.<\/p>\n<p>___________________________________________<\/p>\n<p>Exerc\u00edcios:<\/p>\n<p>1. Utilize as conjun\u00e7\u00f5es abaixo para preencher as lacunas das frases, da maneira mais adequada:<\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"284\" valign=\"top\">\n<p style=\"text-align: center;\">Mas, por\u00e9m,   portanto, ora, nem, e, logo, pois, quer<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<ol>\n<li>Ele      estudou muito, _____________ ser\u00e1 aprovado.<\/li>\n<li>Os      p\u00e1ssaros aproximaram-se do viveiro\u00a0      __________retiraram as migalhas de p\u00e3o.<\/li>\n<li>Sa\u00edremos      de casa, quer chova ______ n\u00e3o chova.<\/li>\n<li>A mar\u00e9      ora sobe, ________ desce.<\/li>\n<li>Ele      n\u00e3o trabalha __________ estuda.<\/li>\n<li>Ontem,      eu ia ao cinema, _________ choveu muito, ________ n\u00e3o pude sair.<\/li>\n<\/ol>\n<p>2. Una as ora\u00e7\u00f5es, empregando conjun\u00e7\u00f5es coordenativas, de modo que a mensagem tenha significado coerente.<\/p>\n<ol>\n<li>Chove.      Faz sol.<\/li>\n<li> As meninas gostam de bonecas. Os meninos      gostam de bola.<\/li>\n<li>Voc\u00ea      \u00e9 estudioso. Alcan\u00e7ar\u00e1s todos os objetivos da prova.<\/li>\n<li>N\u00e3o      desanimes. Ter\u00e1s outra oportunidade.<\/li>\n<\/ol>\n<p>3. As ora\u00e7\u00f5es abaixo est\u00e3o ligadas por uma conjun\u00e7\u00e3o coordenativa. Classifique as conjun\u00e7\u00f5es de acordo com os tipos estudados neste Roteiro:<\/p>\n<p>a. <strong>Ora<\/strong> trabalha, <strong>ora <\/strong>estuda.<\/p>\n<p>b. Estudas muito, <strong>portanto <\/strong>vencer\u00e1s.<\/p>\n<p>c. Compre o livro <strong>e<\/strong> estude.<\/p>\n<p>d. As meninas brincam com bonecas <strong>e<\/strong> os meninos jogam bola.<\/p>\n<p>e. Estudei muito, <strong>por\u00e9m<\/strong> n\u00e3o consegui aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>f. N\u00e3o fiques triste, <strong>pois<\/strong> ter\u00e1s outra oportunidade.<\/p>\n<p>____________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">GABARITO<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Quest\u00e3o 1.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">a. portanto\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. e\u00a0\u00a0\u00a0 c. quer\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. ora\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 e. nem\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 f. por\u00e9m, logo<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Quest\u00e3o 2.<\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Ou<\/strong> chove <strong>ou<\/strong> faz sol. <strong>Ora<\/strong> chove <strong>ora<\/strong> faz sol.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">As meninas gostam de bonecas <strong>e<\/strong> os meninos gostam de bola.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">Voc\u00ea \u00e9 estudioso, <strong>logo<\/strong> alcan\u00e7ar\u00e1s todos os objetivos da prova.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">N\u00e3o desanimes, <strong>pois<\/strong> ter\u00e1s outra oportunidade. <\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Quest\u00e3o 3.<\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">conjun\u00e7\u00e3o coordenativa alternativa<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">conjun\u00e7\u00e3o coordenativa conclusiva<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">conjun\u00e7\u00e3o coordenativa aditiva<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">conjun\u00e7\u00e3o coordenativa aditiva<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">conjun\u00e7\u00e3o coordenativa adversativa<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">conjun\u00e7\u00e3o coordenativa explicativa<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>____________________________________________<\/p>\n<p>AUTO-AVALIA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>1. Classifique as conjun\u00e7\u00f5es em destaque nas ora\u00e7\u00f5es abaixo:<\/p>\n<ol>\n<li>Muitos se esfor\u00e7am, <strong>mas<\/strong> poucos conseguem seus      objetivos.<\/li>\n<li>O amor constr\u00f3i <strong>e<\/strong> o \u00f3dio destr\u00f3i.<\/li>\n<li>Vale a pena os estudos, <strong>pois<\/strong> nos trazem benef\u00edcios.<\/li>\n<li>Jairo se canditar\u00e1 a deputado <strong>ou<\/strong> tentar\u00e1 a presid\u00eancia.<\/li>\n<li>N\u00e3o digas mentiras, <strong>pois<\/strong> a mentira tem pernas curtas.<\/li>\n<li>N\u00e3o poluas a terra, <strong>porque<\/strong> voc\u00ea precisa dela.<\/li>\n<li>A garota tem boa vontade, <strong>portanto<\/strong> ser\u00e1 bem sucedida.<\/li>\n<\/ol>\n<p>2. Relacione as ora\u00e7\u00f5es em destaque \u00e0s ideias que expressam:<\/p>\n<p>1. adi\u00e7\u00e3o, soma<\/p>\n<p>2. Oposi\u00e7\u00e3o, contraste<\/p>\n<p>3. Altern\u00e2ncia<\/p>\n<p>4. explica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>5. conclus\u00e3o<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) Estudou muito, <strong>mas n\u00e3o conseguiu aprova\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) <strong>Ora brigam, <\/strong>ora est\u00e3o de bem.<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) Espere, <strong>pois haver\u00e1 outras oportunidades.<\/strong><\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) Todo homem \u00e9 mortal; Pedro \u00e9 homem,<strong> logo Pedro \u00e9 mortal.<\/strong><\/p>\n<p>e. (\u00a0\u00a0 ) Foi embora <strong>e nem disse adeus.<\/strong><\/p>\n<p>f. (\u00a0\u00a0 ) Leio muito, <strong>pois quero instruir-me<\/strong>.<\/p>\n<p>g. (\u00a0\u00a0 ) Estiveste l\u00e1, <strong>logo ouviste a not\u00edcia.<\/strong><\/p>\n<p>h. (\u00a0\u00a0 ) \u00c0s vezes h\u00e1 mundos num gr\u00e3o de areia <strong>e nada num cora\u00e7\u00e3o humano.<\/strong><\/p>\n<p>i. (\u00a0\u00a0 ) <strong>Ou lutas contra a corrente<\/strong> ou ser\u00e1s levado por ela.<\/p>\n<p>j. (\u00a0\u00a0 ) Esfor\u00e7amo-nos muito, <strong>por\u00e9m n\u00e3o conseguimos um bom resultado<\/strong>.<\/p>\n<p>k. (\u00a0\u00a0 ) Patr\u00edcia \u00e9 irrequieta, <strong>todavia tem bom cora\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>l. (\u00a0\u00a0 ) N\u00e3o grite, <strong>porque aqui ningu\u00e9m \u00e9 surdo<\/strong>.<\/p>\n<p>m. (\u00a0\u00a0 ) Tratei-o bem; <strong>portanto, ele reclama sem raz\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>____________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Gabarito<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Atribua 05 pontos para cada resposta correta. Considere-se apto se alcan\u00e7ar o total de 80 pontos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Quest\u00e3o 1.<\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">coordenativa adversativa<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">coordenativa aditiva<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">coordenativa explicativa<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">coordenativa alternativa<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">coordenativa explivativa<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">coordenativa explicativa<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">coordenativa conclusiva<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">Quest\u00e3o 2.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">a.( 2 )\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0b.( 3 )\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0c.( 4 )\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0d.( 5 )\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0e.( 1 )\u00a0 \u00a0\u00a0f.( 4 ) \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0g.( 5 )\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0h.( 1 )\u00a0 \u00a0\u00a0i.( 3 )\u00a0\u00a0 j. ( 2 ) \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0k.( 2 )\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 l.( 4 )\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0m.( 5 )<\/span><\/p>\n<p>_________________________________<\/p>\n<p>LEITURA REFLEXIVA<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ODORICO PARAGUA\u00c7U NOS TRIBUNAIS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem escreve, seja o que for, n\u00e3o sendo literatura, deve guiar-se pelo lema de Churchill: \u201cdas palavras, as mais simples. Das mais simples, a menor.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escrevo de Belo Horizonte, onde estou para, a convite do Tribunal de Justi\u00e7a, falar, em sua sede, sobre o portugu\u00eas de promotores, advogados e ju\u00edzes. No audit\u00f3rio lotado, h\u00e1 tamb\u00e9m tr\u00eas desembargadores, todos bem-humorados, aprovando com o rosto e o menear de cabe\u00e7a o que vou dizendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuem s\u00e3o o desembargadores?\u201d, pergunto \u00e0s anfitri\u00e3s. O fot\u00f3grafo me chama para perto de sua camera e vai identificando um por um. \u201cEle podia tamb\u00e9m mostrar os gordos que dava no mesmo\u201d, diz a jornalista encarregada de me entrevistar antes da confer\u00eancia. Mas o tr\u00e2nsito do aeroporto de Confins \u00e0 cidade estava um pouco engarrafado por causa das obras e cheguei em cima da hora. Deixamos a entrevistar para depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O convite deve-se a <em>De onde v\u00eam as palavras<\/em>, minha participa\u00e7\u00e3o no programa <em>Controle Remoto<\/em>, dirigido por Dermeval Netto e apresentado semanalmente na <em>TV Est\u00e1cio<\/em>, em que comentei o tal juridiqu\u00eas. Um juiz viu o programa e me indicou como conferencista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O juridiqu\u00eas est\u00e1 com os dias contados. Ningu\u00e9m mais aguenta tanta empola\u00e7\u00e3o. A pr\u00f3pria presidente do STF, a ministra ga\u00facha Ellen Gracie, endossa a campanha contra esse tipo de linguagem. Quem, entretanto, de-flagrou o combate no Brasil meridional foi o juiz Ricardo Roesler que, no in\u00edcio de carreira, em 1988, escreveu em despacho ou senten\u00e7a: \u201cO r\u00e9u seja encaminhado ao erg\u00e1stulo p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O delegado, formado em Direito e novo no cargo, recebeu a ordem e passou a procurer um erg\u00e1stulo na pequena cidade. Perguntava a todo mundo onde ficavam o erg\u00e1stulo. Ningu\u00e9m sabia. Dois dias depois a lei ainda n\u00e3o tinha sido cumprida. Ningu\u00e9m encontrara o erg\u00e1stulo p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O juiz soube do ocorrido e explicou que erg\u00e1stulo era cadeia. \u201cMas por que ele n\u00e3o disse antes?\u201d, perguntou um dos policiais, acrescentando: \u201cTodo mundo onde fica a cadeia, mas ningu\u00e9m sabe onde fica o erg\u00e1stulo, que, agora sabermos, \u00e9 a mesma coisa, com nome arrevesado.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dezessete anos depois, o mesmo juiz \u00e9 presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Magistrados Brasileiros em Santa Catarina e lidera a campanha contra o juridiqu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis alguns exemplos. O Supremo Tribunal Federal raramente \u00e9 designado assim pelos advogados. Excelso Sodal\u00edcio, Pret\u00f3rio Excelso, Egr\u00e9gio Pret\u00f3rio e at\u00e9 um esquisito Alc\u00e2ndor Conselho. E sabem o que \u00e9 originalmente anc\u00e2ndora, de onde veio anc\u00e2ndor? Poleiro! Os \u00e1rabes chamam poleiro de ave de rapina, em geral em lugares muito altos, de anc\u00e2ndora. No intuito de elevar o STF nas invoca\u00e7\u00f5es, advogados metidos a besta, sem saber, esculhambam a mais alta corte do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00eas sabem o que \u00e9 ex\u00f3rdio, pre\u00e2mbulo, pro\u00eamio, pe\u00e7a vestibular? A simples e prosaica peti\u00e7\u00e3o inicial de todo processo. E c\u00f4njuge sup\u00e9rstite, sabem? Se o marido morre \u2013 os maridos em geral morrem primeiro, viram? \u2013 voc\u00ea pode dizer da mulher que ela ficou, n\u00e3o para titia, mas consorte sobrevivente ou c\u00f4njuge sup\u00e9rstite. Pois \u00e9 assim que muitos advogados denominam a vi\u00fava ou o vi\u00favo: c\u00f4njuge sup\u00e9rstite!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E para terminar, s\u00f3 mais est\u00e1. A pol\u00edcia prendeu o assassino do empres\u00e1rio Nelson Schincariol. Isso foi em 2005. Os advogados foram ao Tribunal de Justi\u00e7a, que manteve a pris\u00e3o. Mas o despacho foi t\u00e3o amb\u00edguo que o assassino foi solto: a ordem judicial n\u00e3o foi entendida nem pelo juiz local!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem escreve \u2013 colunas, senten\u00e7as, despachos, seja o que for, n\u00e3o sendo literatura \u2013 deve guiar-se pelo lema de Winston Churchill: \u201cDas palavras, as mais simples. Das mais simples, a menor\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seria de um divertido horror, o juridiqu\u00eas, n\u00e3o nos desse tantos preju\u00edzos, a come\u00e7ar por afastar o povo do Judici\u00e1rio, onde o cidad\u00e3o brasileiro pode buscar remedies indispens\u00e1veis, a come\u00e7ar pelos ant\u00eddotos que a Justi\u00e7a vem dando contra o veneno da Injusti\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(DEON\u00cdSIO DA SILVA, <em>A L\u00edngua Nossa de Cada Dia, <\/em>Novo S\u00e9culo Editora, Osasco, SP, 1a. Edi\u00e7\u00e3o, 2007)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ROTEIRO N\u00b0 27 1 \u2013 TEMA: No\u00e7\u00f5es de Morfologia. Conjun\u00e7\u00e3o coordenativa. Emprego.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[10,16],"tags":[],"class_list":["post-498","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-gramatica","category-nocoes-de-morfologia","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/498","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=498"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/498\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=498"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=498"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=498"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}