{"id":55,"date":"2010-01-19T16:11:42","date_gmt":"2010-01-19T20:11:42","guid":{"rendered":"http:\/\/portuguesirado.com\/?p=55"},"modified":"2010-01-19T16:11:42","modified_gmt":"2010-01-19T20:11:42","slug":"tema-11-nocoes-de-morfologia-classes-das-palavras-variaveis-e-invariaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=55","title":{"rendered":"Tema 11: No\u00e7\u00f5es de Morfologia. Classes das palavras vari\u00e1veis e invari\u00e1veis."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">LI\u00c7\u00d5ES DE PORTUGU\u00caS \u00a0 &#8211; \u00a0 ROTEIRO N\u00ba 11<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 \u2013 TEMA: No\u00e7\u00f5es de Morfologia. Classe de palavras vari\u00e1veis e invari\u00e1veis: substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, adv\u00e9rbio, preposi\u00e7\u00e3o, conjun\u00e7\u00e3o, interjei\u00e7\u00e3o. Rela\u00e7\u00e3o entre as classes b\u00e1sicas, dependentes, de liga\u00e7\u00e3o e independentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 \u2013 PR\u00c9-REQUISITO: Ler compreensivamente<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 \u2013 META: As atividades deste Roteiro foram organizadas com o objetivo de oferecer condi\u00e7\u00f5es de compreens\u00e3o sobre as caracter\u00edsticas das palavras usadas na L\u00edngua Portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more-->4 \u2013 ATIVIDADES DE ESTUDO: Ler com entendimento \u00e9 fundamental para se aprender qualquer coisa atrav\u00e9s da leitura. Por isso, leia o texto do ANEXO A, para treinar sua interpreta\u00e7\u00e3o. Embora a leitura dos anexos, em si, seja tamb\u00e9m interpreta\u00e7\u00e3o de texto, ela \u00e9 mais voltada para uma finalidade mais espec\u00edfica, que \u00e9 a aprendizagem dos conceitos gramaticais. O texto do ANEXO A \u00e9 mais gen\u00e9rico e serve de treinamento para a compreens\u00e3o geral da l\u00edngua. Portanto, fa\u00e7a o seguinte:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">a) Tenha um dicion\u00e1rio de Portugu\u00eas ao seu alcance, para consult\u00e1-lo sobre as palavras que voc\u00ea desconhece o significado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">b) Procure um lugar sossegado para ler os textos e fazer os exerc\u00edcios. Leitura \u00e9 uma atividade que necessita de concentra\u00e7\u00e3o e ambiente adequado, sem barulho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">c) Leia primeiro o texto; fa\u00e7a, em seguida, os exerc\u00edcios; compare suas respostas com o gabarito; veja o que errou e retorne ao texto para verificar o porqu\u00ea do erro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 \u2013 ATIVIDADES SUPLEMENTARES: Se voc\u00ea n\u00e3o atingiu os padr\u00f5es exigidos neste Roteiro, refa\u00e7a a leitura e os exerc\u00edcios at\u00e9 ter certeza de n\u00e3o haver mais d\u00favidas.<\/p>\n<p>___________________________________________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ANEXO A \u2013 Interpreta\u00e7\u00e3o de texto<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto abaixo \u00e9 de Mill\u00f4r Fernandes, escritor que se distingue por tratar de maneira quase sempre humor\u00edstica, de assuntos os mais vari\u00e1veis; sociedade, pol\u00edtica, fam\u00edlia, o cotidiano&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto apresentado \u00e9 uma esp\u00e9cie de <em>f\u00e1bula<\/em> que, ao contr\u00e1rio das tradicionais, tem como personagem principal um ser humano e em que a <em>moral<\/em> n\u00e3o pode ser tomada rigorosamente como um ensinamento, uma vez que n\u00e3o envolve, como no caso das f\u00e1bulas tradicionais, erros ou defeitos graves dos seres humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">NO DIA EM QUE O GATO FALOU \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0(Mill\u00f4r Fernandes)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">01.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Era uma vez uma dama gentil e senil que tinha um gato siam\u00eas. Gato de ra\u00e7a, de <strong>bom-tom<\/strong>, de filia\u00e7\u00e3o, de \u00e2nimo crist\u00e3o. Lindo gato, gato terno, amigo, pertencente a uma classe quase extinta de antigos\u00a0deuses eg\u00edpcios. <strong>Este gato s\u00f3 faltava falar<\/strong>. Manso e inteligente, seu olhar era <strong>humano<\/strong>. Mas falar n\u00e3o falava. E sua dona, triste, todo dia passava uma ou duas horas, repetindo s\u00edlabas e palavras para ele na esperan\u00e7a de que um dia aquela intelig\u00eancia que via em seu olhar explodisse em sons compreensivos e claros. Mas nada!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">02.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0A dama gentil e senil era, naturalmente, incapaz de compreender o fen\u00f4meno. Tanto mais que ali mesmo \u00e0 sua frente, preso a um poleiro de ferro, estava um outro ser, tamb\u00e9m animal, inferior at\u00e9 ao gato, pois era somente uma pobre ave, mas que falava! Falava mesmo, muito mais do que devia. Um papagaio, que falava pelas tripas do Judas. Curiosa <strong>natureza<\/strong>, pensava a mulher, que fazia um gato quase humano, sem fala, e um papagaio <strong>cretino mas parlapat\u00e3o<\/strong>. E quanto mais <strong>meditava <\/strong>mais tempo gastava com o gato no colo, tentando m\u00e9todos, repetindo silabas, redobrando cuidados para ver se conseguia que seu miado virasse fala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">03.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Exatamente no dia 16 de maio de 1958 foi que teve a ideia genial. Quando a ideia iluminou seu c\u00e9rebro, veio acompanhada da critica, \u00a0auto-cr\u00edtica: \u201cMas, como n\u00e3o me ocorreu isso antes?\u201d O papagaio viu no brilho do olhar da dona o seu (dele) terr\u00edvel destino e tentou escapar, mas estava preso. Foi morto, depenado e cozinhado em menos de uma hora. Pois o racioc\u00ednio da mulher era l\u00f3gico e cient\u00edfico: se desse ao gato o papagaio como alimenta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o era evidente que o gato come\u00e7aria a falar? Era? N\u00e3o era? Veria. O gato, a princ\u00edpio, n\u00e3o quis comer o companheiro. Temendo ver <strong>fracassado<\/strong> o seu experimento cient\u00edfico, a dama gentil e senil procurou for\u00e7\u00e1-lo. N\u00e3o conseguindo que o gato comesse o papagaio, bateu-lhe mesmo \u2013 horror! \u2013 pela primeira vez. Mas o gato se recusou. Duas horas depois, por\u00e9m, vencido pela fome, aproximou-se do prato e engoliu o papagaio todo. Imediatamente subiu-lhe uma \u00e2nsia do est\u00f4mago, ele olhou para a dona e, enquanto esta chorava de alegria, come\u00e7ou a gritar (num tom meio currupaco, meio miau-miau-miau, mas perfeitamente compreens\u00edvel):<\/p>\n<p>04.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013 Madame, foge pelo amor de Deus! Foge, madame, que o pr\u00e9dio vai cair!<\/p>\n<p>05.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A mulher, tremendo de emo\u00e7\u00e3o e alegria, chorando e rindo, p\u00f4s-se a gritar por sua vez.<\/p>\n<p>06.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u2013 Vejam, vejam, meu gatinho fala! Milagre! Fala o meu gatinho!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">07.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas o gato, fugindo ao seu abra\u00e7o, saltou para a janela e gritou de novo: &#8211; Foge, madame, que o pr\u00e9dio vai cair! Madame, foge! \u2013 e pulou para a rua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">08.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nesse momento, com um estrondo monstruoso, o pr\u00e9dio inteiro veio abaixo, <strong>sepultando<\/strong> a dama gentil e senil em meio aos seus\u00a0<strong>escombros<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">09.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O gato, escondido <strong>melancolicamente<\/strong> num terreno baldio, ficou vendo o tumulto diante do desastre e comentou apenas, com um gato mais pobre que passava: &#8211; Veja s\u00f3 que cretina. Passou a vida inteira para fazer eu falar e no momento em que falei, n\u00e3o me prestou a m\u00ednima aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>10.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 MORAL: O mal do artista \u00e9 n\u00e3o acreditar na pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Marque com um X o sin\u00f4nimo das palavras ou express\u00f5es em destaque:<\/p>\n<p>1. Em: \u201d&#8230; gato de ra\u00e7a, de <strong>bom-tom<\/strong>&#8230;\u201d (par. 1), a express\u00e3o em destaque refere-se \u00e0 pessoa que \u00e9:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) rica\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b.(\u00a0\u00a0 ) bondosa\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 c.(\u00a0\u00a0 ) fina\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d.(\u00a0\u00a0 ) natural<\/p>\n<p>2. A\u00a0 frase: \u201c<strong>Este gato s\u00f3 faltava falar<\/strong>\u201d (par. 1) tem o mesmo significado que:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) Este gato, quando fica s\u00f3, tenta falar.<\/p>\n<p>b.(\u00a0\u00a0 ) Falar \u00e9 s\u00f3 o que falta a este gato.<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) S\u00f3 este gato \u00e9 que falta falar.<\/p>\n<p>d.(\u00a0\u00a0 ) S\u00f3 este gato \u00e9 que tenta falar.<\/p>\n<p>3. Em: \u201cManso e inteligente, seu olhar era <strong>humano<\/strong>\u201d (par. 1), a palavra em destaque significa:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) pr\u00f3prio do homem<\/p>\n<p>b.(\u00a0\u00a0 ) bondoso<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) submisso<\/p>\n<p>d.(\u00a0\u00a0 ) que ama os seus semelhantes<\/p>\n<p>4. Em: \u201cCuriosa <strong>natureza<\/strong>, pensava a mulher&#8230;\u201d (par. 2) a palavra em destaque tem o mesmo significado que em:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) Vive arranjando confus\u00f5es de toda a natureza.<\/p>\n<p>b.(\u00a0\u00a0 ) Ele contemplava a natureza com olhos de artista.<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) Aquele rapaz tem p\u00e9ssima natureza.<\/p>\n<p>d.(\u00a0\u00a0 ) Conservava, aos quarenta anos, todas as boas qualidades de sua\u00a0natureza.<\/p>\n<p>5. Em: \u201c&#8230;e um papagaio <strong>cretino mas parlapat\u00e3o<\/strong>&#8230;\u201d (par. 2) a express\u00e3o em destaque indica que o papagaio era:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) pouco inteligente mas muito falante<\/p>\n<p>b.(\u00a0\u00a0 ) meio amalucado mas bonach\u00e3o<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) pouco instru\u00eddo mas muito observador<\/p>\n<p>6. Em: \u201cE quanto mais <strong>meditava<\/strong> mais tempo gastava&#8230;\u201d (par. 2) a palavra em destaque significa:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) planejava\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b.(\u00a0\u00a0 ) pensava\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 c.(\u00a0\u00a0 ) examinava\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d.(\u00a0\u00a0 ) estudava<\/p>\n<p>7. Relacione as colunas de modo a fazer a correspond\u00eancia entre as palavras que se seguem, formadas por <strong>auto<\/strong> e sua significa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>1. (\u00a0\u00a0 ) autocr\u00edtica \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0a. vida de um indiv\u00edduo escrita por ele mesmo<\/p>\n<p>2. (\u00a0\u00a0 ) autopuni\u00e7\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. cr\u00edtica feita por algu\u00e9m a si mesmo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3. (\u00a0\u00a0 ) autobiografia\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 c. avalia\u00e7\u00e3o feita por um indiv\u00edduo para provar a ele pr\u00f3prio que sabe determinados conhecimentos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4. (\u00a0\u00a0 ) autom\u00f3vel \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0d. ve\u00edculo que se locomove por seus pr\u00f3prios meios<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5. (\u00a0\u00a0 ) auto-retrato \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0e. castigo imposto por um indiv\u00edduo a si mesmo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6. (\u00a0\u00a0 ) auto-avalia\u00e7\u00e3o \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 f. retrato de um indiv\u00edduo feito por ele mesmo<\/p>\n<p>8. Em: \u201cTemendo ver <strong>fracassado<\/strong> o seu experimento cient\u00edfico&#8230;\u201d (par. 3) a palavra em destaque significa:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) quebrado<\/p>\n<p>b.(\u00a0\u00a0 ) reduzido a peda\u00e7os<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) mal-acabado<\/p>\n<p>d.(\u00a0\u00a0 ) malsucedido<\/p>\n<p>9. Em: \u201c&#8230;<strong>sepultando<\/strong> a dama gentil&#8230;\u201d (par. 8) a palavra em destaque significa:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) escondendo\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b.(\u00a0\u00a0 ) isolando\u00a0\u00a0\u00a0 c.(\u00a0\u00a0 ) soterrando\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0d.(\u00a0\u00a0 ) abrigando<\/p>\n<p>10. Em: \u201c&#8230;em meio aos <strong>escombros<\/strong>&#8230;\u201d (par. 8) a palavra em destaque significa:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) restos de constru\u00e7\u00e3o desmoronados<\/p>\n<p>b.(\u00a0\u00a0 ) cinzas resultantes de um inc\u00eandio<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) ru\u00eddos provocados por um desmoronamento<\/p>\n<p>d.(\u00a0\u00a0 ) subst\u00e2ncias venenosas<\/p>\n<p>11. Em: \u201cO gato, escondido <strong>melancolicamente<\/strong> num terreno baldio&#8230;\u201d (par. 9) a palavra em destaque significa:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) assustadoramente\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b.(\u00a0\u00a0 ) tristemente<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) nervosamente\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d.(\u00a0\u00a0 ) timidamente<\/p>\n<p>Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto.<\/p>\n<p>12. S\u00e3o caracter\u00edsticas da dama:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) bondade, simpatia e intelig\u00eancia<\/p>\n<p>b.(\u00a0\u00a0 ) coragem, simpatia e desenvoltura<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) persist\u00eancia, teimosia e velhice<\/p>\n<p>13. O gato da dama \u00e9 apresentado como sendo um animal:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) bonito, terno, amigo, de boa ra\u00e7a e inteligente<\/p>\n<p>b.(\u00a0\u00a0 ) bonito, inteligente, pac\u00edfico e pregui\u00e7oso<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) terno, amigo, raro e pregui\u00e7oso<\/p>\n<p>d.(\u00a0\u00a0 ) bonito, terno, corajoso e inteligente<\/p>\n<p>14. O fen\u00f4meno que a dama n\u00e3o conseguia compreender era:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) a burrice do gato\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b.(\u00a0\u00a0 ) a mudez do papagaio<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) a intelig\u00eancia do papagaio\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d.(\u00a0\u00a0 ) a mudez do gato<\/p>\n<p>15. O papagaio percebeu o que estava para acontecer-lhe quando:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) olhou para a sua dona\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b.(\u00a0\u00a0 ) escutou o que sua dona dizia<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) aproximou-se do gato\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d.(\u00a0\u00a0 ) j\u00e1 estava para ser morto<\/p>\n<p>16. Ao ter a ideia genial, a dama sentiu-se:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) arrependida por ter que sacrificar a ave<\/p>\n<p>b.(\u00a0\u00a0 ) satisfeita e recompensada<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) pesarosa pelo fato de a ideia n\u00e3o lhe ter ocorrido antes<\/p>\n<p>d.(\u00a0\u00a0 ) temerosa de n\u00e3o estar certa<\/p>\n<p>17. A opera\u00e7\u00e3o que envolve a morte do papagaio at\u00e9 a ingest\u00e3o do alimento por parte do gato durou aproximadamente:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) 1 hora\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b.(\u00a0\u00a0 ) 2 horas\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 c.(\u00a0\u00a0 ) 3 horas\u00a0\u00a0\u00a0 d.(\u00a0\u00a0 ) 24 horas<\/p>\n<p>Responda com sua palavras:<\/p>\n<p>18. Quanto tempo era gasto diariamente pela dama com os m\u00e9todos de ensino ao gato?_________________________________________________<\/p>\n<p>19. Quando foi que ocorreu \u00e0 dama a f\u00f3rmula que lhe pareceu adequada para fazer com que o gato falasse?<\/p>\n<p>________________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #ff0000;\">GABARITO<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">1. c\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 2. B\u00a0\u00a0\u00a0 3. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 4. B\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 5. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 6. B \u00a0 \u00a0 \u00a07. A seq\u00fc\u00eancia \u00e9: b, e,\u00a0 a, d, f, c\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 8. D\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 9. C \u00a0 \u00a010. a\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 11. B\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 12. C\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 13. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 14. D\u00a0\u00a0\u00a0 15. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 16. C\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 17. C<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">18. Todo dia a dama gastava uma a duas horas tentando ensinar o gato a falar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">19. Exatamente no dia 16 de maio de 1958.<\/span><\/p>\n<p>___________________________________________________________________________________<\/p>\n<p><strong>ANEXO B \u00a0 &#8211; \u00a0\u00a0CLASSE DE PALAVRAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste Roteiro vamos dar in\u00edcio ao estudo das classes gramaticais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea deve estar se perguntando por que estudar classe de palavras. O motivo pelo qual devemos nos inteirar desses conhecimentos \u00e9 que vai nos ajudar a usar mais adequadamente as palavras, ao escrevermos uma frase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para voc\u00ea saber como se escreve uma palavra no plural, ou o seu feminino, ou ainda, como saber que tal palavra d\u00e1 a ideia de a\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que estudemos as classes de palavras, em portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea sabe o que \u00e9 classificar as palavras? \u00c9 agrup\u00e1-las de acordo com as caracter\u00edsticas e particularidades que possuem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos comparar a classifica\u00e7\u00e3o das palavras como se n\u00f3s classific\u00e1ssemos os ve\u00edculos por tamanho, tipo de combust\u00edvel usado, cor, finalidade, modelo, ano de fabrica\u00e7\u00e3o, pot\u00eancia, etc. Atrav\u00e9s dessas informa\u00e7\u00f5es podemos escolher que tipo de ve\u00edculo usar para determinado trabalho. Assim \u00e9 com as palavras, quanto mais soubermos sobre elas, mais aumenta nossa chance de as usarmos melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em nossa l\u00edngua existem dez classes de palavras e cada uma tem caracter\u00edsticas pr\u00f3prias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre as principais caracter\u00edsticas das classes de palavras, em portugu\u00eas, temos as que sofrem altera\u00e7\u00e3o na sua forma \u2013 as <strong>VARI\u00c1VEIS <\/strong>(substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo) \u2013 e as que n\u00e3o sofrem nenhuma altera\u00e7\u00e3o \u2013 as <strong>INVARI\u00c1VEIS<\/strong> (adv\u00e9rbio, preposi\u00e7\u00e3o, conjun\u00e7\u00e3o, interjei\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Portanto: 1. <em>As classes de palavras vari\u00e1veis s\u00e3o aquelas que se modificam de acordo com o seu emprego na frase<\/em><\/p>\n<p><em>2. As classes de palavras invari\u00e1veis s\u00e3o aquelas que n\u00e3o de modificam, n\u00e3o alteram a sua forma ao serem usadas na frase.<\/em><\/p>\n<p>O estudo das classes de palavras deve ser feito especialmente para entendermos o relacionamento entre elas, na frase, pois \u00e9 neste relacionamento que est\u00e1 o \u201cx\u201d da quest\u00e3o da nossa comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quantas vezes n\u00e3o ouvimos, dizemos ou escrevemos bobagens, s\u00f3 porque n\u00e3o sabemos como empregar bem as palavras?<\/p>\n<p>Outra caracter\u00edstica que podemos observar nas classes das palavras \u00e9 que existem classes:<\/p>\n<p>1 \u2013 <strong>B\u00c1SICAS<\/strong> \u2013 s\u00e3o as que d\u00e3o entendimento \u00e0 frase. Sem elas, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel nos fazer entender. S\u00e3o elas: o substantivo e o verbo.<\/p>\n<p>2 \u2013 <strong>DEPENDENTES<\/strong> \u2013 s\u00e3o as que dependem do substantivo e do verbo para serem entendidas na frase. S\u00e3o: o artigo, o adjetivo, o pronome, o numeral e o adv\u00e9rbio.<\/p>\n<p>3 \u2013 <strong>DE LIGA\u00c7\u00c3O<\/strong> \u2013 s\u00e3o as que exercem a fun\u00e7\u00e3o de ponte entre as palavras das classes b\u00e1sicas e dependentes. S\u00e3o: a preposi\u00e7\u00e3o e a conjun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>4 \u2013 <strong>INDEPENDENTES \u2013<\/strong> s\u00e3o as que n\u00e3o precisam de nenhuma outra classe para ser entendida na frase. S\u00e3o as interjei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O FEN\u00d4MENO DA RELA\u00c7\u00c3O EXISTENTE ENTRE AS PALAVRAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-weight: normal;\">Dissemos que o substantivo e o verbo\u00a0 s\u00e3o classes de palavras B\u00c1SICAS. Quando constru\u00edmos uma frase, o substantivo e o verbo s\u00e3o\u00a0 palavras que fazem muita diferen\u00e7a no seu sentido. Quer ver? Observe a frase:<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Jo\u00e3o chegou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na frase acima temos <em>Jo\u00e3o<\/em> (substantivo) e <em>chegou<\/em> (verbo). Se retirarmos qualquer uma delas da frase, n\u00e3o conseguiremos entender nada. S\u00f3 <em>Jo\u00e3o <\/em>(substantivo) nos indica apenas o nome de algu\u00e9m. S\u00f3 <em>chegou<\/em> (verbo) nos informa uma a\u00e7\u00e3o realizada. Mas, quando juntamos as duas palavras (substantivo + verbo) a\u00ed, sim, ficamos sabendo que uma pessoa de nome Jo\u00e3o fez uma a\u00e7\u00e3o: a de chegar. Por isso \u00e9 que o SUBSTANTIVO e o VERBO s\u00e3o consideradas classe de palavras b\u00e1sicas. Sem elas, n\u00e3o podemos construir frases com sentido completo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, al\u00e9m dessas duas classes, ainda temos as outras que comp\u00f5em a frase. Vejamos qual \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o existentes entre elas. Observe o grupo de palavras abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong> 1. Cachorro saiu garagem<\/strong>.<\/p>\n<p>De algum modo voc\u00ea entende o que se est\u00e1 informando. S\u00e3o as B\u00c1SICAS.\u00a0 Entretanto, percebe-se que faltam palavras para que a frase soe com mais precis\u00e3o. Vamos usar algumas para dar melhor compreens\u00e3o a ela:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>2. O <\/strong>cachorro saiu<strong> dentro <\/strong>garagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora o grupo de palavras ficou com sentido mais amplo. Ficamos sabendo mais um detalhe a respeito do cachorro. A letra \u201co\u201d (artigo) definiu a palavra \u201ccachorro\u201d. N\u00e3o \u00e9 um animal qualquer e n\u00e3o s\u00e3o muitos, mas um s\u00f3; e ele estava em um lugar: <em>dentro<\/em> (adv\u00e9rbio de lugar) da garagem. Veja que as palavras que foram acrescentadas t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia de sentido. Sem o verbo e o substantivo elas n\u00e3o tem sentido. Por isso s\u00e3o chamadas DEPENDENTES. Mas ainda percebemos que na frase est\u00e1 faltando algumas palavras. Vamos acrescentar as que est\u00e3o faltando:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>3. <\/strong>O cachorro saiu<strong> de <\/strong>dentro<strong> da <\/strong>garagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora temos uma frase \u00e0 qual n\u00e3o falta nada \u00e0 sua estrutura, \u00e0 sua constru\u00e7\u00e3o. As palavras acrescentadas <em>de, da <\/em>(preposi\u00e7\u00e3o) servem de \u201cponte\u201d entre o verbo, o adv\u00e9rbio e o substantivo. S\u00e3o as DE LIGA\u00c7\u00c3O.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea deve ter percebido que as palavras n\u00e3o foram colocadas em qualquer lugar na frase. Elas tiveram que ser inseridas em lugares onde s\u00f3 ali elas dariam e teriam sentido.\u00a0 Este \u00e9 um fen\u00f4meno ling\u00fc\u00edstico, em portugu\u00eas, que n\u00e3o percebemos, a n\u00e3o ser quando colocamos as palavras fora do seu lugar na estrutura da frase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando uma crian\u00e7a come\u00e7a aprender a falar, em portugu\u00eas, ela aprende essa estrutura naturalmente porque seus pais, seus irm\u00e3os, as pessoas em volta dela a ensinam sem perceber que a est\u00e3o ensinando. \u00c9 por isso que \u00e9 mais f\u00e1cil aprender a falar uma l\u00edngua quando somos crian\u00e7as, apenas ouvindo algu\u00e9m falar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas o falar uma l\u00edngua. Tamb\u00e9m a escrita, e principalmente ela, faz parte da nossa comunica\u00e7\u00e3o. E como a comunica\u00e7\u00e3o escrita \u00e9 dirigida para pessoas que n\u00e3o est\u00e3o presentes na hora em que estamos fazendo essa comunica\u00e7\u00e3o, torna-se necess\u00e1rio que se conhe\u00e7a bem como arrumar as palavras na frase, para que n\u00e3o haja d\u00favidas no momento em que algu\u00e9m leia o que escrevemos.<\/p>\n<p>Exerc\u00edcios<\/p>\n<p>Organize cada grupo de palavras abaixo, de forma que apresentem um todo com significado.<\/p>\n<p>1. gato, uma, era, e, senil, possu\u00eda, siam\u00eas, que, vez, dama, um, uma, gentil<\/p>\n<p>_____________________________________________________________<\/p>\n<p>2.\u00a0 fome, com, porque, papagaio, gato, comeu, o, ficou, muita<\/p>\n<p>______________________________________________________________<\/p>\n<p>3. tentava, senhora, a velha, gato, o, a falar, ensinar<\/p>\n<p>______________________________________________________________<\/p>\n<p>4. depois, a casa, o gato, terreno, caiu, num, baldio, escondeu-se, que<\/p>\n<p>______________________________________________________________<\/p>\n<p>Coloque F (falso) ou V (verdadeiro) nas afirma\u00e7\u00f5es abaixo:<\/p>\n<p>5. (\u00a0\u00a0\u00a0 ) As palavras devem ocupar um lugar certo dentro da frase para transmitirem uma mensagem clara e correta.<\/p>\n<p>6.\u00a0 (\u00a0\u00a0 ) Em portugu\u00eas, existem dez classes de palavras que s\u00e3o invari\u00e1veis na sua forma de emprego na frase.<\/p>\n<p>7. (\u00a0\u00a0 ) Para escrevermos uma frase, basta que se conhe\u00e7a como s\u00e3o escritas as palavras.<\/p>\n<p>8. (\u00a0\u00a0 ) Existem palavras que dependem de outras para terem significado dentro da frase.<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">GABARITO<\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">era uma vez uma dama gentil e senil que possu\u00eda um gato siam\u00eas.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">O gato comeu o papagaio porque ficou com muita fome<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">A velha senhora tentava ensinar o gato a falar<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">O gato escondeu-se num terreno baldio depois que a casa caiu<\/span><\/li>\n<li><span style=\"color: #ff0000;\">(V)\u00a0\u00a0\u00a0 6. (F)\u00a0\u00a0\u00a0 7. (F)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 8. (V)<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>___________________________________________________________________________<\/p>\n<p><strong>LEITURA SUPLEMENTAR<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ERRO DE ORTOGRAFIA N\u00c3O \u00c9 ERRO DE PORTUGU\u00caS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra conseq\u00fc\u00eancia negativa do apego exclusivo da Gram\u00e1tica Tradicional \u00e0 l\u00edngua escrita \u00e9 a import\u00e2ncia exagerada concedida aos chamados <em>erros de ortografia<\/em>. Se voc\u00ea reparar bem, uma grande maioria do que as pessoas em geral (e os fiscais da l\u00edngua, em particular) chamam de \u201cerro de portugu\u00eas\u201d s\u00e3o, na verdade, simples desvios de ortografia oficial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira provid\u00eancia para limpar esse terreno \u00e9 ter em mente que a <em>ortografia<\/em> de uma l\u00edngua, o modo de escrever, <em>n\u00e3o faz parte da gram\u00e1tica da l\u00edngua.<\/em> Como j\u00e1 foi dito aqui, milh\u00f5es de pessoas passam a vida inteira no total desconhecimento das formas escritas de sua l\u00edngua, apesar de falarem ela perfeitamente, empregando sem dificuldade as regras gramaticais dela. A ortografia foi um <em>artif\u00edcio<\/em> inventado pelos seres humanos, para poder registrar por mais tempo as coisas que eram ditas. A ortografia oficial, em todos os pa\u00edses, \u00e9 uma decis\u00e3o <em>pol\u00edtica,<\/em> \u00e9 uma lei, um decreto assinado pelos que tomam as decis\u00f5es em n\u00edvel nacional. Por isso, ela pode ser modificada ao longo do tempo, segundo crit\u00e9rios racionais e mais ou menos cient\u00edficos, ou segundo crit\u00e9rios sentimentais, pol\u00edticos e religiosos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8230;&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao contr\u00e1rio da l\u00edngua, que \u00e9 <em>natural<\/em>, a ortografia \u00e9 <em>artificial<\/em>. Imagine se um governante maluco decidir reformar a l\u00edngua toda: \u201cA partir de hoje o que antes se chamava <em>\u00e1rvore<\/em> vai se chamar <em>dendro<\/em>; os pronomes <em>eu, tu, voc\u00ea, ele<\/em> v\u00e3o ser substitu\u00eddos por <em>zi, g\u00e3, xu<\/em>&#8230;\u201d N\u00e3o haveria a menor chance de dar certo. No entanto j\u00e1 houve decretos nos pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa em que se tornava lei substituir todo PH por F, todo Y por I, todo TH por T e assim por diante. A altera\u00e7\u00e3o da ortografia n\u00e3o provoca altera\u00e7\u00e3o nas estruturas gramaticais da l\u00edngua.\u00a0 Por isso, conseguimos entender um texto escrito com sistemas ortogr\u00e1ficos antigos \u2013 onde podem aparecer, por exemplo, CHIMICA, PHYSICA, MATHEMATICA, PHILOSOPHIA, PHARMACIA, HOMOEPHATICA, EGREJA, EGYPTO, SCENOGRAPHIA&#8230; \u2013 porque a gram\u00e1tica da l\u00edngua n\u00e3o foi alterada.<\/p>\n<p>&#8230;..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O peso da tradi\u00e7\u00e3o gramatical, no entanto, leva muita gente a confundir saber a l\u00edngua com saber a ortografia oficial da l\u00edngua. Por isso, antes de sair pintando de vermelho uma reda\u00e7\u00e3o ou qualquer texto produzido por um aluno, \u00e9 sempre melhor ler com aten\u00e7\u00e3o, procurar captar as inten\u00e7\u00f5es do texto, as ideias\u00a0 que ele quer comunicar, os conhecimentos de mundo que ele pode transmitir, para s\u00f3 depois, numa segunda etapa, aplicar as regras da ortografia oficial para adequar o texto a elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(BAGNO, Marcos. <em>Portugu\u00eas ou Brasileiro? Um convite \u00e0 pesquisa<\/em>.\u00a0Par\u00e1bola Editora, S\u00e3o Paulo, 2\u00aa Edi\u00e7\u00e3o, 2001)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LI\u00c7\u00d5ES DE PORTUGU\u00caS \u00a0 &#8211; \u00a0 ROTEIRO N\u00ba 11 1 \u2013 TEMA: No\u00e7\u00f5es de Morfologia. Classe de palavras vari\u00e1veis e invari\u00e1veis: substantivo, artigo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, adv\u00e9rbio, preposi\u00e7\u00e3o, conjun\u00e7\u00e3o, interjei\u00e7\u00e3o. Rela\u00e7\u00e3o entre as classes b\u00e1sicas, dependentes, de liga\u00e7\u00e3o e independentes. 2 \u2013 PR\u00c9-REQUISITO: Ler compreensivamente 3 \u2013 META: As atividades deste Roteiro foram organizadas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[10,16],"tags":[],"class_list":["post-55","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-gramatica","category-nocoes-de-morfologia","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/55","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=55"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/55\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=55"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=55"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=55"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}