{"id":605,"date":"2013-02-03T22:15:12","date_gmt":"2013-02-03T22:15:12","guid":{"rendered":"http:\/\/portugues.camerapro.com.br\/?p=605"},"modified":"2013-02-03T22:15:12","modified_gmt":"2013-02-03T22:15:12","slug":"redacao-roteiro-9-o-texto-narrativo-elementos-essenciais-e-auxiliares-do-texto-narrativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=605","title":{"rendered":"Reda\u00e7\u00e3o Roteiro 9 &#8211; O texto narrativo. Elementos essenciais e auxiliares do texto narrativo."},"content":{"rendered":"<p>CURSO DE REDA\u00c7\u00c3O \u2013 ROTEIRO N\u00b0 9<\/p>\n<p>1.TEMA: O texto narrativo. Elementos essenciais e auxiliares de um texto narrativo.<\/p>\n<p><!--more-->2. PR\u00c9-REQUISITOS:<br \/>\na) ter no\u00e7\u00f5es de Morfologia e Sintaxe<br \/>\nb) ter conclu\u00eddo, com \u00eaxito, o estudo dos Roteiros anteriores deste Curso.<\/p>\n<p>3. META: Ao t\u00e9rmino do estudo deste Roteiro o estudante dever\u00e1 ser capaz de:<br \/>\na) identificar um texto narrativo<br \/>\nb) identificar e utilizar os elementos essenciais e auxiliares em um texto narrativo<br \/>\nc) redigir um texto narrativo<\/p>\n<p>4. ATIVIDADES DE ESTUDO:<br \/>\na) Leia os textos A, B e C . Fa\u00e7a os exerc\u00edcios, depois que tiver certeza que entendeu bem as explica\u00e7\u00f5es dadas.<\/p>\n<p>b) Por fim, fa\u00e7a uma \u00faltima leitura e reveja todos os exerc\u00edcios com o objeti-vo de fixar os conceitos estudados.<\/p>\n<p>c) Se encontrar dificuldade, procure um professor de portugu\u00eas ou um amigo que possa ajud\u00e1-lo a esclarecer as d\u00favidas surgidas no decorrer do estudo.<\/p>\n<p>5. Voc\u00ea encontra todos os Roteiros deste curso no site: portuguesirado.com.br<\/p>\n<p>____________________________________________________________________<br \/>\nANEXO A &#8211; O texto narrativo ou a narra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0No Roteiro anterior, treinamos a reda\u00e7\u00e3o de par\u00e1grafos narrativos, isto \u00e9, como contar um fato ou acontecimento.<br \/>\nNeste Roteiro, vamos dar continuidade ao estudo desse tipo de express\u00e3o escrita, treinando trechos narrativos maiores, isto \u00e9, vamos treinar a reda\u00e7\u00e3o contando um fato ou acontecimento, relacionando v\u00e1rios par\u00e1grafos de modo a compor uma narra\u00e7\u00e3o.<br \/>\nJ\u00e1 sabemos que a narra\u00e7\u00e3o \u00e9 um tipo de express\u00e3o escrita em que contamos uma hist\u00f3ria. Ao contarmos uma hist\u00f3ria, apresentamos uma sequ\u00eancia de fatos. Essa sequ\u00eancia \u00e9 o que caracteriza o texto narrativo. Isso significa que, ao contarmos uma hist\u00f3ria, partimos de um fato b\u00e1sico ao qual vamos acrescentando outros.\u00a0Podemos concluir que:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A narra\u00e7\u00e3o apresenta um fato b\u00e1sico, a que se v\u00e3o acrescentando outros fatos, relacionando-os de modo a compor uma hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A seguir, damos um exemplo de texto narrativo.<\/p>\n<p>A OVELHA NEGRA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Havia um pa\u00eds onde todos eram ladr\u00f5es.<br \/>\n\u00c0 noite, cada habitante sa\u00eda, com a gazua e a lanterna, e ia arrombar a casa de um vizinho. Voltava de madrugada, carregado e encontrava a sua casa roubada.<br \/>\nE assim todos viviam em paz e sem preju\u00edzo, pois um roubava o outro, e este, um terceiro, assim por diante, at\u00e9 que se chegava ao \u00faltimo que roubava o primeiro.<br \/>\nO com\u00e9rcio naquele pa\u00eds s\u00f3 era praticado como trapa\u00e7a, tanto por quem vendia como por quem comprava. O governo era uma associa\u00e7\u00e3o de delinquentes vivendo \u00e0 custa dos s\u00faditos, e os s\u00faditos por sua vez s\u00f3 se preocupavam em fraudar o governo. Assim a vida prosseguia sem trope\u00e7os, e n\u00e3o havia ricos nem pobres.<br \/>\nOra, n\u00e3o se sabe como, ocorreu que no pa\u00eds apareceu um homem honesto. \u00c0 noite, em vez de sair com o saco e a lanterna, ficava em casa fumando e lendo romances.\u00a0Vinham os ladr\u00f5es, viam a luz acesa e n\u00e3o entravam na casa.\u00a0Essa situa\u00e7\u00e3o durou algum tempo: depois foi preciso faz\u00ea-lo compreender que, se quisesse viver sem fazer nada, n\u00e3o era essa uma boa raz\u00e3o para n\u00e3o deixar os outros fazerem. Cada noite que ele passava em casa era uma fam\u00edlia que n\u00e3o comia no dia seguinte.<br \/>\nDiante desses argumentos, o homem honesto n\u00e3o tinha o que objetar. Come\u00e7ou a sair de noite para voltar de madrugada, mas n\u00e3o ia roubar. Era honesto, n\u00e3o havia nada a fazer. Andava at\u00e9 a ponte e ficava vendo a \u00e1gua passar embaixo. Voltava para casa, e a encontrava roubada.<br \/>\nEm menos de uma semana o homem honesto ficou sem tost\u00e3o, sem o que comer, com a casa vazia. Mas at\u00e9 a\u00ed tudo bem, porque era culpa sua; o problema era que seu comportamento criava uma grande confus\u00e3o. Ele deixava que lhe roubassem tudo e, ao mesmo tempo, n\u00e3o roubava ningu\u00e9m; assim, sempre havia algu\u00e9m que, voltando para casa de madrugada, achava a casa intacta: a casa que o homem honesto devia ter roubado.<br \/>\nO fato \u00e9 que, pouco depois, os que n\u00e3o eram roubados acabaram ficando mais ricos que os outros e passaram a n\u00e3o querer mais roubar. E, al\u00e9m disso, os que vinham para roubar a casa do homem honesto sempre a encontravam vazia; assim iam ficando pobres.<br \/>\nEnquanto isso, os que tinham se tornado ricos pegaram o costume, eles tamb\u00e9m, de ir de noite at\u00e9 a ponte para ver a \u00e1gua que passava embaixo. Isso aumentou a confus\u00e3o, pois muitos outros ficaram ricos e muitos outros ficaram pobres.<br \/>\nOra, os ricos perceberam que, indo de noite at\u00e9 \u00e0 ponte, mais tarde ficariam pobres. E pensaram: \u201cPaguemos aos pobres para ir roubar para n\u00f3s.\u201d Fizeram-se contratos, estabeleceram-se os sal\u00e1rios, as percentagens: naturalmente, continuavam a ser ladr\u00f5es e procuravam enganar-se uns aos outros. Mas, como acontece, os ricos tornavam-se cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.<br \/>\nHavia ricos t\u00e3o ricos que n\u00e3o precisavam mais roubar e que mandavam roubar para continuarem ricos. Mas, se paravam de roubar, ficavam pobres porque os pobres os roubavam. Ent\u00e3o pagaram aos mais pobres dos pobres para defenderem as suas coisas contra os outros pobres, e assim institu\u00edram a pol\u00edcia e constitu\u00edram as pris\u00f5es.<br \/>\nDessa forma, j\u00e1 poucos anos depois do epis\u00f3dio do homem honesto, n\u00e3o se falava mais de roubar ou de ser roubado, mas s\u00f3 de ricos ou de pobres; e no entanto todos continuavam a ser pobres.<br \/>\nHonesto s\u00f3 tinha havido aquele sujeito, e morrera logo, de fome.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">(\u00cdtalo Calvino, In: Um general na biblioteca. Companhia das Letras, S\u00e3o Paulo, 2001)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">____________________________________________________________________<br \/>\nANEXO B &#8211; Elementos essenciais e auxiliares de um texto narrativo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Como j\u00e1 vimos, a narra\u00e7\u00e3o apresenta uma sequ\u00eancia de fatos em torno de um fato b\u00e1sico.<br \/>\nO fato b\u00e1sico responde, de certa maneira, \u00e0 pergunta &#8220;o que aconteceu?&#8221;. Os outros fatos relacionados a esse, que v\u00e3o desenvolver nossa hist\u00f3ria, ir\u00e3o mostrar:<br \/>\n\u2022 com quem aconteceu?<br \/>\n\u2022 como aconteceu?<br \/>\n\u2022 onde aconteceu?<br \/>\n\u2022 quando aconteceu?<br \/>\n\u2022 por que aconteceu?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Apresentamos essas perguntas \u2013 a que chamamos de perguntas ou elementos auxiliares \u2013 para que voc\u00ea perceba que podemos contar nossa hist\u00f3ria atrav\u00e9s de v\u00e1rios fatos. \u00c0 exce\u00e7\u00e3o de &#8220;o que aconteceu&#8221; e &#8220;com quem aconteceu&#8221;, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que os outros fatos apare\u00e7am em nossa narra\u00e7\u00e3o. Entretanto, uma narra\u00e7\u00e3o onde apare\u00e7am somente os elementos b\u00e1sicos (o que aconteceu e com quem aconteceu), ficar\u00e1 restrita a apenas um pequeno par\u00e1grafo narrativo.<br \/>\nS\u00e3o elementos essenciais ao texto narrativo:<br \/>\n\u2022 o que aconteceu ( o fato em si )<br \/>\n\u2022 com quem aconteceu ( os personagens )<\/p>\n<p>S\u00e3o elementos auxiliares para o desenvolvimento da narra\u00e7\u00e3o:<br \/>\n\u2022 como aconteceu ( modo )<br \/>\n\u2022 onde aconteceu ( local )<br \/>\n\u2022 quando aconteceu ( tempo )<br \/>\n\u2022 por que aconteceu ( causa )<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0No texto a seguir, que faz parte da obra VIDAS SECAS, de Graciliano Ramos, vamos identificar os elementos essenciais e auxiliares que o escritor utilizou para narrar a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0\u201cE a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num sil\u00eancio grande.<br \/>\nAusente do companheiro, a cachorra Baleia tomou a frente do grupo. Arqueada, as costelas \u00e0 mostra, corria ofegando, a l\u00edngua fora da boca. E de quando em quando se detinha, esperando as pessoas, que se retardavam.<br \/>\nAinda na v\u00e9spera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, \u00e0 beira de uma po\u00e7a; a fome apertara demais os retirantes e por ali n\u00e3o existia sinal de comida. Baleia jantara os p\u00e9s, a cabe\u00e7a, os ossos do amigo, e n\u00e3o guardava lembran\u00e7a disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava n\u00e3o ver sobre o ba\u00fa de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano tamb\u00e9m \u00e0s vezes sentia falta dele, mas logo a recorda\u00e7\u00e3o chegava. Tinha andado a procurar ra\u00edzes \u00e0-toa: o resto de farinha acabara, n\u00e3o se ouvia um berro de r\u00eas perdida na caatinga. Sinh\u00e1 Vit\u00f3ria, queimando o assento no ch\u00e3o, as m\u00e3os cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que n\u00e3o se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confus\u00e3o. Desperta-a um grito \u00e1spero, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os p\u00e9s apalhetados, numa atitude rid\u00edcula. Resolvera de supet\u00e3o aproveit\u00e1-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele era mudo e in\u00fatil. N\u00e3o podia deixar de ser mudo. Ordinariamente a fam\u00edlia falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.<br \/>\nAs manchas dos juazeiros tornaram a aparecer, Fabiano aligeirou o passo, esqueceu a fome, a canseira e os ferimentos. As alparcatas dele estavam gastas nos saltos, e a embira tinha-lhe aberto entre os dedos rachaduras muito dolorosas. Os calcanhares, duros como cascos, gretavam e sangravam.<br \/>\nNum cotovelo do caminho avistou um canto de cerca, encheu-o a esperan\u00e7a de achar comida, sentiu desejo de cantar. A voz saiu-lhe rouca, medonha. Calou-se para n\u00e3o estragar a for\u00e7a.<br \/>\nDeixaram a margem do rio, acompanharam a cerca, subiram a ladeira, chegaram aos juazeiros. Fazia tempo que n\u00e3o viam sombra.<br \/>\nSinh\u00e1 Vit\u00f3ria acomodou os filhos, que arriaram como trouxas, cobriu-os com molambos. O menino mais velho, passada a vertigem que o derrubara, encolhido sobre folhas secas, a cabe\u00e7a encostada a uma raiz, adormecia, acordava. E quando abria os olhos, distinguia vagamente um monte pr\u00f3ximo, algumas pedras, um carro de bois. A cachorra Baleia foi enroscar-se junto dele.<br \/>\nEstavam no p\u00e1tio de uma fazenda sem vida. O curral deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e tamb\u00e9m deserto, a casa do vaqueiro fechada, tudo anunciava abandono.<\/p>\n<p>GLOSS\u00c1RIO<br \/>\nAboiava \u2013 cantava guiando os bois<br \/>\nApalhetados \u2013 como palito<br \/>\nArqueada \u2013 dobrada, curvada<br \/>\nCaatinga \u2013 vegeta\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o Nordeste do Brasil<br \/>\nDetinha &#8211; parava<br \/>\nEmbira \u2013 planta cuja casca fornece fibras usadas em amarra\u00e7\u00f5es<br \/>\nGretavam \u2013 rachavam<br \/>\nJuazeiros \u2013 \u00e1rvores muito frequentes nas caatingas<br \/>\nOfegando \u2013 respirando com dificuldade<br \/>\nR\u00eas \u2013 boi ou vaca<br \/>\nRetirantes \u2013 sertanejos que emigram fugindo da seca nas regi\u00f5es \u00e1ridas do nordeste brasileiro<br \/>\nVaquejadas \u2013 festa popular do nordeste brasileiro, rodeio<\/p>\n<p>Agora vamos ao nosso estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Para encontrarmos o fato b\u00e1sico, vamos utilizar a pergunta &#8220;o que aconteceu?&#8221;. A resposta (ou o fato em si) pode ser sintetizada como \u201ca viagem de uma fam\u00edlia\u201d. Logo no primeiro par\u00e1grafo h\u00e1 uma refer\u00eancia a esse fato b\u00e1sico:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u201cE a viagem prosseguiu, mais lenta, mais arrastada, num sil\u00eancio grande.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0Observemos que a hist\u00f3ria \u00e9 conduzida por um narrador que nos apresenta os fatos, que v\u00e3o se relacionando, formando um todo.<br \/>\nEm seguida, vamos identificar os personagens respondendo \u00e0 pergunta &#8220;com quem aconteceu?&#8221;. O texto apresenta seis personagens:<\/p>\n<p>. <strong>a cachorra Baleia<\/strong>, a primeira personagem que aparece no texto, age de acordo com a situa\u00e7\u00e3o em que a viagem se realiza.<br \/>\n\u201cAusente do companheiro, a cachorra Baleia tomou a frente do grupo. Ar-queada, as costelas \u00e0 mostra, corria ofegando, a l\u00edngua fora da boca. E de quando em quando se detinha, esperando as pessoas, que se retardavam.\u201d<\/p>\n<p>. <strong>o papagaio.<\/strong><br \/>\n\u201cAinda na v\u00e9spera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera, na beira do rio onde haviam descansado, \u00e0 beira de uma po\u00e7a; a fome apertara demais&#8230;\u201d<\/p>\n<p>. <strong>Fabiano<\/strong>.<br \/>\n\u201cFabiano tamb\u00e9m \u00e0s vezes sentia falta dele, mas logo a recorda\u00e7\u00e3o chega-va. Tinha andado a procurar ra\u00edzes \u00e0-toa&#8230;\u201d ;<br \/>\n\u201cAs manchas dos juazeiros tornaram a aparecer, Fabiano aligeirou o passo, esqueceu a fome&#8230;\u201d<\/p>\n<p>. <strong>Sinh\u00e1 Vit\u00f3ria<\/strong><br \/>\n\u201cSinh\u00e1 Vit\u00f3ria, queimando o assento no ch\u00e3o, as m\u00e3os cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que n\u00e3o se relaciona-vam&#8230;\u201d<\/p>\n<p>. <strong>os filhos<\/strong><br \/>\n\u201cAinda na v\u00e9spera eram seis viventes, contando com o papagaio.\u201d<br \/>\n\u201cSinh\u00e1 Vit\u00f3ria acomodou os filhos, que arriaram como trouxas&#8230;\u201d<br \/>\n\u201cO filho mais velho, passada a vertigem que o derrubara&#8230;\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Ao lermos o texto, vemos que ao fato b\u00e1sico v\u00e3o se acrescentado outros fatos relativos aos personagens, \u00e0s suas a\u00e7\u00f5es e ao ambiente. Esses fatos n\u00e3o podem ser dissociados, pois funcionam como um todo. Assim, ao contar essa hist\u00f3ria, o narrador procurou relacionar:<br \/>\n\u2022 o fato em si \u2013 o que aconteceu? ( a viagem de uma fam\u00edlia )<br \/>\n\u2022 os personagens \u2013 com quem aconteceu? (uma cachorra, Baleia; um papagaio; Sinh\u00e1 Vit\u00f3ria, Fabiano, os filhos que o texto insinua serem dois)<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0Ainda podemos identificar os elementos auxiliares da narra\u00e7\u00e3o quanto ao:<br \/>\n\u2022 tempo \u2013 quando aconteceu o fato b\u00e1sico? (num per\u00edodo de grande seca)<br \/>\n\u2022 local \u2013 onde aconteceu o fato b\u00e1sico? (na regi\u00e3o nordeste do Brasil)<br \/>\n\u2022 modo \u2013 como aconteceu o fato b\u00e1sico? ( a viagem foi feita a p\u00e9 )<br \/>\n\u2022 causa \u2013 por que aconteceu o fato b\u00e1sico ( o texto n\u00e3o apresenta uma frase expl\u00edcita, mas deixa transparecer que a viagem aconteceu por causa da falta de alimentos para a fam\u00edlia no lugar onde moravam, que \u00e9 o tema do romance de Graciliano Ramos )<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Al\u00e9m desses elementos auxiliares, existem outros elementos que d\u00e3o um certo colorido aos fatos narrados: s\u00e3o as descri\u00e7\u00f5es. Em um texto narrativo podem aparecer pequenos textos descritivos, que atuam como elementos auxiliares \u00e0 compreens\u00e3o da hist\u00f3ria. Observe que nesse trecho, o narrador vai se utilizando de adjetivos para descrever o fato em si, os personagens, o tempo, o local e o modo:<br \/>\n\u2022 o fato em si &#8211; \u201ca viagem&#8230; mais lenta, mais arrastada, num sil\u00eancio grande.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2022 os personagens \u2013<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">. a cachorra Baleia: \u201cArqueada, as costelas \u00e0 mostra, &#8230;, a l\u00edngua fora da boca.\u201d<br \/>\n. O papagaio: \u201cO louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.\u201d<br \/>\n. Fabiano: \u201c&#8230; aligeirou o passo, esqueceu a fome, a canseira e os ferimentos. As alparcatas dele estavam gastas nos saltos, e a embira tinha-lhe aberto entre os dedos rachaduras muito dolorosas. Os calcanhares, duros como cascos, gretavam-se e sangravam.\u201d<br \/>\n. Sinh\u00e1 Vit\u00f3ria: \u201c&#8230; as m\u00e3os cruzadas segurando os joelhos ossudos&#8230;\u201d<br \/>\n. os filhos: \u201c&#8230;arriaram como trouxas&#8230;\u201d; \u201cO filho mais velho, passada a vertigem que o derrubara, encolhido sobre folhas secas, a cabe\u00e7a encostada a uma raiz&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Agora, apresentamos-lhe o texto abaixo para que voc\u00ea identifique os aspectos da narra\u00e7\u00e3o que estudamos at\u00e9 aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">MENINOS CARVOEIROS \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0( Manuel Bandeira )<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os meninos carvoeiros<br \/>\nPassam a caminho da cidade.<br \/>\n&#8211; Eh, carvoeiro!<br \/>\nE v\u00e3o tocando os animais com relho enorme<\/p>\n<p>Os burros s\u00e3o magrinhos e velhos.<br \/>\nCada um leva seis sacos de carv\u00e3o de lenha.<br \/>\nA aniagem \u00e9 toda remendada.<br \/>\nOs carv\u00f5es caem.<\/p>\n<p>Pela boca da noite vem uma velhinha<br \/>\nQue os recolhe, dobrando-se com um gemido!<\/p>\n<p>&#8211; Eh, carvoeiro!<br \/>\nS\u00f3 mesmo estas crian\u00e7as raqu\u00edticas<br \/>\nV\u00e3o bem com estes burrinhos descadeirados.<\/p>\n<p>A madrugada ing\u00eanua parece feita para eles&#8230;<br \/>\nPequenina, ing\u00eanua mis\u00e9ria!<br \/>\nAdor\u00e1veis carvoeirinhos que trabalhais<br \/>\ncomo se brinc\u00e1sseis!<\/p>\n<p>&#8211; Eh, carvoeiro!<br \/>\nQuando voltam, v\u00e3o mordendo um p\u00e3o encarvoado,<br \/>\nEncarapitados nas alim\u00e1rias,<br \/>\nApostando corridas, dan\u00e7ando, bamboleando nas cangalhas<br \/>\nComo espantalhos desamparados!<\/p>\n<p>___________________________<\/p>\n<p>Vocabul\u00e1rio<br \/>\nAlim\u00e1rias \u2013 animais<br \/>\nAniagem \u2013 tecido grosseiro<br \/>\nCangalhas \u2013 arma\u00e7\u00e3o que sustenta a carga no lombo dos animais<br \/>\nEncarapitados \u2013 montados<br \/>\nPela boca da noite \u2013 no come\u00e7o da noite<br \/>\nRelho \u2013 chicote<\/p>\n<p>_______________________________<\/p>\n<p>Ap\u00f3s ler o texto, com aten\u00e7\u00e3o, identifique:<br \/>\n1. o que \u00e9 narrado no poema? ( o fato b\u00e1sico, o que acontece? )<br \/>\n2. sobre quem se fala? ( os personagens, com quem acontece? )<br \/>\n3. quando acontece os fatos narrados? ( o tempo, quando acontece? )<br \/>\n4. como os personagens fazem o seu trabalho? (o modo, como acontece? )<br \/>\n5. por que acontecem os fatos narrados? ( a causa, por que acontece? )<\/p>\n<p>__________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GABARITO<br \/>\n1. A vida de meninos que transportam carv\u00e3o (meninos carvoeiros)<br \/>\n2. Os personagens s\u00e3o crian\u00e7as e aparece uma velhinha que n\u00e3o \u00e9 personagem principal do texto<br \/>\n3. Podemos identificar dois per\u00edodos de tempo: o per\u00edodo de inf\u00e2ncia dos personagens envolvidos e o per\u00edodo do dia em que as a\u00e7\u00f5es acontecem: de madrugada.<br \/>\n4. Os meninos transportam o carv\u00e3o dentro de sacos, sobre burros. V\u00e3o tocando os animais como se fosse uma brincadeira.<br \/>\n5. O texto deixa transparecer que a causa dos meninos trabalharem transportando carv\u00e3o \u00e9 a mis\u00e9ria. As express\u00f5es \u201ccrian\u00e7as raqu\u00edticas\u201d, \u201cburros magrinhos e velhos\u201d, \u201cburrinhos descadeirados\u201d, \u201caniagem toda remendada\u201d, \u201cing\u00eanua mis\u00e9ria\u201d, traduz a situa\u00e7\u00e3o de pobreza em que vivem os meninos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">___________________________________________<\/p>\n<p>ANEXO C \u00a0&#8211; \u00a0A descri\u00e7\u00e3o como elemento auxiliar no texto narrativo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Como voc\u00ea j\u00e1 sabe, narrar \u00e9 contar uma hist\u00f3ria, isto \u00e9, contar um acontecimento. Por isso, dizemos que a narra\u00e7\u00e3o envolve uma sequ\u00eancia de fatos que se relacionam ao personagem e que aconteceram em determinado lugar e de determinada maneira.<br \/>\nAo narrar um fato, h\u00e1 momentos em que a descri\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aparece, no sentido de real\u00e7ar aspectos sobre os personagens, lugares, situa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nComo exemplo transcrevemos aqui, parte do capitulo 2 de \u201cDom Casmurro\u201d, obra de Machado de Assis, onde o personagem Bentinho relata seu desejo de ter uma casa como a da sua inf\u00e2ncia e descreve-a, neste cap\u00edtulo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0\u201cAgora que expliquei o t\u00edtulo, passo a escrever o livro. Antes disso, por\u00e9m, digamos os motivos que me p\u00f5em a pena na m\u00e3o.<br \/>\nVivo s\u00f3, com um criado. A casa em que moro \u00e9 pr\u00f3pria; fi-la construir de prop\u00f3sito, levado de um desejo t\u00e3o particular que me vexa imprimi-lo, mas v\u00e1 l\u00e1.<br \/>\nUm dia, h\u00e1 bastantes anos, lembrou-me reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indica\u00e7\u00f5es que lhes fiz: <strong>\u00e9 o mesmo pr\u00e9dio assobradado, tr\u00eas janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. Na principal destas, a pintura do teto e das paredes \u00e9 mais ou menos igual, umas grinaldas de flores mi\u00fadas e grandes p\u00e1ssaros que as tomam no bico, de espa\u00e7o a espa\u00e7o. Nos quatro cantos do teto as figuras das esta\u00e7\u00f5es, e ao centro das paredes os medalh\u00f5es de C\u00e9sar, Augusto, Nero e Massinissa, com os nomes por baixo&#8230;<\/strong> N\u00e3o alcan\u00e7o a raz\u00e3o de tais personagens. Quando fomos para a casa de Matacavalos, j\u00e1 ela estava assim decorada; vinha do dec\u00eanio anterior. Naturalmente era gosto do tempo meter sabor cl\u00e1ssico e figuras antigas em pinturas americanas. O mais \u00e9 tamb\u00e9m an\u00e1logo e parecido. <strong>Tenho chacarinha, flores, legume, uma casuarina, um po\u00e7o e lavadouro. Uso lou\u00e7a velha e mob\u00edlia velha. Enfim, agora, como outrora, h\u00e1 aqui o mesmo contraste da vida interior, que \u00e9 pacata, com a exterior, que \u00e9 ruidosa.\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0A obra \u201cDom Casmurro\u201d \u00e9 uma narra\u00e7\u00e3o, como o s\u00e3o os romances. Entretanto, o escritor, para dar melhor compreens\u00e3o ao seu relato, tamb\u00e9m utilizou textos descritivos inseridos ao longo da reda\u00e7\u00e3o, como no caso exposto acima, em negrito. Por isso, os textos descritivos funcionam como elementos auxiliares do texto narrativo.<\/p>\n<p>Ao compormos uma narra\u00e7\u00e3o devemos lembrar que:<br \/>\n\u2022 a narra\u00e7\u00e3o apresenta uma sequ\u00eancia de fatos<br \/>\n\u2022 a narra\u00e7\u00e3o apresenta a\u00e7\u00f5es e pensamentos dos personagens<br \/>\n\u2022 o \u201conde\u201d, o \u201ccomo\u201d e o \u201cporque\u201d podem estar presentes<br \/>\n\u2022 sempre haver\u00e1 um narrador que conduz a hist\u00f3ria<br \/>\n\u2022 as express\u00f5es e os textos descritivos podem ser usados na narra\u00e7\u00e3o para ajudar na sua compreens\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses s\u00e3o alguns dos aspectos da narra\u00e7\u00e3o que poder\u00e3o ajud\u00e1-lo bastante na hora de escrever, mas o mais importante \u00e9 voc\u00ea observar, imaginar e ter certeza do que vai escrever, isto \u00e9, organizar as ideias.<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0Agora, que voc\u00ea j\u00e1 sabe quais s\u00e3o os elementos que comp\u00f5em um texto narrativo, voc\u00ea vai redigir um texto narrativo, seguindo o roteiro abaixo:<\/p>\n<p>T\u00edtulo: Um passeio a cavalo<br \/>\nRoteiro:<br \/>\nO que \u2013 o fato em si: um passeio a cavalo<br \/>\nQuem \u2013 o personagem ou personagens, que pode ser homem ou mulher, ou o pr\u00f3prio narrador: voc\u00ea.<br \/>\nOnde \u2013 em um lugar onde se pode andar a cavalo<br \/>\nComo \u2013 a maneira como se desenrolou o passeio: com tranquilidade, ou se houve algo que interrompeu o passeio<br \/>\nQuando \u2013 a \u00e9poca, o momento em que ocorreu o passeio<br \/>\nO porqu\u00ea \u2013 a causa do passeio; tamb\u00e9m pode ser apresentada a consequ\u00eancia do passeio.<\/p>\n<p>Lembrete: procure n\u00e3o misturar as ideias. Apresente a ideia principal desenvolvendo-a atrav\u00e9s das ideias secund\u00e1rias. Para que seu texto se apre-sente bem claro para a pessoa que vai l\u00ea-lo, use palavras ou express\u00f5es descritivas relacionadas aos elementos auxiliares.<\/p>\n<p>_________________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">GABARITO<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\"> O texto abaixo foi redigido seguindo a roteiro dado e o apresentamos como base de orienta\u00e7\u00e3o para o seu texto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Um passeio a cavalo<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ff0000;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0O dia amanheceu ensolarado e lindo! Olhando pela janela do meu quarto, vi os campos verdes, imensos e senti uma vontade incr\u00edvel de sair a passeio com Meia-Noite, meu cavalo de estima\u00e7\u00e3o.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Tomei o desjejum e rumei para as cocheiras para preparar o cavalo para o passeio. Arrumei tudo e sa\u00edmos num longo galope por toda a fazenda. Percorremos os pastos verdejantes com o vento a refrescar-me o rosto, os bra\u00e7os e todo o meu corpo. Meia-Noite, como sempre, obedecia ao meu comando e pulava os riachos, as moitas, as pedras.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #ff0000;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0A sensa\u00e7\u00e3o de liberdade que eu sentia me dava alegria e confian\u00e7a. Eu parecia rumar para um mundo de paz e de felicidade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CURSO DE REDA\u00c7\u00c3O \u2013 ROTEIRO N\u00b0 9 1.TEMA: O texto narrativo. Elementos essenciais e auxiliares de um texto narrativo.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[24],"tags":[],"class_list":["post-605","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-redacao","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/605","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=605"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/605\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}