{"id":618,"date":"2013-03-17T20:53:46","date_gmt":"2013-03-17T20:53:46","guid":{"rendered":"http:\/\/portugues.camerapro.com.br\/?p=618"},"modified":"2013-03-17T20:53:46","modified_gmt":"2013-03-17T20:53:46","slug":"texto-para-interpretacao-35-aventuras-de-um-ex-cabo-de-vassoura-nivel-fundamental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=618","title":{"rendered":"TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 35 &#8211; AVENTURAS DE UM EX-CABO DE VASSOURA (N\u00edvel Fundamental)"},"content":{"rendered":"<p>O texto abaixo est\u00e1 com os par\u00e1grafos numerados para facilitar a localiza\u00e7\u00e3o das palavra e express\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"center\"><!--more-->AVENTURAS DE UM EX-CABO DE VASSOURA<\/p>\n<p align=\"right\">(Or\u00edgenes Lessa, <i>Napole\u00e3o em Parada de Lucas)<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"right\">\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 fui cabo de vassoura. Sou cavalo de pau. Estive quase a ser lenha. Ou lixo, que ainda \u00e9 mais triste. Sem falar no meu passado mais antigo, de quando fui \u00e1rvore. Vida <i><span style=\"text-decoration: underline;\">incerta<\/span><\/i> \u00e9 a da madeira, explorada e escravizada pelo bicho homem. Onde estivermos n\u00f3s, subindo em \u00e1rvores, com troco, folha e ramos v\u00e1rios, l\u00e1 chega o homem. E quando o homem chega, quase sempre \u201cd\u00e1 galho\u201d&#8230; Feliz \u00e9 a planta ou \u00e1rvore carregada de frutos e flores. Em geral poupada, embora roubada nas flores e frutos&#8230; Mas nos outros casos, machado e fogo nos perseguem&#8230; E nada podemos fazer. O bicho homem, que se intitula, vaidoso, de \u201chomo sapiens\u201d, palavra de uma l\u00edngua esquecida, cuja tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201ccara sabido\u201d, \u00e9 orgulhoso, convencido e, muitas vezes, cruel. Mas tem, realmente uma for\u00e7a contra a qual nada podemos. At\u00e9 hoje n\u00e3o entendi bem esse estranho poder desse bicho terr\u00edvel.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Dizem os meus irm\u00e3os mais velhos da floresta \u2013 ou diziam, nos meus tempos de mato \u2013 que nada \u00e9 poss\u00edvel contra o homem. N\u00e3o adianta lutar.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A natureza \u2013 os inanimados, como nos chamam eles \u2013 tem feito mis\u00e9ria para acabar com tal ra\u00e7a. Inventou doen\u00e7as terr\u00edveis, que \u00e0s vezes se transformam em espantosas <i><span style=\"text-decoration: underline;\">epidemias<\/span><\/i>. Houve, por exemplo, uma tal gripe espanhola \u2013 isso eu ouvi na casa em que fui cabo de vassoura e depois cavalo de pau \u2013 que matou em poucos meses mais gente, uns vinte milh\u00f5es, que toda uma guerra que durou quatro anos, e que foi de uma estupidez desumana, como todas as guerras. As \u00e1guas, por vezes, se levantam e cobrem cidades e matam milhares. Os vulc\u00f5es se abrem e vomitam chamas e lavas, liquidando outros tantos. Houve duas cidades na antiguidade \u2013 Herculano e Pompeia, ali\u00e1s, de gente muito pouco bacana \u2013 que foram em minutos sepultadas por um tal de Ves\u00favio, um <i><span style=\"text-decoration: underline;\">ilustre vulc\u00e3o<\/span><\/i> perto de N\u00e1poles, na It\u00e1lia. Outras vezes a pr\u00f3pria Terra, nossa m\u00e3e comum, se enche de raiva. Treme de raiva. Chamam a isso de tremor de terra ou terremoto. E mais gente morre, aos milhares, ou de casa caindo por cima, ou simplesmente de medo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tudo isso eu sei de conversas que ouvia na casa do maior amigo que tive entre os seres humanos, rara flor da esp\u00e9cie, meu senhor Mariozinho, o maior cavaleiro do mundo. Era uma fam\u00edlia de doutor que sabia as coisas, e eu, \u00e0s vezes largado no ch\u00e3o, ia ouvindo a aprendendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Mas, por mais que n\u00f3s outros, os inanimados, tenhamos feito para acabar com esse povo \u2013 epidemias, inunda\u00e7\u00f5es, terremotos, vulc\u00f5es deitando fogo \u2013 e \u00e0s vezes deixando simplesmente de chover, ressequindo a terra, com sacrif\u00edcio das pr\u00f3prias \u00e1rvores, que secam e morrem, para matar o homem de fome \u2013 o tal \u201chomo sapiens\u201d \u00e9 mesmo sabido. Morre, morre, morre, mas a esp\u00e9cie continua e se multiplica. E progride sempre. E constr\u00f3i casas e cidades e f\u00e1bricas e m\u00e1quinas corredoras, voadoras, nadadoras, mergulhadoras e, o que \u00e9 pior, destruidoras.<\/p>\n<p>&#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Eles tem um segredo que \u00e9 a sua for\u00e7a: inventa. Ou pensa, que \u00e9 uma coisa que acontece antes do invento. N\u00f3s, simplesmente, sentimos. Nunca se viu uma \u00e1rvore, por mais forte, mais majestosa, mais bonita que fosse (toda a \u00e1rvore \u00e9 bela, eu vi uma vez Mariozinho dizer), construir uma casa, fabricar um autom\u00f3vel, dar um jeito de viajar no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211; &#8211;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Que \u00e9 que podem fazer mil \u00e1rvores, que lhe negam seus frutos, numa seca feroz, quando o tal neg\u00f3cio de homem e mulher se juntando \u2013 e todos eles pensando e inventando \u2013 continua a multiplicar indefinidamente a sua ra\u00e7a? Que podemos n\u00f3s nessa luta quando nem as guerras \u2013 essa \u00e9 a mais triste inven\u00e7\u00e3o dos humanos \u2013 quando nem as guerras acabam com eles?<\/p>\n<p>8.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Escravos somos desse bicho que inventa. E corta e derruba e serra e torneia e mete prego sem piedade.<\/p>\n<p>9.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Felizmente, entre eles, h\u00e1 uma coisa chamada crian\u00e7a.<\/p>\n<p>____________________________________________________________________<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a leitura do texto, responda \u00e0s quest\u00f5es abaixo.<\/p>\n<p>1. Quem \u00e9 a personagem que fala no texto:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) uma acha de lenha\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b.(\u00a0\u00a0 ) uma \u00e1rvore da floresta \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0c.(\u00a0\u00a0 ) um cavalo de pau \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0d.(\u00a0\u00a0 ) um cabo de vassoura<\/p>\n<p>2. A personagem que narra esta hist\u00f3ria j\u00e1 tinha exercido 4 fun\u00e7\u00f5es diferentes, antes da atual. Liste-as:<\/p>\n<p>1 &#8211; _____________________<\/p>\n<p>2 &#8211; _____________________<\/p>\n<p>3 &#8211; _____________________<\/p>\n<p>4 &#8211; _____________________<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Os sentimentos da personagem, que predominam no texto em rela\u00e7\u00e3o ao homem, s\u00e3o:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) amargura e felicidade\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b.(\u00a0\u00a0 ) revolta e apatia \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0c.(\u00a0\u00a0 ) resigna\u00e7\u00e3o e amargura\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d.(\u00a0\u00a0 ) alegria e revolta<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. Por que o cavalo de pau chama o Monte Ves\u00favio de \u201cilustre vulc\u00e3o\u201d (par\u00e1g. 3)?<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) Porque esse vulc\u00e3o celebrizou-se ao destruir as cidades de Herculano e Pomp\u00e9ia.<\/p>\n<p>b.(\u00a0\u00a0 ) Porque matou gente muito pouco bacana.<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) Porque o via como um aliado na guerra contra o homem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. O segredo da for\u00e7a humana, na opini\u00e3o do cavalo de pau reside fundamentalmente:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) na coragem e no esp\u00edrito de luta<\/p>\n<p>b.(\u00a0\u00a0 ) no esp\u00edrito de luta e de destrui\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) Na capacidade de inventar e de se multiplicar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>6. A palavra <b><i><span style=\"text-decoration: underline;\">incerta<\/span><\/i><\/b> no texto (par\u00e1g. 1), significa:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) discut\u00edvel, duvidosa\u00a0\u00a0 \u00a0b.(\u00a0\u00a0 ) insegura\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 c.(\u00a0\u00a0 ) hesitante, indecisa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>7. A palavra <b><i><span style=\"text-decoration: underline;\">epidemia<\/span><\/i><\/b>, no texto (par\u00e1g. 3), significa:<\/p>\n<p>a.(\u00a0\u00a0 ) qualquer mol\u00e9stia contagiosa<\/p>\n<p>b.(\u00a0\u00a0 ) mol\u00e9stia contagiosa que se espalha rapidamente na popula\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>c.(\u00a0\u00a0 ) mol\u00e9stia que aparece na pele das pessoas<\/p>\n<div>\n<p>\u00a0____________________________________________________________<\/p>\n<\/div>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">GABARITO<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">1. C\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">2. \u00c1rvore, quase lenha, quase lixo, cabo de vassoura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">3. c<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">4. c<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">5. c<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">6. b<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">7. b<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O texto abaixo est\u00e1 com os par\u00e1grafos numerados para facilitar a localiza\u00e7\u00e3o das palavra e 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