{"id":673,"date":"2013-05-03T22:30:34","date_gmt":"2013-05-03T22:30:34","guid":{"rendered":"http:\/\/portugues.camerapro.com.br\/?p=673"},"modified":"2013-05-03T22:30:34","modified_gmt":"2013-05-03T22:30:34","slug":"texto-para-interpretacao-48-raconto-da-natividade-nivel-fundamental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=673","title":{"rendered":"TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 48 &#8211; RACONTO DA NATIVIDADE (N\u00edvel Fundamental)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 48 &#8211; RACONTO DE NATIVIDADE (N\u00edvel Fundamental)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O relato apresenta uma situa\u00e7\u00e3o de contraste social: como o dinheiro (ou a falta dele) pode alterar o comportamento\u00a0 das pessoas.<\/p>\n<p align=\"center\"><!--more-->RACONTO DE NATIVIDADE<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u2013 Senhor doutor, estou aqui no bolso com um milh\u00e3o de cruzeiros de uma boiada que vendi e quero lhe comprar aquelas suas terras para cima do ribeir\u00e3o. Pago \u00e0 vista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O m\u00e9dico mediu de alto a baixo seu interlocutor. Era mo\u00e7o, fei\u00e7\u00f5es de caboclo, vestido com decente mod\u00e9stia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u2013 Um milh\u00e3o de cruzeiros, \u00e0 vista, pelas terras? Pois o que <b>lastimo<\/b> \u00e9 que elas n\u00e3o sejam minhas. O senhor se enganou. S\u00e3o de um meu primo advogado. O nome \u00e9 parecido com o meu. Eu sou m\u00e9dico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Com fala mansa, o visitante pediu ao m\u00e9dico que interviesse no neg\u00f3cio. Tinha\u00a0<strong>urg\u00eancia<\/strong> em comprar as terras. N\u00e3o pagava muito, mas pagava \u00e0 vista. O dinheiro estava ali no bolso. Houve uma telefonada e o dono disse que n\u00e3o queria vender as mesmas. Nem por um, nem por dois milh\u00f5es. O outro co\u00e7ou a cabe\u00e7a, triste. Da segunda vez que viu o rapaz, o m\u00e9dico estava em seu hospital. Era o \u00fanico bom hospital da zona. Nessa ocasi\u00e3o, o caboclo vinha acompanhado da esposa que esperava o primeiro filho. O m\u00e9dico ofereceu um quarto pequeno, sem banheiro, com di\u00e1ria razo\u00e1vel, mas o mo\u00e7o\u00a0<strong>indagou,<\/strong> com certa impertin\u00eancia, se n\u00e3o havia nada melhor do que aquilo tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u2013 H\u00e1. Mas \u00e9 um apartamento de grande luxo. Quase nunca est\u00e1 ocupado. Da \u00faltima vez que serviu, foi para a nora do coronel Quinzinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Sim, aquele, sim, servia. Duas sala s com tapetes e r\u00e1dio, com terra\u00e7o e at\u00e9 gaiola de passarinho, para n\u00e3o falar no telefone e no quarto de banho. Chegando \u00e0 casa, o m\u00e9dico relatou o fato \u00e0 esposa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u2013 Voc\u00ea veja. Aqui em Goi\u00e2nia tem gente de dinheiro que nem se suspeita. O apartamento de grande luxo foi ocupado por uma mo\u00e7a, acaboclada, mulher do homem que me procurou, n\u00e3o faz muito tempo, com um milh\u00e3o de cruzeiros no bolso&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 A esposa do m\u00e9dico estava regando sua lata de ger\u00e2nios. Suspendeu a opera\u00e7\u00e3o e disse:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u2013 Eu vi quando aquele mo\u00e7o veio. Ningu\u00e9m dava nada por ele. E com um milh\u00e3o no bolso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O parto foi dif\u00edcil, mas o m\u00e9dico era h\u00e1bil. A parturiente teve a melhor assist\u00eancia. Dez dias depois de ter ela dado \u00e0 luz um menino forte, o pai, muito contente, procurou o diretor do hospital. Iriam embora ao dia seguinte. Acontecia que estava l\u00e1 embaixo, com o carro, um irm\u00e3o seu e a mulher come\u00e7ara a chorar com saudades de casa. N\u00e3o fazia diferen\u00e7a que fossem \u00e0quela tarde e n\u00e3o na manh\u00e3 seguinte?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Claro que n\u00e3o fazia diferen\u00e7a. A cliente e a crian\u00e7a estavam passando muito bem. Mas o diabo era que o mo\u00e7o havia esquecido em casa seu tal\u00e3o de cheques. O m\u00e9dico sorriu:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u2013 Pois a coisa \u00e9 assim. O parto vai lhe custar muito menos que um milh\u00e3o.V\u00e1 embora para casa, sossegado, e venha amanh\u00e3 saldar sua conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Nem em uma semana, nem em duas o estranho rapaz apareceu. Ao fim desse tempo, o m\u00e9dico foi procurar o endere\u00e7o da cliente. Tomou seu carro e rodou para l\u00e1. Fora da cidade, localizou o caboclo, de manga arrega\u00e7ada, lavrando um mofino campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u2013 Que \u00e9 isso, rapaz? Voc\u00ea se esqueceu da conta?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O outro retrucou, manso, que n\u00e3o se esquecera. Nem da conta, nem de toda a gentileza de que sua esposa fora alvo. Apenas n\u00e3o podia pagar nem um tost\u00e3o, pelo menos naquela dura \u00e9poca do ano. Talvez, depois da colheita, se Deus ajudasse, ele saldaria pelo menos a quinta parte da d\u00edvida. E prosseguia olhando a sua terra mesquinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u2013 Mas n\u00e3o posso entender! O senhor \u00e9 um homem \u00e0 m\u00edngua de recursos! Como \u00e9 que ainda outro dia tinha um milh\u00e3o no bolso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u2013 Ter um milh\u00e3o, eu n\u00e3o tinha, seu doutor. O que tinha era vontade que meu primeiro filho nascesse em quarto de gente rica e minha patroa fosse tratada a modo de mulher de fazendeiro. Por isso,\u00a0<strong>maquinei<\/strong> aquela hist\u00f3ria das terras. Agora que a crian\u00e7a nasceu, se o senhor quiser me prender, me prenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0O m\u00e9dico estava <b>furioso<\/b> quando tornou \u00e0 casa e contou o fato \u00e0 mulher. Por coincid\u00eancia, ela regava os mesmos ger\u00e2nios. Estacou no gesto. Ouviu o relato inteiro e come\u00e7ou a chorar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u2013 Se voc\u00ea puser aquele pobre coitado na cadeia, eu rasgo seu diploma de m\u00e9dico. Nunca ouvi hist\u00f3ria mais bonita em toda a minha vida!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Eu tamb\u00e9m n\u00e3o. E \u00e9 por isso que a passo aos leitores, \u00e0 guisa de cr\u00f4nica de Natividade.<\/p>\n<p align=\"right\">\u00a0(SILVEIRA, Helena. In:____<i>Sombra Azul e Carneiro Branco. <\/i>S\u00e3o Paulo, Cultrix, 1960)<\/p>\n<p>GLOSS\u00c1RIO<\/p>\n<p>Raconto \u2013 narra\u00e7\u00e3o, relato, narrativa<\/p>\n<p>Intervir \u2013 servir de mediador<\/p>\n<p>\u00c0 m\u00edngua \u2013 em extrema pobreza<\/p>\n<p>Mofino \u2013 infeliz, pequeno, acanhado<\/p>\n<p>\u00c0 guisa de &#8211;\u00a0 \u00e0 maneira de<\/p>\n<p>_____________________________________________________<\/p>\n<p>Vamos, ent\u00e3o, \u00e0 an\u00e1lise do texto.<\/p>\n<p>I \u2013 Marque com um X o sin\u00f4nimo adequado das palavras grifadas, de acordo com o texto:<\/p>\n<p>1. \u201cPois o que <b>lastimo<\/b> \u00e9 que elas n\u00e3o sejam minhas.\u201d<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) desejo\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) invejo\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 c. (\u00a0\u00a0 ) lamento\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d.(\u00a0\u00a0 ) agrade\u00e7o<\/p>\n<p>2. \u201cTinha <b>urg\u00eancia<\/b> em comprar as terras.\u201d<\/p>\n<p>a. ( \u00a0\u00a0) pressa\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) necessidade\u00a0\u00a0\u00a0 c. (\u00a0\u00a0 ) desejo\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) prazer<\/p>\n<p>3. \u201c&#8230; at\u00e9 que o rapaz <b>indagou<\/b>&#8230;\u201d<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) reclamou\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) perguntou\u00a0\u00a0 c. (\u00a0\u00a0 ) resmungou\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) exclamou<\/p>\n<p>4. \u201cPor isso, <b>maquinei<\/b> aquela hist\u00f3ria das terras.\u201d<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) apresentei\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) inventei\u00a0\u00a0\u00a0 c. (\u00a0\u00a0 ) fabriquei\u00a0\u00a0\u00a0 d.(\u00a0\u00a0 ) alterei<\/p>\n<p>5. \u201cO m\u00e9dico estava <b>furioso<\/b> quando tornou \u00e0 casa&#8230;\u201d<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) triste\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) aflito\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 c. (\u00a0\u00a0 ) curioso\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) enfurecido<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>II \u2013 Marque com um X a alternativa correta, de acordo com o texto:<\/p>\n<p>6. Quando procurou o m\u00e9dico pela primeira vez, o caboclo queria:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) internar a esposa que esperava o primeiro filho<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) comprar terras<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) comprar gado<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) vender terras<\/p>\n<p>7. Quando procurou o m\u00e9dico pela segunda vez, o caboclo queria:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) conversar \u00a0 \u00a0 \u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) vender gado \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0c. (\u00a0\u00a0 ) internar a esposa \u00a0 \u00a0 \u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) insistir na compra das terras<\/p>\n<p>8. Dentre os quartos do hospital, o caboclo escolheu:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) o mais barato \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0b. (\u00a0\u00a0 ) um quarto pequeno<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) um apartamento de luxo\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) um apartamento m\u00e9dio<\/p>\n<p>9. O caboclo n\u00e3o pagou a conta do hospital porque:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) n\u00e3o gostou do atendimento dado \u00e0 esposa<\/p>\n<p>b. (\u00a0 \u00a0) n\u00e3o costumava pagar suas contas<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) esqueceu<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) n\u00e3o tinha dinheiro<\/p>\n<p>10. Quando o caboclo disse que n\u00e3o tinha dinheiro para pagar a conta, a rea\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico foi de:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) compaix\u00e3o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) tristeza\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 c. (\u00a0\u00a0 ) raiva\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 d. (\u00a0\u00a0 ) compreens\u00e3o<\/p>\n<p>11. O caboclo maquinou a hist\u00f3ria das terras porque queria:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) dar um trote no m\u00e9dico.<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) queria que seu filho nascesse em quarto de gente rica e que sua\u00a0 esposa fosse bem tratada.<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) que todos, na cidade, pensassem que era rico.<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) ficar com as terras e n\u00e3o pagar.<\/p>\n<p>12. Ao saber do fato, a esposa do m\u00e9dico reagiu da seguinte maneira:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) ficou furiosa e aconselhou o marido a mandar prender o caboclo<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) n\u00e3o se interessou pelo caso<\/p>\n<p>c. (\u00a0\u00a0 ) chorou e disse ao marido que se mandasse prender o caboclo ela rasgaria o seu diploma<\/p>\n<p>d. (\u00a0\u00a0 ) deu boas gargalhadas<\/p>\n<p>13. Levando em considera\u00e7\u00e3o o atendimento que \u00e9 dado \u00e0s pessoas nos hospitais, o caboclo teve raz\u00e3o ou n\u00e3o para agir do modo que agiu? Por qu\u00ea? D\u00ea sua opini\u00e3o e justifique-a.<\/p>\n<p>_________________________________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><b>GABARITO<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">1. c\u00a0\u00a0\u00a0 2. A\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 3. B\u00a0\u00a0\u00a0 4. B\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 5. D\u00a0\u00a0\u00a0 6. B\u00a0\u00a0\u00a0 7. C\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 8. C\u00a0\u00a0\u00a0 9. D\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 10. C\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 11. B\u00a0\u00a0 12. C<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\">13. resposta pessoal (mostre-a a um amigo ou pessoa do seu relacionamento e discuta a situa\u00e7\u00e3o que levou o caboclo, o m\u00e9dico e sua esposa a terem as a\u00e7\u00f5es descritas)<\/span><\/p>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 48 &#8211; RACONTO DE NATIVIDADE (N\u00edvel Fundamental) \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O relato apresenta uma situa\u00e7\u00e3o de contraste social: como o dinheiro (ou a falta dele) pode alterar o comportamento\u00a0 das 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