{"id":683,"date":"2013-05-04T14:36:01","date_gmt":"2013-05-04T14:36:01","guid":{"rendered":"http:\/\/portugues.camerapro.com.br\/?p=683"},"modified":"2013-05-04T14:36:01","modified_gmt":"2013-05-04T14:36:01","slug":"texto-para-interpretacao-53-conversa-de-compra-de-passarinho-nivel-fundamental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/?p=683","title":{"rendered":"TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 53 &#8211; CONVERSA DE COMPRA DE PASSARINHO (N\u00edvel Fundamental)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 53 &#8211; CONVERSA DE COMPRA DE PASSARINHO (N\u00edvel Fundamental)<\/p>\n<p align=\"center\"><!--more-->CONVERSA DE COMPRA DE PASSARINHO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Entro na venda para comprar uns anz\u00f3is e o velho est\u00e1 me atendendo quando chega um menino da ro\u00e7a, com um burro e dois balaios de lenha. Fica ali, parado, esperando. O velho parece que n\u00e3o o v\u00ea, mas afinal olha as achas com desprezo e pergunta: \u201c<i>Quanto?<\/i>\u201d O menino hesita, co\u00e7ando o calcanhar de um p\u00e9 com o dedo de outro. \u201c<i>Quarenta<\/i>\u201d. O homem da venda n\u00e3o responde, vira a cara. Aperta mais os olhos mi\u00fados para separar os anz\u00f3is pequenos que eu pedi. Eu me interesso pelo coleiro do brejo que est\u00e1 cantando. O velho:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; Esse coleiro \u00e9 especial. Eu tinha aqui um gaturamo que era uma beleza, mas morreu ontem; \u00e9 um bicho que morre \u00e0 toa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Um pescador de bigodes brancos chega-se ao balc\u00e3o, murmura alguma coisa: o velho lhe serve cacha\u00e7a, recebe, d\u00e1 troco, volta-se para mim: \u201c- O senhor quer chumbo tamb\u00e9m?\u201d Compro uma chumbada, alguns metros de linha. Subitamente ele se dirige ao menino da lenha:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; Quer vinte e cinco? Pode botar l\u00e1 dentro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O menino abaixa a cabe\u00e7a, calado. Pergunto:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; Quanto \u00e9 o coleiro?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; Ah, esse n\u00e3o tenho para venda, n\u00e3o\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Sei que o velho esta mentindo; ele seria incapaz de ter um coleiro se n\u00e3o fosse para venda; miser\u00e1vel como \u00e9, n\u00e3o iria gastar alpiste e farelo em troca de cantorias. Eu me desinteresso. Pe\u00e7o uma cacha\u00e7a. Puxo o dinheiro para pagar minhas compras. O menino murmura: \u201c- <i>O senhor d\u00e1 trinta\u2026?<\/i>\u201d O velho cala-se, minha nota na m\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; Quanto \u00e9 que o senhor d\u00e1 pelo coleiro?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Fico calado algum tempo. Ele insiste: \u201c- <i>O senhor diga\u2026<\/i>\u201d Viro a cacha\u00e7a, fico apreciando o coleiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; Se n\u00e3o quer vinte e cinco v\u00e1 embora, menino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Sem responder, o menino cede. Carrega as achas de lenha para os fundos, recebe o dinheiro, monta no burro, vai-se. Foi no mato cortar pau, rachou cem achas, carregou o burro, trotou l\u00e9guas at\u00e9 chegar aqui, levou 25 cruzeiros. Tenho vontade de ving\u00e1-lo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; Passarinho d\u00e1 muito trabalho\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O velho atende outro fregu\u00eas, lentamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; O senhor querendo dar quinhentos cruzeiros, \u00e9 seu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Por tr\u00e1s dele o pescador de bigodes brancos me fez sinal para n\u00e3o comprar. Finjo espanto: <i>\u201c- Quinhentos cruzeiros?\u201d<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; Ainda a semana passada eu rejeitei seiscentos por ele. Esse coleiro \u00e9 muito especial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Completamente escravo do homem, o coleirinho p\u00f5e-se a cantar, mostrando sua especialidade. Fa\u00e7o uma pergunta sorna: \u201c- <i>Foi o senhor quem pegou ele?\u201d<\/i> O homem responde: \u201c- <i>N\u00e3o tenho tempo para pegar passarinho.\u201d<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Sei disso. Foi um menino descal\u00e7o, como aquele da lenha. Quanto ter\u00e1 recebido esse menino desconhecido, por aquele coleiro especial?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; No Rio eu compro um papa-capim mais barato\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; Mas isso n\u00e3o \u00e9 papa-capim. Se o senhor conhece passarinho, o senhor est\u00e1 vendo que coleiro \u00e9 esse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; Mas quinhentos cruzeiros?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; Quanto \u00e9 que o senhor oferece?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Acendo um cigarro. Pe\u00e7o mais uma cachacinha. Deixo que ele atenda um fregu\u00eas que compra bananas. Fico mexendo com o peda\u00e7o de chumbo. Afinal digo com voz fria, seca: <i>\u201c- Dou duzentos pelo coleiro, cinquenta pela gaiola<\/i>.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 O velho faz um ar de absoluto desprezo. Pe\u00e7o meu troco, ele me d\u00e1. Quando v\u00ea que vou saindo mesmo, tem um gesto de desprendimento: \u201c<i>Por trezentos cruzeiros o senhor leva tudo.\u201d<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Ponho minhas coisas no bolso. Pergunto onde \u00e9 que fica a casa de Sime\u00e3o pescador, um zarolho. Converso um pouco com o pescador de bigodes brancos, me despe\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 &#8211; O senhor n\u00e3o leva o coleiro?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Seria in\u00fatil explicar-lhe que um coleiro do brejo n\u00e3o tem pre\u00e7o. Que o coleiro do brejo \u00e9, ou devia ser, um pequeno animal sagrado e livre, como aquele menino da lenha, como aquele burrinho magro e triste do menino. Que daqui a uns anos quando ele, o velho, estiver rachando lenha no inferno, o burrinho, menino e o coleiro v\u00e3o entrar no C\u00e9u \u2013 trotando, assobiando e cantando de pura alegria.<\/p>\n<p align=\"right\">(RUBEM BRAGA. <i>Quadrante. <\/i>Rio, Editora do Autor, 1962)<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a leitura do texto, responda \u00e0s quest\u00f5es abaixo:<\/p>\n<p>1. Achas de lenha s\u00e3o _________________________________________<\/p>\n<p>2. Quais os significados da palavra <b>achas<\/b> nas frases abaixo:<\/p>\n<p>a) <b>Achas<\/b> interessante essa cr\u00f4nica? ______________________________<\/p>\n<p>b) Procuras o troco nos bolsos e n\u00e3o <b>achas <\/b>nada. ____________________<\/p>\n<p>3. Transcreva do texto a frase que equivale a:<\/p>\n<p>a) Calado, o menino concorda. ____________________________________<\/p>\n<p>b) O menino titubeia. ___________________________________________<\/p>\n<p>4. Relacione as palavras aos seus significados, de acordo com o texto:<\/p>\n<p>a. ro\u00e7a \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 (\u00a0\u00a0 ) caolho<\/p>\n<p>b. desprezo \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 (\u00a0\u00a0 ) altru\u00edsmo; a\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o se visa ao interesse pr\u00f3prio<\/p>\n<p>c. mi\u00fados \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0(\u00a0\u00a0 ) sem maiores objetivos; indolente; pregui\u00e7osa<\/p>\n<p>d. brejo \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0(\u00a0\u00a0 ) terreno de lavoura; campo em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade<\/p>\n<p>e. sorna \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 (\u00a0\u00a0 ) desd\u00e9m<\/p>\n<p>f. desprendimento \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0(\u00a0\u00a0 ) pequeno; espremido<\/p>\n<p>g. zarolho \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 (\u00a0\u00a0 ) banhado<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. Onde acontece o fato narrado no texto?<\/p>\n<p>6. A atitude inicial do velho, dono da venda, para com o menino \u00e9:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) atenciosa\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b. (\u00a0\u00a0 ) simp\u00e1tica\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 c. (\u00a0\u00a0 ) de desprezo<\/p>\n<p>7. Essa atitude era intencional?<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) Sim, porque desse modo, ele desvalorizava a mercadoria do menino, comprando-a por menor pre\u00e7o.<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) N\u00e3o. O velho negocinate era mesmo seco e de pouca conversa.<\/p>\n<p>8. Ao perceber o interesse do narrador do texto, o velho demonstrou:<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) satisfa\u00e7\u00e3o, pois tamb\u00e9m ele gostava de p\u00e1ssaros.<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) aparente desinteresse pelo neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>9. Pelas compras feitas pelo narrador, deduzimos que o mesmo iria ______<\/p>\n<p>10. O que disse o velho negociante, quando o narrador perguntou pelo pre\u00e7o do coleiro?<\/p>\n<p>11. A resposta dada pelo negociante a respeito da venda do coleiro \u00e9 verdadeira? (\u00a0\u00a0 ) sim\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (\u00a0\u00a0 ) n\u00e3o<\/p>\n<p>Justifique sua resposta indicando passagens do texto.<\/p>\n<p>12. A negocia\u00e7\u00e3o empregada pelo velho, durante a compra da lenha, lhe parece justa e honesta?<\/p>\n<p>a. (\u00a0\u00a0 ) N\u00e3o. Ele estava explorando o menino, na certeza de que este n\u00e3o voltaria com a carga, j\u00e1 que tivera muito trabalho para cortar e trazer a lenha.<\/p>\n<p>b. (\u00a0\u00a0 ) Sim, pois, como comerciante que era, procurava um modo de adquirir a mercadoria por menor pre\u00e7o e, assim, auferir maior lucro.<\/p>\n<p>13. Quem o narrador julga que tivesse ca\u00e7ado o coleiro do brejo? Justifique com uma passagem do texto.<\/p>\n<p>14. O narrador tamb\u00e9m usa da mesma t\u00e9cnica de negocia\u00e7\u00e3o empregada pelo velho, para a compra do passarinho, isto \u00e9, desvalorizar a mercadoria com argumentos, demonstrar desinteresse com atitudes. Identifique sete trechos da narrativa que demonstram essa t\u00e9cnica de negocia\u00e7\u00e3o usada pelo narrador.<\/p>\n<p>15. Ap\u00f3s tanta negocia\u00e7\u00e3o, qual o abatimento que o narrador conseguiu quando desistiu da compra do passarinho?<\/p>\n<p>16. Para onde se dirigiu o narrador com o material de pesca que adquiriu na venda?<\/p>\n<p>17. Por que o narrador n\u00e3o compra, afinal, o coleiro?<\/p>\n<p>18. Qual teria sido, na sua opini\u00e3o, a atitude mais justa a ser tomada pelo narrador em rela\u00e7\u00e3o ao coleiro? Justifique sua resposta.<\/p>\n<p>19. Expresse, em poucas linhas, a mensagem que o texto sugere.<\/p>\n<div>\n<p>\u00a0______________________________________________________________________<\/p>\n<\/div>\n<p>GABARITO<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 1. S\u00e3o peda\u00e7os de madeira seca para fazer fogo.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 2. a) julgar ou considerar interessante\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 b) n\u00e3o encontrar<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 3.<\/p>\n<p>a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cSem responder, o menino cede.\u201d (par\u00e1grafo 12).<\/p>\n<p>b)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cO menino hesita.\u201d (par\u00e1grafo 1)<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 4.<\/p>\n<p>a. ro\u00e7a\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ( g ) caolho<\/p>\n<p>b. desprezo\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 (\u00a0 f ) altru\u00edsmo; a\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o se visa ao interesse pr\u00f3prio.<\/p>\n<p>c. mi\u00fados\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ( e ) sem maiores objetivos; indolente; pregui\u00e7osa<\/p>\n<p>d. brejo\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ( a ) terreno de lavoura; campo em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade<\/p>\n<p>e. sorna\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ( b ) desd\u00e9m<\/p>\n<p>f. desprendimento\u00a0 ( c ) pequenos; espremidos<\/p>\n<p>g. zarolho\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ( d ) banhado<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 5. Numa casa de com\u00e9rcio.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 6.\u00a0 Alternativa c<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 7. Alternativa a.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 8. Alternativa b.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 9. Pescar.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 10. Disse que o coleiro n\u00e3o estava \u00e0 venda.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 11. N\u00e3o. Trechos que comprovam a resposta:<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cSei que o velho est\u00e1 mentindo; ele seria incapaz de ter um coleiro se n\u00e3o fosse para venda; miser\u00e1vel como \u00e9, n\u00e3o iria gastar alpiste e farelo em troca de cantorias.\u201d<\/li>\n<li>\u201cO senhor querendo dar quinhentos cruzeiros, \u00e9 seu\u201d.<\/li>\n<li>\u201cPor trezentos cruzeiros o senhor leva tudo.\u201d<\/li>\n<li>\u201cO senhor n\u00e3o leva o coleiro?\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p>Quest\u00e3o 12. Alternativa a.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 13. Um menino pobre, morador da zona rural. Trecho que comprova a resposta:<\/p>\n<ul>\n<li>\u201cSei disso. Foi um menino descal\u00e7o, como aquele da lenha.\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p>Quest\u00e3o 14.<\/p>\n<ol>\n<li>\u201cEu me dessinteresso. Pe\u00e7o uma cacha\u00e7a. Puxo o dinheiro para pagar minhas compras.<\/li>\n<li>\u201cFico calado algum tempo. Viro a cacha\u00e7a.\u201d<\/li>\n<li>\u201cPassarinho d\u00e1 muito trabalho.\u201d<\/li>\n<li>\u201cFinjo espanto. Quinhentos cruzeiros?\u201d<\/li>\n<li>\u201cNo Rio compro um papa-capim mais barato.\u201d<\/li>\n<li>\u201cAcendo um cigarro. Pe\u00e7o mais uma cachacinha.\u201d<\/li>\n<li>\u201cAfinal, digo com voz fria, seca: Dou duzentos pelo coleiro, cinquenta pela gaiola.\u201d<\/li>\n<\/ol>\n<p>Quest\u00e3o 15. Duzentos cruzeiros.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 16. \u00c0 casa de Sime\u00e3o, um pescador zarolho.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 17. Porque, na sua opini\u00e3o, um coleiro do brejo n\u00e3o tem pre\u00e7o, por ser um pequeno animal sagrado e livre, como o menino da lenha e seu burrinho.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 18. Deveria t\u00ea-lo comprado e depois dar-lhe a liberdade, isto \u00e9 solt\u00e1-lo na mata que \u00e9 onde devem viver os animais silvestres.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o 19. Resposta pessoal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TEXTO PARA INTERPRETA\u00c7\u00c3O 53 &#8211; CONVERSA DE COMPRA DE PASSARINHO (N\u00edvel Fundamental)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[4,27],"tags":[],"class_list":["post-683","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ensino-fundamental","category-textos-para-interpretacao","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/683","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=683"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/683\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=683"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=683"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portuguesirado.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=683"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}